quinta-feira, 29 de julho de 2010

Perigo nas margens do rio

Um ano depois do afogamento

Com fortes suspeitas de negligência das autoridades no caso da morte do seu filho, Ana Maria lança um grito de revolta por continuarem a acontecer casos semelhantes.

Um ano após a morte do filho – por afogamento na praia fluvial não vigiada de Pereira do Campo – Ana Maria Barata, de 51 anos, ainda não encontrou a paz de espírito necessária para fazer o luto.
Em permanente sobressalto sempre que ouve notícias de mais mortes de jovens por afogamento, alerta para a necessidade de vigilância permanente nas praias fluviais, “porque há muitos casos de movimentação de areias que tornam estas águas muito traiçoeiras”.
Suspeitando que o desassoreamento da praia fluvial de Pereira, concelho de Montemor-o-Velho, esteve na origem da morte do filho no dia 9 de Julho de 2009, Ana Maria avançou com um processo em tribunal para identificar os responsáveis pela alegada negligência que conduziu ao falecimento trágico de João Carlos Barata, de 16 anos.
Lamentando o facto de não haver qualquer evolução no processo, revela revolta por nunca ter sido ouvida no processo, tal como familiares e amigos, à excepção dos dois colegas que acompanharam de bicicleta o malogrado jovem no trajecto entre Fala (São Martinho do Bispo/Coimbra), até Pereira.
Desde essa data que a mãe de João Carlos passou a contar com reforço psiquiátrico, enquanto retomou a ocupação de vigilante nocturna no Lar do Padre Serra e regressou ao grupo de cantares de Fala, onde o filho tocava concertina, tal como na Casa do Povo de São Martinho do Bispo. “É uma forma de preencher a vida”, desabafa, com tristeza, esta mulher, mãe de outros três filhos.
A cerca de uma dezena de quilómetros da sua residência, a praia fluvial de Pereira é agora um lugar triste, de águas sujas e equipamentos balneários abandonados, onde perdura a memória do jovem João Carlos, para que a tragédia não volte a acontecer.


António Rosado
In http://www.asbeiras.pt/index.php?area=coimbra&numero=84534&ed=27072010

Acidente fatal

Homem morreu soterrado em vala de saneamento

Trabalhador de empresa de Oliveira do Hospital, morreu ontem de manhã, vítima de acidente de trabalho, em Seixo de Gatões

O acidente aconteceu ontem, pouco depois das 9h00, cerca de uma hora depois de os trabalhadores da empresa Ernesto Alves Pinto, responsável pelas obras de saneamento em Seixo de Gatões, concelho de Montemor-o-Velho, terem “pegado” ao trabalho. O escoramento da vala, com uma profundidade de cerca de quatro metros, “falhou” e os terrenos arenosos rapidamente invadiram o espaço, “sepultando” o trabalhador, de 36 anos, que procedia à medição do alinhamento dos terrenos.
De acordo com Licínio Serrano, segundo comandante da corporação de Bombeiros de Montemor, o alerta foi dado por volta das 9h30 e «quando chegámos ao local do acidente a vítima estava soterrada, sem sinais vitais», apresentando praticamente todo o corpo, até aos membros superiores, “enterrado”. Uma das pernas terá ficado presa numa régua de medição, facto que criou dificuldades acrescidas ao resgate, disse ainda aquele operacional, que comandou as operações no terreno, que se prolongaram ao longo de três horas. «Foi uma operação muito delicada», sublinha Licínio Serrano, tendo em conta a especificidade do terreno. «A terra estava sempre a cair e, à medida que conseguíamos retirar areia, tínhamos de proceder ao necessário escoramento, no sentido de evitar nova derrocada», esclareceu.
«Aconteceu em milésimos de segundo», disse ao Diário de Coimbra o presidente da Junta de Freguesia de Seixo de Gatões, que chegou ao local cerca das 10h00, quando os bombeiros procediam à operação de remoção das terras.
O acidente ocorreu num ramal, a cerca de 70 metros da via principal da localidade, e a 300 metros do cemitério. Segundo José Manuel Marques Madaleno, presidente da Junta de Freguesia, no local encontrar-se-iam dois trabalhadores. Um conseguiu sair a tempo da vala, mas o outro acabou por ser “engolido” pelos terrenos arenosos. O autarca sublinha que a vala estava escorada e, de acordo com informações que recolheu, o acidente terá sido motivado por um “derrame” que se fez sentir na parte inferior do escoramento. «É uma zona de terrenos arenosos», explica José Madaleno, admitindo que a “enxurrada” de areia que invadiu a vala tenha “trilhado” o trabalhador, mas, a cedência da estrutura, acabaria por levar à queda de terra também pela parte superior.

