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terça-feira, 13 de julho de 2010

"Peregrinações" nas ruas de Montemor-o-Velho

“Peregrinações” à volta de Fernão Mendes Pinto

Mais de 200 actores e músicos percorreram as ruas da vila para contar a história e as aventuras de Fernão Mendes Pinto, numa viagem onde o real e o imaginário se cruzaram. As 300 pessoas que assistiram ao espectáculo ficaram “muito satisfeitas”

Montemor-o-Velho transformou-se nas duas últimas noites num enorme palco teatral. O espectáculo de rua “Peregrinações” juntou, nos espaços mais emblemáticos do centro histórico da vila, uma dezena de grupos, mais de 200 actores e músicos e aproximadamente 300 espectadores.
Durante mais de duas horas e meia foram reveladas as aventuras e a história de Fernão Mendes Pinto, recriados alguns dos lugares descritos na sua obra e invocadas personagens que pululam a literatura de viagens do século XVI.
A grande maioria dos espectadores com quem o Diário de Coimbra falou elogiou a iniciativa, inserida nas comemorações do quinto centenário do nascimento de Fernão Mendes Pinto. «Estou muito satisfeita, achei que os actores estiveram muito bem e adorei as diferentes abordagens e técnicas dos vários grupos de teatro», afirmou depois do espectáculo a conimbricense Ana Magalhães, de 43 anos.
O público, de todas as idades, teceu também largos elogios às músicas interpretadas pelos actores e ao «excelente» aproveitamento dos espaços da vila para criar os quadros que deram vida ao espectáculo, bem como ao intenso sentido de humor que reina nalgumas partes do evento.
As críticas negativas surgiram pontualmente e estiveram relacionadas com a duração do espectáculo, que terminou já depois da meia-noite. Alguns cidadãos, acompanhados de bebés e crianças, não ficaram até ao fim. A grande quantidade de mosquitos e de melgas existentes nalguns períodos de “Peregrinações” também mereceram reparos, se bem que este é um factor externo à própria produção.
No final do primeiro dia do espectáculo, na noite de quinta-feira, Deolindo Pessoa, responsável pela direcção e concepção, estava satisfeito. «Correu dentro das expectativas e tivemos um “feedback” positivo dos espectadores», afirmou.
Segundo o director do evento, a principal dificuldade do ponto de vista artístico foi precisamente «o número excessivo de espectadores». «Por um lado é bom, porque revela o interesse das pessoas, mas por outro lado limitou um bocado a acção e o próprio visionamento do espectáculo», explicou.

Caminhada pelas ruelas à luz das velas
O espectáculo “Peregrinações” acontece hoje pela última vez. O Diário de Coimbra desvenda um pouco do que o espectador pode encontrar.
A aventura começa às 21h00, no castelo de Montemor-o-Velho. O primeiro dos oito quadros (pequenas peças) acontece junto às ruínas da Igreja de Santo António. Aqui é feita uma alegoria aos primeiros anos de vida de Fernão Mendes Pinto. Fala-se das partidas de Montemor para Lisboa e depois de Lisboa para a Índia. Fernão Mendes Pinto procura aventuras e melhores condições de vida.
Os 300 espectadores desbravam depois as ruelas íngremes do castelo e do centro histórico. A iluminação pública e as luzes das casas da vila estão apagadas. As pessoas caminham em grupo, iluminadas apenas por velas espalhadas pelo caminho, que indicam o rumo da peregrinação.
O percurso vai dar ao adro da Igreja de S. Martinho, onde acontece o segundo quadro, centrado na chegada de Fernão Mendes Pinto à Índia. Revela-se a vontade de quem quer ser protagonista da história e percorrer os cantos do império. Os prazeres e o sofrimento inerentes a uma grande epopeia começam também a surgir.
No final do segundo quadro o espectador tem que decidir que caminho quer seguir, como numa verdadeira peregrinação. Quem optar pelo estandarte roxo vai descobrir mais sobre o tema da religião. O estandarte amarelo leva ao trajecto da guerra.
De um lado (quadro V e VI) fala-se dos milagres e enterro de São Francisco Xavier e a consequente conversão de Fernão Mendes Pinto, que se junta aos Jesuítas, bem como a posterior crise religiosa do protagonista e uma evocação a Camões e ao Canto IX. Estes dois momentos do espectáculo acontecem na Rua dos Combatentes da Grande Guerra e no Terreiro do Queimado.
Se o caminho escolhido é o da guerra, então o espectador pode descobrir mais sobre as muitas lutas que Fernão Mendes Pinto travou, na companhia de António de Faria, como foi feito prisioneiro e os naufrágios que sofreu (quadro III, no Largo Dr. Alves de Sousa – Largo do Outeiro).
Seguem-se guerras de Nixiancó, com o quadro IV, um jogo teatral na Rua da Cadeia Velha/Rua Dr. Luís Coutinho. A peça mostra como os portugueses acabam por ter um papel relevante no cerco ao castelo de Nixiancó. As contradições da epopeia portuguesa também são reveladas.

Final “não feliz”
Os espectadores que seguiram os diferentes estandartes (religião e guerra) voltam a convergir para os últimos dois quadros. O quadro VII trata das aventuras de Fernão Mendes Pinto por terras do Japão, onde as tempestades foram apenas um dos vários perigos que encontrou. A acção teatral estende-se por toda a Praça da República.
O termo da peregrinação, que acontece com o quadro VIII, tem um registo retrospectivo. É a prova de que nem sempre as histórias têm um final feliz, que a vida pode ser madrasta e injusta. Regressado a Portugal, Fernão Mendes Pinto não recebe o que lhe era devido (uma tença) pelos serviços prestados ao reino, sentindo na pele a ingratidão dos seus compatriotas.
No Vale de Rosal, em Almada, onde se manteve até à morte, escreve a sua obra “Peregrinação”, um relato tão fantástico do que viveu que durante muito tempo não se acreditou na sua veracidade.

