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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Montemor-o-Velho valoriza arroz carolino e lampreia

Sabores do Baixo Mondego, com base no arroz, na lampreia e na doçaria conventual dão o mote para mais um festival que tem por base a trilogia desporto, cultura e ambiente O 9.o Festival do Arroz e da Lampreia é inaugurado hoje em Montemor-o-Velho. Mais uma vez, o município apostou numa estratégia de divulgação de produtos endógenos da região, desde o arroz, a lampreia e a doçaria conventual para, de uma forma criativa, chamar visitantes que também terão oportunidade de conhecer o património cultural do concelho. Pela primeira vez, o festival realiza-se no Centro de Alto Rendimento de Desportos Náuticos, local considerado ideal pois «é uma forma de aproveitar os recursos existentes no concelho, reduzindo custos», mas também «dá a possibilidade aos munícipes de conhecer uma infraestrutura que é multifuncional», referiu Alexandra Ferreira, vereadora da Cultura e da Acção Social da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. Paralelamente, durante o período em que decorre o festival, nos fins-de-semana de 1,2 e 3 de Abril e 8, 9 e 10, os visitantes têm oportunidade de se deslumbrar com a paisagem do Baixo Mondego, onde se cultiva o arroz carolino que tem vindo a ganhar notoriedade pela sua inegável qualidade, além de poderem assistir a algumas provas desportivas, como os campeonatos nacionais de duatlo, remo e pesca desportiva. Além de ser possível saborear vários pratos típicos da região, a maioria deles têm por base o arroz. Assim, o arroz de lampreia, arroz de sarrabulho, arroz de pato e arroz doce não vão faltar, tal como os doces conventuais, com destaque para os pastéis de Tentúgal, a queijadinha de Pereira e a espiga de milho de Montemor-o-Velho. Além das vertentes que decorrem no Centro de Alto Rendimento de Desportos Náuticos, com o sector das Tasquinhas, cada uma delas assegurada pelas diferentes associações culturais e recreativas do concelho e alguns restaurantes, está presente também o sector dos Antepastos e Repastos, Doces, Salgados e Licores, além de um espaço infantil, que assume o nome de “A invasão dos Traquinas” e cuja animação está a cargo da Associação Diogo de Azambuja, além do sector dos Produtos da Nossa Terra, em que asumem particular importância o Arroz de Ereira, a Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho e a Associação Diogo da Azambuja. O festival acolhe ainda a participação de algumas instituições do concelho, provas de vinhos e o Espaço Autores Locais, que conta com sessão de autógrafos com a escritora Lurdes Breda e o ilustrador André Caetano. Ao longo de toda a semana e até ao dia 10, os 17 restaurantes aderentes, distribuídos pelo concelho de Montemor-o-Velho, servem pratos confeccionados com arroz e lampreia. Arroz dá o mote para gastronomia criativa

Os chefes Hélio Loureiro e Luís Lavrador, acompanhado pelos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, Ivo Loureiro e Marco Gomes, participam no Show Cooking. Trata-se de um desafio lançado aos chefes cozinheiros para apresentar novas tendências gastronómicas, tendo o arroz e a lampreia como ingredientes base, e que consigam cativar mais adeptos para estes produtos endógenos. Os visitantes terão oportunidade de apreciar a criatividade e a capacidade de inovação dos chefes convidados, durante as tardes de fim-de-semana, que coincidem com o festival. Uma nova perspectiva do mundo rural

Para Luís Leal, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, quando se chega à 9.a edição de um festival que promove produtos da região e dá a conhecer as riquezas culturais, patrimoniais e paisagísticas, «o desafio que se nos coloca é elevar a qualidade do festival, manter a notoriedade do concelho, através de uma divulgação das suas potencialidades». Nesse sentido, além de todo o programa, já referido, o festival acolhe a 1.a Conferência Europeia do Baixo Mondego subordinada ao tema da Competitividade e Inovação em Meio Rural. Trata-se de uma conferência que conta com a participação de várias personalidades que lançam o desafio à reflexão sobre as vicissitudes do mundo rural e as perspectivas para uma dinâmica diferente no século XXI. Luís Leal, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, referiu que se trata de uma reflexão «deveras importante», tendo em conta a ruralidade do concelho. «É preciso que se encare o mundo rural numa perspectiva de potenciação das suas singularidades, tendo em conta a divulgação dos seus produtos». O autarca deu como exemplo o arroz carolino que, «desde a produção ao consumo, consegue criar uma fileira agro-alimentar da maior importância para o concelho, pois é geradora de riqueza». Daí a premência da sua divulgação de modo a captar mais defensores deste produto do Baixo Mondego. Esta conferência, que se realiza no dia 8 de Abril, às 16h00, nos Paços do Município de Montemor-o-Velho, conta com a presença de António Serrano, ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, de Benigno Garrido Marcos, da Junta de Castilla y Leon, que vem partilhar experiências de desenvolvimento do mundo rural, tal como Jack Soifer, um norueguês que considera o mundo rural como um nicho de mercado por explorar. A conferência tem ainda a participação de João Machado, da Confederação de Agricultura de Portugal, de Arlindo Cunha, da Comissão Vitivinícola da Região do Dão, e de Rui Tomás, da Blue Earth. Escrito por Rosette Marques http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=12063&Itemid=135

