sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Verbas do piddac

PSD duro nas críticas ao “desinvestimento” do Estado em Coimbra
Não apanhou de surpresa, embora tenha merecido duras críticas a redução, para mais de metade, da fatia do PIDDAC atribuída ao distrito pelo Orçamento de Estado para 2010, especialmente da parte dos responsáveis políticos do PSD em Coimbra. Apesar de alguns (seis) concelhos terem conseguido aumentar a sua dotação, na retina dos social-democratas ficou essencialmente «o forte desinvestimento» do Estado na região, no distrito e no concelho.
Esta é, aliás, a principal conclusão de Pedro Machado. Sem ter ainda analisado, ao pormenor, os valores do documento, e baseando-se apenas na notícia publicada na edição de ontem do Diário de Coimbra, o presidente da Distrital de Coimbra do PSD diz ser fácil concluir, mesmo apenas numa primeira apreciação, que «o Governo não tem nas suas prioridades o desenvolvimento da região Centro, e, concretamente, do distrito de Coimbra».
«Não posso deixar de manifestar o meu repúdio e crítica face ao desinvestimento contínuo que está a ser feito em Coimbra», afirmou Pedro Machado, lamentando que, depois de ter «esvaziado Coimbra, retirando-lhe as sedes das direcções regionais e, portanto, a capacidade política de tomar decisões», o Governo volta «mais uma vez a penalizá-la com este PIDDAC que revela um desinvestimento na esmagadora maioria dos concelhos do distrito». «Há até concelhos com dotação zero, como Mira, Tábua, Pampilhosa da Serra, o que é completamente incompreensível», adiantou.
O social-democrata não poupou o Governo socialista, mesmo em relação a concelhos mais beneficiados do que em 2009. «Em muitos casos as verbas são irrisórias, tendo em conta o investimento», continuou Pedro Machado, dando como exemplo os 360 mil euros com que foi dotado o Centro Náutico de Montemor-o-Velho, quando estamos perante um investimento de 12 milhões de euros e «quando mais de metade está executado».
O mesmo acontece com a Obra Hidrográfica do Baixo Mondego: «o senhor secretário de Estado esteve cá na sexta-feira para dizer que a obra é para concluir e depois no PIDDAC a obra está dotada com 1,3 milhões de euros. Com este dinheiro, a obra é para adormecer ou para prolongar e não para concluir», criticou. «Tudo isto são sinais claros de que Coimbra e o distrito não estão nas prioridades do Governo, antes pelo contrário», continuou Pedro Machado, recordando que concelhos como Arganil, Cantanhede e Coimbra, «por acaso autarquias lideradas pelo PSD», são as que «sofrem uma quebra exponencial». «Com este Governo, Coimbra está condenada», rematou.
Carlos Encarnação não tem uma visão tão drástica, mas concorda que os valores tornados públicos do investimento em Coimbra em 2010 reflectem uma «diminuição significativa da atenção do Estado», tanto para com o distrito, como para com o concelho, tendo em consideração os investimentos esperados. No entanto, tal como já havia referido anteriormente, o problema do PIDDAC é que está estruturado para ser «um reforço» nas zonas – como Lisboa e arredores – que já não podem receber apoios comunitários, «prejudicando e não dando a importância que deve» às zonas do país que ainda são beneficiadas pelo QREN.
«Esta é uma leitura que introduz factores de desequilíbrio», afirmou o autarca, dando como exemplo o facto de um hospital como o de Cascais ter sido construído com verbas do Orçamento de Estado e o Hospital Pediátrico de Coimbra depender «essencialmente» de verbas do QREN, «o que não é correcto». «A União Europeia deixa de apoiar financeiramente aquelas zonas por considerar que já ultrapassaram os objectivos de desenvolvimento e o Estado apoia-as com verbas que são subtraídas a outras zonas» que também deveriam ter investimento estatal.
No que diz respeito a projectos concretos para Coimbra, Encarnação mostrou maior preocupação com o facto de o futuro Palácio da Justiça não ter tido qualquer dotação no PIDDAC de 2010. «Acho que é mais um projecto adiado», confirmou o autarca, recordando que o Governo prometeu lançar o concurso de concepção e construção do novo Tribunal. «Das duas, uma, ou o concurso não foi lançado ou, mesmo que seja lançado em 2010, nada mais se fará sobre este projecto», analisou, lembrando que faltam no documento mais obras importantes para a cidade, como a nova estação ou o arranjo entre estações, por exemplo.
A nova penitenciária ou a sede da Polícia Judiciária são, de acordo com o autarca, projectos diferentes, uma vez que, como recordou, é intenção do Governo vender terrenos para, «utilizando o dinheiro da venda e através de parcerias público-privadas, concretizar aqueles dois projectos» e, portanto, não será de estranhar a pouca dotação que têm no PIDDAC para 2010.
De qualquer forma, Encarnação não tem dúvidas: «Coimbra não pode ficar refém do desinvestimento do Estado» e deve continuar a envolver «a Câmara Municipal de Coimbra e outros actores da cidade para encontrar alternativas» de investimento. Será o caso de projectos como o Convento de S. Francisco, informou o presidente da autarquia. «Sozinhos fazemos mais investimentos em Coimbra do que o Estado, esse põe-se à margem», rematou. O Diário de Coimbra tentou obter uma reacção de Victor Baptista, líder da Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista e deputado do círculo de Coimbra na Assembleia da República, sobre o PIDDAC de 2010 para o distrito, mas o dirigente socialista, que inicialmente se mostrou disponível para prestar esclarecimentos, esteve incontactável durante a tarde de ontem.