Acidente lamentável
José Manuel Madaleno lamenta o incidente e faz notar o efeito que teve na população, uma vez que aconteceu a cerca de 10 metros de uma zona de habitações. Mas não acredita em negligência. «Eles são profissionais e têm de saber o que fazem», afirma o autarca, lembrando que a mesma empresa, com sede em Venda de Galizes, Oliveira do Hospital, anda há um ano a fazer a obra de saneamento na freguesia. «Já fizeram quilómetros e quilómetros de saneamento, em zonas muito mais complicadas». Refere, a propósito, uma zona com muitas linhas de água, onde «se escavava um metro e a água formava uma grua» e «nada aconteceu». Aqui, «onde nunca se pensaria que alguma coisa pudesse correr mal é que aconteceu o acidente», diz ainda ao autarca, que também diz não acreditar que os trabalhadores se sujeitassem a «correr riscos desnecessários». Lamentando a situação e especialmente a «perda de uma vida», José Madaleno considera que se tratou de um «acidente» que «nada fazia prever».
A GNR de Montemor-o-Velho deslocou para o local duas patrulhas, que procederam à recolha de dados e participaram a ocorrência ao Ministério Público e à Autoridade para as Condições de Trabalho, a quem compete definir as diligências a realizar. Em Seixo de Gatões esteve também a equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação da Figueira da Foz, que confirmou o óbito. O corpo do trabalhador foi encaminhado para o Instituo de Medicina Legal, onde vai ser submetido a autópsia.

Vítima mortal é de Nogueira do Cravo
Abílio Gomes, de 36 anos, residente em Nogueira do Cravo, Oliveira do Hospital, foi a vítima mortal do acidente de trabalho registado ontem de manhã em Seixo de Gatões. Trabalhava há três anos na empresa Ernesto Alves Pinto, que o considerava «um bom trabalhador, responsável e inserido numa equipa responsável», que ainda recentemente, em Maio/Junho, frequentou uma acção de formação na área da segurança que, de resto, constitui uma «preocupação da empresa», com sede na localidade de Venda de Galizes, freguesia de Nogueira do Cravo. A empresa Ernesto Alves Pinto lamenta o acidente, que vitimou «uma pessoa que nos é próxima, cuja família conhecemos», e «partilha a dor e o sofrimento da família».
O esclarecimento do que aconteceu ontem nas obras de Seixo de Gatões é também um objectivo da empresa de Nogueira do Cravo, que trabalha na área da construção civil e obras públicas há 38 anos e possui 43 trabalhadores. «Ontem não foi possível esclarecer, junto dos trabalhadores, passo a passo o que aconteceu, não havia condições», disse ainda fonte da empresa ao Diário de Coimbra, garantindo que esta diligência vai ser feita assim que for possível, no âmbito de um processo de averiguação interna.

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8334&Itemid=135

sábado, 24 de julho de 2010

Pereira: Romaria a S. Tiago

Na Vila de Pereira a cultura genuína e popular também se manifesta em festas e romarias populares. É no sentido de preservar as tradições da comunidade pereirense que o Grupo Folclórico da Vila de Pereira vai recrear, no próximo domingo, 25 de Julho, a Romaria a S. Tiago.
O evento é realizado em estreita colaboração com a Comissão de Festas de S. Tiago. Pela primeira vez na história da colectividade, os elementos do Grupo Folclórico e a população vão em romaria desde a Casa Paroquial, como manda a tradição, até à Capela de S. Tiago.
O programa é convidativo. Já na Mata de S. Tiago, o ponto alto da festa é, sem dúvida, a celebração da Eucaristia, na capela dedicada ao apóstolo. Depois é o almoço convívio partilhado, seguindo um arraial popular, com músicas, danças, cantares ao desafio.
É sem dúvida a romaria mais genuína do concelho de Montemor-o-Velho, que merece ser participada.