Escrito por Bruno Vicente
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8070&Itemid=135

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ereira assinalou ontem os 25 anos na categoria de Freguesia

Era a noite da passagem de ano de 1984. Ouviam-se foguetes. Não os da festa da entrada do novo ano, mas os que anunciavam que finalmente a Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, ascendia à categoria de freguesia. Não era sem tempo, pensariam os populares, que travaram uma árdua luta durante mais de 60 anos. Ontem, 25 anos depois, recordaram-se os nomes, as batalhas travadas e todo um processo complicado que culminou com a separação da freguesia de Verride e a consequente autonomia administrativa.
A sede do clube da terra encheu ontem de populares. Uns recordando a luta que começou ainda Portugal vivia em ditadura, outros, mais novos, que sempre conheceram a Ereira como uma das freguesias do concelho de Montemor-o-Velho. Todos celebraram a data que «o verdadeiro ereirense jamais esquecerá, tal foi o desejo e a luta», recordou Fernando Curto, actual presidente da Junta de Freguesia da Ereira. «Os ereirenses não baixaram os braços e o sonho tornou-se realidade», disse o autarca, recordando que a luta, que só conheceu um final feliz em 1984, começou muito antes, no tempo de Salazar, mas o poder político instalado sempre impediu a progressão do processo que os ereirense ambicionavam concretizar. «Foram muitas lutas reprimidas pelo regime», recordou Fernando Curto.
Pinto Correia, na altura presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, foi um dos elementos activos na concretização da ambição de separar Ereira de Verride, assim como a sua esposa, Ângela Pinto Correia, então deputada na Assembleia da República. Ontem até brincou com a situação e lembrou que nesta altura de Inverno era frequente a Ereira estar cercada de água por todos os lados, transformada numa ilha. «Tinha um rio que a separava de Verride», logo, «porque não haveria de ser independente?», questionou, recordando que esta era também a forma de pensar de Afonso Duarte, poeta e pedagogo natural da Ereira.
«Tive a felicidade de ajudar a que esta belíssima terra hoje fosse uma terra de grande valor onde as suas gentes só dependem delas», acrescentou o antigo presidente, referindo o «progresso» e o «espaço» que a Ereira conquistou ao longo dos seus 25 anos na categoria de freguesia.

Uma Ereira bem diferente
Um quarto de século passado e o actual presidente da Junta de Freguesia não hesita em considerar que a «hoje a Ereira não é mais a Ereira de homens e mulheres que viviam martirizados pelas cheias». Elas ainda existem, é certo, mas há, acima de tudo, uma nova dinâmica na freguesia que é para continuar. Por isso «nesta época de sentimentos, até gostaria que o presidente da Câmara ajudasse na conclusão do parque de lazer», disse, dirigindo-se a Luís Leal que, mais do que anunciar o apoio, preferiu dizer que há muito mais a fazer. «Vamos ao trabalho porque vamos honrar o passado», considerou o autarca de Montemor.
Falando no passado, no presente e no futuro da freguesia, e tomando como exemplo a luta das populações, Luís Leal recordou a importância do poder local, que «é feito pelas pessoas, pela sua forma de estar e pelo seu querer».
«Que o exemplo da Ereira seja tomado a nível nacional», disse ainda o autarca, criticando a vontade da Administração Central em acabar com as freguesias de pequena dimensão e destacando a «coragem e vontade» dos ereirenses, que com o seu contributo desenvolvem o «Portugal rural».
A sessão solene que ontem decorreu na sede da Associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira foi o ponto alto da festa que incluiu, também, uma missa solene, um desfile associativo, o hastear da nova bandeira e a homenagem a todos os executivos da junta.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5591&Itemid=114

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Fernão Mendes Pinto inspira debate

“As Religiões – Fraternidade e conflito” constitui o mote para a segunda conferência integrada no âmbito das comemorações dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto. “Que o mar fosse tinta e o céu papel” foi a designação atribuída ao ciclo de conferências, que começou no passado dia 14 de Janeiro, numa organização que juntou a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, a Direcção Regional da Cultura do Centro e o Teatrão. O próximo encontro está marcado para a noite de quinta-feira e tem como convidados José Manuel Leite, José Luís Ferreira e João Maria André.
Depois de uma primeira sessão centrada no tema “Literatura, Viagens, Literatura como viagem”, as atenções centram-se agora na temática religiosa, tendo sempre como pano de fundo a leitura de “A Peregrinação”. Quinta-feira, na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Velho, a partir das 21h00, “embarca-se” numa viagem rumo à conturbada época em que viveu Fernão Mendes Pinto.
Com efeito, em pleno século XVI viveram-se um conjunto de factos e momentos decisivos, quer na história universal, quer na de Portugal. Se foi o tempo das descobertas, onde os portugueses assumiram um papel preponderante, dando novos mundos ao mundo, também foi o tempo da Reforma e da Contra-reforma, sem esquecer o Concílio de Trento. «As diferentes implicações que estes factos determinaram na vida social da época, mas sobretudo na religião e o papel desempenhado pelos descobrimentos na expansão da fé e do império serão o tema desta sessão», refere a organização. O objectivo é, adianta ainda, que «cada convidado faça a sua abordagem do tema “As religiões – Fraternidade e Conflito”, partindo de perspectivas diferentes, que permitam um “olhar” atento e crítico sobre questões como a reforma protestante do século XVI, os cristãos na Índia, a Inquisição portuguesa, sem esquecer figuras como S. Francisco Xavier ou Inácio de Loyola, o papel da Companhia de Jesus, a carreira da Índia ou a evangelização do Brasil e do Oriente.

Três oradores, três visões

E os oradores convidados prometem, logo à partida, pelo respectivo perfil e formação, uma visão diferente e uma interpretação peculiar destas realidades do tempo de Fernão Mendes Pinto. Com efeito, a organização convidou João Maria André, catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é especialista em Filosofia do Renascimento e rege a “cadeira” de Filosofia Moderna, para além de ter vários trabalhos centrados no Renascimento, nas Descobertas e na ciência do século XVI.
José Luís Ferreira é outro dos oradores. Padre católico da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue, licenciado em Teologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca, é pároco em diversas freguesias do concelho de Montemor e director provincial da Congregação dos Missionários do Preciosíssimo Sangue em Portugal, Espanha e Guiné-Bissau.
José Manuel Leite é o terceiro convidado da noite e também ele um homem da igreja. Pastor da Igreja Evangélica Presbiteriana, tem um longo curriculum, que inclui o facto de ter sido presidente da Câmara da Figueira da Foz, entre 1976 e 1980. Foi o responsável pela organização da I Assembleia Ecuménica Europeia, realizada em 1989, em Basileia; representa o Conselho Mundial de Igrejas na Comissão dos Direitos Humanos da ONU e é actualmente presidente do Sínodo da Igreja Presbiteriana em Portugal, mantendo uma forte relação à Figueira da Foz e Montemor.
O ciclo de conferências “Que o mar fosse tinta e o céu papel” continua depois em Março, desta feita com um debate dedicado ao tema “Mulheres”, com a presença de Margarida Calafate Ribeiro, Ana Paula Laborinho e Fina d ´Armada.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6151&Itemid=135

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Góis despede-se de José Girão Vitorino

Antigo autarca de Góis morreu ontem ao princípio da manhã, no Instituto de Oncologia, em Coimbra. Corpo está em câmara ardente no Quartel dos Bombeiros

