sexta-feira, 27 de maio de 2011

7 Maravilhas da Gastronomia - Vote

12 metros de doce maravilha

12 metros. É este o comprimento do maior pastel de Tentúgal alguma vez confeccionado no mundo. O recorde foi batido, ontem, na X Feira de Doçaria Conventual de Tentúgal. O mega-pastel levou 2.280 ovos, 70 quilos de açúcar, 160 quilos de farinha e 70 litros de água, envolvendo 30 pessoas na sua confecção. Além de ter sido batido o recorde do ano anterior, em que o pastel de Tentúgal gigante chegou aos 10 metros, em 2011, o pastel de Tentúgal surgiu rotulado como um dos três finalistas, na categoria de doces, do concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”.
Após estenderem a massa, com meio milímetro de espessura - «mais fino que uma folha de papel vegetal» - e previamente confeccionada, na forma metálica, as pasteleiras - entre as quais sete voluntárias, lote onde se incluíram Ana Jorge, ministra da Saúde e cabeça-de-lista do PS pelo círculo eleitoral de Coimbra nas Legislativas de 5 de Junho, e a pequena Leonor -, pincelaram a massa com ovo, usando para tal uma pena de galinha. Posteriormente, o recheio de doces de ovos foi colocado, antes de o pastel ser fechado com mais massa e ser transportado para o forno a carvão, instalado ao ar livre, para cozer.
O Convento da Nossa Senhora do Carmo, onde a receita foi concebida há séculos pelas freiras carmelitas, acolheu, este ano, pela primeira vez, a feira dinamizada pela Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal e pela Associação de Pasteleiros de Tentúgal, com o apoio da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e da Junta de Freguesia de Tentúgal. «O pastel tem uma identidade própria. Além de ser um doce de que toda a gente gosta, tem a sua origem ligada a um nome, um espaço e uma história», sublinhou Olga Cavaleiro, grã-mestre da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal.

Doce finalista
Depois de, aproximadamente, uma hora à espera – 30 minutos para a montagem e meia-hora para a cozedura num forno, a cerca de 200 graus, instalado no Largo do Rossio -, os presentes tiveram a oportunidade de degustar o doce conventual em «formato XXL», confeccionado por seis pasteleiras, ajudadas pelas já referidas sete voluntárias. «São 12 metros de pura e intensa maravilha», afiançou Olga Cavaleiro, já depois de ter explicado o processo de confecção do mega-pastel de Tentúgal, enquanto apelava ao voto no doce conventual no concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”.
A X Feira de Doçaria Conventual de Tentúgal, que decorreu sábado e domingo, pretendeu «dar a conhecer o local onde este doce nasceu», conseguindo que «o convento fosse, pela primeira vez, visitável por todos os que ali quiseram ir». Quanto ao pastel de Tentúgal, o pequeno Luís Sousa resumiu, enquanto lambia os dedos, a “qualidade” do doce conventual em tamanho XXL. «Está mesmo bom», garantiu o petiz de oito anos, opinião partilhada por Maria de Jesus, de 75 anos, que segurava na mão uma caixa de pastéis de Tentúgal para levar para casa. «Vou ter de repetir», gracejou.
A par do pastel de Belém e do pudim Abade de Priscos, o pastel de Tentúgal é finalista, na categoria de doces, do concurso “7 Maravilhas da Gastronomia”. Até 7 de Setembro, a votação pública decorre no site oficial do concurso, por SMS, por chamada telefónica e pelo Facebook. A 10 de Setembro, serão conhecidos os sete vencedores. Ontem, o doce conventual ganhou mais uns votos, pois antes de degustarem o pastel de Tentúgal gigante, os presentes foram desafiados a enviar um SMS para o 71968933. «É o maior SMS conjunto das “7 Maravilhas da Gastronomia”. Tentúgal é, de facto, o maior fenómeno de Portugal», rematou Olga Cavaleiro.

Escrito por João Henriques
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=12836&Itemid=111

Festival em Montemor-o-Velho mostra recurso a tecnologias antigas

A recuperação de técnicas tradicionais do vidro, papel e barro e o seu uso numa linguagem contemporânea é a aposta da cooperativa Teatro dos Castelos, de Montemor-o-Velho, que até 12 de junho realiza um festival para mostrar o seu trabalho.
O "Quarteirão Primavera - Percursos da arte contemporânea" teve início na passada sexta-feira, com a chegada dos primeiros artistas, assumindo-se como um espaço de formação, de troca de experiências sobre percursos e para mostrar o que ao longo do ano é realizado nas oficinas.
Esta forma de "(re)interpretar" as técnicas antigas foi uma aposta de viragem desde há dois anos no percurso desta cooperativa artística já com duas décadas, e o objetivo é fazer delas, no futuro, via profissional para artistas, declarou à agência Lusa o seu presidente, Jorge Valente.
As técnicas tradicionais ligadas ao papel, desde a produção artesanal até à encadernação e gravura, são as mais avançadas, ao ponto de já ter permitido à cooperativa prestar serviços na recuperação de livros antigos a uma instituição.
"Não procuramos recuperar por recuperar, mas utilizar essas técnicas de forma contemporânea", sublinhou Jorge Valente, admitindo ser esta também uma forma de preservar tecnologias em desuso e saberes que se estão a perder.
Para mostrar o que é feito ao longo do ano nas suas oficinas a cooperativa tem em curso desde o passado dia 20 e até 12 de junho o "Quarteirão Primavera", onde mostra criações no domínio das artes plásticas, vídeo, teatro, e promove residências artísticas, para a troca de experiências e formação.
Nesta edição deslocam-se a Montemor-o-Velho vários artistas em residência de criação, como a norueguesa Sabina Jacobsson ("vídeo arte"), a colombiana Andrea Valência ("street art") e os portugueses ligados à Bienal de Porto Santo, para uma intervenção na área do "livro de artista", Manuel Pessoa Lopes, Madalena Éme, Eunice Artur, Manoel Jakson e Paulo Eurico Variz.
"Workshops", centrados numa "abordagem criativa de conciliação do 'velho' com o 'novo'", e na "exploração artística de técnicas e tecnologias tradicionais", um espetáculo pelo GRETUA -- O Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro, e exposições de fotografia são outros pontos do programa.
Estão igualmente programadas cinco "vídeo instalações" e uma mostra internacional de "video arte", de criações que passaram em festivais como o Magmart (Itália), Oslo Screen (Noruega), Avanca (Portugal), e International art.expo (Itália).

