quarta-feira, 30 de junho de 2010

PEREGRINAÇÕES em Montemor-o-Velho

Nos próximos dias 8, 9 e 10 de Julho sai às ruas de Montemor-o-Velho a peça de teatro "Peregrinações", um espectáculo comemorativo do V Centenário do Nascimento de Fernão Mendes Pinto. Este projecto é inovador porque não está confinado ao palco de um teatro: convida-se o público a estar às 21 horas no Castelo da vila para iniciar a "peregrinação" pelas diferentes cenas em Montemor-o-Velho. A entrada é livre, mas sujeita a reserva prévia, dada a limitação de 300 espectadores por noite.
As transições entre os quadros serão efectuadas através de música e será a referência para a deslocação dos espectadores. Há inclusivamente um quadro no final do qual se propõe dois trajectos distintos e o espectador é induzido a escolher: a guerra ou a religião. A maior parte dos quadros será acompanhada por músicas entoadas por um grupo coral e músicos de uma filarmónica. Na última cena, com todo o público, termina esta "viagem" com uma ceia final para o convívio de todos os presentes com a produção da peça.
O espectáculo foi criado a partir da obra "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, que percorrerá diferentes espaços da terra onde o autor nasceu em 1509 ou 1510. Neste percurso serão recriados alguns dos lugares descritos na sua obra (Índia, Oriente), cruzando histórias e personagens na literatura de viagens que deixou escrita. O real e o imaginário cruzam-se neste percurso de oito quadros que convida à descoberta de outros tempos e paragens. A data de estreia é no dia 8 de Julho, data em que Fernão Mendes Pinto faleceu em 1583.
Este projecto iniciou-se em 2007, com uma primeira ideia, que contemplava a realização de acções de formação e de colóquios durante 2008 e 2009, bem como a produção teatral com os grupos de teatro do concelho e da região. Após a definição dos diferentes espaços na vila e da estrutura da peça, foi criado o texto dramático ao qual se deu o nome de "Peregrinações". Os ensaios iniciaram-se em Janeiro deste ano e envolvem mais de 200 pessoas, oriundas de 11 grupos locais e regionais de teatro. A concepção e direcção artística está a cargo de Deolindo Pessoa e conta com diversos encenadores: Isabel Craveiro, Jorge Louraço Figueira, Júlio Sousa Gomes, Leonor Barata, Patrick Murys e Ricardo Correia. A adaptação do texto e dramaturgia é da autoria de João Maria André.

Para mais informações e reservas, contactar:
O Teatrão, 239 714 013 ou 914 617 383, geral@teatrao.com
Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, www.cm-montemorvelho.pt

Para mais informações e pedidos de entrevista, contactar:
Ideias Concertadas - Ana Carvalho
912.774.979 ou acarvalho@ideiasconcertadas.pt

Inscrições para Grupo Coral AFUV


Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/

A Voz da Experiência

Clique na imagem para aumentar. Obrigado!
Cartoon de Henrique Monteiro

terça-feira, 29 de junho de 2010

Hoje é dia de São Pedro e São Paulo, apóstolos


Trata-se de dois santos festejados em toda a Cristandade a 29 de Junho por se crer durante muito tempo, erradamente, que o martírio de ambos ocorreu nesta mesma data, no ano de 67 da era cristã, o que ainda se tem por certo apenas em relação a S. Pedro. A verdade é que conviveram em Roma até à sua trágica execução no século I.

São Pedro (c. 10 a.C. - 67)

Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galileia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importantes milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembleia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antioquia e Síria (as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos) que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de Junho.

http://www.e-biografias.net/especial/apostolos/sao_pedro.php
imagem: http://sobraldesaomiguel.blogspot.com/2009/06/noite-de-s-pedro.html

São Paulo, Apóstolo (? - ?)

Nasceu em Tarso, era judeu e cidadão romano. Perseguidor das primeiras comunidades cristãs, foi conivente com o assassinato do protomártir Estêvão. Quando perseguia cristãos, a caminho de Damasco, apareceu-lhe Jesus Ressuscitado, transformando-o. Desde então, sua vida foi viajar pelo mundo, pregando o evangelho de Jesus Cristo e o mistério de sua paixão, morte e ressurreição. A conversão é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra-nos o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no "Apóstolo Paulo" por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua rectidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estêvão, cena entre todas comovente, descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estêvão apontando para os céus abertos e Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo. Percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã e ao lado dos Evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos ao nosso Patrono, que se alto denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo. Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi Paulo quem o fez de maneira insuperável. O Apóstolo sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67. Festas litúrgicas - Duas solenidades comemoram São Paulo. A primeira, a 25 de Janeiro (data em que foi fundada a Cidade de São Paulo no ano de 1554, daí a origem do nome da capital paulista) , foi instituída na Gália, no século VIII, para lembrar a conversão do Apóstolo e entrou no calendário romano no final do século X. A segunda, lembrando o seu martírio - a 29 de Junho - juntamente com o do Apóstolo São Pedro, foi inserida no santoral (livro dos santos da Igreja Católica) muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três Missas. A primeira na basílica de São Pedro no Vaticano, a segunda na basílica de São Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de são Sebastião, onde as relíquias dos dois Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília. Depois da Virgem Maria, são precisamente os Apóstolos Pedro e Paulo, juntamente com São João Batista, os santos comemorados mais frequentemente e com maior solenidade no ano litúrgico. Por muito tempo se pensou que 29 de Junho fosse o dia em que, no ano 67, Pedro na Colina Vaticana e Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. Enquanto para São Paulo existe uma certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano de 67, para São Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano de 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, "uma enorme multidão" de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma. Parece também que a festa do dia 29 de Junho tenha sido a cristianização de uma celebração pagã que exaltava as figuras de Rómulo e Reno, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e São Paulo de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do novo breviário fala de Roma que foi "fundada em tal sangue". A palavra e o sangue são a semente com que os Apóstolos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja.