Escrito por Ana Margalho
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5985&Itemid=135

GNR deteve dois jovens suspeitos de furto

A GNR de Coimbra identificou ontem e constituiu arguidos dois jovens, de 17 e 18 anos, residentes em Cantanhede e Montemor-o-Velho, por prática de vários furtos de veículos e ciclomotores, e por furtos qualificados, um em estabelecimento comercial e outro em residência, num total de 10 ocorrências, todas registadas já durante este ano de 2010.
A GNR conseguiu recuperar ainda as viaturas e o restante material furtado.
Os indivíduos foram identificados e posteriormente será feita a participação para o Tribunal, aguardando-se o inquérito.

Escrito por Zilda Monteiro
In http://campeaoprovincias.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=7512:gnr-deteve-dois-jovens-suspeitos-de-furto&catid=14:actualidade&Itemid=130

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fernão Mendes Pinto iniciou Peregrinação

“A homenagem a Fernão Mendes Pinto não é um acto isolado”. Palavras do presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Luís Leal, na sessão que marcou o arranque das comemorações do V centenário do nascimento do viajante “nado e criado em Montemor-o-Velho até à idade de 10 ou 12 anos, na estreiteza casa de seus pais”. O edil afiançou que “esta homenagem faz parte de um programa cultural que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos, dando destaque a grandes montemorenses que ultrapassaram as fronteiras do nosso território, nomeadamente Afonso Duarte, Manuel de Macedo e Manuel Jardim”. “Sem cultura não temos desenvolvimento e que sem memória não temos conhecimento”, enfatizou o autarca, reiterando palavras de agradecimento e entusiasmo a todas as entidades e parceiros envolvidos no programa nacional e internacional dedicado a Fernão Mendes Pinto.
A abertura oficial da iniciativa teve lugar dia 14 de Janeiro, na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, em Montemor-o-Velho, com Gonçalo Cadilhe e Vasco Graça Moura a abrirem o ciclo de conferências “Que o mar fosse tinta e o céu papel”, perante uma plateia numerosa, entusiasta e ávida em obter conhecimentos literários e aspectos culturais.
Moderada por Deolindo Pessoa, a primeira sessão do ciclo de conferências, girando à volta do tema “Literatura, Viagens, Literatura Como Viagem”, começou com Vasco Graça Moura a referir que “sem Cultura não há democracia”. O orador, partindo de uma abordagem aos clássicos da literatura – Ilíada, Odisseia e os Lusíadas – esboçou “a viagem das ideias e a sua transmissão”.
Para o conferencista “a revolução das novas tecnologias permitiu eliminar o tempo da transmissão das ideias”, fazendo com que “estas possam estar em simultâneo nos quatro cantos do mundo”.
A par desta “ubiquidade das ideias”, Vasco Graça Moura considerou ainda que o “politicamente correcto”, “a distorção e a pirataria” são alguns dos perigos que atingem a viagem das ideias. Sublinhou ainda o valor de Fernão Mendes Pinto, como um “um grande artista da língua portuguesa”, que evidenciou “uma forte capacidade de expressão”.
Gonçalo Cadilhe, de forma divertida, começou por dizer que “tenho viajado um pouco acima da média daquilo que se viaja em Portugal”, explicando que “desde a sua infância, revisitou os locais, os livros, as personagens e os autores que lhe permitem desenvolver a actividade profissional em torno do jornalismo de viagens”.
Aludindo ao processo de “como a pesquisa e a actividade de leitor conduz a um novo projecto e a uma nova viagem”, o conferencista salientou que “o próximo projecto vai estar relacionado com Fernão Mendes Pinto”.
Um participado debate entre a audiência e os conferencistas encerrou a primeira sessão do ciclo de conferências “Que o mar fosse tinta e o céu papel”. Este ciclo de conferências, com organização da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, d’“O Teatrão” e da Direcção Regional da Cultura do Centro do Ministério da Cultura, volta no dia 11 de Fevereiro, pelas 21h00. Tendo sempre como pano de fundo a obra de Fernão Mendes Pinto, na segunda sessão, o tema “As Religiões/ Fraternidade e Conflito” será abordado por José Manuel Leite, José Luís Ferreira e João Maria André.
“As Mulheres” é o tema a escalpelizar por Margarida Calafate Ribeiro, Ana Paula Laborinho, Fina d’ Armada, dia 11de Março; Fernando Ramos, Ana Leonor Pereira, João Rui Pita falarão sobre “Drogas e Coisas Medicinais”, em Abril; a 13 de Maio, “O Mundo e Os Outros” será apresentado por Fernando Nobre e Cláudio Torres e, a 6 de Outubro, o tema “O Mundo e Os Outros” está a cargo de Jorge Sampaio e António Pinto Ribeiro.

Aldo Aveiro
In Correio de Coimbra
Fonte e foto: http://www.amicor.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=2600:montemor-fernao-mendes-pinto-iniciou-peregrinacao&catid=64:regioes&Itemid=81

Programa de Festas São Sebastião

(Clique na imagem para aumentar. Obrigado!)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Corta-mato escolar em Montemor-o-Velho

Os alunos do Agrupamento de Escola de Montemor-o-Velho e da Associação Diogo de Azambuja reuniram-se para uma prova de Corta-mato escolar. Participaram 300 atletas.