Fonte: GRPC - Aldo Aveiro (23-07-2010)

FolcloEreira 2010 – Cultura e Etnografia na Ereira

O XXVII Festival Internacional de Folclore e Gastronomia do Baixo Mondego promete invadir a freguesia da Ereira no dia 24 de Julho, a partir das 21h00. Seis grupos folclóricos vão desfilar e mostrar, da melhor forma, a cultura e a tradição.

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Actividades Desportivas

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Paulo Teixeira é o novo comandante dos Bombeiros

O novo timoneiro dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho toma posse sábado, numa cerimónia marcada para as 17h00. Paulo Teixeira, 47 anos, licenciado em Gestão de Empresas, é o sucessor de Morais Jorge, um verdadeiro “dinossauro” que, aos longos dos últimos anos, assumiu as rédeas do comando operacional da corporação de Montemor.
Profundo conhecedor dos “cantos da casa”, uma vez que está ligado aos bombeiros desde 1999, Paulo Teixeira é simultaneamente ambicioso e regrado nos seus projectos para a corporação. «Acredito que posso ajudar este grupo de trabalho e criar mais-valias», sublinha, equacionando como prioridade das prioridades a «formação e instrução». Não apenas porque esse é o primeiro patamar para garantir «respostas eficazes», que é o que «se espera dos bombeiros», refere, mas também por conhecer “por dentro e por fora” as condições da corporação e saber que «não há propriamente muito dinheiro, nem nesta nem nas outras corporações». Aliás, nos últimos anos Paulo Teixeira tem «dado uma ajuda» à direcção ao nível da componente de gestão e contabilidade, tanto mais que essa é a sua formação académica e a sua área profissional. Uma “intervenção” que lhe permite, confessa, uma visão «muito real do que são condições e as disponibilidades» e que, necessariamente, “refreiam” as suas ambições no que concerne a mais e a novos meios. «Numa segunda fase, quando houver outra disponibilidade económica, não vou desperdiçar a possibilidade de ter mais e melhores equipamentos», mas, salvaguarda, «isso não vai acontecer já, tendo em conta a forma como o país está». Por isso, no imediato, «vamos trabalhar com o que temos» e daí essa aposta na formação e instrução.
Paulo Teixeira é, ele próprio, formador da corporação e reconhece que esta é uma área fundamental. «Como bombeiro sinto essa falta e essa necessidade», confessa. E já fez diligências, junto de outros formadores, no sentido de avançar rapidamente com esta área. «Temos gente com muita qualidade na corporação», afirma, sublinhando que, para além da formação, onde pretende atingir patamares de referência, há também o «factor motivação, que me compete imprimir», assume.
«Sinto que posso ajudar este grupo de trabalho e criar mais-valias», afirma, sem falsas modéstias, Paulo Teixeira, reconhecendo que pela frente tem um enorme desafio. «Não é uma missão impossível, mas é seguramente uma tarefa difícil», diz ainda, admitindo que «não sei se serei a pessoa mais indicada, mas alguém tinha de o fazer e, por isso, aceitei o desafio». E, com um espírito pragmático, o novo comandante entende que «não há soluções ou respostas ideais», o que há é «trabalho, persistência e conjugação de boas-vontades». E a esta receita Paulo Teixeira quer imprimir a sua marca, no sentido de formar uma equipa de excelência.