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mostr´arte

Abrunheira assume-se como palco das artes

São nove espectáculos, um debate e três oficinas de formação que prometem transformar a Abrunheira num espaço por excelência dedicado às artes performativas. Em causa está o Mostr´arte, que começa amanhã e se prolonga até ao próximo dia 19.
Depois da estreia, em 2006 e de uma segunda edição, imediatamente a seguir, o projecto “sofreu” um interregno, devido aos cortes nos apoios às actividades culturais, mas esta terceira edição pretende afirmar-se como um marco decisivo em termos de futuro. Quem o diz é Sérgio Carvalho, coordenador do projecto, que afirma que, «a partir de agora vamos realizar o Mostr´arte, mesmo sem apoios».
A experiência adquirida desde a primeira edição, o “passa a palavra” relativamente à iniciativa, bem como a adesão significativa das anteriores edições funcionam como “garantia” relativamente ao futuro, e aquele responsável espera e, sobretudo, acredita, que o Mostr´arte se afirma como uma imagem de marca.
A iniciativa tem a chancela da Casa do Povo da Abrunheira e o objectivo, explica Sérgio Carvalho, «é fazer uma mostra de artes performativas não profissionais, dando visibilidade a quem trabalha na penumbra e não tem, na maioria das vezes, a possibilidade de mostrar o seu trabalho».
Mas a este objectivo, que desde a sua origem marca o projecto, junta-se, também, um desejo de intervenção cultural e uma vontade de «chamar novos públicos», tendo em conta «a crise que se faz sentir», assumindo um papel decisivo na «formação de novos públicos», adianta, considerando que se trata de um objectivo com alguma pertinência, particularmente numa zona «marcadamente rural» como a freguesia de Abrunheira, no concelho de Montemor-o-Velho.
Numa terceira linha, o coordenador do projecto destaca as parcerias, que reputa como fundamentais para a vida das associações culturais, e que, no Mostr´arte junta, nomeadamente, a Casa do Povo da Abrunheira, a Direcção Regional da Cultura, a Câmara de Montemor, a Junta de Freguesia da Abrunheira e a Associação Nacional de Teatro Amador, contando ainda com o apoio de um conjunto de entidades e empresas, que permitiu avançar com o evento.

Dificuldades de deslocalização
A partir de amanhã e, até dia 19, a Casa do Povo da Abrunheira é o epicentro de praticamente todos os espectáculos. E a oferta é diversificada, envolvendo desde as artes circenses à música e dança, passando pelo teatro convencional ou pelo teatro de rua. Sérgio Carvalho aponta, de resto, as dificuldades que a organização teve, nesta edição, relativamente ao projecto de deslocalização do Mostr´arte, que nas outras duas edições levou vários espectáculos a diferentes espaços. Um desejo que este ano, por questões de ordem logística, explica, não foi possível, uma vez que, à excepção do teatro de rua, «os espectáculos são todos concebidos para espaços convencionais».
Aquele responsável destaca ainda as acções de formação que vão decorrer ao longo do evento. E são três oficinas, uma de formação inicial de actores, outra de formação de actores e uma terceira dedicada à construção de cabeçudos e gigantones. As inscrições paras as oficinas devem ser feitas até ao dia 5 (tel. 932218779 ou curraldamula@gmail.comEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ).
Sérgio Carvalho enfatiza ainda a realização de um debate, no dia de encerramento do evento, que pretende reunir os «agentes culturais da região», nomeadamente a Direcção Regional da Cultural, a Associação Nacional de Teatro Amador, bem como outras instituições que apoiam a cultura, numa reflexão sobre o tema “A crise e a arte associativa”. O objectivo é avaliar «até que ponto a tão malfadada crise afecta a arte associativa», diz Sérgio Carvalho.

Programa de espectáculos começa amanhã
O programa começa amanhã, às 19h00, nas ruas de Montemor-o-Velho, com teatro de rua e o espectáculo “A face do caos”, pelo Curral da Mula, Grupo de Teatro da Abrunheira. No dia 10, às 22h00, na Casa do Povo da Abrunheira, o espectáculo está a cargo da Comédia à Bruta e no dia seguinte o Pateo das Galinhas, Teatro de Bico, apresenta o café-teatro “As vedetas”, seguindo-se, às 22h30, um café concerto, com Sax & C.ª. No dia 12, Kaki apresenta uma performance de palhaço, intitulada “A abelha mágica” (17h00) e, no dia 17, o Curral da Mula – Grupo de Teatro da Abrunheira regressa à cena, com a peça “A Sociedade” (22h00). O programa reserva, para dia 18, um espectáculo de dança, com a Academia Royel Alfonso (17h00) e às 22h00 há teatro, com o Grupo de Teatro do Espinhal, que apresenta “A farsa do juiz de direito e o auto do boticário”. Para dia 19, data de encerramento do Most´arte, para além do debate, a realizar a partir das 17h00, assiste-se, à noite (21h30), à apresentação da peça “Sapa de Massa”, a cargo de O Nariz – Teatro de Grupo.

