segunda-feira, 4 de julho de 2011

AFUV - 203º Aniversário

Já nasceu a Liga dos Amigos do Hospital Distrital da figueira da Foz

A Liga dos Amigos do Hospital da Figueira da Foz (LAHDFF) nasceu hoje no Casino Figueira, espaço que acolheu a sua apresentação oficial ao público.
“Este era já um projecto antigo. Mas só agora houve condições para o concretizar”, disse Conceição Toscano, que a par com outros quatro «amigos» concretizaram um desígnio já com cerca de 11 anos.
Tendo em conta a área de influência do Hospital Distrital da Figueira da Foz, esta Liga conta com o apoio à sua fundação das autarquias da Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, inúmeras empresas do concelho, instituições particulares de solidariedade social, escolas entre outros organismos que integram a sociedade, como também cidadãos em nome individual.
De acordo com os estatutos provisórios, a LAHDFF tem como objectivos “promover a colaboração, dinamização e o envolvimento da comunidade com a instituição hospitalar; colaborar com os órgãos de gestão hospitalar; articular com as redes sociais existentes, na perspectiva de solidariedade e justiça social entre indivíduos, participando e dinamizando acções de apoio na sua área especifica; desenvolver e dinamizar grupos de voluntariado que possam contribuir para a humanização do Hospital”. Também a imagem institucional da Liga já se encontra construída, e é da autoria do figueirense Cação Biscaia.

Levar o projecto para a frente
Para além da apresentação pública, esta sessão serviu para realizar o primeiro levantamento de inscrições para sócios fundadores. O próximo passo, explica António Guardado a O Figueirense, passa pela “realização da escritura de constituição da Liga” e, posteriormente, a “eleição dos corpos sociais”.
Quanto a uma possível candidatura à presidência desta associação, António Guardado foi peremptório ao afirmar que a sua intenção não passa por integrar a direcção.
“A grande obra que tinha que fazer era esta, ou seja, contribuir, na medida do possível, para chegarmos até este momento. Acredito que haja muitas pessoas, com excelentes capacidades, para levar este projecto para a frente”, disse em declarações a O Figueirense.

A voz da comunidade
Presente na cerimónia, o administrador do HDFF manifestou o “enorme apreço” pela criação desta Liga, realçando que esta representa uma interacção colectiva, ou seja, é transversal a toda a comunidade. “A Liga pode ser uma mais-valia para as dificuldades que se avizinham”, disse durante a cerimónia Sousa Alves, recordando a recente obra realizada nesta instituição – novo Edifício do Serviço de Urgência e Consulta Externa – que, refere, “trouxe alguns constrangimentos económicos” ao Hospital.
Para João Ataíde os elementos que integram, e que futuramente vão integrar, a Liga “vão assumir, perante o Hospital figueirense, a voz da comunidade”.
“Este nascimento é o reconhecimento do prestígio e excelente trabalho que o nosso Hospital tem vindo a desenvolver quer no concelho, quer no distrito ou região”, destaca o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
João Ataíde acredita que num futuro próximo, a “criação de uma Unidade de Cuidados Continuados possa vir a ser um grande objectivo do Hospital”, uma vez que “conta já com o apoio da Liga”.

Leia a reportagem na íntegra na próxima edição de O Figueirense, nas bancas dia 8 de Julho

Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego assume construção da ciclovia

A Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM-BM) assumiu a construção da ciclovia entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, ficando responsável pelo lançamento e execução física e financeira da obra, anunciou hoje aquela entidade. A Ciclovia do Mondego, a construir junto ao rio, representa um investimento de cerca de cinco milhões de euros, contando com um financiamento comunitário da ordem dos 85 por cento (4,25 milhões).
“O mesmo é dizer que as três câmaras municipais envolvidas [Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz] vão partilhar entre si os custos de 15 por cento [cerca de 750 mil euros] do valor total dos trabalhos”, refere a CIM-BM em comunicado.
Classifica o projeto como “uma oportunidade única que nenhum dos municípios quer deixar fugir” e alega que a nova ciclovia “vai ao encontro do desejo antigo de uma maior articulação entre o eixo Coimbra – Montemor-o-Velho -Figueira da Foz”.
Na nota, Jorge Bento, presidente da CIM-BM e autarca de Condeixa-a-Nova, afirma que o compromisso de gestão agora assumido revela uma das principais diretrizes que levaram à criação da comunidade intermunicipal: “uma nova abordagem ao desenvolvimento regional assente numa estratégia supra municipal, capaz de unir esforços em nome de um bem comum”, sustenta.
Em maio os presidentes das câmaras municipais envolvidas decidiram alterar “parcialmente” o trajeto da ciclovia do Mondego, nomeadamente quanto à extensão prevista sobre os diques do Mondego “para poupar tempo” e permitir que a obra fosse adjudicada “até final do ano”, disse, na altura, à Lusa, o autarca de Coimbra, João Paulo Barbosa de Melo.
Inicialmente, o projeto previa que cerca de 12 dos 41 quilómetros da ciclovia se desenvolvessem sobre a estrutura superior dos diques no rio (construídos no âmbito do empreendimento de regularização e regadio do Baixo Mondego).
A opção por um percurso com uma extensão significativa sobre diques implicava, no entanto, estudos e intervenções, designadamente “relacionadas com questões de segurança”, que comprometiam o cumprimento de prazos e, deste modo, o financiamento europeu, assumiu.
A Ciclovia do Mondego, que já possui um lanço construído junto ao Centro Náutico de Montemor-o-Velho, na margem do antigo leito do rio, deverá ser posta a concurso até final de 2011, estimando-se que possa estar concluída até finais de 2013, dois anos depois do prazo inicial.
Quando foi apresentado publicamente, em 2009, o projeto tinha um custo estimado de seis milhões de euros e uma comparticipação europeia de 4,2 milhões, que se mantém.
Com a redução do custo total para cerca de cinco milhões de euros, sobe a percentagem de investimento europeu (de 70 para 85 por cento) e desce (de 30 para 15 por cento) a percentagem, mas também o montante, de verbas próprias a investir pelas três autarquias.

Fontes: http://www.asbeiras.pt/2011/06/comunidade-intermunicipal-do-baixo-mondego-assume-construcao-da-ciclovia/