http://www.e-biografias.net/biografias/sao_paulo.php
imagem: http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/spaulo/patrono.html

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A capital dos dadores de sangue

Julho será um mês complicado no que toca às dádivas de sangue. E porque é preciso prevenir, o alerta está feito.

Números. Por dia são necessárias 1.000 a 1.200 colheitas de sangue. Se a quantia falha: perigo.
Com o Verão à porta, eis a ameaça. Faltam médicos no mês de Julho para fazer as colheitas de sangue. E o ponto de situação não é dos melhores. Se faltarem os médicos, o país deixa de ser auto-suficiente. O alerta foi dado, ontem, numa iniciativa inédita que decorreu em Montemor-o-Velho.
Mais de 30 associações de dadores de sangue de todo o país – e até de Espanha – vieram até Montemor-o-Velho. O encontro nacional e internacional, uma iniciativa organizada pela Associação de Dadores de Sangue do Baixo Mondego, conseguiu juntar milhares de pessoas por uma causa que continua a salvar vidas.
Porém, nem sempre tudo corre como o esperado. Apesar da presença de associações de todo o país, o Instituto Português de Sangue não se fez representar. Motivo? O presidente da Associação de Dadores de Sangue do Baixo Mondego, Artur Jorge, dá a resposta: “férias”. Contudo, e porque nunca se sabe quando é preciso, “os dadores de sangue nunca estão de férias”, assegura Artur Jorge.
Não há nomes e nem é preciso conhecer os rostos. Faça chuva, sol, esteja frio ou calor os dadores estão sempre prontos para ajudar. É Ilda Neves, do Centro Regional do Sangue de Coimbra, que o afirma.
E os números estão aí. Se Portugal precisa de 1.000 a 1.200 colheitas de sangue para ser auto-suficiente, a realidade mostra que há mais de 40 mil dadores no país. Um número que não tem parado de aumentar. Contudo, há que ultrapassar barreiras. Uma delas passa pelo aproveitamento do plasma. Isto porque, segundo a Federação das Associações de Sangue, são perdidos mais de 30 milhões deu euros pelo não aproveitamento do plasma.
“Dar sangue é ultrapassar fronteiras”. O presidente da autarquia de Montemor-o-Velho, Luís Leal, destaca o trabalho da associação, que “conseguiu trazer cidadãos de vários lados até Montemor”.
Em cinco anos de existência, a Associação de Dadores de Sangue do Baixo Mondego soma 700 associados. Ontem conseguiram mais uma vitória.

Raquel Mesquita
In http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=83957&ed=28062010

sexta-feira, 25 de junho de 2010

DETIDA PELA PJ

Mulher detida por sequestro e agressão de testemunha

Jovem de 20 anos andou a monte durante quase um ano e foi detida, quarta-feira, na zona do Sátão. Presente ao Tribunal de Montemor ficou em prisão preventiva

A Polícia Judiciária (PJ) concluiu, no mês passado o processo e remeteu-o ao Ministério Público, como noticiámos na altura. Todavia as diligências continuaram e os resultados aconteceram, com a detenção, quarta-feira, de mais um dos suspeitos num caso de sequestro e ofensa à integridade física de uma testemunha. A detida é uma mulher de etnia cigana, com 20 anos, casada, que andava fugida desde Julho do ano passado, altura em que aconteceu o crime no qual participou. Depois de ter passado por várias zonas do país, especialmente no Centro e Norte, a mulher ter-se-á refugiado, nos últimos tempos, na zona do Sátão, distrito de Viseu. Para a detenção a Judiciária contou com a colaboração da GNR do Sátão.
O crime ocorreu em Julho do ano passado e constitui um quadro de vingança e intimidação, com contornos de inusitada violência e agressividade, que envolveram uma jovem, residente na zona da Figueira da Foz, que tinha presenciado uma agressão a uma amiga. Mais, era a única testemunha do caso e deu a sua palavra que iria dizer o que viu ao tribunal. Os agressores não gostaram de saber e a decisão custou-lhe muito caro e levou-a, inclusive, segundo apurámos, a abandonar o país.
Com efeito, a jovem acabou ser perseguida por um grupo de três mulheres e um homem, envolvido na agressão à amiga, e saiu da Figueira da Foz, refugiando-se em Coimbra, onde acabaria, «dias depois», por ser localizada pelo grupo, que retomou a perseguição, que teve o seu “ponto final” junto à Estação Nova. Apercebendo-se, de acordo com a PJ, de algumas “movimentações”, a jovem, na casa dos 20 anos, tentou iludir os seus perseguidores, entrando num táxi. Mas estes conseguiram, com a respectiva viatura, bloquear o táxi e, em rigor, “arrancaram-na” do seu interior e transportaram-na para a viatura em que seguiam, empreendendo uma viagem de regresso à Figueira da Foz. Todavia, a deslocação terminou antes, pelo menos para a jovem, que pouco depois de Montemor, «numa zona erma», refere fonte ligada à investigação, foi supliciada de forma inqualificável. Com efeito, se já durante a viagem as três mulheres e o homem, todos residentes na zona da Figueira da Foz, a foram agredindo com palavras, quando esta terminou passaram das palavras aos actos e fizerem de tudo um pouco. Na verdade, segundo a PJ, a jovem foi agredida com um bastão em todo o corpo, especialmente na cara e nas costas, cortaram-lhe o cabelo e despiram-na, tentando ainda violá-la com esse mesmo bastão.
Com a vítima num estado lamentável, em termos físicos e, sobretudo, humilhada, os quatro sequestradores abandonaram-na, sentindo que a “lição” estava cumprida. Ou seja, com este “ajuste de contas” pretendiam “esclarecer” a sua posição como testemunha da agressão à amiga e, por outro lado, também ficava “resolvido” um caso de ciúmes, uma vez que a mulher tida mantido um relacionamento amoroso com o companheiro de uma das agressoras.

