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sexta-feira, 20 de março de 2015

Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Verride (constituída em 1929)



Identificar os antigos membros e amigos dos Bombeiros de Verride, é o desafio que propomos neste evento.
A partir desta fotografia iniciámos a conquista da identidade de cada pessoa aqui retratada. Já obtivemos a partir do valioso préstimo do Sr. Arménio Machado alguns nomes (conforme as marcações feitas).
Assim, ajude-nos a completar esta preciosa fotografia. Porque a memória não deve ser esquecida!


Fonte: https://www.facebook.com/uniaoavv/photos/a.651321591597904.1073741828.650675361662527/873632782700116/?type=1&theater

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Colecionador de bicicletas restaura “beldades” em Verride

Muitos anos passaram depois do dia em que transformou pela primeira vez uma bicicleta. “Já lá vão 30, lembro-me que ficou com um quadro em cima do outro”, conta Fernando Silva, colecionador e restaurador daquelas que apelida de “beldades de duas rodas”. A velhinha “pasteleira” era do pai. Acabou por ficar lá em casa e não mais soube dela.
Mas a paixão renasceu de novo, quando há cinco anos se lembrou de pedir uma bicicleta à mulher, por altura do aniversário. “Andava a dizer que gostava de ter uma pasteleira e ela ofereceu-me nos anos”, explica o colecionador. Acabou por ter um veículo “completamente ferrugento, mas funcional”.
Pôs as mãos à obra e atualmente tem 20 bicicletas – de vários modelos, nacionais e estrangeiras – restauradas e 70 por restaurar. Entretanto, registou-se no Fórum Amigos das Pasteleiras, em forum.amigosdaspasteleiras.com.

Versão completa na edição impressa do DIÁRIO AS BEIRAS de 8 de setembro

quinta-feira, 30 de junho de 2011

“7 Maravilhas”

André Sardet apadrinha candidatura do Pastel de Tentúgal

O cantor André Sardet foi ontem apresentado como padrinho da candidatura do Pastel de Tentúgal às “7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa” - «o melhor pastel do mundo», segundo o autarca de Montemor, Luís Leal – numa cerimónia que teve lugar no Largo do Rossio, junto ao emblemático Convento de Nossa Senhora do Carmo.
A sessão, que contou com a participação de inúmeros confrades e amigos do Pastel de Tentúgal, assim como populares anónimos, serviu também para serem dados a conhecer os embaixadores.

(Leia mais na edição impressa do Diário de Coimbra)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Filarmónica de Arazede lança terceiro álbum

“AMA a música…Hoje e Sempre” é o nome do terceiro trabalho discográfico da banda filarmónica da Academia Musical Arazedense (AMA). O disco, só com temas inéditos, foi ontem (6) apresentado na coletividade de Arazede, Montemor-o-Velho, e já está à venda. Custa 10 euros.
O álbum conta com um tema original de Angelino Ferrão, um compositor da terra que esteve 73 anos ao serviço da banda, e ainda com a participação especial da fadista Cátia Montemor. Foi gravado em novembro, custeado pela academia e patrocinado por empresas e entidades montemorenses.
A AMA tem agora três trabalhos editados, dois deles no espaço de apenas dois anos – o último trabalho foi lançado em 2010. “Acho que este último disco é uma das melhores obras discográficas a nível de bandas filarmónicas que vai entrar no mercado”, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS José Abrunheiro, presidente da AMA.
A banda filarmónica é composta por 65 elementos. A maioria dos músicos são jovens, entre os 8 e os 35 anos. Para além destes, mais 45 aprendizes frequentam a escola de música daquela coletividade. E, em breve, todos poderão vir a envergar um novo fardamento, uma vez que o atual tem já mais de 20 anos.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/2011/02/filarmonica-de-arazede-lanca-terceiro-album/

Caracóis iluminam Tentúgal


Em Tentúgal (Montemor-o-Velho) cumpriu-se a tradição: cascas de caracóis iluminadas com azeite na festa de Nossa Senhora das Candeias.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/correio-do-leitor/caracois-iluminam-tentugal

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Histórias Selvagens

Título original:Histórias Selvagens
De:António Campos
Com:Género:Documentário
Classificação:M/12
Outros dados:MEX, 1978, Cores, 102 min.