Fonte e foto: http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=957EA912-607E-444C-AB91-855D7CBB9F66&channelid=00000152-0000-0000-0000-000000000152

GNR reuniu com autarcas

GNR de Montemor-o-Velho registou, em 2009, 716 crimes, mais três do que em 2008, informou ontem o comandante do destacamento, Eurico Nogueira, durante uma reunião, na Junta da Abrunheira, que juntou as forças policiais e os autarcas (presidente da Câmara e presidentes das juntas) do concelho. Um encontro que, mais do que apresentar números, pretendeu estabelecer uma relação de proximidade entre quem tem responsabilidades em matéria de segurança no concelho.
Em jeito de balanço, Eurico Nogueira sublinhou o facto de se ter verificado, em 2009, alguns casos de criminalidade violenta, «que até agora não era um fenómeno normal na região», anotou, falando em furtos em caixas ATM e assaltos à mão armada. O comandante dá especial atenção a este «fenómeno atípico», ao qual as pessoas não estão ainda habituadas, mas que se tem alastrado um pouco por todo o país. Uma das apostas, sublinhou, é a prevenção, que pode e deve ser feita não apenas pelas forças policiais, mas pelos próprios autarcas. «E preciso sensibilizar as pessoas para o facto de haver necessidade de antes de as coisas acontecerem tomarem medidas para que não aconteçam», explicou, lembrando que lá vai o tempo em que era possível sair de casa e deixar a porta aberta. «A ocasião faz o ladrão», alertou.
O aumento mais significativo em termos de criminalidade verificou-se ao nível dos crimes contra o património, com mais 15% em relação a 2008, em especial furtos em veículos.
Aumento também do número de casos de violência doméstica – mais 12 que em 2008 – uma situação que, segundo o comandante, pode ter duas explicações. Ou «o problema social está mais grave» ou as pessoas «denunciam mais», explicou, convicto que será esta última a razão que justifica o aumento de casos.
Positivo é, segundo o responsável do destacamento, o «abrandamento significativo das burlas a idosos», com um caso apenas registado ao longo de todo o ano, contra os seis verificados em 2008. O mérito é da GNR, que, lembrou, tem apostado em acções de sensibilização junto dos idosos, mas também das próprias instituições que lidam com esta faixa etária da população que, também elas, passaram a aconselhar os mais velhos.
Decréscimo também verificado no número de crimes de condução sob o efeito do álcool, com 28 crimes, menos oito que no ano anterior, e 23 crimes por condução sem habilitação legal.
Na área da criminalidade, o posto da GNR de Montemor efectuou 83 detenções, 45 das quais em flagrante delito.

Segurança depende de todos
Ao nível da sinistralidade, registaram-se, segundo o comandante, 343 acidentes de viação, mais um do que em 2008, 111 dos quais com vítimas, menos 29 do que no ano anterior. Ao todo contabilizaram-se dois mortos, um ferido grave e 137 ligeiros. Foram ainda detidas 10 pessoas intervenientes em acidentes de viação por condução sob efeito do álcool e levantados 776 autos de contra-ordenação, mais 175 do que em 2008.
Mas mais do que apresentar números, Eurico Nogueira valoriza a relação de proximidade que se deve estabelecer entre as forças de segurança, os autarcas e a população. Daí a razão de ser do encontro que, explicou, será para realizar, pelo menos, duas vezes por ano. Numa reunião em que marcaram também presença os comandantes do posto e do NIC, quis-se reforçar a ideia de que «a segurança depende de todos». «Para diminuir é preciso prevenir, denunciar e acreditar no trabalho das forças de segurança», transmitiu o comandante. Os autarcas, por seu lado, manifestaram a sua satisfação pelo trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela GNR, já que os níveis de criminalidade no concelho estão estabilizados.
«A ideia com que fiquei é que, apesar de termos verificado alguns fenómenos atípicos, a população sente-se segura», rematou. Quanto à boa adesão dos autarcas ao encontro, «é sinal de responsabilidade».

Luís Leal quer prevenção e partilha de informações
Sem grandes preocupações manifestadas, os presidentes de junta disseram, contudo, que a maior inquietação é o excesso de velocidade, um problema que pode ser combatido, por exemplo, com a colocação de lombas. O presidente da Câmara de Montemor disse, a propósito, que é intenção da autarquia continuar a investir nesta medida preventiva. Saudando o bom relacionamento entre os autarcas e a GNR, Luís Leal destacou ainda a necessidade uma «atitude preventiva para agilizar meios e procedimentos». Falou também na importância da «partilha de ideias e informações», que considera «fulcral» para o aumento da segurança no concelho.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5805&Itemid=135

