quarta-feira, 31 de março de 2010

Mapa evidencia as qualidades turísticas do Centro

O Convento de Santa Cruz do Buçaco, monumento com quase 400 anos, foi o local escolhido pela Turismo Centro de Portugal para apresentar o novo folheto turístico

«Este gesto de apresentarmos aqui um mapa que chama a atenção para o território e para os produtos tinha que ser feito, naturalmente num espaço que é também já por si uma mais-valia para o turismo do Centro de Portugal», referiu Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, no início da apresentação do Mapa Regional. No evento, que decorreu ontem no Convento de Santa Cruz do Buçaco, o presidente da Turismo Centro de Portugal referiu que a iniciativa de escolher a Mata do Buçaco para a apresentação prendeu-se também com o «empenho na afirmação da qualidade» deste espaço candidato às 7 Maravilhas Naturais de Portugal, de forma a atribuir mais visibilidade ao seu património natural, arquitectónico, histórico e religioso.
O desdobrável apresenta a dupla funcionalidade de, por um lado, assinalar a cartografia da região, com um mapa à escala de 5/30, onde se encontram identificadas as vias, acidentes naturais e localidades, distinguindo os parques e reservas naturais, bem como os pólos de desenvolvimento turístico e parques arqueológicos, nomeadamente o de Foz Côa.
Por outro lado, identifica os principais pontos de interesse da região Centro, traçando rotas divididas por oito produtos turísticos com significativa expressão no destino Centro de Portugal: “Gastronomia & Vinhos”, com as rotas da Bairrada, do Dão, e dos vinhos da Beira Interior; “Cultural e Paisagístico”, com referências às Aldeias do Xisto, às Aldeias Históricas; ao turismo religioso, aos castelos, parques e jardins, sem esquecer os monumentos contemporâneos e outros locais a visitar. No que diz respeito ao terceiro produto turístico, “Saúde & Bem-estar”, contempla as principais estâncias termais e SPAS. O mapa assinala, ainda, os principais campos de golfe, distinguindo também as áreas de “Negócios”, “Natureza” e “Sol & Mar”, onde são contempladas as principais praias oceânicas, fluviais e estuarinas da região.

Campanha Páscoa 2010 já mostra resultados
Satisfeito com as potencialidades do Mapa Regional, Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal adiantou que o desdobrável contém «também um conjunto de referências às ciclovias, aos centros de BTT, e aos circuitos pedestres», explicando que estes irão ter uma edição específica a assinalar o conjunto de percursos pedestres homologados, que será publicada pela Turismo Centro de Portugal já em Abril.
Pedro Machado aproveitou ainda o mote do lançamento do mapa para salientar o facto da Campanha Páscoa 2010 já estar a surtir os seus efeitos, sublinhando os indicadores positivos que a Turismo Centro de Portugal tem registado ao nível da taxa de ocupação e número de visitantes aos quatro pólos da marca turística da região Centro (Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Viseu), anunciando que até à próxima segunda-feira serão divulgados os dados comparativos da campanha 2010 em relação a 2009.
Elogiando a aposta forte no mercado interno e no mercado espanhol em cooperação com periódicos e operadores turísticos do país vizinho, Pedro Machado realçou a necessidade de «não só atrair, mas mais do que isso, intensificar e aumentar a permanência turística», afirmando que a estratégia passará por «garantir uma procura maior ao longo do ano e não apenas nos meses de Verão».
O evento contou ainda com as presenças de Jorge Franco, presidente da Fundação Mata do Buçaco e Maria Filomena Pinheiro, vice-presidente da Câmara Municipal da Mealhada.

“Queremos que seja uma das Maravilhas mais votadas”
Durante a apresentação, Pedro Machado reforçou o empenho que tem sido colocado no sentido de elevar a Mata do Buçaco a uma das 7 Maravilhas Naturais. Numa pré-selecção a zona protegida ficou entre as 21 Maravilhas Naturais do país e as votações para eleger as derradeiras “sete” decorrem até Setembro.
Confiante, o presidente da Fundação da Mata do Buçaco, Jorge Franco confessou que a Mata do Buçaco tem «todas as condições para estar no grupo das 7 Maravilhas Naturais» pelo «grande património ambiental» que esta representa, e destacou a flora demarcada por «espécies muito raras, com centenas de anos».
«Se não se mostrar aquilo que temos de bom, as pessoas não conhecem e são estas iniciativas [lançamento do Mapa Regional] que levam a que muitas pessoas tenham a curiosidade de vir visitar e ao vir visitar irão certamente querer votar, porque isto é mesmo uma maravilha», confessou o presidente da Fundação Mata do Buçaco ao Diário de Coimbra, à margem da apresentação.

Escrito por Susana Ramos
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6802&Itemid=135