Góis perdeu um homem bom. José Girão Vitorino, ex-presidente da Câmara Municipal, sucumbiu ontem, depois de uma longa e sofredora luta contra a doença. Pouco passava das 6h00 da manhã quando o antigo autarca se despediu da vida. O corpo vai ser velado no quartel dos Bombeiros Voluntários e o funeral realiza-se hoje, às 15h00, com missa de corpo presente na igreja matriz de Góis, seguindo para o cemitério local. A Câmara da qual foi presidente durante nove anos e vereador desde 1977, decretou dois dias de luto. Hoje os serviços camarários estão encerrados a partir das 12h00. Góis despede-se, entre lágrimas e muita emoção, de um homem que, não sendo natural do concelho, cedo se apaixonou por Góis e se dedicou de alma e coração àquela terra e às suas gentes.
Há dois anos o antigo funcionário da EDP, empresa ao serviço da qual se radicou em Góis, começou a ter problemas de saúde e foi-lhe detectado um carcinoma pulmonar. Uma intervenção cirúrgica debelou parte da doença, mas, no último ano os problemas centraram-se na coluna, com a doença a ganhar terreno face à ânsia de viver de José Girão Vitorino. Foi essa mesma doença que o levou a não se recandidatar à Câmara de Góis e que lhe exigiu um esforço sobre-humano para terminar o mandado. Diz quem o acompanhou de perto que a violência das dores tornou assaz dolorosa a vida do antigo autarca, que se submeteu a tratamentos de radioterapia e quimioterapia e nos últimos meses se viu obrigado a andar de cadeira de rodas. Nas últimas três semanas o seu estado de saúde agravou-se substancialmente, tendo sido internado no Instituto Português de Oncologia, em Coimbra, onde morreu, ontem ao princípio da manha.
Apesar de a sua morte ser previsível, a notícia não aliviou o choque. Lurdes Castanheira, presidente da Câmara de Góis fala com emoção do amigo e do autarca, considerando que a morte de Girão Vitorino constitui «uma perda muito grande para o concelho de Góis e para o Partido Socialista». A presidente da autarquia recorda a amizade e companheirismo que a ligava ao antigo presidente da autarquia, a quem sucedeu, recordando que «fiz equipa com ele em momentos particularmente difíceis na vida de Góis» e lembra o início do seu trabalho profissional, na Câmara, em 1989. «Acolheu-me muito bem como funcionária», diz. Mais tarde, Lurdes Castanheira integrou o executivo municipal e, quer em termos pessoais, quer profissionais, quer políticos, considera Girão Vitorino «uma referência incondicional». «Aprendi muito com ele em termos de solidariedade e de fazer bem aos outros. Era uma pessoa de uma sensibilidade imensa e de uma grandeza a toda a prova. Deixa uma marca profunda no concelho de Góis», diz ainda, emocionada, a presidente da autarquia, sublinhando «o empenho, a dedicação e o trabalho» que Girão Vitorino sempre colocou «na luta pela defesa dos interesses da causa pública, de Góis e dos goienses». Por isso, pelos muitos anos que o antigo autarca dedicou ao concelho, Lurdes Castanheira considera que «este é um momento difícil para a família, mas também para Góis. Certamente parte com o sentimento de missão cumprida, porque fez muito pelo concelho», sublinha a presidente da autarquia, que decretou dois dias de luto.

Um homem com H

«Era um homem com H grande», afirma José Cabeças, presidente da direcção da ADIBER, antigo presidente da autarquia de Góis, a quem Girão Vitorino sucedeu. «Ajudou muito a nossa vila, apesar de não ser de cá», diz Humberto Matos, antigo vereador da autarquia, que o define como «uma pessoa boa, muito bem formada e um grande amigo». «Não sendo goiense, fez muito por Góis e vai fazer muita falta», refere Fernando Ribeiro, um amigo de longa data.
«Era um grande amigo, um autarca com mais de 30 anos de experiência », afirma, com emoção José Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis. Foi na pensão do sogro de José Carvalho que Girão Vitorino ficou alojado quando, ao serviço da EDP foi trabalhar para Góis. E ali nasceu uma amizade longa e duradoura. Ontem, a caminho do velório, José Carvalho temia pela sua própria reacção. «Não era preciso sofrer tanto para ter este triste fim», desabafa, perante a perda de «um amigo de referência».
José Serra, vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Góis, colega de Girão Vitorino na EDP, recorda o trabalho que, juntos, fizeram, em prol da electrificação da região, bem como, anos mais tarde, no executivo camarário. Uma amizade e uma relação que começou há 33 anos e que se manteve «leal e sincera» até ao último dia.

Perfil

José Girão Vitorino fez 62 anos no dia 1 de Novembro do ano passado. Natural de Santo Varão, concelho de Montemor-o-Velho, começou a trabalhar na EDP em Fevereiro de 1966 e foi ao serviço deste empresa que se radicou em Góis. Iniciou a sua carreira como autarca em 1977, como vereador da Câmara de Góis. Em 1983 assumiu funções em regime de permanência, tendo a seu cargo o pelouro das Obras e Urbanização e a vice-presidência da autarquia. Em Março de 2000 substituiu José Cabeças (nomeado para a presidência da ARSC) na presidência da autarquia de Góis. Venceu as suas primeiras eleições autárquicas, como cabeça-de-lista, em 2001 e em 2005 foi reeleito presidente da Câmara de Góis, sempre sob a bandeira do PS. A doença impediu-se de se candidatar nas últimas autárquicas de Outubro.
Casado com Maria Elisa Guerra Santos e pai de dois filhos, Renato e Bruno Vitorino, José Girão Vitorino esteve vincadamente ligado à vida associativa do concelho que adoptou como sua terra de eleição. Entre outros cargos, foi presidente da direcção da Casa do Povo, integrou a direcção da Associação Educativa e Recreativa de Góis, foi vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia e presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6004&Itemid=135
Foto: http://cultura.portaldomovimento.com/images/731.jpg

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fernão Mendes Pinto iniciou Peregrinação