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8824&Itemid=135

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quer conhecer uma romaria do norte?

Se quer conhecer e tiver oportunidade de visitar o norte, venha ver uma das mais típicas, tradicionais e maiores romarias de Trás-os-Montes: Nª Srª da Saúde em Valpaços! Fica o cartaz, o convite e um "cheirinho" da iluminação da cidade!


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Animação para todos em Montemor-o-Velho

Há várias novidades da edição deste ano das Festas de Montemor-o-Velho. O orçamento apresenta uma redução de cerca de 14 por cento, ronda os 200 mil euros, e os dias de festa também diminuem. Apesar disso, e de acordo com a vereadora da autarquia de Montemor-o-Velho, Alexandra Ferreira, “há a manutenção da atractividade”.
Com a participação do tecido associativo esta feira, segundo Alexandra Ferreira, será “pautada pela coesão e partilha entre as associações” e terá, no recinto existente na vila, vários locais inteiramente dedicados às várias colectividades.
Ao nível da animação (ver programa) houve um cuidado, por parte da autarquia, em torná-lo “dirigido a todas as faixas etárias” e, por isso, são certas as actuações de Tony Carreira e Xutos&Pontapés. “Embora sejam artistas de cachet elevado garantem retorno”, salientou a vereadora na apresentação das festas.
Há “dois pilares fundamentais” que se associam à animação, nomeadamente a cultura e o desporto. No caso específico da cultura conitnuam a decorrer as celebrações dos 500 anos de Fernão Mendes, com diversas iniciativas previstas e relacionadas com estas comemorações.
Ao nível do desporto e na opinião da vereadora “abre-se com esta feira uma porta para algo que vai colocar Montemor no mapa europeu que é o Campeonato Europeu de Remo”.
Este ano à mostra das associações, das freguesias, do tecido empresarial, associa-se um elaborado programa desportivo, cultural, etnográfico e gastronómico, dando a conhecer o concelho. Cultura e desporto são, assim, as linhas programáticas que funcionam como um condutor de toda a programação das Festas’10.
E, não será certamente pela diminuição em 14 por cento do orçamento que a feira será menor, pois Alexandra Ferreira destacou que “é esperado um grande certame”.
Pedro Macho, vereador da autarquia montemorense, salientou que as festas são dedicadas “à memória e identidade” e que Montemor-o-Velho quer “destacar e distinguir personalidades”. Quer igualmente que o concelho se afirme “no conjunto regional através das raízes”.
Raízes que também passam pelas tradições do Baixo Mondego e que permitirão “projectar Montemor-o-Velho naquilo que é a sua génese”, afirmou Pedro Machado.
Depois de no ano passado terem passado cerca de 50 mil pessoas pelo recinto da feira este ano a expectativa também é elevada, apesar de haver uma diminuição do número de dias. Para os responsáveis da autarquia é igualmente importante que os visitantes fiquem mais do que um dia no concelho e que o fiquem a conhecer melhor.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/?p=4044

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tentúgal


Freguesia vive dias de devoção a Nossa Senhora do Carmo

A padroeira da vila é Nossa Senhora da Assunção, mas é uma outra Senhora, a do Carmo, que mobiliza para a festa as gentes da freguesia de Tentúgal e de vários pontos da região. Tudo terá começado em 1565, quando a vila recebeu a primeira comunidade de Carmelitas e, no século XVII iniciou a construção do Convento de Nossa Senhora do Carmo. Começou, então, uma intensa devoção à santa que ainda hoje perdura. A festa volta, por isso, a tomar conta da vila. Já começou e é, essencialmente, religiosa, contemplando, contudo, mas em menor dimensão, uma vertente profana.
«A festa em honra de Nossa Senhora do Carmo destaca-se das demais festas do concelho (de Montemor) pela predominância do elemento religioso», frisa uma nota da organização, que destaca, precisamente, como momento de grande devoção as novenas que têm vindo a decorrer na igreja do Convento, «onde a comunidade se organiza para que cada dia seja um momento diferente». «Verdadeira expressão do que é a devoção à Senhora do Carmo, todos os dias aquela igreja conhece a participação das gentes da freguesia», sublinha a organização das festas, referindo o «gesto de partilha» que a novena proporciona, demonstrando, assim, «a presença que a Nossa Senhora do Carmo tem» na vida da comunidade.
Hoje, último dia da novena, marca também o início de um outro capítulo no programa das festas de devoção à Senhora do Carmo, que se prolonga até sábado. É, pois, o dia, em que a imagem da santa é levada no andor, durante uma procissão de velas que vai percorrer, a partir das 22h00, as ruas da vila, que se encontram engalanadas. Os enfeites nas artérias são habituais, mas este ano com uma nova componente, já que a comissão de festas propôs à comunidade um concurso de janelas e varandas enfeitadas, com motivos de decoração centrados na santa. «No final da procissão, o povo, tal como em tempos passados, ainda canta à Senhora, fazendo a serenata. Então, à porta da igreja, cantam-se quadras à Nossa Senhora como mostrando felicidade por estes três dias de festa», descreve a organização.
O dia de amanhã representa o ponto alto das festas, «em que todos, mesmo aqueles que estão fora o ano todo, regressam ao Convento» e participam nas cerimónias que decorrem na igreja e na procissão que se segue. Marcam presença, pois, em Tentúgal, as muitas pessoas que mantém ligações à vila, assim como os muitos devotos das vilas vizinhas, «talvez porque durante cerca de 300 anos o Convento tenha sido o pilar, não só da freguesia, mas de toda a região circundante». «É um dia de grande comunhão, não só pela devoção presente à rainha do Convento, mas também de comunhão de uma história passada que teima em não se deixar esquecer».
Sábado é o dia da despedida e do regresso da santa ao Convento. Após a pregação, na procissão do Adeus, os devotos despedem-se atirando pétalas de rosa à imagem e cantando a despedida. Após este momento, o padre entrega o escapulário, que tem mais de 750 anos de uso, a quem o queira receber, simbolizando a união entre o devoto e a Nossa Senhora do Carmo.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8150&Itemid=135