Adaptação de dois contos de Paços Coelho, trata-se de uma crónica sobre o trabalho rural na região de Montemor-o-Velho. Primeira obra de Campos com actores profissionais e não actores, um dos mais secretos filmes de António Campos e um título fundamental da sua obra, marcado por uma insólita estrutura temporal e um evidente desejo de ficção.
Texto: Cinemateca Portuguesa

http://cinecartaz.publico.pt/Cinemateca/19570_historias-selvagens

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Europaradise para descobrir em Montemor-o-Velho

Um relaxante passeio pedestre, à sombra de muitas árvores, é o palco ideal para visitar as muitas espécies de animais que povoam o Europaradise, em Montemor-o-Velho
O Europaradise é um parque zoológico que se situa no concelho de Montemor-o-Velho, na Quinta da Gardoa e ocupa uma área de 60 hectares, embora a área ocupada pelos animais seja apaenas de 30 hectares. O parque é único no seu género, pois os visitantes podem passear por um belo bosque mediterrânico e observar as mais variadas espécies de animais do mundo inteiro, que vivem ali, num ambiente de semi liberdade e bem enquadrados na natureza.
Agostinho Pedro e Maria Adelina Pedro apostaram no projecto em 1998, quando decidiram abrir um parque zoológico na zona Centro. A Quinta da Gardoa é uma zona protegida, com uma vegetação diversificada de rara beleza. O percurso de visita faz-se por pequenas estradas de terra batida, ladeadas pelas sombras das árvores, que ajuda a um passeio relaxante, mesmo no Verão.
À medida que se percorrem os trilhos da visita, é possível observar a calma de um casal de tigres, o chilrear de diversos pássaros ou os sussuros de outras aves, como as araras ou papagaios. Noutro trilho, surgem os macacos, de várias espécies, desde o gibão preto ao sanguim ou ao pequeno lémure. É um mundo de sons raros e cores fortes como as do faisão, do pavão, da arara ou do casuar unicarúnculado, ave muito rara.
O parque pode ser visitado, todos os dias, entre as 10h00 e as 20h00, sendo que os bilhetes custam 2,5 para as crianças e 5 euros para adultos. Agostinho Pedro refere que o parque que assinalou este mês 12 anos, «está bonito e bem cuidado, e que se prepara para receber novas espécies. No entanto, para já mantém-se como o espaço ideal para um dia de passeio em família, sendo um espaço sempre do agrado das crianças».
O proprietário deixa uma palavra de agradecimento à Makro, empresa que tem contribuído, de forma assinalável, para a alimentação dos animais.

Escrito por Rosette Marques
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8784&Itemid=135

terça-feira, 29 de junho de 2010

Hoje é dia de São Pedro e São Paulo, apóstolos


Trata-se de dois santos festejados em toda a Cristandade a 29 de Junho por se crer durante muito tempo, erradamente, que o martírio de ambos ocorreu nesta mesma data, no ano de 67 da era cristã, o que ainda se tem por certo apenas em relação a S. Pedro. A verdade é que conviveram em Roma até à sua trágica execução no século I.

São Pedro (c. 10 a.C. - 67)

Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galileia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importantes milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembleia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antioquia e Síria (as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos) que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de Junho.

http://www.e-biografias.net/especial/apostolos/sao_pedro.php
imagem: http://sobraldesaomiguel.blogspot.com/2009/06/noite-de-s-pedro.html

São Paulo, Apóstolo (? - ?)

Nasceu em Tarso, era judeu e cidadão romano. Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão. Quando perseguia cristãos, a caminho de Damasco, apareceu-lhe Jesus Ressuscitado, transformando-o. Desde então, sua vida foi viajar pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição. A conversão é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra-nos o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no "Apóstolo Paulo" por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua rectidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estêvão, cena entre todas comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estêvão apontando para os céus abertos e Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo. Percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos ao nosso Patrono, que se alto denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi Paulo quem o fez de maneira insuperável. O Apóstolo sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67. Festas litúrgicas - Duas solenidades comemoram São Paulo. A primeira, a 25 de Janeiro (data em que foi fundada a Cidade de São Paulo no ano de 1554, daí a origem do nome da capital paulista) , foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio - a 29 de Junho - juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos da Igreja Católica) muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas. A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de são Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília. Depois da Virgem Maria, são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo, juntamente com São João Batista, os santos comemorados mais frequentemente e com maior solenidade no ano litúrgico. Por muito tempo se pensou que 29 de Junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. Enquanto para São Paulo existe uma certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano de 67, para São Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano de 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, "uma enorme multidão" de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma. Parece também que a festa do dia 29 de Junho tenha sido a cristianização de uma celebração pagã que exaltava as figuras de Rómulo e Reno, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do novo breviário fala de Roma que foi "fundada em tal sangue". A palavra e o sangue são a semente com que os Apóstolos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja.