Operação de fuga

O caso ocorreu em Julho do ano passado, durante a noite e as investigações desencadeadas pela Polícia Judiciária, através da Directoria do Centro, permitiram identificar os quatro agressores e dois deles, o homem, de 27 anos, e a mulher mais velha, de 45 anos, foram detidos em Dezembro, na zona da Figueira da Foz. Na altura, esclarece fonte da PJ, «as duas mulheres mais novas, de 20 e 21 anos, não se encontravam no local e, como tal, não foram detidas». E certamente “desapareceram” ao terem conhecimento que, por ordem do tribunal, os dois companheiros do duplo crime tinham ficado em prisão preventiva. Aliás, a PJ está convencida que foi isso que aconteceu, uma vez que esta decisão do tribunal as terá alertado para a gravidade do crime que haviam cometido, pois, mais do que um gesto de vingança, que na sua cultura poderá, alegadamente ser compreendido e mesmo tolerado, o que o grupo fez foi cometer um crime de sequestro e de ofensa à integridade física de uma testemunha e é por isso que vai responder nos termos da lei.
A mais nova das duas mulheres deambulou, segundo fonte ligada à investigação, por várias zonas do país e “acabou” por ser «recentemente localizada» na zona do Sátão, onde foi detida. Presente ontem ao Tribunal de Montemor-o-Velho, encontra-se, por ordem do juiz, em prisão preventiva. A outra mulher, último membro do grupo, continua a monte e os investigadores da PJ mantêm-se atentos, no sentido de descobrirem o seu paradeiro.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=7875&Itemid=135

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aprovado voto de pesar pela morte de Saramago

Proposta foi ontem aprovada por unanimidade pelo executivo

A proposta foi ontem apresentada por Luís Leal, presidente da Câmara Municipal, e mereceu a aprovação de todo o executivo municipal que, por unanimidade, aprovou um voto de pesar pela morte do escritor José Saramago, nobel da literatura.
Para além de considerar o autor de “Ensaio sobre a cegueira” como um dos «vultos mais destacados da cultura portuguesa contemporânea» que, como escritor «reinventou a língua portuguesa e impulsionou uma nova geração de escritores portugueses e da lusofonia», a proposta destaca ainda uma «dimensão afectiva menos conhecida» do Nobel da literatura. Era um «homem que acreditava em causas», refere, sublinhando ainda a «personalidade atenta à realidade» e os seu «empenhamento e contributos», na rota dos quais Montemor esteve, especialmente Tentúgal.
«Montemor-o-Velho deve manter viva a lembrança daquele dia em que o viu comover-se na igreja da Misericórdia de Tentúgal, ao assistir ao concerto em que formalmente foi inaugurado o órgão de tubos do Convento da Natividade, cuja recuperação, oito anos antes, havia ajudado a financiar, rendido ao canto magistral do seu Coro Litúrgico e ao “doce cantar” de Tentúgal, como então referiu», adiantaa proposta.
O documento, apresentado ontem à votação do executivo presidido por Luís Leal, aponta ainda “retalhos” da obra de Saramago que se reflectem nas «terras de Montemor e da Ereira». E o escritor «marcou a sua passagem por Montemor-o-Velho, de forma indelével, mais do que o tempo», refere ainda, criando uma analogia com a marca traçada pela vara de negrilho de Joana Carda, a «filósofa dos campos do Mondego», personagem que faz parte do imaginário construído por Saramago.
Luís leal recorda ainda que, no ano passado, a autarquia de Montemor já se tinha associado à construção de uma estátua, da autoria de Armando Ferreira, que a freguesia que o viu nascer, em Azinhaga, Golegã, quis erguer ao único português nobel da literatura. E ontem propôs ao executivo um voto de pesar, lembrando um dos seus melhores ensinamentos: «começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos o pássaros».

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=7839&Itemid=135

terça-feira, 15 de junho de 2010

Montemor recebe convívio de Dadores de Sangue

Montemor-o-Velho, “coração” do Baixo Mondego, vai receber, dia 27 de Junho, o Convívio de Dadores de Sangue.