GNR identificou quadrilha de ladrões

Numa acção desencadeada ontem, ao princípio da manhã, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Montemor-o-Velho identificou e constituiu arguidos um homem e uma mulher, suspeitos da autoria de um conjunto de furtos em residências e estabelecimentos comerciais e ainda de e em viaturas, praticados em todo o distrito.
De acordo com fonte do Destacamento da GNR de Montemor, a detenção dos dois suspeitos aconteceu na sequência de quatro mandados de busca, que levaram os militares a Tentúgal, no concelho de Montemor, mas também a Lemede, Sandelgas e Casal das Figueiras, no concelho de Cantanhede.
Para além do homem e da mulher, ele com 48 anos e ela com 27, a operação permitiu ainda identificar mais dois elementos do sexo masculino, um com 38 e outro com 43 anos de idade, que as autoridades policiais consideram estarem relacionados com a “cadeia” de assaltos praticados em toda a região.
Por outro lado, a operação permitiu, de acordo com fonte do Destacamento da GNR de Montemor, proceder à recuperação de um número muito significativo de artigos que teriam sido furtados pelos indivíduos. Entre o espólio recuperado encontram-se telemóveis, computadores portáteis, máquinas fotográficas, dispositivos GPS, tabaco, uma viatura ligeira de mercadorias (marca Ford, de cor branca), bem como uma espingarda caçadeira, várias de viaturas de várias Marcas (Mercedes, Opel, Citoen, Land Rover e Volvo), bem como documentos pessoais e de viaturas e artigo de higiene pessoal, como cremes e champô. Nas residências dos suspeitos foram ainda apreendidas ferramentas, que se presume terem sido utilizadas na prática dos crimes, designadamente uma bomba eléctrica de sucção – que poderá ter sido usada para subtracção de combustível de estaleiros e máquinas industriais – bem como “pés-de-cabra” e um alicate de corte de grandes dimensões.
De acordo com fonte do Destacamento de Montemor, «a proveniência de alguns dos artigos – mais de uma centena – ainda não é conhecida». Por isso, e tendo em conta «o seu elevado número, características e dispersão dos locais onde os furtos terão ocorrido», o NIC de Montemor «vai prosseguir as investigações, no sentido de chegar à sua origem» e garantir a respectiva devolução aos legítimos proprietários.
A operação, da responsabilidade do Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento da GNR de Montemor contou com a colaboração do NIC de Cantanhede e do Destacamento de Intervenção de Coimbra.

Investigações começaram em Novembro
A acção de ontem foi o culminar de uma investigação iniciada em Novembro do ano passado, no quadro da localização de uma viatura “abandonada” junto ao rio Mondego, na zona de Tentúgal. Uma presença que alertou os militares, que suspeitaram não apenas da sua proveniência, como também da utilização que lhe estaria a ser dada.
E as primeiras diligências vieram dar-lhes razão, uma vez que a viatura ligeira de mercadorias havia sido furtada, na zona de Arrancada do Vouga, tendo a queixa do seu “desaparecimento” sido apresentada ao posto local da GNR nos primeiros dias de Outubro, não havendo, entretanto, quaisquer indícios do seu paradeiro. Os elementos do NIC consideraram ainda que o aparente abandono não passaria efectivamente disso mesmo, aventando a possibilidade de a viatura ser deixada naquele local ermo depois de usada para a prática de assaltos.
Com estes “indicadores”, os militares montaram uma operação de vigilância ao local, nos dias de Novembro. Cerca das 21h30, aproximou-se uma moto quatro, com três homens a bordo, que não obedeceram à ordem de paragem. Dois dos elementos puseram-se em fuga, a pé, pelos campos do Mondego. O terceiro manteve-se a bordo da moto quadro, e, depois de “diligenciar” o atropelamento de um dos militares (que por precaução foi transportado ao hospital, mas não sofreu qualquer sequela), pôs-se em fuga, abandonando o veículo.

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5789&Itemid=135

Assaltantes armados “limparam” caixa central do Intermarché

Três homens encapuzados esperaram que a loja fechasse e, sob ameaça de uma arma de fogo levaram todo o dinheiro. Um assalto em Montemor que “decalca” os de Condeixa e de Miranda do Corvo

Três assaltantes “invadiram” o Intermarché de Montemor, quarta-feira ao princípio da noite e levaram todo o dinheiro que se encontrava na caixa central daquele hipermercado. O assalto parece ter sido milimetricamente planeado, seguindo o “figurino” das situações verificadas recentemente em Miranda do Corvo e em Condeixa-a-Nova, também no Intermarché. Ou seja, os assaltantes esperaram pela hora de encerramento do estabelecimento e deram tempo a cada um dos funcionários de fechar as respectivas caixas e levar o pecúlio apurado para a caixa central, onde também se localiza o cofre.
O assalto, de acordo com fonte do Destacamento da GNR de Montemor-o-Velho, verificou-se pouco depois das 20h30. No estabelecimento comercial apenas se encontravam os funcionários e, no parque de estacionamento um homem, aguardava, numa viatura, por um familiar, funcionário do Intermarché. Os assaltantes aperceberam-se da presença da testemunha e não tiveram com “meias medidas”. Antes que desse o alerta para as autoridades, resolveram “pegar” no homem, obrigando-o a sair da viatura, sob ameaça de uma arma de fogo (eventualmente automática) e levaram-no consigo para o interior do estabelecimento.
Um dos assaltantes manteve-se, segundo apurámos, sempre com a arma apontada à vitima, “arregimentando” também todos os funcionários do estabelecimento. Uma “manobra” que permitiu dar “espaço” aos outros dois que, encapuzados, se dirigiram à caixa central e recolheram todo o dinheiro que ali se encontrava. Depois, rapidamente, puseram-se em fuga, sendo muito provável que, a somar aos três assaltantes que entraram nas instalações do Intermarché, um quarto estivesse a “dar apoio”, ao volante da viatura em que fugiram.
«Foi tudo muito rápido», adianta fonte do Destacamento da GNR de Montemor, sublinhando que o assalto foi consumado em três/quatro minutos.
O alerta para a GNR de Montemor foi imediatamente accionado, mas quando a patrulha chegou ao local já os assaltantes se encontravam em fuga. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Coimbra.