segunda-feira, 29 de março de 2010

AMA assume-se como mensageira da cultura nacional

O mais novo tem oito anos apenas, e frequenta a escola de música. O mais velho conta já com mais de 50 anos ao serviço da filarmónica. Várias gerações compõem, assim, a Academia Musical Arazedense (AMA), de Arazede. Esta colectividade do concelho de Montemor-o-Velho está, neste aspecto, «bem de saúde», garante o seu presidente, e é com esta «saúde» que este fim-de-semana assinala a passagem de mais um aniversário. E não são poucos os anos que passam sobre a sua fundação.
Corria o ano de 1894 quanto tudo começou. São, portanto, «116 anos a divulgar a cultura», diz José Abrunheiro, o presidente da colectividade que sublinha ainda a «escola de cidadania» que a AMA é nos dias que correm, oferecendo-se como espaço onde os jovens podem, de forma educativa, cultural e simultaneamente lúdica, ocupar o seu tempo livre.
Jovens ou menos jovens, hoje são muitos os que se entregam à academia, aprendendo música, tocando na banda ou até integrando uma das várias composições musicais da colectividade. «Quem vem para a associação hoje são pessoas que gostam mesmo de música», explica José Abrunheiro, lembrando que o mundo “lá fora” oferece um sem número de «diversões», pelo que quem está na AMA é mesmo por gosto pela arte musical.
Cerca de 70 elementos compõem a banda filarmónica, o principal núcleo da AMA. Mas há mais. A escola de música, por exemplo, actualmente com 36 alunos, forma jovens para integrarem mais tarde a banda, dando-lhes igualmente a possibilidade de seguir uma carreira artística e cultural. Depois, há ainda o Ensemble de Saxofones, com nove elementos, o Quarteto de Saxofones com percussão e voz da fadista Cátia Montemor e o Pautas, um agrupamento composto por alunos da escola de música com a participação de alguns executantes da banda. Destaque ainda para o Grupo Experimental de Teatro Arazedense, parado em 2009, mas que conta retomar a sua actividade em Setembro deste ano.

Entidades deviam “ajudar mais”
Mas como instituição sem fins lucrativos que é, a AMA, tal como as restantes colectividades do género, vive de ajuda. De amigos, concretamente, onde José Abrunheiro inclui a Câmara de Montemor, a Junta de Arazede e algumas empresas. O dinheiro, contudo, não chega para tudo e hoje, como sempre, há necessidades que precisam de ser colmatadas. Depois de um investimento de 14 mil euros em 2009, no arranje do palco, agora os problemas surgem ao nível do telhado da sede, a necessitar de algumas intervenções. Muitos instrumentos também já necessitam de substituição, diz José Abrunheiro, que fala ainda na necessidade de um novo fardamento, para substituir o actual «com mais de 20 anos».
Mas as «muitas dificuldades económicas» têm impedido a concretização dos vários objectivos. O presidente da colectividade reconhece-o e lança o apelo às entidades competentes, que «deviam ajudar mais as colectividades que promovem a cultura portuguesa». No caso, a AMA, afirma, «é uma mensageira da cultura nacional».
Amanhã tem lugar o ponto alto das comemorações, muito embora o dia oficial dos 116 anos se tenha assinalado na quinta-feira, com o hastear da bandeira da AMA. É amanhã, contudo, que tem lugar a sessão solene comemorativa, em que José Abrunheiro vai dizer que a associação «é uma casa de braços abertos para todos».

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6752&Itemid=135

População da Carapinheira revoltada com obras no centro da vila

Comerciantes e moradores queixam-se dos prejuízos das obras e do fim dos estacionamentos

A população da Carapinheira, concelho de Montemor-o-Velho, há muito que andava insatisfeita com as obras de requalificação que a autarquia está a realizar. Ontem, ao fim da tarde, a revolta instalou-se quando os comerciantes e moradores do centro da vila repararam que os trabalhadores da construtora contratada iam abandonar o local deixando impedidos os acessos ao cemitério e à Igreja, bem como a circulação mesmo pedonal muito condicionada. Depois de reclamarem, os trabalhadores colocaram areia e tentaram minimizar o impacto de uma obra que já vai longa.
«Iam embora e deixavam tudo de pantanas, no fim-de-semana nem as pessoas podiam ir à Igreja ou ao cemitério. Há muitos meses que isto está uma miséria, sabemos que é para fazer melhoramentos mas a obra nunca mais acaba e vem aí a Páscoa, não gostamos de ver isto assim», disse ao Diário de Coimbra António Silveira, explicando porque é que ontem os ânimos se exaltaram.
As tampas mais altas na estrada e os desníveis incomodam os automobilistas, os buracos e a lama os transeuntes, estacionar é praticamente impossível. Queixam-se os moradores e, principalmente, os comerciantes, que viram o número de clientes cair, em alguns casos, para menos de metade. Naquela zona da vila existem cafés, talho, ourivesaria, padaria, supermercado, etc.. Com as obras, as pessoas passaram a frequentar menos aquelas ruas, diminuindo os potenciais clientes.
«Estas obras arruinaram-nos», diz Pedro Pereira, dono do talho. «Não só pela forma como estão a decorrer – que isto fica sempre um caos –, mas também pela duração que já levam e pelas mudanças que vão provocar», sustenta. De acordo com o comerciante, no lugar de dois vai existir apenas um sentido de circulação automóvel e, «porque fizeram os passeios quase tão largos como a estrada», deixa de existir espaço para estacionar viaturas.
O facto de a autarquia estar a construir um estacionamento a cerca de 500 metros não é, para os comerciantes, suficiente. «Não é muito longe, mas é por detrás do cemitério» e, portanto, fora de mão. Pedro Pereira concorda que o centro da vila «vai ficar mais bonito» mas, frisa, «pouco funcional e menos favorável ao comércio tradicional». O proprietário do talho diz ter registado uma quebra de cerca de 70 por cento no seu estabelecimento e considera que as pessoas já perderam o hábito de ali passar.