quarta-feira, 30 de junho de 2010

PEREGRINAÇÕES em Montemor-o-Velho

Nos próximos dias 8, 9 e 10 de Julho sai às ruas de Montemor-o-Velho a peça de teatro "Peregrinações", um espectáculo comemorativo do V Centenário do Nascimento de Fernão Mendes Pinto. Este projecto é inovador porque não está confinado ao palco de um teatro: convida-se o público a estar às 21 horas no Castelo da vila para iniciar a "peregrinação" pelas diferentes cenas em Montemor-o-Velho. A entrada é livre, mas sujeita a reserva prévia, dada a limitação de 300 espectadores por noite.
As transições entre os quadros serão efectuadas através de música e será a referência para a deslocação dos espectadores. Há inclusivamente um quadro no final do qual se propõe dois trajectos distintos e o espectador é induzido a escolher: a guerra ou a religião. A maior parte dos quadros será acompanhada por músicas entoadas por um grupo coral e músicos de uma filarmónica. Na última cena, com todo o público, termina esta "viagem" com uma ceia final para o convívio de todos os presentes com a produção da peça.
O espectáculo foi criado a partir da obra "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, que percorrerá diferentes espaços da terra onde o autor nasceu em 1509 ou 1510. Neste percurso serão recriados alguns dos lugares descritos na sua obra (Índia, Oriente), cruzando histórias e personagens na literatura de viagens que deixou escrita. O real e o imaginário cruzam-se neste percurso de oito quadros que convida à descoberta de outros tempos e paragens. A data de estreia é no dia 8 de Julho, data em que Fernão Mendes Pinto faleceu em 1583.
Este projecto iniciou-se em 2007, com uma primeira ideia, que contemplava a realização de acções de formação e de colóquios durante 2008 e 2009, bem como a produção teatral com os grupos de teatro do concelho e da região. Após a definição dos diferentes espaços na vila e da estrutura da peça, foi criado o texto dramático ao qual se deu o nome de "Peregrinações". Os ensaios iniciaram-se em Janeiro deste ano e envolvem mais de 200 pessoas, oriundas de 11 grupos locais e regionais de teatro. A concepção e direcção artística está a cargo de Deolindo Pessoa e conta com diversos encenadores: Isabel Craveiro, Jorge Louraço Figueira, Júlio Sousa Gomes, Leonor Barata, Patrick Murys e Ricardo Correia. A adaptação do texto e dramaturgia é da autoria de João Maria André.

Para mais informações e reservas, contactar:
O Teatrão, 239 714 013 ou 914 617 383, geral@teatrao.com
Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, www.cm-montemorvelho.pt

Para mais informações e pedidos de entrevista, contactar:
Ideias Concertadas - Ana Carvalho
912.774.979 ou acarvalho@ideiasconcertadas.pt