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5777&Itemid=135

Autarquia de Montemor-o-Velho adjudica concursos no valor de dois milhões de euros

A Leirislena é uma das empresas que venceu recentemente um dos concursos lançados pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.
A empresa vai ser responsável pela concepção e construção da estação de tratamento de águas residuais de Liceia, Gatões e Seixo. A obra foi adjudicada por cerca de 1,1 milhões de euros.
Além desta concurso, a autarquia adjudicou também a obra para a unidade de tratamento de esgotos da Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca.
A obra vai estar a cargo da empresa Guilherme Gonçalves Correia & Filhos, e implica um investimento da ordem de 850 mil euros.

Fonte e foto: http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=8760

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Conferências dedicadas a Fernão Mendes Pinto

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio, o dirigente da AMI Fernando Nobre e o poeta Vasco Graça Moura são conferencistas num ciclo que celebra os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto em Montemor-o-Velho.
Intitulado “Que o Mar Fosse Tinta e o Céu Papel”, o ciclo de conferências começa hoje na Biblioteca Municipal Afonso Duarte, em Montemor-o-Velho, e visa «ler a “Peregrinação”, ler algumas leituras da “Peregrinação” e ler cinco séculos do mundo através dos grandes temas» da obra de Fernão Mendes Pinto.
Uma sessão sobre “Literatura, Viagens, Literatura como Viagem”, hoje às 21h00, com Vasco Graça Moura e o escritor Gonçalo Cadilhe, inaugura hoje o ciclo, que se prolonga até ao próximo dia 6 de Outubro.
Organizado pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, companhia O Teatrão e Direcção Regional de Cultura do Centro, compreende ainda duas conferências sobre “O Mundos e os Outros”, a 13 de Maio e a 6 de Outubro, em que são oradores Fernando Nobre e Cláudio Torres (na primeira) e Jorge Sampaio e António Pinto Ribeiro (o antigo director artístico da Culturgest, ligado agora à Fundação Calouste Gulbenkian).
«São pessoas com uma mundivivência, uma perspectiva global do mundo, que o próprio Fernão Mendes Pinto e outras pessoas da época também deram», disse à agência Lusa Deolindo Pessoa, da direcção de O Teatrão, a propósito destas duas sessões.
“As Religiões/Fraternidade e Conflito”, “As Mulheres” e “Drogas e Coisas Medicinais” são os temas das restantes conferências, em que participam, entre outros, João Maria André, Ana Paula Laborinho, Fernando Ramos, Ana Leonor Pereira e João Rui Pita.
Coordenado por António Pedro Pita, director regional da Cultura do Centro do Ministério da Cultura, o ciclo insere-se num vasto programa iniciado em 2009 pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, em parceria com diversas instituições, para comemorar os 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto.
Nascido em Montemor-o-Velho, Fernão Mendes Pinto «é um vulto da história portuguesa conhecido mundialmente, não só pelo seu livro “Peregrinação”, mas também porque se confunde com o período em que o seu país - Portugal - deu novos mundos ao mundo. Este viajante encontra-se indelevelmente ligado aos primeiros contactos ocorridos entre o Oriente e o Ocidente», lê-se numa nota da organização.
Um dos pontos altos das comemorações, que se prolongam até 2011, é um espectáculo em Julho na zona histórica da vila, envolvendo dez grupos teatrais do concelho, numa co-produção de O Teatrão e da autarquia de Montemor-o-Velho.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5754&Itemid=135

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Produtores de arroz preocupados com poluição do Baixo-Mondego

Os orizicultores do Baixo-Mondego alertaram hoje para o risco de a produção desaparecer em breve dos Vales do Pranto e do Arunca, se não for resolvido o problema das descargas poluidoras ou construído um canal de rega.
O alerta foi hoje lançado pela Associação Portuguesa de Orizicultores (APOR), após uma reunião na delegação de Coimbra da Direcção Regional da Agricultura do Centro (DARC).
Numa exposição entregue na delegação da DARC, a APOR afirma que “os campos do Vale do Pranto estão a ser poluídos pelas descargas de explorações de suinicultores e pelas ETAR’s (Estações de Tratamento de Águas Residuais) municipais situadas nas freguesias a sul do concelho de Pombal e freguesias de Borga do Campo e Alqueidão, no concelho da Figueira da Foz”.
“Estão a descarregar para o rio e porque não temos água potável como deve ser, a rega é através do rio”, disse Pedro Brás, da direcção da APOR, frisando que caso o problema não seja rapidamente resolvido, “terão de parar de produzir arroz”.
A APOR exige que a situação seja “rapidamente averiguada” pelos Ministérios da Agricultura e do Ambiente e tomadas “medidas no sentido de resolver o problema”, que afecta cerca de dois mil agricultores dos concelhos de Soure e Figueira da Foz.
“Se houvesse um canal de rega não se colocava o problema da poluição. Se isso não for resolvido, nos Vales do Pranto e do Arunca, dentro de cinco anos, não temos lá arroz ”, afirmou Isménio de Oliveira, coordenador da APOR.
Os produtores de arroz do Baixo-Mondego reclamam também o emparcelamento agrícola em todos os vales onde ainda não foi feito, por considerarem “essencial para o desenvolvimento agrícola da região”.
“Foi-nos dito que há um projecto a nível do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) que inclui 40 milhões de euros para os campos de Maiorca, do Bolão e da Margem Esquerda (Taveiro, Coimbra), queremos saber por que razão não há projectos para outras zonas”, declarou aos jornalistas Isménio de Oliveira.