Obra está numa fase final
Os comerciantes dizem que, ao longo deste processo, deram a conhecer as suas preocupações à autarquia, sem que as suas opiniões tenham alterado o rumo das coisas.
Isabel Quinteiro, vereadora das Obras Públicas da Câmara Municipal de Montemor-o-
-Velho, admite que as obras tragam sempre alguns constrangimentos no seu decorrer, mas lembra que devem faltar apenas dois meses para a sua conclusão. «O trânsito está condicionado, mas as pessoas continuam a ir fazer as suas compras nos estabelecimentos, que são cerca de meia dúzia», disse ao Diário de Coimbra.
Desconhecendo a situação de ontem, a autarca estranha que surjam dificuldades agora, numa fase em que se fazem «remates de pavimentação e arranjos finais». De acordo com Isabel Quinteiro, a requalificação urbana da freguesia incluiu a remodelação de redes de águas pluviais, instalações de gás e infra-estruturas eléctricas subterrâneas.

Escrito por Andrea Trindade
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6756&Itemid=135

sexta-feira, 26 de março de 2010

Raptada para casar

Cinco arguidos começaram ontem a ser julgados por rapto e abuso de menina de 11 anos.
A minha família casou toda com 11 anos'. Esta foi a explicação apresentada ontem, em tribunal, por um jovem cigano, de 18 anos, para justificar porque raptou a prima de 11 e porque se quer casar com ela. O caso está a ser julgado no Tribunal de Montemor-o-Velho e envolve cinco arguidos, acusados de rapto e abuso sexual de criança, que ontem negaram ter levado a menor à força.
'Perguntei-lhe se queria casar comigo e como ela disse que sim trouxe-a', argumentou Alfredo, o ‘noivo’, ao confirmar que casaram, segundo a tradição cigana, a 14 de Abril de 2009, numa festa que se prolongou por dois dias e reuniu 200 convidados.
A menina vivia com os pais adoptivos em Santa Maria da Feira, e foi para o acampamento do ‘noivo’, então com 17 anos, em Arazede, Montemor-o-Velho, a 12 de Abril. No dia do casamento, foi sujeita a um teste para comprovar a virgindade, que lhe provocou várias lesões. Duas mulheres que participaram nesse ritual são também arguidas. O casamento cigano só foi concretizado depois do teste. 'Se não fosse virgem não casava', garantiu o ‘noivo’ ao tribunal. A primeira noite foi passada dentro de uma carrinha, mas a menor recusou manter relações sexuais.
Os arguidos, a maioria familiares e residentes no acampamento de Arazede, justificaram o comportamento com a tradição cigana.
'Ele só foi buscá-la porque gostava dela' e, segundo a lei cigana recordada pelo pai do ‘noivo’, também arguido, 'quando uma pessoa se gosta tem de se casar'.
A idade não constitui, por isso, impedimento. A própria mãe da vítima, também cigana, casou-se com 14 anos e do seu depoimento percebeu-se que esse não era um factor importante.

Paula Gonçalves
In http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=DC9B8574-2CDF-485D-979E-ED77C9A81C9D&h=7

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ereira assinalou ontem os 25 anos na categoria de Freguesia

Era a noite da passagem de ano de 1984. Ouviam-se foguetes. Não os da festa da entrada do novo ano, mas os que anunciavam que finalmente a Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, ascendia à categoria de freguesia. Não era sem tempo, pensariam os populares, que travaram uma árdua luta durante mais de 60 anos. Ontem, 25 anos depois, recordaram-se os nomes, as batalhas travadas e todo um processo complicado que culminou com a separação da freguesia de Verride e a consequente autonomia administrativa.
A sede do clube da terra encheu ontem de populares. Uns recordando a luta que começou ainda Portugal vivia em ditadura, outros, mais novos, que sempre conheceram a Ereira como uma das freguesias do concelho de Montemor-o-Velho. Todos celebraram a data que «o verdadeiro ereirense jamais esquecerá, tal foi o desejo e a luta», recordou Fernando Curto, actual presidente da Junta de Freguesia da Ereira. «Os ereirenses não baixaram os braços e o sonho tornou-se realidade», disse o autarca, recordando que a luta, que só conheceu um final feliz em 1984, começou muito antes, no tempo de Salazar, mas o poder político instalado sempre impediu a progressão do processo que os ereirense ambicionavam concretizar. «Foram muitas lutas reprimidas pelo regime», recordou Fernando Curto.
Pinto Correia, na altura presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, foi um dos elementos activos na concretização da ambição de separar Ereira de Verride, assim como a sua esposa, Ângela Pinto Correia, então deputada na Assembleia da República. Ontem até brincou com a situação e lembrou que nesta altura de Inverno era frequente a Ereira estar cercada de água por todos os lados, transformada numa ilha. «Tinha um rio que a separava de Verride», logo, «porque não haveria de ser independente?», questionou, recordando que esta era também a forma de pensar de Afonso Duarte, poeta e pedagogo natural da Ereira.
«Tive a felicidade de ajudar a que esta belíssima terra hoje fosse uma terra de grande valor onde as suas gentes só dependem delas», acrescentou o antigo presidente, referindo o «progresso» e o «espaço» que a Ereira conquistou ao longo dos seus 25 anos na categoria de freguesia.