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Passeios no Mondego

Duas embarcações fluviais vão transportar turistas em passeios pelo estuário do Mondego e canais adjacentes às salinas da ilha da Morraceira, projecto da Câmara Municipal da Figueira da Foz que visa promover o rio como rota turística.
O projecto, que junta em parceria a empresa municipal Figueira Grande Turismo, o departamento de Cultura da Autarquia através do Núcleo Museológico do Sal e a empresa D'Evento em Popa, associa ao já existente Batel de Sal uma segunda embarcação vocacionada para o turismo fluvial.
"Pôr o batel de sal a fazer os percursos que já fazia e ter mais um barco a fazer viagens só vem enriquecer o rio como rota turística", disse hoje, à agência Lusa, António Tavares, vereador com o pelouro da Cultura.
O batel, exemplar único no rio Mondego, tem 20 metros de comprimento e é uma réplica das embarcações tradicionais de transporte de sal existentes na região até aos anos 50 do século XX.
Foi construído em 2001, no âmbito de uma parceria formada, com fins turísticos, por associações e juntas de freguesia da Figueira da Foz e, posteriormente, adquirido pela Câmara Municipal.
Hoje já não transporta sal - chegava a levar, nos tempos áureos, dez toneladas em cada viagem - mas sim turistas, embora esteja limitado a 10 pessoas e dois tripulantes, lotação que, embora diminuta, veio a permitir, em meados de 2009, que fosse legalizado, depois de oito anos de espera.
Enquanto o Sal do Mondego, habitualmente acostado junto ao Núcleo Museológico do Sal, estará mais vocacionado para passeios nos canais adjacentes às salinas, a segunda embarcação fluvial vai possibilitar subidas de rio entre a embocadura da barra e a ponte da Ereira (Montemor-o-Velho) com saída da marina de recreio.
"Eventualmente, poderá também ir até às salinas e ao rio Pranto [afluente do Mondego], dependendo da maré", sublinhou, por seu turno, Jorge Gomes, responsável da D'Evento em Popa, proprietária do barco.
A empresa possui uma terceira embarcação - um veleiro com capacidade para oito passageiros - vocacionada para passeios marítimos, ao largo da Figueira da Foz.
O vereador António Tavares disse ainda que os promotores dos passeios no estuário querem expandi-los, num futuro próximo, explorando outras vertentes como a gastronomia - e nela a ligação da região do Baixo Mondego à cultura do arroz - potenciando a "imensa procura" que o batel de sal já possui.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Figueira%20da%20Foz&Option=Interior&content_id=1588587

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maior pastel de Tentúgal do mundo tem mais de 10 metros

O maior pastel de Tentúgal do mundo, com mais de 10 metros de comprimento foi hoje confeccionado na feira de doçaria local, envolvendo 30 pessoas, 60 quilos de açúcar, 140 de farinha e dois mil ovos

Ao fim de quatro edições, o pastel gigante ultrapassou em oito centímetros os dez metros de comprimento, suplantando em dois metros o anterior recorde, estabelecido em 2009.
«É um pastel que tem 140 quilos de farinha, 60 de açúcar, 160 dúzias de ovos e 60 litros de água. Mas sobretudo tem envolvido um grande empenho, motivação e cumplicidade por parte de todos os pasteleiros», disse Olga Cavaleiro, presidente da Associação de Pasteleiros de Tentúgal.
«Todas as pasteleiras acham que [a confecção do pastel gigante] é um momento muito emocionante. Falam dele com muito entusiasmo e emoção», acrescentou.
Na forma metálica, as pasteleiras começam por estender a massa – com meio milímetro de espessura - previamente confeccionada e depois pincelada com ovo através de uma pena de galinha que faz as vezes de pincel.
Segue-se o recheio de doce de ovos e o pastel é fechado com mais massa e manteiga antes de ir a cozer.
O forno a carvão, instalado ao ar livre, tem uma temperatura de chapa que chega perto dos 600 graus e antes de receber a forma necessita de ser arrefecido, para baixar a temperatura das brasas dos 280 para os 220 graus, evitando que o pastel queime.
«E, no final, todos querem provar um pastel que não é igual ao do dia-a-dia mas é igualmente saboroso. Vale a pena vir a Tentúgal provar este pastel gigante 2010», sustentou Olga Cavaleiro.
Lusa / SOL

quinta-feira, 20 de maio de 2010

“Doce Centro 2010” em Tentúgal

A Turismo Centro de Portugal apresentou em Tentúgal, a iniciativa "Doce Centro 2010".
De Maio a Dezembro, nos municípios de Montemor-o-Velho, Arganil, Ovar, Castelo Branco, Proença-a-Nova, Vouzela e Figueiró dos Vinhos, os visitantes, turistas nacionais e internacionais têm a oportunidade de degustar delicados sabores confeccionados segundo receituários antigos e tradicionais.
Esta acção pretende promover a cultura ancestral no domínio dos doces e especialmente dos doces conventuais, valorizar os cartazes gastronómicos e turísticos desenvolvidos pelos municípios, garantir a oferta de experiências diferenciadoras, associar o produto Gastronomia & Vinhos ao conhecimento cultural, patrimonial e histórico da região Centro e dinamizar os percursos de visita no território regional.
programa do "Doce Centro 2010"
Feira da Doçaria Conventual de Tentúgal - 22 e 23 de Maio 2010 - Tentúgal - Montemor-o-Velho.
Feira das Sopas & Doces - 23 de Maio 2010 - S. Martinho da Cortiça - Arganil.
Feira do Doce de Ovar - 3 a 6 de Junho 2010 - Jardim do Cáster - Ovar.
Feira da Doçaria - 6 de Junho 2010 - Sobral do Campo - Castelo Branco.
IV Feira da Tigelada - 31 de Julho e 1 de Agosto 2010 - Parque Urbano - Proença-a-Nova.
“Doce Vouzela” – II Festival de Doçaria - 7 e 8 de Agosto 2010 - Vouzela.
Festa da Queijada de Pereira - 15 a 17 de Outubro 2010 - Celeiro dos Duques de Aveiro - Pereira - Montemor-o-Velho.
V Feira de Doçaria Conventual - 30 e 31 de Outubro 2010 - Convento de N.ª Sr.ª do Carmo - Figueiró dos Vinhos.
IV Feira das Filhós e Coscuréis - 10 e 11 de Dezembro 2010 - Proença-a-Nova.