“A homenagem a Fernão Mendes Pinto não é um acto isolado”. Palavras do presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal, na sessão que marcou o arranque das comemorações do V centenário do nascimento do viajante “nado e criado em Montemor-o-Velho até à idade de 10 ou 12 anos, na estreiteza casa de seus pais”. O edil afiançou que “esta homenagem faz parte de um programa cultural que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos, dando destaque a grandes montemorenses que ultrapassaram as fronteiras do nosso território, nomeadamente Afonso Duarte, Manuel de Macedo e Manuel Jardim”. “Sem cultura não temos desenvolvimento e que sem memória não temos conhecimento”, enfatizou o autarca, reiterando palavras de agradecimento e entusiasmo a todas as entidades e parceiros envolvidos no programa nacional e internacional dedicado a Fernão Mendes Pinto.
A abertura oficial da iniciativa teve lugar dia 14 de Janeiro, na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, em Montemor-o-Velho, com Gonçalo Cadilhe e Vasco Graça Moura a abrirem o ciclo de conferências “Que o mar fosse tinta e o céu papel”, perante uma plateia numerosa, entusiasta e ávida em obter conhecimentos literários e aspectos culturais.
Moderada por Deolindo Pessoa, a primeira sessão do ciclo de conferências, girando à volta do tema “Literatura, Viagens, Literatura Como Viagem”, começou com Vasco Graça Moura a referir que “sem Cultura não há democracia”. O orador, partindo de uma abordagem aos clássicos da literatura – Ilíada, Odisseia e os Lusíadas – esboçou “a viagem das ideias e a sua transmissão”.
Para o conferencista “a revolução das novas tecnologias permitiu eliminar o tempo da transmissão das ideias”, fazendo com que “estas possam estar em simultâneo nos quatro cantos do mundo”.
A par desta “ubiquidade das ideias”, Vasco Graça Moura considerou ainda que o “politicamente correcto”, “a distorção e a pirataria” são alguns dos perigos que atingem a viagem das ideias. Sublinhou ainda o valor de Fernão Mendes Pinto, como um “um grande artista da língua portuguesa”, que evidenciou “uma forte capacidade de expressão”.
Gonçalo Cadilhe, de forma divertida, começou por dizer que “tenho viajado um pouco acima da média daquilo que se viaja em Portugal”, explicando que “desde a sua infância, revisitou os locais, os livros, as personagens e os autores que lhe permitem desenvolver a actividade profissional em torno do jornalismo de viagens”.
Aludindo ao processo de “como a pesquisa e a actividade de leitor conduz a um novo projecto e a uma nova viagem”, o conferencista salientou que “o próximo projecto vai estar relacionado com Fernão Mendes Pinto”.
Um participado debate entre a audiência e os conferencistas encerrou a primeira sessão do ciclo de conferências “Que o mar fosse tinta e o céu papel”. Este ciclo de conferências, com organização da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, d’“O Teatrão” e da Direcção Regional da Cultura do Centro do Ministério da Cultura, volta no dia 11 de Fevereiro, pelas 21h00. Tendo sempre como pano de fundo a obra de Fernão Mendes Pinto, na segunda sessão, o tema “As Religiões/ Fraternidade e Conflito” será abordado por José Manuel Leite, José Luís Ferreira e João Maria André.
“As Mulheres” é o tema a escalpelizar por Margarida Calafate Ribeiro, Ana Paula Laborinho, Fina d’ Armada, dia 11de Março; Fernando Ramos, Ana Leonor Pereira, João Rui Pita falarão sobre “Drogas e Coisas Medicinais”, em Abril; a 13 de Maio, “O Mundo e Os Outros” será apresentado por Fernando Nobre e Cláudio Torres e, a 6 de Outubro, o tema “O Mundo e Os Outros” está a cargo de Jorge Sampaio e António Pinto Ribeiro.

Aldo Aveiro
In Correio de Coimbra
Fonte e foto: http://www.amicor.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2600:montemor-fernao-mendes-pinto-iniciou-peregrinacao&catid=64:regioes&Itemid=81

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Conferências dedicadas a Fernão Mendes Pinto

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio, o dirigente da AMI Fernando Nobre e o poeta Vasco Graça Moura são conferencistas num ciclo que celebra os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto em Montemor-o-Velho.
Intitulado “Que o Mar Fosse Tinta e o Céu Papel”, o ciclo de conferências começa hoje na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, em Montemor-o-Velho, e visa «ler a “Peregrinação”, ler algumas leituras da “Peregrinação” e ler cinco séculos do mundo através dos grandes temas» da obra de Fernão Mendes Pinto.
Uma sessão sobre “Literatura, Viagens, Literatura como Viagem”, hoje às 21h00, com Vasco Graça Moura e o escritor Gonçalo Cadilhe, inaugura hoje o ciclo, que se prolonga até ao próximo dia 6 de Outubro.
Organizado pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, companhia O Teatrão e Direcção Regional de Cultura do Centro, compreende ainda duas conferências sobre “O Mundos e os Outros”, a 13 de Maio e a 6 de Outubro, em que são oradores Fernando Nobre e Cláudio Torres (na primeira) e Jorge Sampaio e António Pinto Ribeiro (o antigo director artístico da Culturgest, ligado agora à Fundação Calouste Gulbenkian).
«São pessoas com uma mundivivência, uma perspectiva global do mundo, que o próprio Fernão Mendes Pinto e outras pessoas da época também deram», disse à agência Lusa Deolindo Pessoa, da direcção de O Teatrão, a propósito destas duas sessões.
“As Religiões/Fraternidade e Conflito”, “As Mulheres” e “Drogas e Coisas Medicinais” são os temas das restantes conferências, em que participam, entre outros, João Maria André, Ana Paula Laborinho, Fernando Ramos, Ana Leonor Pereira e João Rui Pita.
Coordenado por António Pedro Pita, director regional da Cultura do Centro do Ministério da Cultura, o ciclo insere-se num vasto programa iniciado em 2009 pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, em parceria com diversas instituições, para comemorar os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto.
Nascido em Montemor-o-Velho, Fernão Mendes Pinto «é um vulto da história portuguesa conhecido mundialmente, não só pelo seu livro “Peregrinação”, mas também porque se confunde com o período em que o seu país - Portugal - deu novos mundos ao mundo. Este viajante encontra-se indelevelmente ligado aos primeiros contactos ocorridos entre o Oriente e o Ocidente», lê-se numa nota da organização.
Um dos pontos altos das comemorações, que se prolongam até 2011, é um espectáculo em Julho na zona histórica da vila, envolvendo dez grupos teatrais do concelho, numa co-produção de O Teatrão e da autarquia de Montemor-o-Velho.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5754&Itemid=135

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ereira assinalou 25 anos na categoria de Freguesia

Era a noite da passagem de ano de 1984. Ouviam-se foguetes. Não os da festa da entrada do novo ano, mas os que anunciavam que finalmente a Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, ascendia à categoria de freguesia. Não era sem tempo, pensariam os populares, que travaram uma árdua luta durante mais de 60 anos. Ontem, 25 anos depois, recordaram-se os nomes, as batalhas travadas e todo um processo complicado que culminou com a separação da freguesia de Verride e a consequente autonomia administrativa.
A sede do clube da terra encheu ontem de populares. Uns recordando a luta que começou ainda Portugal vivia em ditadura, outros, mais novos, que sempre conheceram a Ereira como uma das freguesias do concelho de Montemor-o-Velho. Todos celebraram a data que «o verdadeiro ereirense jamais esquecerá, tal foi o desejo e a luta», recordou Fernando Curto, actual presidente da Junta de Freguesia da Ereira. «Os ereirenses não baixaram os braços e o sonho tornou-
-se realidade», disse o autarca, recordando que a luta, que só conheceu um final feliz em 1984, começou muito antes, no tempo de Salazar, mas o poder político instalado sempre impediu a progressão do processo que os ereirense ambicionavam concretizar. «Foram muitas lutas reprimidas pelo regime», recordou Fernando Curto.
Pinto Correia, na altura presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, foi um dos elementos activos na concretização da ambição de separar Ereira de Verride, assim como a sua esposa, Ângela Pinto Correia, então deputada na Assembleia da República. Ontem até brincou com a situação e lembrou que nesta altura de Inverno era frequente a Ereira estar cercada de água por todos os lados, transformada numa ilha. «Tinha um rio que a separava de Verride», logo, «porque não haveria de ser independente?», questionou, recordando que esta era também a forma de pensar de Afonso Duarte, poeta e pedagogo natural da Ereira.
«Tive a felicidade de ajudar a que esta belíssima terra hoje fosse uma terra de grande valor onde as suas gentes só dependem delas», acrescentou o antigo presidente, referindo o «progresso» e o «espaço» que a Ereira conquistou ao longo dos seus 25 anos na categoria de freguesia.