Uma Ereira bem diferente
Um quarto de século passado e o actual presidente da Junta de Freguesia não hesita em considerar que a «hoje a Ereira não é mais a Ereira de homens e mulheres que viviam martirizados pelas cheias». Elas ainda existem, é certo, mas há, acima de tudo, uma nova dinâmica na freguesia que é para continuar. Por isso «nesta época de sentimentos, até gostaria que o presidente da Câmara ajudasse na conclusão do parque de lazer», disse, dirigindo-se a Luís Leal que, mais do que anunciar o apoio, preferiu dizer que há muito mais a fazer. «Vamos ao trabalho porque vamos honrar o passado», considerou o autarca de Montemor.
Falando no passado, no presente e no futuro da freguesia, e tomando como exemplo a luta das populações, Luís Leal recordou a importância do poder local, que «é feito pelas pessoas, pela sua forma de estar e pelo seu querer».
«Que o exemplo da Ereira seja tomado a nível nacional», disse ainda o autarca, criticando a vontade da Administração Central em acabar com as freguesias de pequena dimensão e destacando a «coragem e vontade» dos ereirenses, que com o seu contributo desenvolvem o «Portugal rural».
A sessão solene que ontem decorreu na sede da Associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira foi o ponto alto da festa que incluiu, também, uma missa solene, um desfile associativo, o hastear da nova bandeira e a homenagem a todos os executivos da junta.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5591&Itemid=114

terça-feira, 23 de março de 2010

Operação da GNR culmina com detenções e apreensões

Frequentadores do parque de campismo da Praia de Mira foram passados a “pente fino” pelos agentes. Foram detidas quatro pessoas e apreendidas várias quantidade de droga

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Cantanhede da GNR levou a efeito, durante toda a madrugada de domingo passado, entre a meia-noite e as 7h00 da manhã, uma operação policial que envolveu mais de quatro dezenas de efectivos. O alvo visou a fiscalização de pessoas e veículos junto ao parque de campismo da Praia de Mira, onde, alegadamente, naquela madrugada, se efectuava uma “rave party”. Quem por ali circulasse ou quem entrasse e saísse do parque de campismo era passado “a pente fino” pelas autoridades e “farejado” pelos cães das equipas cinotécnicas especialistas na detecção de droga.
Durante aquele período, apurou o Diário de Coimbra junto de fonte ligada à operação, foram inspeccionadas dezenas de viaturas e pessoas e no rescaldo da operação, as autoridades detiveram 15 pessoas, quatro (dois homens do Porto e dois da Lousã) das quais constituídas arguidas por alegado tráfico de estupefacientes e que ontem foram presentes ao Tribunal de Mira para primeiro interrogatório judicial.
As autoridades apreenderam, ainda, 134,3 gramas de haxixe; 43,6 gramas de cannabis; 27 gramas de micro selos LSD; 1,2 gramas de cocaína; 0,5 gramas de ecstasy; 0,5 gramas de speed (anfetaminas); dois telemóveis e 115 euros em notas.
No âmbito da operação, os militares da GNR elaboraram 23 autos de ocorrência por consumo de droga, enviados à Comissão de Dissuasão de Droga e Toxicodependência e sete por crime de tráfico/posse de estupefacientes.
Além dos detidos por suspeita de tráfico de droga, as restantes detenções tiveram origem na condução sob o efeito de álcool (quatro com taxas entre 1,70 e 2,96 gramas por litro de sangue); duas por recusa de submissão ao teste de álcool; quatro por condução sem habilitação legal; e uma por desobediência qualificada (condução com carta apreendida). Na operação, coordenada pelo Destacamento Territorial de Cantanhede da GNR, participaram ainda elementos do NIC de Montemor-o-Velho, Investigação Criminal do Comando Territorial de Coimbra e duas equipas cinotécniocas (binómio homem/cão), num total de cerca d 40 elementos.
O Tribunal de Mira libertou os quatro suspeitos de tráfico de estupefacientes decretando como medida de coacção Termo de Identidade de Residência (TIR).

Escrito por José Carlos Silva
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6685&Itemid=135

quarta-feira, 17 de março de 2010

Manhã de reclamações no Centro de Saúde

«Isto é desumano!»; afirma, indignado Bruno Figueira, que ontem se deslocou ao Centro de Saúde de Montemor-o-Velho com um irmão, de 15 anos, que se queixava de dores de garganta e de cabeça. Chegou às 9h30 e partiu às 11h30, sem que o irmão fosse visto por um médico. «Isto é um serviço de saúde?», questiona, na reclamação que fez questão de deixar nos serviços do Centro de Saúde de Montemor-o-Velho.
Aquele utente, oriundo de Pereira, onde tem médico, reconhece que recorreu aos serviços em Montemor em detrimento desta extensão, uma vez que acreditou que o atendimento seria mais rápido na sede do concelho. Todavia, enganou-se e acabou por sair do Centro de Saúde indignado e sem ter recebido assistência. E não foi o único. «Não há médicos», foi, ontem durante a manhã, o “recado” mais ouvido por parte dos serviços administrativos do Centro de Saúde de Montemor, dirigindo-se aos utentes que recorriam à consulta de atendimento complementar. «Havia médico ali ao lado, noutra sala», refere Bruno Figueira, inconformado com a situação, que acabou por recorrer aos serviços do Centro Hospitalar de Coimbra, CHC, onde deu entrada com o irmão às 12h22 e saiu às 12h47, com um diagnóstico de sinusite e a necessária prescrição médica para o tratamento a seguir.
Bruno Figueira não foi o único utente a “bater com o nariz na porta”, ontem durante a manhã, no Centro de Saúde de Montemor. Outros dois também apresentaram a respectiva reclamação escrita. A resposta para a situação não tem nada de transcendente, de acordo com a coordenadora do Centro de Saúde. Luísa Cortesão, passou ontem a manhã e a tarde a dar consulta na Extensão de Saúde de Pereira e sublinha a necessidade de os utentes recorrerem aos serviços onde estão inscritos. Uma primeira regra que é fundamental, em termos de funcionalidade dos serviços, esclareceu, sublinhando que, ontem em Pereira «estiveram duas médicas de serviço», uma das quais «entrou às 8h05». «Se o senhor tivesse vindo a Pereira, em vez de percorrer os 12 quilómetros até Montemor, certamente tinha sido atendido de imediato», refere ainda Luísa Cortesão que, apesar de exercer as funções de coordenação no Centro de Saúde de Montemor não abandonou os seus doentes, por sinal pertencentes a Pereira.
Luísa Cortesão refere, de resto, que os três utentes que ontem de manhã apresentaram reclamações no Centro de Saúde de Montemor estavam todos “deslocados” em termos de serviço. Ou seja, a juntar a Bruno Figueira, de Pereira, esteve uma utente de Gatões, extensão esta que, de acordo com a coordenadora, «pertence à unidade de Arazede e não a Montemor», bem como um senhor de Alfarelos, que também não pertence àquela unidade, mas ao Centro de Saúde de Soure.