Fonte: http://www.opcaoturismo.com/noticia.php?id=184850

quarta-feira, 31 de março de 2010

Mapa evidencia as qualidades turísticas do Centro

O Convento de Santa Cruz do Buçaco, monumento com quase 400 anos, foi o local escolhido pela Turismo Centro de Portugal para apresentar o novo folheto turístico

«Este gesto de apresentarmos aqui um mapa que chama a atenção para o território e para os produtos tinha que ser feito, naturalmente num espaço que é também já por si uma mais-valia para o turismo do Centro de Portugal», referiu Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, no início da apresentação do Mapa Regional. No evento, que decorreu ontem no Convento de Santa Cruz do Buçaco, o presidente da Turismo Centro de Portugal referiu que a iniciativa de escolher a Mata do Buçaco para a apresentação prendeu-se também com o «empenho na afirmação da qualidade» deste espaço candidato às 7 Maravilhas Naturais de Portugal, de forma a atribuir mais visibilidade ao seu património natural, arquitectónico, histórico e religioso.
O desdobrável apresenta a dupla funcionalidade de, por um lado, assinalar a cartografia da região, com um mapa à escala de 5/30, onde se encontram identificadas as vias, acidentes naturais e localidades, distinguindo os parques e reservas naturais, bem como os pólos de desenvolvimento turístico e parques arqueológicos, nomeadamente o de Foz Côa.
Por outro lado, identifica os principais pontos de interesse da região Centro, traçando rotas divididas por oito produtos turísticos com significativa expressão no destino Centro de Portugal: “Gastronomia & Vinhos”, com as rotas da Bairrada, do Dão, e dos vinhos da Beira Interior; “Cultural e Paisagístico”, com referências às Aldeias do Xisto, às Aldeias Históricas; ao turismo religioso, aos castelos, parques e jardins, sem esquecer os monumentos contemporâneos e outros locais a visitar. No que diz respeito ao terceiro produto turístico, “Saúde & Bem-estar”, contempla as principais estâncias termais e SPAS. O mapa assinala, ainda, os principais campos de golfe, distinguindo também as áreas de “Negócios”, “Natureza” e “Sol & Mar”, onde são contempladas as principais praias oceânicas, fluviais e estuarinas da região.

Campanha Páscoa 2010 já mostra resultados
Satisfeito com as potencialidades do Mapa Regional, Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal adiantou que o desdobrável contém «também um conjunto de referências às ciclovias, aos centros de BTT, e aos circuitos pedestres», explicando que estes irão ter uma edição específica a assinalar o conjunto de percursos pedestres homologados, que será publicada pela Turismo Centro de Portugal já em Abril.
Pedro Machado aproveitou ainda o mote do lançamento do mapa para salientar o facto da Campanha Páscoa 2010 já estar a surtir os seus efeitos, sublinhando os indicadores positivos que a Turismo Centro de Portugal tem registado ao nível da taxa de ocupação e número de visitantes aos quatro pólos da marca turística da região Centro (Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Viseu), anunciando que até à próxima segunda-feira serão divulgados os dados comparativos da campanha 2010 em relação a 2009.
Elogiando a aposta forte no mercado interno e no mercado espanhol em cooperação com periódicos e operadores turísticos do país vizinho, Pedro Machado realçou a necessidade de «não só atrair, mas mais do que isso, intensificar e aumentar a permanência turística», afirmando que a estratégia passará por «garantir uma procura maior ao longo do ano e não apenas nos meses de Verão».
O evento contou ainda com as presenças de Jorge Franco, presidente da Fundação Mata do Buçaco e Maria Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada.

“Queremos que seja uma das Maravilhas mais votadas”
Durante a apresentação, Pedro Machado reforçou o empenho que tem sido colocado no sentido de elevar a Mata do Buçaco a uma das 7 Maravilhas Naturais. Numa pré-selecção a zona protegida ficou entre as 21 Maravilhas Naturais do país e as votações para eleger as derradeiras “sete” decorrem até Setembro.
Confiante, o presidente da Fundação da Mata do Buçaco, Jorge Franco confessou que a Mata do Buçaco tem «todas as condições para estar no grupo das 7 Maravilhas Naturais» pelo «grande património ambiental» que esta representa, e destacou a flora demarcada por «espécies muito raras, com centenas de anos».
«Se não se mostrar aquilo que temos de bom, as pessoas não conhecem e são estas iniciativas [lançamento do Mapa Regional] que levam a que muitas pessoas tenham a curiosidade de vir visitar e ao vir visitar irão certamente querer votar, porque isto é mesmo uma maravilha», confessou o presidente da Fundação Mata do Buçaco ao Diário de Coimbra, à margem da apresentação.