http://www.e-biografias.net/biografias/sao_paulo.php
imagem: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/spaulo/patrono.html

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Seixo: 29.º festival de folclore e 40.º aniversário do Flores do Monte

A freguesia do Seixo (Montemor-o-Velho), “já nos limites da gândara”, recebe, dias 29 e 30 de Maio, o 29.º Festival de Folclore da Associação Rancho Folclórico Flores do Monte, momento cultural e de convívio que também visa comemorar o seu 40.º aniversário.
O “Flores do Monte” é uma associação fundada em 1970, originária de uma contradança que apenas saía para as ruas da freguesia por ocasião dos festejos do Carnaval, no intuito de angariação de fundos para a Igreja Paroquial. Naquela data, um grupo de “apaniguados da cultura popular” decidiu criar um Rancho Folclórico, apelidando-o de Flores do Monte, iniciando, desde então, um digno e significativo trabalho de pesquisa e recolha de músicas, danças e tradições, no intuito de preservar e divulgar a herança cultural dos seus antepassados. As suas danças são mexidas e o traje é muito semelhante ao da “Tricana de Coimbra”. A Associação Flores do Monte, sem sede própria, realizou, durante vários anos, as suas reuniões e os ensaios num espaço cedido pela Associação Fernão Mendes Pinto. As instalações do novo “Centro Cultural do Seixo”, utilizadas por todos os movimentos associativos da freguesia, vieram proporcionar melhores condições de desenvolvimento cultural, ocupação dos tempos livres e realização de eventos lúdico-recreativos.
O 29.º festival do Flores do Monte, além da mostra da cultura popular de outras regiões do país, também pretende demonstrar a vitalidade do grupo organizador, proporcionando momentos de convívio e troca de experiências entre os elementos dos grupos participantes. Este evento cultural e de animação inicia-se dia 29, pelas 19h30, com a recepção de “boas-vindas a sócios e convidados, seguindo-se um jantar de confraternização. Pelas 22h00, está agendada a actuação de um Grupo Musical de Animação e baile com Quim Martinho.
Dia 24, pelas 15h00, a organização recebe os Grupos Convidados e Entidades Oficiais, no Largo da Igreja; 15h30, desfile dos Ranchos até ao Centro Cultural (junto às Escolas), com a actuação pela seguinte ordem: Rancho Folclórico Flores do Monte – Seixo (anfitrião), Rancho Folclórico “Os Camponeses de São Vicente do Paul” -Santarém, Grupo Cultural Folclórico Verde Pinho de Pinheiro de Côja –Tábua, Rancho Folclórico Lírios do Nabão, de Freixianda – Ourém, Rancho Folclórico São Martinho - Tavarede, Figueira da Foz e Grupo Folclórico e Etnográfico do Cimeiro - Casal Cimeiro, Soure.
A iniciativa tem o apoio da Fundação Inatel (Coimbra), Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Junta de Freguesia do Seixo e Crédito Agrícola do Baixo Mondego.

Fonte: Fonte: GRPC - Aldo Aveiro (24-05-2010)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maior pastel de Tentúgal do mundo tem mais de 10 metros

O maior pastel de Tentúgal do mundo, com mais de 10 metros de comprimento foi hoje confeccionado na feira de doçaria local, envolvendo 30 pessoas, 60 quilos de açúcar, 140 de farinha e dois mil ovos