Médica reformada à espera de substituto
«As pessoas têm de ir ao seu médico», aconselha Luísa Cortesão, alertando para o facto de todos os utentes “dispensados” terem os respectivos médicos em diferentes locais, que não o Centro de Saúde de Montemor. «As marcações podem ser feitas por telefone ou por internet», refere ainda a médica, sublinhando o facto de não haver «necessidade de acontecerem estas situações». Aliás, faz notar que foi colocado um avivo no Centro de Saúde de Montemor, alertando para o facto de não existir médico às terças-feiras, entre as 8h00 e as 14h00, na consulta de atendimento complementar. «Às 14h00 já havia médico», refere ainda.
Apesar de alertar para a necessidade de cada utente procurar o seu «próprio médico», Luísa Cortesão não escamoteia as questões e admite que a recente reforma de uma médica no Centro de Saúde de Montemor também acabou por “congestionar” os serviços, não deixando margem para que um clínico assegurasse a consulta de atendimento complementar. Aquela responsável esclarece que, para além de terem dividido os ficheiros dos utentes entre si, de forma a assegurarem o serviço da clínica que se reformou no início do mês, os três médicos têm-se socorrido de horas extraordinárias para assegurar todo o serviço. Ontem todavia, em seu entender, esta solução de recurso não se impunha, uma vez que «não era dia de feira», nem se previa nenhum acontecimento extraordinário.
A situação, de resto, deverá manter-se até ao final do mês, uma vez que se prevê que nessa altura um quarto elemento da equipa médica do Centro de Saúde de Montemor, actualmente destacado no INEM, regresse àquela unidade, colmatando, assim, a ausência da médica que se reformou. Caso esse regresso seja protelado, o recurso passa pelas horas extraordinárias e, mais ainda se torna pertinente, no entender de Luísa Cortesão, que cada utente procure o seu próprio médico, na extensão de saúde onde está inscrito. E lembra ainda que, apesar de muitos o esquecerem, o Serviço de Atendimento Permanente de Montemor foi dos primeiros a ser extinto, há quatro anos e, como tal, «não existe consulta de urgência», mas apenas de atendimento complementar, que responde a «situações de momento».

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6592&Itemid=135

Bandas em Concerto - AFUV em Celorico da Beira

Com o aproximar do último mês da temporada 2009/2010 do ciclo "Bandas em Concerto", uma iniciativa da Direcção Regional de Cultura do Centro, chegou a vez de a banda filarmónica da AFUV subir ao palco.
Depois de nas anteriores edições ter actuado em Santa Comba Dão e em Mação, no próximo sábado, dia 20 de Março, a banda filarmónica da AFUV actuará no Centro Cultural de Celorico da Beira. Este concerto, de entrada livre, terá o seu início pelas 21h30.

Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2010/03/bandas-em-concerto-afuv-em-celorico-da.html

quarta-feira, 10 de março de 2010

Escola de Música Sénior


Ao contrário da actual escola de música, a Escola de Música Sénior não tem como objectivo formar músicos para a banda filarmónica da AFUV. Pretende sim ser um novo espaço de convívio, um espaço a que ao convívio se junte o ensino e/ou a prática da música.
Se gostaria de aprender (ou reaprender) música, inscreva-se no Bar da AFUV. O funcionamento desta iniciar-se-á nesta semana, podendo, no entanto, inscrever-se em qualquer altura.


Fonte e cartaz: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2010/03/escola-de-musica-senior.html

VIII Festival do Arroz e da Lampreia

Iniciado a 5 de Março, prolonga-se pelo próximo fim-de-semana o VIII Festival do Arroz e da Lampreia, em Montemor-o-Velho.
Espaço de excelência para a mostra da gastronomia do Baixo Mondego, este festival oferece igualmente a diversas associações concelhias um espaço de divulgação das suas actividades.
À semelhança de anos anteriores, a AFUV, associando-se à Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, participará na animação do festival. Assim, no próximo sábado, dia 13 de Março, pelas 14h, todos os que então se deslocaram ao festival poderão assistir à actuação do Quinteto de Metais da AFUV.
Poderá consultar a restante programação do festival aqui (na programação da CMMV surge erradamente indicada a participação da Orq. Ligeira da AFUV).

Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2010/03/viii-festival-do-arroz-e-da-lampreia.html

Luís Vieira e Capoulas Santos convidados

Arroz biológico para o almoço

O secretário de Estado e o eurodeputado europeu, Capoulas Santos, vão poder saborear o primeiro arroz biológico produzido no Baixo Mondego.