Escrito por Susana Ramos
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6802&Itemid=135

quarta-feira, 10 de março de 2010

VIII Festival do Arroz e da Lampreia

Iniciado a 5 de Março, prolonga-se pelo próximo fim-de-semana o VIII Festival do Arroz e da Lampreia, em Montemor-o-Velho.
Espaço de excelência para a mostra da gastronomia do Baixo Mondego, este festival oferece igualmente a diversas associações concelhias um espaço de divulgação das suas actividades.
À semelhança de anos anteriores, a AFUV, associando-se à Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, participará na animação do festival. Assim, no próximo sábado, dia 13 de Março, pelas 14h, todos os que então se deslocaram ao festival poderão assistir à actuação do Quinteto de Metais da AFUV.
Poderá consultar a restante programação do festival aqui (na programação da CMMV surge erradamente indicada a participação da Orq. Ligeira da AFUV).

Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2010/03/viii-festival-do-arroz-e-da-lampreia.html

Luís Vieira e Capoulas Santos convidados

Arroz biológico para o almoço

O secretário de Estado e o eurodeputado europeu, Capoulas Santos, vão poder saborear o primeiro arroz biológico produzido no Baixo Mondego.

O secretário de Estado Luís Vieira e o eurodeputado europeu e relator no Parlamento em assuntos para a agricultura, Capoulas Santos, vão poder saborear o primeiro arroz biológico produzido no Baixo Mondego. O almoço está marcado para sábado, às 12H30, na tasquinha da Associação Cultura das Meãs do Campo no Pavilhão do Festival do Arroz e da Lampreia, em Montemor-o-Velho. O anfitrião e produtor do primeiro arroz biológico do Baixo Mondego, Carlos Laranjeira, decidiu sentar à mesa agricultores e “duas personalidades” que, em seu entender, “ desenvolveram um trabalho muito positivo a favor da agricultura da região, e do país, durante o tempo em que Jaime Silva”.
“Luís Vieira e Capoulas Santos vêm a convite da Associação de Orizicultores de Portugal – Delegação do Mondego , tal como aconteceu com o sr. ministro da Agricultura e o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas na cerimónia de inauguração do Festival do Arroz e da Lampreia, na passada sexta-feira”, explicou Carlos Laranjeira, adiantando que os “homens que se esforçam por apoiar e incentivar a agricultura e os agricultores que tão mal tratados têm sido, merecem ser reconhecidos”.
E, por um lado, a actual equipa do Ministério da Agricultura ainda continua em estado de graça entre os agricultores, muito em especial, dos do Baixo Mondego. Por outro lado, porque se deve à intervenção do eurodeputado Capoulas Santos, a abolição da modulação voluntária , da autoria do ex-ministro da Agricultura que, segundo Carlos Laranjeira, prejudicava duplamente os agricultores portugueses.

Arroz do Baixo Mondego em destaque

Desta forma, nada melhor do que servir aos convidados um dos produtos de qualidade produzidos nos campos do Mondego. “Toda a gente sabe que temos um bocado de terra mais rica do país para a produção de arroz. Toda a gente devia saber que produzimos do melhor que há no mercado. E toda a gente ficará a saber que os homens e mulheres desta terra também sabem fazer novas opções e apostas quando as condições lho permitem”, adiantou, referindo-se à produção do primeiro arroz biológico que poderá abrir novos caminhos e outros mercados.
E para quem tem dúvidas, arroz biológico não é mais do que um arroz produzido numa terra que esteve três anos a ser cultivada sem qualquer adubo ou produto químico. E hoje, garante o orizicultor, continua tudo a processar-se da mesma forma, sem adubos, nem produtos químicos, apenas com o recurso a matéria orgânica que não pode ser nunca de animais estabulados porque estes são alimentados com rações que não são naturais e com pastos que também não são naturais. Complicado? Talvez não. Os animais também têm que ser alimentados com pastagens não tratadas.
A dificuldade está tanto nos cuidados a ter, mas mais no facto deste arroz biológico produzir cerca de um terço do tradicional, tornando a sua produção pouco rentável. Mas, numa altura em que tanto se fala das questões ambientais… sem dúvida que o ambiente agradece estes cuidados e o homem saberá apreciar o bom sabor e a qualidade final. Até porque, como Carlos Laranjeira faz questão de sublinhar, “este primeiro arroz biológico é semeado à mão como tradicionalmente se fazia”, embora se possa fazer também como o recurso a maquinaria”.
E como ainda não está no mercado – o que parece estar a ser preparado – , este produto pode ser apreciado à mesa da Associação das Meãs do Campo com lampreia ou com pato… Como divulga uma faixa instalada na tasquinha daquela associação: o arroz biológico é oferecido por Carlos Laranjeira. Porquê? “Porque é a minha terra natal e porque se trata de uma associação de gente muito dedicada e empenhada nas causas da sua terra”, justifica.

Eduarda Macário
In http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=81051&ed=10032010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Festival do arroz

Chefes famosos vão “reinventar” arroz carolino

De 5 a 14 de Março, Montemor-o-Velho vai viver a oitava edição do Festival do Arroz e da Lampreia.