Uma Ereira bem diferente
Um quarto de século passado e o actual presidente da Junta de Freguesia não hesita em considerar que a «hoje a Ereira não é mais a Ereira de homens e mulheres que viviam martirizados pelas cheias». Elas ainda existem, é certo, mas há, acima de tudo, uma nova dinâmica na freguesia que é para continuar. Por isso «nesta época de sentimentos, até gostaria que o presidente da Câmara ajudasse na conclusão do parque de lazer», disse, dirigindo-se a Luís Leal que, mais do que anunciar o apoio, preferiu dizer que há muito mais a fazer. «Vamos ao trabalho porque vamos honrar o passado», considerou o autarca de Montemor.
Falando no passado, no presente e no futuro da freguesia, e tomando como exemplo a luta das populações, Luís Leal recordou a importância do poder local, que «é feito pelas pessoas, pela sua forma de estar e pelo seu querer».
«Que o exemplo da Ereira seja tomado a nível nacional», disse ainda o autarca, criticando a vontade da Administração Central em acabar com as freguesias de pequena dimensão e destacando a «coragem e vontade» dos ereirenses, que com o seu contributo desenvolvem o «Portugal rural».
A sessão solene que ontem decorreu na sede da Associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira foi o ponto alto da festa que incluiu, também, uma missa solene, um desfile associativo, o hastear da nova bandeira e a homenagem a todos os executivos da junta.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5591&Itemid=135

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Momentos da época medieval em terras de Baixo Mondego

A Ceia Quinhentista, sábado à noite, marcou um período histórico, convidando os visitantes a uma descoberta “no centro do reino, no seio da família real”. Num cenário em que a magnificência se conjugou com a austeridade, o rigor histórico e a qualidade de serviço a que Montemor-o-Velho já habituou os seus visitantes, o Claustro do Convento dos Anjos recebeu dezenas de convivas para celebrar a reconstituição da visita da Princesa Santa Joana a terras do Baixo Mondego, no ano de 1485. E foi num requintado jantar, com “potage de leguminas”, porco assado em espeto, puré de maçã e castanha, perada, tigelada, ovos de fio, púcaros de natas com frutos secos, bacios de fruta verde, entre outras iguarias, e animação musical pelo Cantus Anonimus, além dos pregoeiros, músicos, saltimbancos, malabaristas e cuspidores de fogo, que foi recriado este momento quinhentista.
Ontem, após a celebração de eucaristia, em que o padre José Luís Ferreira, na sua homilia, aludiu «à ambiência medieval, em que os cristãos também celebravam a sua fé e solidariedade», teve início a “feira franca” com a leitura da Carta de Feira, concedida por D. João I, em 1426, no Adro da Igreja de Santa Maria da Alcáçova.
Pela feira não faltaram as figuras típicas da época: almocreves, saltimbancos, malabaristas, bobos, feiticeiros, aguadeiros, adivinhos, mendigos e os jogadores, além dos hortelões e camponeses que tentam sempre enganar os almotacês (aqueles que controlam os preços e as medidas de aferição). À venda estiveram produtos da terra, como por exemplo, as hortaliças, as frutas, os frutos secos, as leguminosas, os grãos e o feijão, os cereais ou azeite e vinho. Também não faltaram as aves de capoeira, ovos, pão, peixe, carnes, enchidos, sopa do lavrador, assim como louças, queijo, sal e artesanato. Marcaram presença as tendas do tabelião de notas, do ourives, do ferrador, do “barveiro”. Donzelas, senhores feudais, pajens, trovadores, mercadores e vendilhões encheram de cor e de som este cenário medieval. O senhor feudal investe cavaleiros...Num canto, um sem alma encarna Satanás...À porta da igreja, o mendigo estende a mão e pede esmola...Frades passeiam-se por entre a multidão “libertando dos pecados as almas mais denegridas”, enquanto jovens trovadores exaltam alegremente os dons das suas amadas... “não queirais vós saber o fogo que este meu mui pequeno coração encerra”. Personagens que garantiram o colorido desta recriação histórica.
Após o almoço, e numa iniciativa da Associação de Amigos de Dom Pedro e Dona Inês, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova acolheu o lançamento da publicação “Inês de Castro, Ano Inesiano”, evocando o ano de 1355, quando D. Afonso IV decidiu a morte de Inês de Castro, em Montemor-o-Velho. A cerimónia foi presidida por Pedro Machado, vereador do município, e a publicação foi apresentada por Maria José Azevedo Santos. A sessão foi animada, numa encenação musicada da lenda da Princesa Zuleida, da autoria de Lurdes Breda, pelo grupo da APPACDM - Unidade Funcional de Montemor-o-Velho.
Logo a seguir, o Grupo de Teatro de Sobral de Ceira encenou “o cerco ao Castelo, por ordem de D. Afonso II, numa investida contra a sua irmã Rainha D. Teresa, no ano de 1212”. Ainda, no castelejo, os visitantes foram convidados a saudar o Regente Infante D. Pedro e o jovem D. Afonso V, e assistir, como em 1445, ao Torneio a Cavalo e a demonstrações de tiro com arco.
De realçar a cumplicidade dos movimentos associativos do concelho, que contribuíram para o sucesso da iniciativa, preservando e divulgando momentos culturais e sociais da época medieval em terras de Montemor-o-Velho.

Escrito por Aldo Aveiro
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2475&Itemid=135

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pereira reviveu feira como há 100 anos