A celebração da Eucaristia é um dos pontos altos do XXVI Convívio Nacional de Dadores de Sangue e XV Aniversário da FAS – Portugal, organizado pela Associação de Dadores de Sangue e Apoio Social do Baixo Mondego (ADSBM), instituição de solidariedade social para a área da saúde (II Série D.R. de 03.08.2009, n.º 148) que, desde a sua constituição, sempre mereceu o carinho do prelado de Coimbra.
Solidária com o lema “dar sangue é dar vida”, a Diocese de Coimbra, através do seu Bispo, D. Albino Cleto, junta-se, mais uma vez, a este movimento fraterno, para testemunhar “o amor entre os irmãos” porque “dar sangue é dar vida” e motivar os cidadãos para “a dádiva benévola e anónima de sangue, num gesto altruísta, que é um dos mais elevados valores da sociedade”.
A iniciativa, que à semelhança de anos anteriores vai ter a presença de mais de 4000 participantes, tem o apoio do Instituto Português do Sangue, Governo Civil de Coimbra, Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Associação de Dadores de Sangue de Portugal e algum tecido económico. Depois da eucaristia, ainda no castelo, terá lugar uma sessão solene, com intervenções alusivas aos momentos comemorativos e entrega da “gota de cristal” aos dadores com mais de cem dádivas. Um desfile das associações/grupos de dadores presentes (do castelo ao parque de campismo), a inauguração de uma placa alusiva às efemérides (no jardim municipal), um almoço-convívio e tarde de animação cultural e recreativa fazem parte do programa deste encontro nacional de dadores de sangue.
De registar que a Associação de Dadores de Sangue e Apoio Social do Baixo Mondego tem por objectivo primordial, na área da saúde, a prestação de cuidados médicos e de transportes de doentes, sinistrados e idosos; angariação de potenciais dadores para recolha de sangue através de dadores voluntários, para entrega em instituições ou entidades de saúde que dele necessitem. Tem ainda como objectivos secundários, o apoio social na área do apoio domiciliário, formação profissional a desempregados e jovens, campanha de sensibilização no domínio da saúde pública e promoção da cidadania nas suas múltiplas vertentes.

ADA apresenta novos cursos profissionais

“O “saber-fazer” passa pelas Escolas Profissionais”, garante o director pedagógico da Escola Profissional de Montemor-o-Velho, Mário Jorge Silva.

Quase a comemorar 20 anos de “ensino e formação profissional”, a Associação Diogo de Azambuja (ADA), com a Escola Profissional (EPM) e a Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte (EPAAD), continua determinada em “formar técnicos de qualidade para o mercado de trabalho”.
Quem o diz é o director pedagógico da EPM, que acentua a “mais-valia da dupla qualificação que o ensino profissional garante”. Além do nível de escolaridade (9.º ou 12.º ano), os jovens adquirem a habilitação profissional, para entrada no mercado de trabalho”, salienta.
Nascida da necessidade de criar as condições para uma nova valorização do ensino profissional e para dar resposta ao mundo do trabalho, uma vez que “o tecido empresarial não estava a absorver grande parte dos licenciados”, a ADA acolhe, actualmente, cerca de quatro centenas de alunos, “mercê dos cursos que ministra, com reconhecida qualidade formativa”, refere Mário Jorge, sublinhando que “todos eles com grandes índices de empregabilidade”.
O director pedagógico salienta que “o sucesso do ensino e da formação profissional na ADA decorre também das condições e material pedagógico colocado à disposição dos alunos que, além das aulas teóricas, em sala de aula, usufruem de aulas práticas em contexto de trabalho e em contacto com a realidade laboral”. “Criar oportunidades aos alunos para a entrada no mercado laboral ou para o prosseguimento nos estudos universitários são os objectivos da ADA”, sustenta, avançando que “no próximo ano lectivo vamos apostar em novos cursos, atendendo às áreas vocacionais dos jovens”.

Os cursos na EPM e EPAAD para 2010/2011

No próximo ano lectivo, na Escola Profissional, vão funcionar os novos cursos de Animador Sociocultural, Técnico de Construção Civil, Técnico de Higiene e Segurança do Trabalho e Ambiente, Técnico de Informática e Gestão e Técnico de Multimédia, do nível III, correspondentes ao 12.º ano, e Técnico de Instalação e Operação de Sistemas Informáticos e Técnico de Fotografia, do nível II, equivalente ao 9.º ano.
Na EPAAD funcionarão os cursos de nível III (correspondente ao 12.º ano) – Técnico de Turismo Ambiental e Rural e Técnico de Análise Laboratorial e os cursos de nível II (equivalente ao 9.º ano) - Técnico de Produção Agrícola / Culturas Arvenses e Técnico de Protecção e Prestação de Socorros (Bombeiro).
A ADA, através do Departamento de Formação Contínua, assegura também formação modular, que tem como objectivo prioritário a formação contínua de activos, nas áreas de Ciências Informáticas (Processador de Texto / Processador de Texto – Avançado e Folha de Cálculo / Folha de Cálculo – Avançado), Comércio (Comunicação Interpessoal – Comunicação Assertiva) Gestão e Administração (Estrutura e Comunicação Organizacional), Secretariado e Trabalho Administrativo (Língua Inglesa – Comunicação Oral e Escrita), Enquadramento na Organização / Empresa (Motivação e Gestão de equipas de Trabalho e SHST – Identificação, Avaliação e Prevenção dos Riscos de Trabalho), Industrias Alimentares (Segurança, Higiene e Saúde no Laboratório, Noções de HACCP, Nutrição e Implementação e Avaliação do Sistema HACCP) Segurança e Higiene no Trabalho (Fundamentos Gerais de Segurança no Trabalho e Projecto de Segurança e Higiene do Trabalho – Definição), Electricidade e Energia (Instalações de Domótica – Generalidades, Instalações de Domótica – Projecto Integrado de Comunicações, Instalações de Domótica – Projecto Integrado de Controlo e Comando), Construção e Engenharia Civil (Introdução ao CAD – Construção Civil, CAD – Projecto de Construção Civil, CAD – 3D- Construção Civil).
Disponibiliza ainda cursos de formação e educação de adultos, destinados especialmente a desempregados.
A oferta educativa e formativa nas escolas profissionais da Associação Diogo de Azambuja está disponível no site www.ada-net.org