O secretário de Estado Luís Vieira e o eurodeputado europeu e relator no Parlamento em assuntos para a agricultura, Capoulas Santos, vão poder saborear o primeiro arroz biológico produzido no Baixo Mondego. O almoço está marcado para sábado, às 12H30, na tasquinha da Associação Cultura das Meãs do Campo no Pavilhão do Festival do Arroz e da Lampreia, em Montemor-o-Velho. O anfitrião e produtor do primeiro arroz biológico do Baixo Mondego, Carlos Laranjeira, decidiu sentar à mesa agricultores e “duas personalidades” que, em seu entender, “ desenvolveram um trabalho muito positivo a favor da agricultura da região, e do país, durante o tempo em que Jaime Silva”.
“Luís Vieira e Capoulas Santos vêm a convite da Associação de Orizicultores de Portugal – Delegação do Mondego , tal como aconteceu com o sr. ministro da Agricultura e o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas na cerimónia de inauguração do Festival do Arroz e da Lampreia, na passada sexta-feira”, explicou Carlos Laranjeira, adiantando que os “homens que se esforçam por apoiar e incentivar a agricultura e os agricultores que tão mal tratados têm sido, merecem ser reconhecidos”.
E, por um lado, a actual equipa do Ministério da Agricultura ainda continua em estado de graça entre os agricultores, muito em especial, dos do Baixo Mondego. Por outro lado, porque se deve à intervenção do eurodeputado Capoulas Santos, a abolição da modulação voluntária , da autoria do ex-ministro da Agricultura que, segundo Carlos Laranjeira, prejudicava duplamente os agricultores portugueses.

Arroz do Baixo Mondego em destaque

Desta forma, nada melhor do que servir aos convidados um dos produtos de qualidade produzidos nos campos do Mondego. “Toda a gente sabe que temos um bocado de terra mais rica do país para a produção de arroz. Toda a gente devia saber que produzimos do melhor que há no mercado. E toda a gente ficará a saber que os homens e mulheres desta terra também sabem fazer novas opções e apostas quando as condições lho permitem”, adiantou, referindo-se à produção do primeiro arroz biológico que poderá abrir novos caminhos e outros mercados.
E para quem tem dúvidas, arroz biológico não é mais do que um arroz produzido numa terra que esteve três anos a ser cultivada sem qualquer adubo ou produto químico. E hoje, garante o orizicultor, continua tudo a processar-se da mesma forma, sem adubos, nem produtos químicos, apenas com o recurso a matéria orgânica que não pode ser nunca de animais estabulados porque estes são alimentados com rações que não são naturais e com pastos que também não são naturais. Complicado? Talvez não. Os animais também têm que ser alimentados com pastagens não tratadas.
A dificuldade está tanto nos cuidados a ter, mas mais no facto deste arroz biológico produzir cerca de um terço do tradicional, tornando a sua produção pouco rentável. Mas, numa altura em que tanto se fala das questões ambientais… sem dúvida que o ambiente agradece estes cuidados e o homem saberá apreciar o bom sabor e a qualidade final. Até porque, como Carlos Laranjeira faz questão de sublinhar, “este primeiro arroz biológico é semeado à mão como tradicionalmente se fazia”, embora se possa fazer também como o recurso a maquinaria”.
E como ainda não está no mercado – o que parece estar a ser preparado – , este produto pode ser apreciado à mesa da Associação das Meãs do Campo com lampreia ou com pato… Como divulga uma faixa instalada na tasquinha daquela associação: o arroz biológico é oferecido por Carlos Laranjeira. Porquê? “Porque é a minha terra natal e porque se trata de uma associação de gente muito dedicada e empenhada nas causas da sua terra”, justifica.

Eduarda Macário
In http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=81051&ed=10032010

terça-feira, 9 de março de 2010

apanhado em Montemor

Doente furtou carro para fugir do Sobral Cid

Utente levou a viatura de um funcionário, mas acabou por seguir parte do percurso a pé, até ser interceptado pelas autoridades

Um utente do Hospital Sobral Cid conseguiu fugir ontem das instalações, ao início da noite.
O homem percebeu que não iria muito longe a pé, tendo furtado uma viatura de um funcionário do hospital.
Depois do doente arrancar do Sobral Cid, a direcção do hospital telefonou à GNR de Coimbra, que emitiu um alerta.
«Avisaram-nos que ia na variante de Taveiro, na A1, em direcção ao Norte. De seguida apanhou a A14 em direcção à Figueira da Foz. Já na zona de Carapetos, concelho de Montemor-o-Velho, abandonou o veículo, que já estava debaixo de olho das nossas patrulhas, e seguiu a pé mais uns minutos», explicou fonte da GNR de Coimbra.
O fugitivo foi apanhado pouco depois por uma patrulha de Montemor, que acudiu ao pedido de ajuda vindo de Coimbra. A detenção aconteceu por volta das 20h00 e, segundo as forças de segurança, o homem não procurou resistir.
Segundo o que o Diário de Coimbra conseguiu apurar, o futuro do utente do Sobral Cid ainda não está 100% definido. «À partida deverá voltar novamente para o hospital», concluiu fonte da GNR de Coimbra.

Escrito por Bruno Vicente
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6454&Itemid=135

5 de Março de 1958

Morre, em Coimbra, o poeta Afonso Duarte (de seu nome completo Joaquim Afonso Fernandes Duarte Nascimento), natural de Ereira, antiga freguesia de Verride, do concelho de Montemor-o-Velho, onde nasceu em 1 de Janeiro de 1884.