Fonte e foto: http://www.ionline.pt/conteudo/41567-produtores-arroz-preocupados-com-poluicao-do-baixo-mondego

Concerto de Ano Novo (CMMV)

No próximo sábado, dia 16 de Janeiro, na Igreja de Nª Sra. dos Anjos, pelas 22h, a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho oferece aos seus munícipes o já tradicional Concerto de Ano Novo, uma iniciativa que "marca, anualmente, de forma indelével, o início da programação cultural, levada a cabo pela Autarquia, no Concelho de Montemor-o-Velho."

Este concerto terá os seguintes protagonistas e repertório:

Orquestra Filarmonia das Beiras, dirigida pelo Maestro António Vassalo Lourenço.
Solistas: Isabel Alcobia (soprano) e Carlos Guilherme (tenor).

Parte I - Árias e Duetos de Óperas
Parte II - Tributo The Beatles (Beatles Review [Arr.: Luís Cardoso] e Love is all you need [Arr.: Bruce Healey])

Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2010/01/concerto-de-ano-novo-cmmv.html

Cavaleiros brindam aos Reis em Montemor-o-Velho

Em Montemor-o-Velho cumpriu-se mais uma vez a “Espera dos Reis”. Guiados por uma estrela, e seguidos por uma comitiva de pastores, lavadeiras e muito público, os três Reis Magos – Alexandre Silva (8 anos), Soraia Góis (14 anos) e Mário Silva (12 anos) – encabeçaram o cortejo nocturno, montando a cavalo. No final do evento, os participantes reuniram-se para um momento de confraternização, com a tradicional ceia de Reis.

Fonte e foto: http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=DA9BB4E6-1CD1-443E-B6B8-6771931741B2&channelid=00000152-0000-0000-0000-000000000152

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Montemor reforça meios para proteger floresta

A partir de hoje até 15 de Outubro, o município de Montemor-o-Velho passa a estar operacionalmente mais reforçado para defender a floresta e combater os fogos florestais. Ontem, nos Paços do Concelho, o presidente Luís Leal apresentou o reforço do dispositivo operacional municipal para 2009, onde se inclui a criação dos postos de vigia nos lugares da Torre e do Casal do Laranjeiro, nas freguesias de Montemor-o-Velho e de Tentúgal, respectivamente.
Além dos oito elementos distribuídos equitativamente pelas duas torres, de forma a assegurarem os dois turnos nos dias úteis e fins-de-semana, a Câmara de Montemor-o-Velho tem um dispositivo de mobilidade de vigilância preparado, com evidência para uma moto quatro. Luís Leal destacou, ainda, as duas equipas de jovens pertencentes ao voluntariado do Instituto Português da Juventude que vão sensibilizar as populações para a defesa da floresta e a prevenção dos fogos. Ao todo, são 12 voluntários.
No passado dia 17 de Junho, o município viu aprovada a candidatura apresentada ao programa de constituição de uma equipa de sapadores florestais pela Autoridade Florestal Nacional. Além dos cinco elementos, que estão em formação desde 1 de Julho até 15 de Agosto, a candidatura permitiu adquirir uma viatura equipada para primeira intervenção. De 1 de Setembro a 15 de Outubro, estes sapadores voltam a entrar em formação, pelo que não estarão disponíveis para ir, este ano, para o terreno. A equipa de sapadores florestais terá como funções prioritárias as faixas de gestão de combustíveis, a silvicultura preventiva e a vigilância florestal.

Modelo repetido começa mais tarde
Presente na conferência de imprensa de ontem, esteve, também, o primeiro-sargento António Oliveira. O comandante do posto da GNR de Montemor-o-Velho lembrou que, «desde o dia 1 de Julho, a GNR faz o patrulhamento à zona florestal», revelando que, além de «uma equipa de dois elementos do posto», o concelho «tem uma viatura da Equipa de Protecção Florestal do Destacamento e uma equipa do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, que, esporadicamente, trabalha em Montemor, porque tem de estar, também, em Soure e na Figueira da Foz». O comandante Oliveira sublinhou que, «quando não há nenhum acidente ou furto, a GNR direcciona a sua actividade para a área florestal». «Faz a vigilância da floresta 24 horas por dia», assegurou, antes de assumir que, face aos meios apresentados ontem, «vamos fazer um bom trabalho e atingir o objectivo de reduzir o número de incêndios». Licínio Serrano, segundo-comandante dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, deu conta que, desde 1 de Julho, que equipas permanentes de combate a incêndios e de primeira intervenção, compostas por 15 elementos, «estão no terreno».
Ontem, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho assumiu tratar-se da «repetição de um modelo que tem funcionado muito bem», informando que, «este ano, começa mais tarde». E explicou porquê: «As condições climatéricas têm sido favoráveis nalguns aspectos, pelo que, entrando nesta altura numa fase mais delicada em relação ao que tem sido o histórico dos anos anteriores, a autarquia vem reforçar os dispositivos já existentes, disponibilizados pela GNR e pelos bombeiros voluntários».