Fonte: http://www.cm-montemorvelho.pt/aconteceu_2010/215062010.htm

segunda-feira, 14 de junho de 2010

1ªs Jornadas Desportivas Infantis do CCRDV

Interacção Escola - Comunidade

O Centro Cultural Recreativo e Desportivo de Verride, pretende promover acções de carácter lúdico e desportivo, para as crianças das localidades limítrofes, mas não esquecendo a importância da vertente pedagógica, a elas associada. Assim, contando com a direcção técnica deste projecto, a cargo de dois professores de Ed. Física das Actividades Extra Curriculares (Pedro Henriques e Alexandre Coelho), em parceria com o Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho, com o apoio da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e do Centro Paroquial de Solidariedade Social da Freguesia de Verride.
O Centro Cultural de Verride vai acolher cerca de 60 crianças oriundas dos Jardins de Infância e EB 1 de Abrunheira e Verride e, EB 1 de Ereira.
As actividades terão lugar no interior da Sala de Espectáculos, no Polidesportivo e na Sala Convívio do Centro Cultural.
Os alunos iniciarão as actividades passando pela sala mágica, depois passaram para os percursos e por alguns jogos pré-desportivos e terminarão no Cinematógrafo Infantil.
Durante a manhã de terça feira, 15 de Junho de 2010, a partir das 9:30h, pretende-se com estas actividades:
Promover o bem-estar físico, mental e social da criança;
Sensibilizar para a cooperação e o espírito de amizade entre os alunos;
Promoção da ética desportiva;
Promover a destreza, habilidade e coordenação de uma forma alegre e divertida.

Fonte: http://verridecultural.blogspot.com/2010/06/1s-jornadas-desportivas-infantis-do.html

Um adulto e dois menores detidos por furtos em residências

A GNR deteve hoje na zona de Montemor-o-Velho três pessoas, duas delas menores, que se dedicavam a furtar em residências.
A detenção ocorreu ao final da manhã de hoje na localidade de Seixo de Gatões quando ainda tinham na sua posse peças em ouro e outros objetos furtados momentos antes de uma residência da aldeia de Amieiro.
Os três cidadãos, de nacionalidade estrangeira, mas cuja identidade aguarda a confirmação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), são referenciados, pela aparência, e pelo automóvel que utilizavam, um Fiat Punto, por outras furtos em residências na região centro, nomeadamente na zona de Anadia.
Uma fonte do Destacamento Territorial da GNR de Coimbra adiantou à agência Lusa que os dois menores, um rapaz e uma rapariga, ficam detidos ao abrigo da Lei Tutelar de Menores.
Os três, dois do sexo masculino e um do feminino, serão presentes ao juiz na próxima sexta feira, às 10:00, no Tribunal de Montemor-o-Velho.

por Agência Lusa com Andre Patrocínio, Publicado em 09 de Junho de 2010
In http://www.ionline.pt/conteudo/63779-um-adulto-e-dois-menores-detidos-furtos-em-residencias

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Passeios no Mondego

Duas embarcações fluviais vão transportar turistas em passeios pelo estuário do Mondego e canais adjacentes às salinas da ilha da Morraceira, projecto da Câmara Municipal da Figueira da Foz que visa promover o rio como rota turística.
O projecto, que junta em parceria a empresa municipal Figueira Grande Turismo, o departamento de Cultura da Autarquia através do Núcleo Museológico do Sal e a empresa D'Evento em Popa, associa ao já existente Batel de Sal uma segunda embarcação vocacionada para o turismo fluvial.
"Pôr o batel de sal a fazer os percursos que já fazia e ter mais um barco a fazer viagens só vem enriquecer o rio como rota turística", disse hoje, à agência Lusa, António Tavares, vereador com o pelouro da Cultura.
O batel, exemplar único no rio Mondego, tem 20 metros de comprimento e é uma réplica das embarcações tradicionais de transporte de sal existentes na região até aos anos 50 do século XX.
Foi construído em 2001, no âmbito de uma parceria formada, com fins turísticos, por associações e juntas de freguesia da Figueira da Foz e, posteriormente, adquirido pela Câmara Municipal.
Hoje já não transporta sal - chegava a levar, nos tempos áureos, dez toneladas em cada viagem - mas sim turistas, embora esteja limitado a 10 pessoas e dois tripulantes, lotação que, embora diminuta, veio a permitir, em meados de 2009, que fosse legalizado, depois de oito anos de espera.
Enquanto o Sal do Mondego, habitualmente acostado junto ao Núcleo Museológico do Sal, estará mais vocacionado para passeios nos canais adjacentes às salinas, a segunda embarcação fluvial vai possibilitar subidas de rio entre a embocadura da barra e a ponte da Ereira (Montemor-o-Velho) com saída da marina de recreio.
"Eventualmente, poderá também ir até às salinas e ao rio Pranto [afluente do Mondego], dependendo da maré", sublinhou, por seu turno, Jorge Gomes, responsável da D'Evento em Popa, proprietária do barco.
A empresa possui uma terceira embarcação - um veleiro com capacidade para oito passageiros - vocacionada para passeios marítimos, ao largo da Figueira da Foz.
O vereador António Tavares disse ainda que os promotores dos passeios no estuário querem expandi-los, num futuro próximo, explorando outras vertentes como a gastronomia - e nela a ligação da região do Baixo Mondego à cultura do arroz - potenciando a "imensa procura" que o batel de sal já possui.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Figueira%20da%20Foz&Option=Interior&content_id=1588587