“Responder como profissionais”
«As exigências hoje são muitas e nós não podemos falhar», considera, apontando a rapidez da resposta e a eficácia na actuação como uma meta a atingir, uma vez que, «mesmo sendo voluntários temos de agir e responder como profissionais».
O facto de suceder a um “dinossauro” como o comandante Morais Jorge não assusta Paulo Teixeira. «Vou fazer o meu melhor», promete, deixando claro que conta com «a colaboração de toda a corporação», em especial daqueles que ocupam funções com mais responsabilidade. Mas o novo comandante não deixa de, de alguma forma, se sentir “herdeiro” de Morais Jorge, e acredita mesmo que a sua nomeação, da responsabilidade da direcção, deve ter “a mão” do seu antecessor. «Julgo que não foi por acaso», diz, adiantando que, para além do contacto estreito que manteve com o antigo comandante nos bombeiros, «também foi meu chefe na Câmara». «Trabalhámos juntos 10 ou 12 anos», acrescenta, crente que Morais Jorge desempenhou um “papel” na sua escolha para assumir o comando operacional dos Bombeiros de Montemor. E, ao «excelente trabalho» que Jorge desenvolveu, este montemorense de Seixo de Gatões quer somar, a partir de agora, a sua «marca pessoal», num paradigma que, defende, é necessariamente «diferente».

Escolha reuniu unanimidade da direcção
Satisfeita com a escolha está a direcção dos Voluntários de Montemor, presidida por Mota Correia, que sublinha a «unanimidade» que rodeou o nome de Paulo Teixeira. Uma tarefa que, reconhece, «não foi fácil», uma vez que se trata de suceder a um homem carismático como o comandante Morais Jorge, que considera um «verdadeiro dinossauro» no trabalho que desenvolveu na corporação. Todavia, «tínhamos que encontrar uma solução», refere, tendo em conta o pedido feito pelo comandante, em Março passado, no sentido de deixar o corpo activo e passar ao quadro de honra. A seu favor, Paulo Teixeira tem um conjunto de “argumentos”. «É um conhecedor profundo do quartel, conhece a real situação económica da corporação» e, além disso, «é homem muito trabalhador, com ideias próprias e devotado à causa». Por isso, no entender de Mota Correia, Paulo Teixeira reúne as «características certas» para o comando e, «com a colaboração de todos», direcção, comando e corpo activo, vai levar “o barco a bom porto”.
As demarches para a escolha do novo comandante começaram ainda em Março, e, depois de, a nível interno, a direcção analisado os vários cenários possíveis e optado por Paulo Teixeira, o nome do novo comandante foi submetido à apreciação da tutela, que lhe deu o necessário aval. A tomada de posse está marcada para sábado, às 17h00.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8255&Itemid=111