Engana-se quem pensar que são apenas esses os manjares a constar no menu proposto pelo festival. É que além da lampreia do Mondego e do arroz carolino do Baixo Mondego, o evento contempla ainda a doçaria conventual, com os famosos pastéis de Tentúgal, as queijadas de Pereira, e como não podiam faltar, as pinhas doces de Montemor, entre outros petiscos. Para os menos apreciadores da lampreia há também arroz de cabidela, sarrabulho e arroz de pato. E o festival não se fica por aqui.
Alexandra Ferreira, vereadora da cultura de Montemor-o-Velho, explicou, ontem em conferência de imprensa, que o evento segue «três linhas de força: memória, criatividade e inovação» e que «pretende promover não só a gastronomia, mas também a cultura da região».
Atentando a isso, o programa do festival tem actividades para todos os gostos e “paladares”. Como tal, para quem quer conhecer melhor a região e gastronomia local, o festival integra as visitas turísticas da Rota do Arroz, da Rota Medieval e da Rota da Doçaria Conventual, nos restaurantes e tasquinhas aderentes.
Além disso, a criatividade e inovação estarão sempre presentes, com a participação dos chefes Henrique Sá Pessoa, do restaurante Alma, o argentino Chakall e ainda o chef da selecção nacional de futebol, Luís Lavrador, que vão criar novas tendências gastronómicas tendo como ingredientes base o arroz carolino e a lampreia.
Os mais pequenos não foram esquecidos, e a diversão é garantida também para eles. Seis ateliês dispostos no recinto, vão garantir a ocupação das crianças enquanto os adultos se deliciam com os petiscos.
E porque o festival não aborda só a gastronomia, além da animação permanente no recinto, o programa abrange também o artesanato local, com a exposição de oficinas artesanais.
O Festival do Arroz e da Lampreia é já uma referência na agenda gastronómica nacional e de ano para ano tem atraído cada vez mais visitantes. Na conferência, Pedro Machado, vereador do turismo do município e presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro reforçou a importância que este evento tem no turismo da região, na medida em que «tem todas as condições para trazer mais turistas e para os fidelizar à zona centro».
Só na última edição, os restaurantes e tasquinhas aderentes registaram 21.500 visitantes. É, nas palavras de Alexandra Ferreira, «um dos eventos âncora do concelho».
Nesta edição contam-se 16 restaurantes e 10 tasquinhas aderentes, havendo ainda seis pontos de venda de produtos locais. O evento, organizado pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, conta ainda com a participação de 10 instituições locais e quatro oficinas artesanais.
A entrada terá o preço simbólico de 0,50€, a partir dos 14 anos.

Escrito por Susana Ramos
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6270&Itemid=135

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Conferências dedicadas a Fernão Mendes Pinto

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio, o dirigente da AMI Fernando Nobre e o poeta Vasco Graça Moura são conferencistas num ciclo que celebra os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto em Montemor-o-Velho.
Intitulado “Que o Mar Fosse Tinta e o Céu Papel”, o ciclo de conferências começa hoje na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, em Montemor-o-Velho, e visa «ler a “Peregrinação”, ler algumas leituras da “Peregrinação” e ler cinco séculos do mundo através dos grandes temas» da obra de Fernão Mendes Pinto.
Uma sessão sobre “Literatura, Viagens, Literatura como Viagem”, hoje às 21h00, com Vasco Graça Moura e o escritor Gonçalo Cadilhe, inaugura hoje o ciclo, que se prolonga até ao próximo dia 6 de Outubro.
Organizado pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, companhia O Teatrão e Direcção Regional de Cultura do Centro, compreende ainda duas conferências sobre “O Mundos e os Outros”, a 13 de Maio e a 6 de Outubro, em que são oradores Fernando Nobre e Cláudio Torres (na primeira) e Jorge Sampaio e António Pinto Ribeiro (o antigo director artístico da Culturgest, ligado agora à Fundação Calouste Gulbenkian).
«São pessoas com uma mundivivência, uma perspectiva global do mundo, que o próprio Fernão Mendes Pinto e outras pessoas da época também deram», disse à agência Lusa Deolindo Pessoa, da direcção de O Teatrão, a propósito destas duas sessões.
“As Religiões/Fraternidade e Conflito”, “As Mulheres” e “Drogas e Coisas Medicinais” são os temas das restantes conferências, em que participam, entre outros, João Maria André, Ana Paula Laborinho, Fernando Ramos, Ana Leonor Pereira e João Rui Pita.
Coordenado por António Pedro Pita, director regional da Cultura do Centro do Ministério da Cultura, o ciclo insere-se num vasto programa iniciado em 2009 pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, em parceria com diversas instituições, para comemorar os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto.
Nascido em Montemor-o-Velho, Fernão Mendes Pinto «é um vulto da história portuguesa conhecido mundialmente, não só pelo seu livro “Peregrinação”, mas também porque se confunde com o período em que o seu país - Portugal - deu novos mundos ao mundo. Este viajante encontra-se indelevelmente ligado aos primeiros contactos ocorridos entre o Oriente e o Ocidente», lê-se numa nota da organização.
Um dos pontos altos das comemorações, que se prolongam até 2011, é um espectáculo em Julho na zona histórica da vila, envolvendo dez grupos teatrais do concelho, numa co-produção de O Teatrão e da autarquia de Montemor-o-Velho.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5754&Itemid=135