Mero acaso permite detenção de condenado

Uma conjugação de “forças do acaso” levou ontem à detenção de um homem, de 34 anos, que andava fugido à Justiça. Aconteceu em Montemor-o-Velho, de uma forma acidental , tanto mais que o principal protagonista da detenção foi um militar da GNR, que segundo apurámos presta serviço no posto da Tocha e se encontrava de férias. Mas, apesar de não estar ao serviço, não “despiu” o seu sentido de dever e, ontem, quando circulava na zona entre a Tocha e Arazede, por volta das 12h30, apercebeu-se da presença de um indivíduo, já “velho conhecido” das autoridades, que está amplamente conotado com o furto de viaturas automóveis, naquela zona do concelho de Montemor-o-Velho.
Em causa está um indivíduo que reside num acampamento na zona de Arazede e que o militar, mau grado estar de férias, entendeu seguir. O primeiro ia a pé, como, tudo indica, é seu hábito, e o segundo de carro. Terão andado assim, cerca de dois quilómetros, mas, a determinada altura, o “perseguido” ter-se-á apercebido da situação, já na zona da Vinhosa e, “para disfarçar”, o militar acabou por lhe dizer que achava que o conhecia e convidou-o para tomar um café, num estabelecimento ali existente.
Uma “artimanha” que resultou na perfeição, uma vez que, para além de pedir ao proprietário que fechasse as portas do café, o militar do posto da Tocha procurou apoio, tendo, segundo apurámos, feito contactos com a esquadra da PSP da Figueira da Foz e também com a GNR de Montemor-o-Velho. Certamente que a bica já não chegou a ser tomada, uma vez que rapidamente chegavam ao café os agentes da PSP da Figueira e também os militares da GNR de Montemor.
O suspeito foi revistado e foi encontrada em seu poder uma colher de café, com o cabo já amolgado. Esta será, alegadamente, a “ferramenta” que o suspeito usa para abrir as viaturas que furtava. Todavia, pouco ou nada havia para fazer, uma vez que o suspeito não foi detido em flagrante delito. Mas, “por via das dúvidas”, os militares de Montemor entenderam ligar ao comandante de posto para lhe falar na situação, tanto mais que se lhes afigurava como mais que certo que este era o suspeito que, há cerca de dois anos, numa operação desencadeada na zona de Arazede, tinha atropelado um militar daquele posto.
Em boa hora o contacto foi feito, uma vez que do posto veio a informação confirmada relativamente à existência de um mandado de detenção sobre o suspeito, que foi condenado, há cerca de um ano, pelo Tribunal de Leiria a uma pena de prisão de três anos e seis meses, pela prática dos crimes de coação sobre funcionário, reincidência por condução ilegal e atropelamento de um militar da GNR.
Perante as “evidências”, o suspeito foi algemado e saiu do café da Vinhosa sob detenção, tendo sido encaminhado para o Estabelecimento Prisional de Leiria.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=7688&Itemid=135

terça-feira, 8 de junho de 2010

Gastronomia e design: duas artes à mesa

A gastronomia está de braço dado com as artes e promete aliar as formas e cores aos cheiros e sabores.

Temos, reconhecidamente, uma gastronomia de meter inveja e as iguarias portuguesas multiplicam-se por todo o país. Porque a gastronomia merece uma promoção apelativa, a Confederação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas (CPCG) estabeleceu ontem, em Tentúgal, um protocolo de colaboração com a Escola Universitária das Artes de Coimbra (EUAC). “O que se pretende é, por um lado, proporcionar aos alunos da EUAC uma aproximação ao mundo de trabalho. Mas, para nós federação, esta é uma parceria importante, numa área em que as cores e a visão tem um aspecto essencial”, explicou Madalena Carrito, presidente da CPCG.
Deste o princípio do ano que a relação entre as duas entidades se tem mantido. Para já, o aspecto visível é a reformulação da revista da CPCG, cujo último número, de Março, já foi desenhado pela Escola de Artes. “Neste ano, em que assinalamos os 10 anos da gastronomia portuguesa como património cultural, impunha-se este salto na promoção”, explicou Madalena Carrito. A responsável disse ainda que a porta fica aberta para cada uma das confrarias, que “poderão agora tirar proveito desta parceria, quer seja através de revistas, folhetos, outdoors e qualquer tipo de material publicitário que normalmente utilizam”. Carlos Sá Furtado, presidente da EUAC, destacou a ligação “das artes plásticas com outra arte que é a gastronomia”.
Olga Cavaleiro, anfitriã da cerimónia, promoveu, no final, uma degustação de doçaria conventual.
Uma exposição que se come

Madalena Carrito revelou que está a ser preparada “Uma exposição que se come”. Entre os dias 12 e 13 de Novembro assinalam-se os 10 anos da passagem da gastronomia a património cultural com uma exposição em que tudo será comestível.