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tentúgal


Freguesia vive dias de devoção a Nossa Senhora do Carmo

A padroeira da vila é Nossa Senhora da Assunção, mas é uma outra Senhora, a do Carmo, que mobiliza para a festa as gentes da freguesia de Tentúgal e de vários pontos da região. Tudo terá começado em 1565, quando a vila recebeu a primeira comunidade de Carmelitas e, no século XVII iniciou a construção do Convento de Nossa Senhora do Carmo. Começou, então, uma intensa devoção à santa que ainda hoje perdura. A festa volta, por isso, a tomar conta da vila. Já começou e é, essencialmente, religiosa, contemplando, contudo, mas em menor dimensão, uma vertente profana.
«A festa em honra de Nossa Senhora do Carmo destaca-se das demais festas do concelho (de Montemor) pela predominância do elemento religioso», frisa uma nota da organização, que destaca, precisamente, como momento de grande devoção as novenas que têm vindo a decorrer na igreja do Convento, «onde a comunidade se organiza para que cada dia seja um momento diferente». «Verdadeira expressão do que é a devoção à Senhora do Carmo, todos os dias aquela igreja conhece a participação das gentes da freguesia», sublinha a organização das festas, referindo o «gesto de partilha» que a novena proporciona, demonstrando, assim, «a presença que a Nossa Senhora do Carmo tem» na vida da comunidade.
Hoje, último dia da novena, marca também o início de um outro capítulo no programa das festas de devoção à Senhora do Carmo, que se prolonga até sábado. É, pois, o dia, em que a imagem da santa é levada no andor, durante uma procissão de velas que vai percorrer, a partir das 22h00, as ruas da vila, que se encontram engalanadas. Os enfeites nas artérias são habituais, mas este ano com uma nova componente, já que a comissão de festas propôs à comunidade um concurso de janelas e varandas enfeitadas, com motivos de decoração centrados na santa. «No final da procissão, o povo, tal como em tempos passados, ainda canta à Senhora, fazendo a serenata. Então, à porta da igreja, cantam-se quadras à Nossa Senhora como mostrando felicidade por estes três dias de festa», descreve a organização.
O dia de amanhã representa o ponto alto das festas, «em que todos, mesmo aqueles que estão fora o ano todo, regressam ao Convento» e participam nas cerimónias que decorrem na igreja e na procissão que se segue. Marcam presença, pois, em Tentúgal, as muitas pessoas que mantém ligações à vila, assim como os muitos devotos das vilas vizinhas, «talvez porque durante cerca de 300 anos o Convento tenha sido o pilar, não só da freguesia, mas de toda a região circundante». «É um dia de grande comunhão, não só pela devoção presente à rainha do Convento, mas também de comunhão de uma história passada que teima em não se deixar esquecer».
Sábado é o dia da despedida e do regresso da santa ao Convento. Após a pregação, na procissão do Adeus, os devotos despedem-se atirando pétalas de rosa à imagem e cantando a despedida. Após este momento, o padre entrega o escapulário, que tem mais de 750 anos de uso, a quem o queira receber, simbolizando a união entre o devoto e a Nossa Senhora do Carmo.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8150&Itemid=135

terça-feira, 13 de julho de 2010

BFlat na AFUV


Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/

"Peregrinações" nas ruas de Montemor-o-Velho

Mulher roubada no cemitério

Uma mulher de 51 anos ficou ferida ao ser atacada por dois ladrões violentos que lhe roubaram um fio em ouro no cemitério de Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho. Segundo anunciou ontem a GNR de Coimbra, a vítima encontrava-se no interior do cemitério quando foi abordada por dois homens ainda jovens.
Recorrendo à força, os assaltantes lançaram as mãos a um fio em ouro, com cerca de 60centímetros, que a vítima levava ao pescoço, e fugiram. A mulher ficou ferida, apresentando hematomas no pescoço. O roubo ocorreu na sexta-feira, pelas 15h30, numa altura em que não se encontrava mais ninguém no interior do cemitério.
Os dois homens fugiram numa carrinha Ford Transit de cor branca. E a vítima apresentou queixa no posto da GNR de Montemor-o-Velho, estando agora o roubo a ser investigado pelo Núcleo de Investigação Criminal.

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/mulher-roubada-no-cemiterio

“Peregrinações” à volta de Fernão Mendes Pinto

Mais de 200 actores e músicos percorreram as ruas da vila para contar a história e as aventuras de Fernão Mendes Pinto, numa viagem onde o real e o imaginário se cruzaram. As 300 pessoas que assistiram ao espectáculo ficaram “muito satisfeitas”