Escrito por João Henriques
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3111&Itemid=119

Relógio dos Paços do Concelho volta a marcar o tempo

Seja qual for a altura do dia, o relógio dos Paços do Concelho de Montemor-o-Velho marca sempre a mesma hora. De vez em quando, os ponteiros lá vão fazendo algum movimento, mas muito diminuto, o que indica alguma “força de vontade” em voltar a funcionar. É assim desde há 30 anos. O relógio “oficial” da Câmara de Montemor-o-Velho parou e nunca mais “orientou” os funcionários municipais. Mas não será por muito mais tempo, já que a autarquia, liderada por Luís Leal, já manifestou vontade e fez diligências no sentido de que os ponteiros voltem a “ter vida” e a marcar o tempo. A acontecer este ano será, precisamente, cem anos depois do relógio ter sido pendurado nas paredes do edifício municipal.
Foi o próprio Luís Leal que lançou o repto a um relojoeiro, por considerar que «o património deve ser preservado». Fê-lo recentemente, numa conferência sobre o “Tempo”, promovida pela Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal, que teve como orador o investigador em relojoaria José Mota Tavares. Orador que indicou, ali mesmo, o especialista adequado para tal trabalho. Hermínio de Freitas Nunes, que de resto tem origens paternas no concelho de Montemor-o-Velho, conversou com o autarca e aceitou encontrar-se com técnicos camarários para analisar «o estado» do objecto, no sentido de entabularem os trâmites para «colocar em marcha o relógio municipal». Avariado há cerca de tês décadas, este exemplar da relojoaria monumental, tem, segundo Hermínio de Freitas Nunes, «toda a probabilidade de ser recuperado e os seus antigos ponteiros voltarem a funcionar».
Ao Diário de Coimbra, o artista confessou estar satisfeito com o repto de Luís Leal, referindo que «o património não é uma herança do passado; é um empréstimo do futuro». «É uma honra contribuir para o restauro do património do concelho de meus antepassados», disse, considerando ainda – e parafraseando Fernando Pessoa – que «não há nada de mais ridículo do que um relógio público parado».
Este instrumento mecânico de “medição do tempo” foi colocado no município em 1909, após a conclusão do actual edifício (1889/1902). Este facto ocorreu por iniciativa do vereador Ferreira Galvão, que pretendia ter no edifício um relógio grande que servisse «para todas as repartições e serviços do mesmo edifício», argumento que a Câmara aprovou. Em Julho de 1909 a autarquia tinha um “relógio oficial dos Paços do Concelho”.

Escrito por Aldo Aveiro
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1235&Itemid=118

Prémio do património para obra com “saberes tradicionais”

O Prémio Municipal de Recuperação do Património do concelho de Montemor-o-Velho referente ao ano 2008 foi nesta edição atribuído ao projecto apresentado por José António Pereira da Silva, referente à reconstrução de habitação e consolidação de ruínas de um prédio localizado na rua Dr. João Carlos Noronha, em Santo Varão. O prémio é dividido em partes iguais pelo promotor da obra, autor do projecto de arquitectura, empreiteiro que a executou e pelo director técnico da obra.
O júri, reunido recentemente para a escolha dos vencedores de entre os onze processos a concurso, escolheu o projecto de José António Pereira da Silva por se tratar de «uma intervenção relevante no âmbito de uma zona antiga, que adoptou técnicas e saberes construtivos tradicionais e criou condições para a fixação de novos habitantes». Na acta da reunião do júri é ainda destacada a «utilização criteriosa dos elementos pré-existentes, integrando-se no conjunto, distinguindo as partes originais das partes novas, assumindo claramente uma ruptura entre o contemporâneo e o pré-existente, conseguindo uma cuidada relação com a paisagem envolvente». O júri salienta igualmente o «cuidado na recuperação da capela» que integra o imóvel, e a «forma hábil de aproveitamento das cantarias “soltas” provenientes das ruínas».
A menção honrosa foi este ano atribuída a um projecto localizado na Quinta da S. Luíz, em Pereira, referente à recuperação e ampliação de um espaço multiusos. O projecto foi requerido por Manuel Ferreira dos Santos, e o júri destaca nele a «intervenção cuidada a nível arquitectónico, com realce para o aproveitamento de alguns elementos singulares».
Sem menção honrosa, apenas porque não respeitou alguns elementos do projecto, o júri realçou a obra de Maria da Conceição Garcia Tavares, de recuperação de um imóvel em Tentúgal, considerando-a como uma «iniciativa de destaque».

Revitalizar centros históricos
Os serviços do Departamento de Ordenamento do Território da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho seleccionaram onze processos candidatos ao prémio, referentes a recuperações do património em Montemor, Carapinheira, Tentúgal, Pereira, Santo Varão e Verride. São estes, de resto, os centros históricos mais emblemáticos do concelho que a autarquia quer requalificar. Um trabalho que é público, mas, acima de tudo, da sociedade civil. «A desejada revivificação dos espaços urbanos tradicionais não pode limitar-se ao esforço municipal», sublinha, no regulamento do prémio, a Câmara de Montemor. Lembra, a propósito, que a Carta Europeia do Património Arquitectónico refere que «é essencial que os meios financeiros consagrados pelos poderes públicos ao restauro dos bairros antigos sejam, pelo menos, iguais àqueles que são reservados à construção nova».
Com o Prémio Municipal de Recuperação do Património o município pretende a revivificação dos centros históricos, evitando «continuarmos a assistir a um processo de disseminação do caos urbanístico pelo território, com o excessivo alongamento de redes e a descaracterização da paisagem, de custos e efeitos negativos incomensuráveis». O objectivo é «divulgar as boas práticas, envolvendo os principais agentes intervenientes no processo».