Bruno Gonçalves
In http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=83495&ed=08062010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ereira - Santo António

( Clique na imagem e veja o programa)

Feira Antiga na vila de Pereira

A vila de Pereira revive tempos de antanho, dia 13 de Junho, com a reconstituição de uma feira que ali se fazia até finais do séc. XIX, numa organização do Grupo Folclórico. Com este evento pretende-se motivar os novos habitantes a envolverem-se na vida social e cultural de Pereira.
A reconstituição de uma feira antiga, que se realizou no centro histórico da Vila de Pereira até finais do séc. XIX, vai “desassossegar” esta localidade, no próximo dia 13. A iniciativa, que além de espaço de “troca de produtos”, também pretende ser lugar de lazer, convívio e de animação cultural, vai realizar-se, este ano, e pela primeira vez, na Praça Manuel Ferreira dos Santos (Urbanização Quinta de S. Luís), “numa tentativa de aproximar os novos moradores da Urbanização e mostrar-lhes as tradições da terra”.
Em tendas ou à carreira, “como em finais do séc. XIX”, nesta feira serão vendidos os doces conventuais - especialmente as queijadas de Pereira - e outros produtos, nomeadamente cereais, linho, azeitona, azeite, hortaliças, feijão, batatas, cebolas, alhos, fruta seca e fresca, aves, peixe fresco e seco, panos, bolsas de retalho, algibeiras, sal, ovos, queijos, enchidos, mel, pão alvo, pão meado, broa, fogaças, biscoitos, doces, brinquedos, olaria, cestaria, tamancos, flores e vassoiras.
Não faltará a animação proporcionada pela literatura de cordel, danças no terreiro, cantares ao desafio e diversas figuras características da época - almocreve, aguadeira, tremoceira, vendedeira de limonada, mezinhas, ceguinho, pregoeira da queijada -, assim como a tasca, as folias, os jogos de azar e outras distracções que, naquele tempo, atraíam vendedores, feirantes e compradores. O bulício da feira vai reviver cenários da vida social de antanho, entre pregões que anunciavam os seus produtos, o som do pífaro do amola-tesouras e os gritos do “agarra que é ladrão”.
Com início pelas 10h00, o evento vai envolver a participação de mais de 200 figurantes de grupos folclóricos, registando-se a presença de doceiras, bordadeiras, olaria, cestaria, tamanqueiros e de um vasto leque de produtos artesanais. Durante o certame estarão diversas tasquinhas onde se poderá degustar porco no espeto, tripa assada, sardinha, bacalhau, pataniscas, feijoada, sopa à lavrador, vinho do lavrador e outras bebidas.
Eduardo Figo Roxo, do grupo organizador, em declarações ao ‘Página’, considerou que “é importante envolver os novos habitantes da vila de Pereira nos movimentos sociais e culturais da comunidade”, explicando que a realização desta ‘feira antiga’ e do artesanato, no coração da nova urbanização, “é um momento singular e oportuno para mostrar aos novos habitantes que os pereirenses se orgulham de os ter na sua comunidade e que muito os honrariam com a sua participação nas diferentes iniciativas cívicas, sociais e culturais de Pereira, terra que também escolheram para viver”. Figo Roxo salientou que além de pretenderem “reviver e mostrar as tradições da comunidade de Pereira”, e independentemente do local de realização, “os objectivos desta iniciativa, também se prendem com a necessidade de dar a conhecer aos mais jovens o que era uma feira em finais do séc. XIX”, porque, acrescentou, “cabe aos grupos folclóricos, como fiéis depositários das tradições, abraçar iniciativas que visem divulgar a cultura, os costumes e o património da região, para que não se percam nas brumas do tempo”.
As actividades do evento têm organização Grupo Folclórico da Vila de Pereira e, além do empenhamento da comunidade, conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Pereira, Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e Fundação Inatel - Coimbra.

Fonte: GRPC - Aldo Aveiro (06-06-2010)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

1600 Crianças na “Terra dos Sonhos e da Imaginação”

O dia 1 de Junho é mais uma oportunidade para promover a educação e felicidade dos mais novos. No concelho de Montemor-o-Velho, o dia de actividade chegou aos cerca de 1600 alunos do ensino do pré-escolar (público e privado), do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e da APPACDM (Delegação de Montemor-o-Velho).
Assim e ao longo do dia, os mais novos tiveram à disposição diversas actividades de carácter lúdico-pedagógico, desportivas e culturais.
Organizado pela Câmara Municipal e com os apoios da Associação Diogo de Azambuja, dos Agrupamentos de Escolas de Arazede, Carapinheira e Montemor-o-Velho, da Guarda Nacional Republicana de Montemor-o-Velho, dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, da empresa Moisés Correia de Oliveira e do Centro Equestre de Montemor-o-Velho, as crianças passaram momentos inesquecíveis e, com muitos sorrisos, aproveitaram para fazer novos amigos e, no decorrer da iniciativa “Terra dos Sonhos e da Imaginação”, ganhar mais histórias para contar.
O Jardim Municipal, o Parque da Juventude, o Largo da Feira, a Galeria Municipal, a horta biológica da Escola Agrícola e o Coreto transformado em biblioteca foram alguns dos espaços dedicados à diversão e à descoberta, e que encantaram os participantes.
Matraquilhos Humanos, quase 10 insufláveis, zona de jogos tradicionais, um carrossel, muitos balões, uma área dedicada às pinturas faciais, demonstrações dos bombeiros, da GNR e da Brigada Cinotécnica, passeios a cavalo, distribuição de brindes e a sempre aguardada mega classe de dança fizeram do dia 1 de Junho, em Montemor-o-Velho, um momento de muita alegria, deixando, nos mais novos, o desejo de que o próximo ano chegue depressa.