Fonte e foto: http://anibaljosedematos.blogspot.com/2010/03/efemerides_05.html

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estufas destruídas em Montemor-o-Velho

Laurentino Dias inaugura “Casa do Triatlo”

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, inaugura esta quarta-feira, por volta das 16h00, em Montemor-o-Velho, a "Casa do Triatlo", uma zona residencial integrada no Centro de Alto Rendimento (CAR).
Na deslocação, o governante vai inteirar-se do desenvolvimento das obras do CAR, bem como acompanhar os restantes planos de desenvolvimento desportivo do concelho, e visitar a Residência Universitária - para atletas de alta competição.
O CAR, no qual se enquadra a “Casa do Triatlo” que servirá de alojamento, convívio, estudo, recuperação e descanso de triatletas, é um investimento há muito ambicionado, que inclui uma piscina de 25 m, sala de musculação e um Centro Náutico com um remodelado pontão permanente para treino de partidas e um percurso marcado com bóias.

Fonte: http://campeaoprovincias.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=7648:montemor-o-velho-laurentino-dias-inaugura-casa-do-triatlo&catid=22:desporto&Itemid=142

cruz vermelha da carapinheira

Nova ambulância foi ontem benzida e dada a conhecer à população

O crescente volume de serviços implica mais e melhores meios, por isso a delegação da Cruz Vermelha da Carapinheira sentiu a necessidade de investir na aquisição de uma nova ambulância. «Tomámos a decisão e iniciámos as nossas diligências», recordou ontem o presidente desta instituição do concelho de Montemor-o-Velho, na cerimónia de bênção da nova viatura, adquirida com o apoio de 15 mil euros da Câmara Municipal de Montemor. É mais um meio que se junta aos restantes. E são já dez as ambulâncias ao serviço de quem mais precisa.
O agradecimento foi, pois, em especial para a autarquia liderada por Luís Leal que, «mais uma vez, nos demonstrou a sua sensibilidade pelas causas sociais e nos atribuiu um subsídio para comparticipar na aquisição da ambulância», reconheceu Paulo Góis, que considerava estar a viver ontem «mais um dia importante da história da delegação». «Esta direcção, consciente das necessidades, tem vindo a realizar um grande esforço na conservação e renovação da sua frota, investindo numa revisão profunda em todas as suas ambulâncias e investindo em novos equipamentos», afirmou ainda.
Numa cerimónia onde marcaram presença, além de representantes da autarquia, o delegado regional da Cruz Vermelha Portuguesa, Santana Maia, o adjunto do delegado regional, Góis Moço, e presidentes de várias delegações da Cruz Vermelha, os agradecimentos foram feitos ao mais alto nível. Concretamente a Santana Maia, «pelo apoio incondicional, pelo interesse e disponibilidade que demonstrou ao longo de todo este processo», recordou Paulo Góis.
Falando na formação dos elementos que integram a Cruz Vermelha da Carapinheira – todos eles voluntários, mas demonstrando «profissionalismo, dedicação e disponibilidade» – Paulo Góis destacou a acção de reciclagem que ontem terminou e a nova formação que está prevista, bem como a abertura de um curso para novos voluntários. «Sentimos a necessidade de investir na formação dos nossos voluntários, para que todos se sintam mais seguros e competentes no exercício das suas funções», justificou o presidente da Cruz Vermelha da Carapinheira, lembrando que em causa estão «objectivos humanitários», de ajuda ao próximo.
O presidente da Câmara de Montemor, que ontem entregou o cheque de 15 mil euros referente ao apoio, salientou o trabalho desenvolvido pela delegação, em especial pela direcção que «tem sabido envolver os voluntários». Luís Leal manifestou ainda disponibilidade para ajudar, para que a associação «continue a prestar um serviço cada vez melhor».
A par da bênção e apresentação à população da nova ambulância, foram também entregues medalhas de louvor aos voluntários.

“Missão Ajudar” para quem está sozinho
Chama-se “Missão Ajudar” e é o novo projecto da Cruz Vermelha da Carapinheira. O presidente da estrutura deu-o ontem a conhecer, afirmando tratar--se de uma iniciativa que visa prestar alguns cuidados básicos à população que mais necessita. «Já temos assegurada uma bolsa de voluntários que irá fazer o levantamento de pessoas que, por diversas razões, se encontram sozinhas» e poderão vir a necessitar do apoio da Cruz Vermelha, explicou Paulo Góis.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6409&Itemid=135

Ministro da Agricultura pede inventário dos prejuízos aos agricultores do centro

O ministro da Agricultura, António Serrano, reuniu hoje em Montemor-o-Velho com agricultores afetados pelo mau tempo dos últimos dias, exortando-os a fazer um levantamento correto dos prejuízos e a recuperar as explorações agrícolas.
Na reunião, que decorreu numa unidade agrícola de Arazede, participaram cerca de quatro dezenas de agricultores dos concelhos de Montemor-o-Velho, Cantanhede, Pombal e Oliveira do Bairro, que registaram prejuízos em estufas em consequência do temporal.
“Nesta região houve também muitos estragos em estufas, é necessário organizarmo-nos para fazer um levantamento correto dos prejuízos”, disse António Serrano aos jornalistas, aludindo à conversa que manteve com os agricultores. Justificou a deslocação a Montemor-o-Velho com a necessidade de transmitir “confiança, energia e solidariedade” aos agricultores.
“É nesta altura que o ministro tem de vir e mostrar que estamos com eles nesta aflição”, frisou
António Serrano.
Em consequência do mau tempo que se abateu sobre o país sexta feira e sábado, o Ministério da Agricultura registou estragos em floriculturas no Minho, no Alentejo (Castelo de Vide) e em vários concelhos da região centro.
Embora os prejuízos não estejam ainda contabilizados, António Serrano assegurou que a dimensão dos estragos não é “nada comparável” ao sucedido, por exemplo, anteriormente, na região oeste, onde o temporal provocou elevados prejuízos na produção hortícola.
O ministro sensibilizou os agricultores para a questão dos seguros, embora admitindo que, atualmente, o sistema – que conta com uma comparticipação estatal anual de 15 milhões de euros - não é atrativo.
“Estamos a reformular o sistema de seguros e gostaríamos que na próxima campanha já pudéssemos ter um sistema atrativo para todos”, disse.
Por outro lado, o ministro disse que quem possui seguros “deve acioná-los”.
“Porque quando o Estado surge a apoiar os agricultores e dar-lhes um suporte, as seguradoras acham que não têm necessidade de o fazer”, sustentou,
Quanto a eventuais apoios, passíveis de virem a ser utilizados tendo em conta a dimensão dos estragos, António Serrano apontou a linha de crédito em vigor desde 04 de janeiro.
“São 50 milhões para ajudar [explorações agrícolas e pecuárias], já estão dez milhões contratados e há 26 milhões pedidos pelos agricultores”, disse António Serrano.
Ouvido pela Lusa, José Carlos Bonito, um dos agricultores presentes na reunião, estimou em 40 a 50 mil euros os seus prejuízos numa estufa de abóbora-menina com 2.000 metros quadrados, situada em Montemor-o-Velho.
“Parece que lhe passou um comboio por cima, não ficou um único ferro direito”, ilustrou.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/48965-ministro-da-agricultura-leva-mensagem-confianca-energia-e-solidariedade-montemor-o-velho