Ao fim de quatro edições, o pastel gigante ultrapassou em oito centímetros os dez metros de comprimento, suplantando em dois metros o anterior recorde, estabelecido em 2009.
«É um pastel que tem 140 quilos de farinha, 60 de açúcar, 160 dúzias de ovos e 60 litros de água. Mas sobretudo tem envolvido um grande empenho, motivação e cumplicidade por parte de todos os pasteleiros», disse Olga Cavaleiro, presidente da Associação de Pasteleiros de Tentúgal.
«Todas as pasteleiras acham que [a confecção do pastel gigante] é um momento muito emocionante. Falam dele com muito entusiasmo e emoção», acrescentou.
Na forma metálica, as pasteleiras começam por estender a massa – com meio milímetro de espessura - previamente confeccionada e depois pincelada com ovo através de uma pena de galinha que faz as vezes de pincel.
Segue-se o recheio de doce de ovos e o pastel é fechado com mais massa e manteiga antes de ir a cozer.
O forno a carvão, instalado ao ar livre, tem uma temperatura de chapa que chega perto dos 600 graus e antes de receber a forma necessita de ser arrefecido, para baixar a temperatura das brasas dos 280 para os 220 graus, evitando que o pastel queime.
«E, no final, todos querem provar um pastel que não é igual ao do dia-a-dia mas é igualmente saboroso. Vale a pena vir a Tentúgal provar este pastel gigante 2010», sustentou Olga Cavaleiro.
Lusa / SOL

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Selo de Fernão Mendes Pinto entra em circulação

Um selo em homenagem a Fernão Mendes Pinto, viajante nascido em Montemor-o-Velho e cidadão do mundo, entra esta quinta-feira, dia 22, em circulação.

Fernão Mendes Pinto volta assim a peregrinar, na sequência de um desafio da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho aos CTT.
Esta é mais uma iniciativa que se destina a assinalar o quinto centenário do nascimento do viajante e está integrada no plano de emissões filatélicas “Vultos da História e da Cultura”.
No dia 8 de Julho, na Galeria Municipal e no âmbito da exposição filatélica “A Escrita” - organizada pela Secção Filatélica da Associação Académica de Coimbra e pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, e com o apoio dos CTT – Correios de Portugal – o selo é apresentado em Montemor-o-Velho e é lançado o carimbo comemorativo e que vai ser aposto em toda a correspondência apresentada no local.
A par de Fernão Mendes Pinto; Gomes Eanes de Azurara, Alexandre Herculano e Francisco Keil do Amaral são outras personalidades portuguesas que integram a iniciativa “Vultos da História e da Cultura” e que também entram em circulação no dia 22 de Abril.
A ilustração do selo “Fernão Mendes Pinto – 500 anos do nascimento” ficou a cargo de Luís Filipe de Abreu.

Fonte: http://campeaoprovincias.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=7818:selo-de-fernao-mendes-pinto-entra-em-circulacao&catid=14:actualidade&Itemid=130

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ereira assinalou ontem os 25 anos na categoria de Freguesia

Era a noite da passagem de ano de 1984. Ouviam-se foguetes. Não os da festa da entrada do novo ano, mas os que anunciavam que finalmente a Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, ascendia à categoria de freguesia. Não era sem tempo, pensariam os populares, que travaram uma árdua luta durante mais de 60 anos. Ontem, 25 anos depois, recordaram-se os nomes, as batalhas travadas e todo um processo complicado que culminou com a separação da freguesia de Verride e a consequente autonomia administrativa.
A sede do clube da terra encheu ontem de populares. Uns recordando a luta que começou ainda Portugal vivia em ditadura, outros, mais novos, que sempre conheceram a Ereira como uma das freguesias do concelho de Montemor-o-Velho. Todos celebraram a data que «o verdadeiro ereirense jamais esquecerá, tal foi o desejo e a luta», recordou Fernando Curto, actual presidente da Junta de Freguesia da Ereira. «Os ereirenses não baixaram os braços e o sonho tornou-se realidade», disse o autarca, recordando que a luta, que só conheceu um final feliz em 1984, começou muito antes, no tempo de Salazar, mas o poder político instalado sempre impediu a progressão do processo que os ereirense ambicionavam concretizar. «Foram muitas lutas reprimidas pelo regime», recordou Fernando Curto.
Pinto Correia, na altura presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, foi um dos elementos activos na concretização da ambição de separar Ereira de Verride, assim como a sua esposa, Ângela Pinto Correia, então deputada na Assembleia da República. Ontem até brincou com a situação e lembrou que nesta altura de Inverno era frequente a Ereira estar cercada de água por todos os lados, transformada numa ilha. «Tinha um rio que a separava de Verride», logo, «porque não haveria de ser independente?», questionou, recordando que esta era também a forma de pensar de Afonso Duarte, poeta e pedagogo natural da Ereira.
«Tive a felicidade de ajudar a que esta belíssima terra hoje fosse uma terra de grande valor onde as suas gentes só dependem delas», acrescentou o antigo presidente, referindo o «progresso» e o «espaço» que a Ereira conquistou ao longo dos seus 25 anos na categoria de freguesia.