Veja as fotos aqui!!

Ligados a Portugal!!

Black Eyed Peas - I Gotta Feeling ( Concerto Apoio a Selecção Portugal )

terça-feira, 1 de junho de 2010

Comemorações do 202º Aniversário da AFUV

Foi espancada e até a violaram com um bastão

Jovem sofre vingança de forma violenta. Agora, vive no estrangeiro

O cabelo cortado à força, espancada com um bastão na cara, nas costas, pernas, braços. Até na vagina lhe introduziram o mesmo bastão. Nua e a sangrar em todo o corpo, foi abandonada num local ermo de Montemor-o-Velho. A vítima é uma jovem da Figueira da Foz, com perto de 20 anos, que, aterrorizada, optou por ir viver para o estrangeiro.
O terror sob a forma de sequestro, ofensa à integridade física grave, roubo e omissão de auxílio por parte de um grupo que quis vingar duas coisas: o facto de ela ter presenciado um crime em que outra rapariga foi espancada (precisamente pelas mesmas pessoas que agora se viravam contra si) e, ainda, por viver uma relação "errada" aos olhos de quem a sequestrou.
Para a rapariga, da Figueira da Foz, a noite de terror começara em Coimbra, junto à estação ferroviária na Baixa da cidade, onde ela, pressentindo estar a ser seguida, entrou num táxi. Mas o grupo atacante, um homem e três mulheres, retiraram-na à força do interior do táxi, meteram-na numa viatura, cuja viagem - sempre a ser espancada - só terminou na zona de Montemor-o-Velho. É aí que a deixam num local ermo. Antes, cortam o cabelo e quase a matam. Ela, nua e ensanguentada, lutou pela sobrevivência. Teve ajuda para ir ao hospital, já com roupa emprestada.
A investigação dos crimes (que ocorreram numa noite de Julho de 2009) só agora chegou ao fim. Um homem e três mulheres (20, 21, 27 e 45 anos) estão indiciados. Dois estão em preventiva desde Dezembro, um homem e uma mulher. Mas duas mulheres do grupo atacante continuam a monte. Nas buscas efectuadas pela PJ, um homem, que não é suspeito do caso de sequestro, foi apanhado com droga. Os operacionais da PJ Centro continuam a querer encontrar as duas fugitivas, mas, para evitar que se esgotem os prazos legais da prisão preventiva, o inquérito foi agora concluído. Nos autos constam a apreensão do bastão e um veículo. Todos os suspeitos e a vítima são da zona da Figueira da Foz.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1581065&seccao=Centro

Condenado em tribunal por matar gato do vizinho

Joaquim Coelho, dono do gato, entregou o processo à associação de protecção animal, a quem ofereceu a indemnização.

Um homem residente em Abrunheira foi condenado a pagar uma indemnização de 500 euros pela morte do gato de um vizinho, além de suportar as custas judiciais. Segundo a sentença do Tribunal de Montemor-o-Velho, ficou provado que o felino foi abatido com um tiro de caçadeira quando se encontrava no quintal do seu executor.
Joaquim Coelho, dono do gato abatido, entregou o processo à Associação de Protecção Animal da Figueira da Foz (APAFF), para quem reverteu o referido valor. “A GNR não levantou o auto relativo à utilização de uma arma de caça numa zona habitacional, o que é grave”, estranha o queixoso. Entretanto, este natural e residente de Abrunheira que trabalha na Figueira da Foz perdeu a vontade de ter gatos como animais de estimação.
Misteriosos e sistemáticos desaparecimentos. “Não quero ter mais gatos porque sei que desaparecem... Já tive mais de 10 e desapareceram todos. O último foi uma gata, em Janeiro deste ano”, explica. Aliás, remata, “naquela zona de Abrunheira, ninguém pode ter gatos: todos têm o mesmo destino, ou seja, desaparecem”.
Joaquim Coelho afiança que decidiu recorrer à justiça “para alertar as pessoas que os animais devem ser respeitados”.
O queixoso ainda tentou, junto da GNR, que o gato assassinado lhe fosse devolvido, para o sepultar na sua propriedade. Porém, assevera, “a guarda não quis saber do assunto”.
As conversações directas com o vizinho que lhe matou o animal estavam postas de parte – há já vários anos que cortaram relações. A sentença foi lida no dia 5 de Maio. Joaquim Coelho espera que a jurisprudência sirva para alertar os agressores de animais sobre as consequências de tais actos.

Jot´ Alves
In http://www.asbeiras.pt/index.php?area=coimbra&numero=83242&ed=28052010

"Convívio com pedal"