FF.
Lusa

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Continuidade de Luís Leal na CM à mercê de Pedro Machado

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho (CMMV), Luís Leal (PSD), quer passar o testemunho ao vereador Pedro Machado, tão rapidamente quanto possível, mas este só estará disponível para o efeito no final de 2012, apurou o “Campeão”.
Segundo fontes autárquicas, Leal já comunicou, informalmente, a sua pretensão ao vice-presidente.
Só um ano antes das próximas eleições autárquicas, que ocorrerão no Outono de 2013, o vice-presidente da CMMV admite suceder a Luís Leal.
Pedro Machado, apesar de responder por vários pelouros, exerce a função de edil sem regime de exclusividade ou sequer de meio tempo, na medida em que, durante mais ano e meio, lidera a entidade regional Turismo do Centro de Portugal.
Os vereadores da maioria em regime de tempo inteiro são Isabel Quinteiro e Abel Girão, presidente cessante da Comissão Concelhia do PSD / Montemor-o-Velho.
À aspiração de Leal em sair da autarquia antes do termo do mandato não é alheia a circunstância de estar impedido de se perfilar para quarto mandato consecutivo. Pela primeira vez, nos termos da lei, os presidentes das câmaras municipais não podem candidatar-se mais de três vezes seguidas.
O líder camarário cessante, eleito em 2001 e reconduzido em 2005 e em 2009, substituiu José Manuel Antunes (PS), cujo partido triunfou em seis dos 10 sufrágios para a presidência daquele Município do Baixo Mondego.

Fonte: http://www.campeaoprovincias.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=9537:montemor-o-velho-continuidade-de-luis-leal-na-cm-a-merce-de-pedro-machado&catid=13:polca&Itemid=128

Vereador de Coimbra chama “Kadafi” a autarca de Montemor

Polémica envolve listas para Concelhia do PSD
«Novidade de última hora: presidente da Câmara de Montemor-o-Velho faz birra e promete dar “tao tao” a quem apresentar lista às eleições para a Concelhia do PSD. Acho que na Líbia nem o Kadafi se atrevia a tanto». Este podia ser apenas mais um comentário provocatório colocado na rede social Facebook, mas quando é escrito por Paulo Leitão, vereador do PSD na Câmara de Coimbra e membro da Comissão Política Distrital do PSD ganha, naturalmente, outra dimensão. Ao Diário de Coimbra, Leitão explicou que o seu comentário (colocado no mural de Fernando Moura) não é «pejorativo» e tem por objectivo «chamar a atenção» para o que se está a passar em Montemor.
Segundo nos referiu, em quatro concelhos do distrito as comissões concelhias estavam em gestão e houve necessidade de marcar eleições, o que terá sido feito pela Comissão Distrital do PSD de Coimbra, por indicação da Nacional. Agendamento de eleições que, segundo Leitão, não agradou a Luís Leal, a quem o dirigente do PSD lembra que este é o normal curso da democracia. O Diário de Coimbra não conseguiu, ontem, obter uma reacção de Luís Leal.
Abel Girão, presidente em exercício da Concelhia do PSD de Montemor, considera a situação «lamentável» por várias ordens de razões, à cabeça das quais, sublinha, está o facto de «não ser verdade». O também vereador da Câmara de Montemor faz questão de afirmar que Luís Leal, nos últimos anos se “afastou” de «tudo o que são questões partidárias relacionadas com o PSD». Fez, adianta ainda Abel Girão, «uma total separação das “águas” entre o que é a Câmara de Montemor e a secção do PSD de Montemor».
E esta “não ingerência”, que o presidente em exercício da Concelhia do PSD de Montemor faz questão se sublinhar, torna a situação «tanto mais lamentável» quando o «visado» nas afirmações de Paulo Leitão «não é o cidadão Luís Leal, militante do PSD, mas o presidente da Câmara de Montemor», sublinha.
Sobre as eleições, que se vão disputar sábado, Abel Girão reitera o «distanciamento» do autarca de Montemor, mas confirma que tem «havido movimentações de várias pessoas que se preparam para apresentar listas».
Tudo indica, pois, que se perfilam vários candidatos à liderança do PSD de Montemor e os nomes serão conhecidos hoje, pois o prazo para apresentação das listas terminou à meia-noite. Abel Girão não confirmou, ontem à noite ao Diário de Coimbra, a possibilidade de se recandidatar ao cargo, muito embora também não tenha “fechado a porta”. «Há movimentações em curso», limitou-se a dizer.

Escrito por João Luís Campos e Manuela Ventura
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=12455&Itemid=135

1º de Maio 2011 - Verride