Montemor-o-Velho transformou-se nas duas últimas noites num enorme palco teatral. O espectáculo de rua “Peregrinações” juntou, nos espaços mais emblemáticos do centro histórico da vila, uma dezena de grupos, mais de 200 actores e músicos e aproximadamente 300 espectadores.
Durante mais de duas horas e meia foram reveladas as aventuras e a história de Fernão Mendes Pinto, recriados alguns dos lugares descritos na sua obra e invocadas personagens que pululam a literatura de viagens do século XVI.
A grande maioria dos espectadores com quem o Diário de Coimbra falou elogiou a iniciativa, inserida nas comemorações do quinto centenário do nascimento de Fernão Mendes Pinto. «Estou muito satisfeita, achei que os actores estiveram muito bem e adorei as diferentes abordagens e técnicas dos vários grupos de teatro», afirmou depois do espectáculo a conimbricense Ana Magalhães, de 43 anos.
O público, de todas as idades, teceu também largos elogios às músicas interpretadas pelos actores e ao «excelente» aproveitamento dos espaços da vila para criar os quadros que deram vida ao espectáculo, bem como ao intenso sentido de humor que reina nalgumas partes do evento.
As críticas negativas surgiram pontualmente e estiveram relacionadas com a duração do espectáculo, que terminou já depois da meia-noite. Alguns cidadãos, acompanhados de bebés e crianças, não ficaram até ao fim. A grande quantidade de mosquitos e de melgas existentes nalguns períodos de “Peregrinações” também mereceram reparos, se bem que este é um factor externo à própria produção.
No final do primeiro dia do espectáculo, na noite de quinta-feira, Deolindo Pessoa, responsável pela direcção e concepção, estava satisfeito. «Correu dentro das expectativas e tivemos um “feedback” positivo dos espectadores», afirmou.
Segundo o director do evento, a principal dificuldade do ponto de vista artístico foi precisamente «o número excessivo de espectadores». «Por um lado é bom, porque revela o interesse das pessoas, mas por outro lado limitou um bocado a acção e o próprio visionamento do espectáculo», explicou.

Caminhada pelas ruelas à luz das velas
O espectáculo “Peregrinações” acontece hoje pela última vez. O Diário de Coimbra desvenda um pouco do que o espectador pode encontrar.
A aventura começa às 21h00, no castelo de Montemor-o-Velho. O primeiro dos oito quadros (pequenas peças) acontece junto às ruínas da Igreja de Santo António. Aqui é feita uma alegoria aos primeiros anos de vida de Fernão Mendes Pinto. Fala-se das partidas de Montemor para Lisboa e depois de Lisboa para a Índia. Fernão Mendes Pinto procura aventuras e melhores condições de vida.
Os 300 espectadores desbravam depois as ruelas íngremes do castelo e do centro histórico. A iluminação pública e as luzes das casas da vila estão apagadas. As pessoas caminham em grupo, iluminadas apenas por velas espalhadas pelo caminho, que indicam o rumo da peregrinação.
O percurso vai dar ao adro da Igreja de S. Martinho, onde acontece o segundo quadro, centrado na chegada de Fernão Mendes Pinto à Índia. Revela-se a vontade de quem quer ser protagonista da história e percorrer os cantos do império. Os prazeres e o sofrimento inerentes a uma grande epopeia começam também a surgir.
No final do segundo quadro o espectador tem que decidir que caminho quer seguir, como numa verdadeira peregrinação. Quem optar pelo estandarte roxo vai descobrir mais sobre o tema da religião. O estandarte amarelo leva ao trajecto da guerra.
De um lado (quadro V e VI) fala-se dos milagres e enterro de São Francisco Xavier e a consequente conversão de Fernão Mendes Pinto, que se junta aos Jesuítas, bem como a posterior crise religiosa do protagonista e uma evocação a Camões e ao Canto IX. Estes dois momentos do espectáculo acontecem na Rua dos Combatentes da Grande Guerra e no Terreiro do Queimado.
Se o caminho escolhido é o da guerra, então o espectador pode descobrir mais sobre as muitas lutas que Fernão Mendes Pinto travou, na companhia de António de Faria, como foi feito prisioneiro e os naufrágios que sofreu (quadro III, no Largo Dr. Alves de Sousa – Largo do Outeiro).
Seguem-se guerras de Nixiancó, com o quadro IV, um jogo teatral na Rua da Cadeia Velha/Rua Dr. Luís Coutinho. A peça mostra como os portugueses acabam por ter um papel relevante no cerco ao castelo de Nixiancó. As contradições da epopeia portuguesa também são reveladas.