O som dos vários pregões ouvidos ainda ao longe, indicavam aos visitantes a presença de feirantes, que, numa iniciativa do Grupo Folclórico da Vila de Pereira, reviveram no dia de ontem uma feira como há 100 anos atrás.
O som difuso associado a estas feiras, com o chamamento das vendedeiras, o som da harmónica do amola-tesouras, misturavam-se entre outros gritos, mais ou menos definidos, que no seu cômputo geral nos diziam estarmos presentes numa feira.
Esta iniciativa do Grupo de Pereira traduziu-se, sobretudo para os mais novos, em mais uma prova de que estas instituições têm uma palavra muito importante em preservar e lavar ao conhecimento de todos o nosso passado recente.
Para Diogo César, componente do Grupo de Pereira, «é um incentivo à malta jovem para conviver», frisando que «estas iniciativas servem para aprender algo sobre a nossa história, sobretudo como eram as feiras e mercados de há 100 anos, como se vendia, como se apregoava aquilo que cada um queria vender».
As bancas com a venda de diversos produtos, sobretudo os de origem agrícola, mas aqui e acolá os barros e os alumínios, eram a nota dominante com os seus vendedores trajados a rigor, com instrumentos próprios da época e bancas feitas todas em madeira.
Os visitantes em largo número, claro que eram “100 anos mais novos”, mas mesmo assim não deixarão de dar o seu contributo a este evento.
A meio da visita, feita sempre com calma e tranquilidade - estamos a falar há 100 anos atrás - o visitante era levado a tomar atenção a outros sons e movimentos, que vinham de um grupo de “rapazolas”, que no ímpeto da sua juventude “roubavam” aqui e acolá uma peça de fruta e, claro está, o dono da banca gritava: «agarra que é ladrão».
Mais à frente, a “cigana”, no seu jeito muito próprio, tomava-nos de surpresa pegava-nos na mão e mesmo contra nossa vontade, lia a nossa sina, sempre com futurologias positivas e depois, com a sua choradeira acompanhada de dos filhos mais pequenos lá nos sacava uma moedita, para “matar” a fome ao pequenito.
Para Eduardo Figo Roxo, coordenador do Grupo Folclórico de Pereira, «esta iniciativa visa dar nome e recriar o ambiente das feiras de antigamente», aludindo também ao facto de que «este papel cabe aos grupos, sobretudo nessa preservação e divulgação». O dirigente explicou também que a iniciativa «visa dar projecção à vila de Pereira e ao seu Grupo Folclórico».
«Com este iniciativa recuámos um século. Verificamos que este Grupo recorda o encontro dos povos que andavam dispersos», disse, por sua vez, António Pedro, Presidente da Junta de Freguesia de Pereira, sustentando que, esta é «uma feliz ideia, devidamente renovada, demonstrativa de que Pereira está viva, recomenda-se, porque há quem tenha sempre boas iniciativas como esta, que atraiam pessoas». «Pereira carece de outros valores, mas não obstante está viva e bem viva», concluiu.
Luís Leal, Presidente da Câmara de Montemor, referiu que a iniciativa «é mais do que positiva e é demonstrativa do interesse deste grupo na etnografia e folclore», sublinhando que «estas tradições e sua divulgação podem ser uma componente turística muito importante, nos capítulos culturais e gastronómicos sobretudo, se estiverem alicerçados na qualidade gastronómica da Vila de Pereira, que tem essa feliz particularidade».

Produtos tradicionais e animação musical

Os produtos em venda eram os mais variados possíveis, sendo colocados em tendas ou vendidos à carreira, dos quais se destacam: os cereais, vinho, azeite, hortaliças, fruta, feijão, sementes, batatas, cebolas, alhos, aves, peixe, panos, bolsas de retalhos, algibeiras, sal, ovos, queijo, enchidos, mel, pão, broa, fogaças, biscoitos, doces, brinquedos, olaria, cestaria e flores.
No período da tarde, a feira teve o seu epílogo, contando com a animação dos grupos presentes que com as suas danças e cantares emprestaram uma animação suplementar esta iniciativa, que teve sempre como som de fundo o som da concertina, tão típico das feiras de antanho.
Estiveram presentes o Grupo Folclórico da Vila de Pereira, Grupo Etnográfico da Região de Coimbra, Grupo de Cantares da Freguesia de Vila Seca, Rancho Folclórico Camponeses de Montessão, Grupo Folclórico e Etnográfico de Alfarelos, Grupo Folclórico Mártir S. Sebastião, Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca.

Fernando Torres
In Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2374&Itemid=135

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Carapinheirense fundado em 1959

Nem todas as associações se podem gabar de chegar aos 50 anos com uma vitalidade invejável. O Clube Desportivo Carapinheirense (CDC), fundado a 23 de Abril de 1959, pode orgulhar-se de estar bem, podendo mesmo ser considerado a referência futebolística do concelho de Montemor-o-Velho.
A recente (re)aposta no futsal sénior masculino foi positiva, já a petanca e a pesca desportiva têm dado projecção ao clube nas respectivas modalidades, conquistando diversos títulos, alguns de âmbito nacional.
As raízes do clube começam, todavia, bem antes do final da década de 50. Há muito que o futebol é praticado em Portugal e qualquer espaço livre permite a realização de um convívio de amigos.
Nomes como Carapinheira Atlético Clube, Corinthians Futebol Clube (precisamente o mesmo nome do emblema brasileiro de São Paulo) e “Onze Maravilhas” estão na origem do aparecimento do futebol nesta freguesia do município montemorense.
A equipa “brasileira” do baixo Mondego teve bons períodos, mas com o decorrer da década de 50 começou a perder fulgor. Em 1958, um novo grupo de jovens composto por elemento dos Corinthians e estudantes locais, fez nova tentativa de dinamizar e fortalecer a pratica de futebol na Carapinheira. A ideia nasceu na alfaiataria Camaz no Alhastro e o novo grupo intitulou-se “Onze Maravilhas”.
O facto de não terem actividade organizada e a necessidade de fazer algo com carácter oficial fez com que de uma reunião no Largo do Alhastro saíssem redigidos os estatutos do “Corin-
thias Futebol Clube Carapinheirense”. Porém, as complicações continuaram uma vez que em Portugal não se poderiam oficializar clubes com nomes de emblemas estrangeiros, pelo que a denominação Clube Desportivo Carapinheirense ganhou consenso e os estatutos foram aprovados a 23 de Abril de 1959, sendo posteriormente publicados em 4 de Junho de 1960 no Diário do Governo n.o 132 - 3.a Série.
Como curiosidade, acrescente-se que o “azul e branco” que ainda hoje perdura nas indumentárias actuais surgiu… por engano. O CDC encomendou equipamentos pretos (mantendo a cor do Corinthians) a uma casa no Porto. Quando a encomenda chegou, o preto não era a cor que dominava, aliás, nem constava do material que vinha a… azul e branco, cores que dominam até hoje.

Passagem pelos nacionais

O CDC cedo começou a demonstrar que era seu objectivo primordial proporcionar a prática desportiva, dignificando em simultâneo as cores da sua terra. Em 1969/1970 foi celebrada a conquista do campeonato distrital da 2.a Divisão, sendo que em 1976/1977 houve nova festa com o título da 1.a Divisão Distrital. Esta conquista valeu o ingresso para os nacionais. Uma primeira participação no Nacional da 3.a Divisão que “soube” a pouco uma vez que o clube não se conseguiu assegurar a permanência. Na distrital o CDC voltou a dar cartas em 1978/1979 e a vice-liderança valeu novo “bilhete” para as provas da Federação Portuguesa de Futebol (1979/ /1980).
Nestas duas passagens pelo último patamar nacional, o CDC participou na sempre prestigiante Taça de Portugal. Em 1977/78, os “azuis e brancos” eliminaram o Covilhã e Benfica
(1-2), mas “caíram” no reduto da União de Leiria (3-0). Em 1979/80, o emblema da Carapinheira perdeu com os Nazarenos (1-2), tendo sido repescado, eliminando na segunda ronda o U. Tomar (1-0). À terceira, o Penafiel foi mais forte e venceu por 5-1.