Uma Ereira bem diferente
Um quarto de século passado e o actual presidente da Junta de Freguesia não hesita em considerar que a «hoje a Ereira não é mais a Ereira de homens e mulheres que viviam martirizados pelas cheias». Elas ainda existem, é certo, mas há, acima de tudo, uma nova dinâmica na freguesia que é para continuar. Por isso «nesta época de sentimentos, até gostaria que o presidente da Câmara ajudasse na conclusão do parque de lazer», disse, dirigindo-se a Luís Leal que, mais do que anunciar o apoio, preferiu dizer que há muito mais a fazer. «Vamos ao trabalho porque vamos honrar o passado», considerou o autarca de Montemor.
Falando no passado, no presente e no futuro da freguesia, e tomando como exemplo a luta das populações, Luís Leal recordou a importância do poder local, que «é feito pelas pessoas, pela sua forma de estar e pelo seu querer».
«Que o exemplo da Ereira seja tomado a nível nacional», disse ainda o autarca, criticando a vontade da Administração Central em acabar com as freguesias de pequena dimensão e destacando a «coragem e vontade» dos ereirenses, que com o seu contributo desenvolvem o «Portugal rural».
A sessão solene que ontem decorreu na sede da Associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira foi o ponto alto da festa que incluiu, também, uma missa solene, um desfile associativo, o hastear da nova bandeira e a homenagem a todos os executivos da junta.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5591&Itemid=114

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Relógio dos Paços do Concelho volta a marcar o tempo

Seja qual for a altura do dia, o relógio dos Paços do Concelho de Montemor-o-Velho marca sempre a mesma hora. De vez em quando, os ponteiros lá vão fazendo algum movimento, mas muito diminuto, o que indica alguma “força de vontade” em voltar a funcionar. É assim desde há 30 anos. O relógio “oficial” da Câmara de Montemor-o-Velho parou e nunca mais “orientou” os funcionários municipais. Mas não será por muito mais tempo, já que a autarquia, liderada por Luís Leal, já manifestou vontade e fez diligências no sentido de que os ponteiros voltem a “ter vida” e a marcar o tempo. A acontecer este ano será, precisamente, cem anos depois do relógio ter sido pendurado nas paredes do edifício municipal.
Foi o próprio Luís Leal que lançou o repto a um relojoeiro, por considerar que «o património deve ser preservado». Fê-lo recentemente, numa conferência sobre o “Tempo”, promovida pela Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal, que teve como orador o investigador em relojoaria José Mota Tavares. Orador que indicou, ali mesmo, o especialista adequado para tal trabalho. Hermínio de Freitas Nunes, que de resto tem origens paternas no concelho de Montemor-o-Velho, conversou com o autarca e aceitou encontrar-se com técnicos camarários para analisar «o estado» do objecto, no sentido de entabularem os trâmites para «colocar em marcha o relógio municipal». Avariado há cerca de tês décadas, este exemplar da relojoaria monumental, tem, segundo Hermínio de Freitas Nunes, «toda a probabilidade de ser recuperado e os seus antigos ponteiros voltarem a funcionar».
Ao Diário de Coimbra, o artista confessou estar satisfeito com o repto de Luís Leal, referindo que «o património não é uma herança do passado; é um empréstimo do futuro». «É uma honra contribuir para o restauro do património do concelho de meus antepassados», disse, considerando ainda – e parafraseando Fernando Pessoa – que «não há nada de mais ridículo do que um relógio público parado».
Este instrumento mecânico de “medição do tempo” foi colocado no município em 1909, após a conclusão do actual edifício (1889/1902). Este facto ocorreu por iniciativa do vereador Ferreira Galvão, que pretendia ter no edifício um relógio grande que servisse «para todas as repartições e serviços do mesmo edifício», argumento que a Câmara aprovou. Em Julho de 1909 a autarquia tinha um “relógio oficial dos Paços do Concelho”.

Escrito por Aldo Aveiro
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1235&Itemid=118