Final “não feliz”
Os espectadores que seguiram os diferentes estandartes (religião e guerra) voltam a convergir para os últimos dois quadros. O quadro VII trata das aventuras de Fernão Mendes Pinto por terras do Japão, onde as tempestades foram apenas um dos vários perigos que encontrou. A acção teatral estende-se por toda a Praça da República.
O termo da peregrinação, que acontece com o quadro VIII, tem um registo retrospectivo. É a prova de que nem sempre as histórias têm um final feliz, que a vida pode ser madrasta e injusta. Regressado a Portugal, Fernão Mendes Pinto não recebe o que lhe era devido (uma tença) pelos serviços prestados ao reino, sentindo na pele a ingratidão dos seus compatriotas.
No Vale de Rosal, em Almada, onde se manteve até à morte, escreve a sua obra “Peregrinação”, um relato tão fantástico do que viveu que durante muito tempo não se acreditou na sua veracidade.

Escrito por Bruno Vicente
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=8070&Itemid=135

O Polvo


Cartoon de Henrique Monteiro

sábado, 3 de julho de 2010

Citemor 2010

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Dois em condicional, um preso em casa... e andavam a assaltar hipermercados

Um grupo de seis homens e duas mulheres foi detido pela presumível autoria de vários crimes de roubo, em Coimbra, Miranda do Corvo, Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho, Pombal, Viseu, Tomar, Carregal do Sal, Moimenta da Beira e Santa Comba Dão.
«Na prática desses crimes, os assaltantes utilizavam veículos furtados ou roubados, com violência, aos quais aplicavam matrículas falsas. Actuavam encapuzados, fortemente armados, e penetravam nos estabelecimentos [hipermercados e ourivesarias] com grande aparato», diz a PJ em comunicado.
Foram apreendidas várias armas de fogo, coletes à prova de bala, coletes identificativos da Polícia, disfarces, luvas, «passa-montanhas», dinheiro, objectos em ouro, vários veículos automóveis, produto estupefaciente, balanças de precisão e ferramentas habitualmente usadas na abertura de cofres.
Os detidos, com idades entre os 24 e os 58 anos, vários já com antecedentes criminais por crimes da mesma natureza, dois deles em liberdade condicional e um deles com obrigação de permanência na habitação com vigilância electrónica, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.

Fonte: http://diario.iol.pt/sociedade/assaltos-detidos-pj-tvi24/1174766-4071.html

Autarquia apresentou corpo de sapadores municipais

Combate aos fogos

Reforços incluem uma viatura e vão actuar durante todo o ano, para garantir a limpeza e a gestão das faixas de segurança.
A Câmara de Montemor-o-Velho apresentou, ontem, o reforço da vigilância municipal e o dispositivo operacional de 2010, constituído por um corpo de sapadores florestais de cinco elementos e oito jovens voluntários. Estes últimos no âmbito de um protocolo com Instituto Português da Juventude.
De salientar que a cerimónia, realizada no salão nobre da edilidade, coincidiu com o início da Fase Charlie, a mais crítica na tabela de prevenção e combate a fogos florestais, que se prolonga até 30 de Setembro. Os sapadores da câmara, com formação específica, vão actuar em regime de permanência, podendo juntar-se aos bombeiros e à GNR.
Durante o resto do ano, vão zelar pela limpeza e gestão das faixas de segurança de material combustível, nas zonas públicas e privadas, podendo, deste modo, gerar receitas próprias. A autarquia investiu cerca de 100 mil euros no reforço do dispositivo, metade dos quais para a viatura e material de apoio.

Todos a postos

O presidente da câmara, Luís Leal, salientou que a criação do corpo de sapadores tem “uma visão de sustentabilidade”. Por seu lado, António Sérgio, representante do Governo Civil, frisou que “os sapadores têm um papel determinante” na prevenção e combate de fogos florestais. E Pedro Teixeira, comandante do Destacamento da GNR de Montemor, referiu que “são uma mais-valia”.
Recorde-se que o concelho montemorense tem oito mil hectares de floresta. Até 30 de Setembro, entre os seus 140 elementos, os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho têm 12 operacionais de combate a fogos florestais em regime de permanência.
A GNR, por sua vez, dispõe de quatro equipas de vigilância, com dois elementos, uma delas está disponível 24 horas por dia.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/index.php?area=coimbra&numero=84071&ed=02072010