Infra-estruturas de qualidade

O trabalho desenvolvido pelo Carapinheirense valeu igualmente o apoio de outras entidades para o desenvolvimento e melhoria das suas infra-estruturas. A sede foi reconstruída em 1996, o pavilhão gimnodesportivo inaugurado em 2001, ano em que surgiram também as bancadas e a electrificação do campo de S. Pedro. 2001 ficou ainda marcado pelo campo de relva natural que serve alguns eventos particulares de futebol e, principalmente, o rugby. Mais recentemente foram inaugurados uns modernos e bem apetrechados balneários. O relvado sintético no campo principal é um sonho que será, em breve, realizado.

Perfil

Clube Desportivo Carapinheirense
Fundação: 23 de Abril de 1959
Local: Carapinheira
Modalidades: futebol, futsal, pesca desportiva e petanca
Palmarés: Campeão Distrital da 2.ª Divisão (1969/1970), Campeão Distrital da 1.ª Divisão (1976/1977), Vice-campeão Distrital da 1.ª Divisão (1978/1979 e 2004/2005), Participação na 3.ª Divisão Nacional (1977/1978 e 1979/1980), Vencedor da Taça Encerramento de Iniciados (1996/1997), Vencedor da Taça Encerramento de Juniores (2006/2007), Vencedor de 5 Taças de Disciplina AFC e vencedor de diversas provas concelhias em Futebol de 11 e Futsal.

Fonte:http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1548&Itemid=135

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Viver em Abril

É já no próximo fim-de-semana, sábado 25 de Abril, que se comemora o 35º aniversário da Revolução dos Cravos.
Atendendo a importância desta data, o C.C.R.D.V. irá comemora-la com uma exposição sobre os ex-combatentes Verridenses da guerra do Ultramar em simultâneo a passagem do filme "Cravos de Abril", seguido de uma debate "Histórias de Abril" com a participação da Professora Isabel Melo e o Dr. Paulo Marques licenciado em Sociologia e ambos membros da União de Resistentes Antifascistas Portugueses.

Indicado a baixo o programa das comemorações e o convite não só a todos os Verridenses, mas também a todos os defensores dos direitos e garantias democráticas que nos visitem.

Fonte:http://verridecultural.blogspot.com/2009/04/viver-em-abril.html
Imagem:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWMBDjbqykH2br4EtyXAJU9VUYaXYe3PVJLrXf84p169fNWfuR4yiJCsKuLtcv5e8a3c0w8hF6WXvHX2nmskxX0rX4JPzXLu4upcfXLLHQITGQj-vVTxouxTEoXCrCUhkM9QV3zo47Oik/s1600-h/18_convite_electronico_25-Abri.jpg

terça-feira, 21 de abril de 2009

Exposição Manuel de Macedo



Informação da JF Verride

170º. Aniversário do nascimento de MANUEL DE MACEDO

Convite

A Junta de Freguesia de Verride convida todos os verridenses, e interessados, a participar na Exposição Comemorativa dos 170º. Aniversário do nascimento de MANUEL DE MACEDO.
Esta Exposição decorrerá no Centro Cultural de Verride, com abertura no Dia 1 de Maio de 2009 pelas 17:00 horas.

Apelamos a todos os Verridenses a associarem-se nestas comemorações

A Junta de Freguesia de Verride

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Segredos da queijada revelados em Workshop

A Festa da Queijada de Pereira, uma organização do Grupo Folclórico local, atraiu, durante os dois dias do fim-de-semana, bastantes visitantes que, mesmo no sábado, num dia invernal, não deixaram de se associar à iniciativa, que se traduziu numa acção de marketing em prol do afamado doce conventual.
Aida Martins, vinda de Mortágua, foi uma das visitantes e entregou-se à missão de aprender a fazer queijadas, e assim desvendar o segredo deste doce sob a orientação de duas mestras, Armanda Góis e Isabel Paixão.
Entre os conselhos das “professoras”, Aida Martins dizia ser divertido, bonito, que se aprende até morrer. Com uma queijada pronta para ir ao forno e elaborada por si, esta jovem reconheceu que só a continuação, a rotina ajuda a que o processo seja mais célere e que a forma final, que conhecemos seja, mais bem conseguida.
O seu pai, Manuel Martins, achou divertida a iniciativa da filha, porque «é um apreciador da Queijada de Pereira», lamentando o facto de que «hoje a nossa juventude não se interessa por estas artes culinárias ancestrais».
As dedicadas queijeiras, com paciência e mestria ensinavam todos os truques no processo de enchimento, para que a forma da queijada seguisse o padrão que de todos é conhecido.
O dia de ontem, já mais ameno, trouxe um banho de multidão, de gente ávida de comprar um produto genuíno, de ver e aprender a fazer tão apreciado doce.

Grupo Folclórico comemorou 43 anos

Como habitualmente, o Grupo Folclórico comemorou mais um aniversário, coincidindo com a realização da Festa da Queijada.
Na sessão comemorativa do 43.o aniversário, Eduardo Figo Roxo, coordenador do Grupo, aludiu aos 43 anos de trabalho da colectividade, defendendo que é da soma das contribuições dos seus membros, que atingiu o patamar onde hoje se encontra, defendendo que a instituição é o maior embaixador da Queijada de Pereira. Para terminar, elogiou a comissão administrativa da ADCR Pereira, à qual o grupo pertence, deixando uma palavra muito especial, «porque tiveram a coragem que poucos tiveram de pegar naquela instituição para que a mesma não morresse».
Deixou ainda um forte a apelo a todos os associados e à sociedade civil para que se encontre até Junho uma lista, que depois do sufrágio, tome conta dos destinos da ADCR Pereira.
António Ferreira Pedro, presidente da Junta de Freguesia, disse ser «um privilégio estar junto da família, porque esta família já nos habitou a coisas muito bonitas».
«Este grupo já nos habituou a grandes coisas, sendo o grande embaixador de Pereira», concluiu, rendendo uma homenagem a todos os que trabalham graciosamente pelo associativismo na vila de Pereira.
Antes de se cantarem os parabéns, Luís Leal, presidente da câmara de Montemor-o-Velho, referiu que a sessão solene «marca o carácter familiar deste grupo», enfatizando ainda o sangue novo que paulatinamente tem engrossado as fileiras da instituição.
Referindo-se concretamente à parte gastronómica, que este grupo tem sabido preservar e divulgar, o edil sustentou que «é mais do que tempo de qualificar este produto para preservar a sua qualidade, para que o selo de autenticidade seja o garante da qualidade».