Estufas arrasadas pela ventania

Além das cheias, no Ribatejo, há marcas do mau tempo mais a Norte, nomeadamente, em Arazede, Montemor-o-Velho, onde, anteontem, o vento forte arrasou estufas. Entre elas, as de José Marques, que o ministro da Agricultura fez questão de visitar, ontem.
"15, 20 minutos... foi quanto bastou para que o vento destruísse as estufas. Arrancou-as, torceu-as... Tenho cerca de 50 mil metros de área coberta destruída", contou, ao JN, José Marques, de 53 anos, produtor de leite e de hortícolas, na sua propriedade, em Moita Vaqueira, Arazede. Calcula os prejuízos em 250 mil euros.
No Ribatejo, onde, esta a última semana, várias localidades têm estado isoladas pela água, devido à subida das águas do Tejo, ontem de madrugada, foi a vez da povoação de Valada, no Cartaxo, ter ficado nesta situação.
Já na Trafaria, Almada, o mau tempo desalojou 23 habitantes de um bairro ilegal.

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Montemor-o-Velho&Option=Interior&content_id=1507410

GNR condenado a 3,5 anos de cadeia

O Tribunal de Coimbra condenou, ontem, terça-feira, um GNR, a três anos e meio de prisão, por ter provocado um acidente, de que resultou um morto e dois feridos, e ter fugido sem prestar auxílio às vítimas. O militar já havia sido condenado por condução sob o efeito de álcool.
O tribunal deu como provado que o arguido, residente em Tentúgal, Montemor-o-Velho, colheu mortalmente, em Julho de 2008, na Estrada Nacional 111 (Coimbra/Figueira da Foz), na zona de Quimbres, o condutor de um ciclomotor, um homem de 72 anos. O militar da GNR, em consequência da colisão com o seu automóvel, feriu ainda os outros dois ocupantes do ciclomotor: a nora e a neta, ainda bebé, do falecido.
O tribunal deu como provados um crime de homicídio por negligência grosseira, dois crimes de ofensas corporais e um crime de omissão de auxílio. Em cúmulo jurídico, decretou a pena única de três anos e seis meses de cadeia.
A juíza, no decorrer da leitura da sentença, reconheceu que, não fossem os antecedentes criminais do militar e o facto deste "não ter demonstrado arrependimento, nem um juízo crítico sobre os factos que praticou", e, porventura, a prisão efectiva teria sido substituída por pena suspensa.
"É uma pena adequada, que foi encontrada depois de pensadas e valoradas as grandes exigências de prevenção geral que se fazem sentir em crimes de natureza rodoviária", sublinhou a juíza, que aplicou ainda ao arguido uma inibição de condução de oito meses.
A magistrada assegurou que "o facto de o arguido não ter prestado declarações durante o julgamento não o prejudicou". "Mas o seu silêncio impediu que o tribunal encontrasse qualquer explicação ou justificação para o seu acto", sublinhou.
Contra o militar pesou, para além dos factos de que vinha acusado, os "hábitos alcoólicos" e a condenação anterior por condução sob o efeito do álcool, bem como uma "imagem social e profissional de alguma forma abalada". O que "não abona a seu favor", frisou a juíza, salientando ainda que o arguido teve suspensa uma segunda situação de condução sob o efeito do álcool.
No final da leitura da sentença, Pedro Sarafina, filho da vítima mortal, mostrou-se revoltado com a decisão do tribunal, que classificou de muito injusta. Indignado, Pedro Sarafina associou mesmo a morte da sua irmã, dois meses e meio após o falecimento do pai, ao acidente provocado pelo GNR. "O meu pai era o principal cuidador da minha irmã, de 37 anos, que era deficiente. Ele falhou-lhe e ela morreu", disse, com os nervos em franja. Um sentimento, de resto, extensivo aos familiares do falecido, que se encontravam à porta da sala de audiências e que exigiam fazer justiça pelas próprias mãos, obrigando a polícia a dissimular a saída do arguido despindo-lhe o casaco, para não ser notado ao primeiro olhar.
O advogado de defesa do arguido confessou que a sua "vontade emocional é recorrer do acórdão", mas apenas depois de "uma análise criteriosa" do mesmo se verá se "a vontade racional" coincide com aquela.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1502791