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1499&Itemid=135

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Pereira desvenda segredos da queijada

O doce é famoso, mas poucos o sabem fazer. Na vila de Pereira, concelho de Montemor-o-Velho, de onde é originário, apenas há quatro estabelecimentos que o fabricam e comercializam e poucas mais doceiras que o confeccionam. Mas por pouco tempo. O Grupo Folclórico de Pereira vai promover um workshop onde vai ensinar a fazer queijadas de Pereira que poderão, então, ser preparadas por qualquer pessoa. É necessário, contudo, avisa o presidente da colectividade de Pereira, «algum jeito para a culinária».
O workshop sobre o fabrico da queijada vai decorrer no próximo sábado e domingo durante mais uma edição da Festa da Queijada de Pereira – a 23.a – na qual se integram também as comemorações do 43.o aniversário do Grupo Folclórico de Pereira. Constituiu a inovação do certame relativamente a anos anteriores e pretende, segundo o presidente do grupo, dar a conhecer o modo de fabrico do doce ex-libris desta vila do concelho de Montemor. «Temos todo o interesse em desvendar o segredo», diz Eduardo Roxo, que quer desta forma assegurar que, no futuro, haverá quem saiba fazer queijadas de Pereira. «Queremos transmitir esta arte, porque quantas mais pessoas em Pereira souberem fazer este doce mais ele será conhecido», diz ainda o presidente do Grupo Folclórico de Pereira, colectividade que sempre teve como desígnio principal levar mais longe a queijada de Pereira, e desta forma, o nome da vila. Além disso, sustenta, «quanto mais pessoas a souberem fazer, mais emprego haverá».
No local da festa, que vai decorrer no Celeiro dos Duques de Aveiro e no edifício ao lado, estarão queijeiras a trabalhar ao vivo, mostrando a sua arte na confecção do doce que, segundo Eduardo Roxo, tem mais segredo na montagem do pastel do que, propriamente, na mistura dos ingredientes. Neste espaço estão todos os instrumentos necessários para a produção, até os fornos a lenha, “obrigatórios” para quem queira fazer a verdadeira queijada de Pereira. Depois, explica Eduardo Roxo, quem quiser aprender «tem tudo à disposição».
Mas a Festa da Queijada não gira apenas à volta do doce. A organização vai também este ano promover visitas ao património histórico da vila, com passagens, entre outros pontos, pela igreja da Misericórdia, igreja Matriz, praia fluvial e Celeiro dos Duques de Aveiro, onde decorre a iniciativa. A abertura da festa está marcada para as 12h00 de sábado, havendo neste dia a visita guiada ao património e a cerimónia evocativa do 43.o aniversário do grupo. Para domingo está marcado um almoço regional e um encontro de concertinas.

Dificuldade está na forma de fechar a massa
«A verdadeira queijada de Pereira tem de ser feita manualmente (não em forma) e cozida em forno de lenha», revela o presidente do Grupo Folclórico de Pereira. Não há grande segredo na confecção, mas sim dificuldade. «Nem toda a gente consegue fazer a forma da queijada manualmente», diz Eduardo Roxo, convicto de que «não é de um dia para o outro que se aprende a fazer». «O segredo», revela, «está na maneira de fechar a massa com o recheio e é isto que nem todas as pessoas conseguem fazer». Depois, é fazer o recheio segundo a receita de Pereira, que combina ovos, açúcar e queijo pasteurizado na quantidade certa.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1413&Itemid=135

quarta-feira, 25 de março de 2009

AMA comemora 115º Aniversário


No próximo domingo, dia 29 de Março, a partir das 15h30, a Academia Musical Arazedense assinala mais um ano de existência. Depois da Sessão Solene, a sede da instituição vai também ser o palco de um concerto comemorativo.

Fonte:http://www.cm-montemorvelho.pt/aconteceu_2009/224032009.htm

segunda-feira, 9 de março de 2009

Peregrinação celebra 500 anos de Fernão Mendes Pinto

Durante dois anos, Montemor e Almada assinalam o nascimento do cronista, através de um vasto programa de actividades

De todas as realizações previstas para os próximos dois anos, o Projecto Peregrinação, ontem apresentado na autarquia de Montemor, é o mais ambicioso, envolve mais meios e anos de preparação.
Trata-se de um espectáculo, a estrear no dia 8 de Julho de 2010, e que se baseia na narrativa da Peregrinação para a criação de vários quadros cénicos que são apresentados num percurso que liga o castelo e a baixa da vila.
O espectáculo, criado por Deolindo Pessoa, envolve a intervenção do "Teatrão", e toda a uma série de grupos de teatro, música e dança do Baixo Mondego, uma área geográfica, onde a produção artística é profusa.
O Projecto Peregrinação é, segundo Luís Leal, edil de Montemor, «o pontapé de saída» para as comemorações, que envolvem exposições, uma reedição fac-similada da Peregrinação, conferências, entre outras actividades, que envolvem a participação e colaboração de inúmeras entidades.
A Direcção Regional de Cultura do Centro é co-organizadora e encontrou nestas comemorações a forma de continuar o trabalho que tem vindo a ser realizado junto dos grupos do Baixo Mondego.
O director regional lembrou que um trabalho anterior, à volta da temática de Tchekov, «confirmou que se trata de uma micro-região riquíssima do ponto de vista das artes cénicas, música e dança».
Pedro Pita salientou ainda que os cerca de 40 quilómetros que unem Coimbra à Figueira da Foz representam um «panorama singular em termos nacionais», frisando que «Montemor representa, não só geograficamente, um papel central».
O responsável do organismo estatal referiu-se ainda a Fernão Mendes Pinto, explicando que o cronista, «chegaria, só por si, para colocar Montemor», no mapa a cultural, lembrando que o concelho, contudo, tem outros nomes de relevo na cultura, como sejam Afonso Duarte e o pintor Manuel Jardim.
Deolindo Pessoa debruçou-se especialmente sobre o "seu" Projecto Peregrinação, explicando que este não pretende ser uma adaptação fiel às crónicas de Fernão Mendes Pinto, mas antes um exercício artístico, com ramificações para além do próprio espectáculo.
Na montagem, inspirou-se nas procissões dos passos, idealizando um espectáculo, com oito quadros, que o público vai acompanhando desde o castelo até à baixa, e em que participarão os vários grupos do concelho.
Numa altura em que este projecto vai entrar em pré-produção, Deolindo Pessoa explicou que foi intenção que os intervenientes também tivessem mais valias, razão pela qual vão decorrer, durante este ano, várias acções de formação, no primeiro semestre, de carácter mais genérico e abertas a todos, tornando-se mais específicas na segunda parte do ano.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=984&Itemid=135

sexta-feira, 6 de março de 2009

Apresentação pública do Projecto Peregrinação


No âmbito das comemorações dos 500 anos sobre o nascimento de Fernão Mendes Pinto, vai decorrer a apresentação pública do Projecto Peregrinação, no dia sete de Março, sábado, a partir das 15h00, nos Paços do Município.

Para ler o artigo na íntegra - aqui!