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1163&Itemid=117

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Irmãos recolhidos na madrugada de ontem

Três crianças maltratadas à deriva em Montemor

Menina de sete anos e dois rapazes, de oito e cinco anos, foram encontrados pela padeira às 05h00. Menina está internada no Pediátrico e os irmãos numa instituição
Três crianças foram encontradas abandonadas, junto à estrada, na localidade de Bunhosa, no concelho de Montemor-o-Velho, ontem de madrugada. Com evidentes sinais de maus tratos, os três menores, uma menina de sete anos e dois rapazes, de cinco e oito anos, foram recolhidos pela GNR. A menina, devido à gravidade dos ferimentos que apresentava, foi internada no Hospital Pediátrico de Coimbra. Os dois rapazes foram encaminhados para o Centro de Acolhimento Infantil do Loreto, em Coimbra.
A padeira que assegura a distribuição do pão naquela zona apercebeu-se, ao passar na zona da Bunhosa, da presença de três crianças de etnia cigana, à beira da estrada. Seriam 5h00 da madrugada e, estranhando a situação, a senhora alertou o posto da GNR de Montemor-o-Velho.
Segundo apurámos junto de fonte do Destacamento da GNR de Montemor-o-Velho, após o alerta, de imediato se deslocou uma patrulha para o local, onde efectivamente se encontravam as três crianças, «com evidentes sinais de maus tratos e agressão», particularmente a menina, que apresentava, inclusivamente, «sangue na cara», facto que poderá indiciar uma agressão bastante recente. Relativamente aos rapazes, aparentemente não era visível qualquer sinal de sangue ou agressão recente.
A patrulha recolheu as três crianças, encaminhando-as para o posto, encetando, de imediato, contacto com a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Montemor-o-Velho. Uma operação que, dada a hora madrugadora, não se revelou fácil. Todavia, assim que o contacto foi estabelecido, «duas técnicas da CPCJ deslocaram-se ao posto da GNR e levaram as crianças», rumo ao Centro de Saúde de Montemor, onde foram sujeitas a um primeiro exame médico. Exame que, segundo apurámos, para além das «marcas de agressão no rosto, especialmente num olho», detectadas na menina, diagnosticaram um conjunto de cicatrizes e marcas de agressão mais antigas, quer na menina, quer nos dois rapazes, muito embora, segundo apurámos, a menina fosse a que apresentava sequelas mais profundas, espalhadas praticamente por todo o corpo.

Exames detectam agressões antigas
Os três irmãos, que se presume residirem com a família no acampamento de Vila Franca, na freguesia de Arazede (concelho de Montemor), não muito longe do local onde foram encontrados pela padeira, foram ainda transportados ao Instituto de Medicina Legal, por indicação do Ministério Público, entretanto alertado para a situação. Ali, de acordo com fonte do Destacamento da GNR, os exames médicos permitiram detectar sequelas mais profundas em cada uma das crianças e, mais uma vez, a situação mais complicada revelou-se na menina.
Por ordem do Ministério Público, os dois rapazes foram encaminhados para o Centro de Acolhimento do Loreto, em Coimbra, e a menina para o Hospital Pediátrico, onde ontem ao final da tarde, segundo apurámos, ainda estava a ser sujeita a exames médicos.
De acordo com fonte do Destacamento da GNR de Montemor, o pai dos três menores, residente no acampamento de Vila franca, foi, entretanto, identificado, muito embora não tenha sido efectuada qualquer detenção relacionada com este caso.
A hipótese de as crianças terem fugido do acampamento, na sequência de mais uma agressão, desta vez recaindo sobre a menina, poderá justificar a sua presença, à beira da estrada, ontem de madrugada, junto à localidade da Bunhosa. Todavia, só as investigações em curso, a cargo do Ministério Público, poderão averiguar o que efectivamente aconteceu aos três meninos, não apenas nesta noite, mas nos últimos meses das suas vidas e esclarecer os maus tratos a que foram sujeitos.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2199&Itemid=117

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Passeio TT Rota da Mata a 17 de Janeiro de 2010

A próxima edição do passeio TT Rota da Mata, na localidade de Moinho da Mata, em Montemor-o-Velho, já está agendada para o dia 17 de Janeiro de 2010.
À semelhança das edições anteriores, os participantes podem contar com uma manhã carregada de adrenalina, lama e claro muita diversão, seja de jipe, quad ou moto!
O secretariado abre às 08H00 e o passeio terá início por volta das 09H30, logo após ao pequeno-almoço. As inscrições serão feitas no próprio dia no respectivo Centro Cultural Recreativo e Desportivo do Moinho da Mata (N40º 11’895’ W08º 41’170’).
Todos os participantes e acompanhantes terão direito a recordações do passeio, estando ainda sob requerimento o DVD que reunirá os melhores momentos do dia!

Mais informações disponíveis em http://www.rotadamata.blogspot.com/, ou através dos contactos:

914908230
965263006
969020391
961838825

Fonte: http://www.fozmotor.com/home/?p=2970

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"declaração por coimbra"

Movimento político contra co-incineração a crescer

Responsáveis da “Declaração de Coimbra” já estão a reunir com deputados de todos os partidos, à procura de um consenso que permita travar, no Parlamento, a co-incineração de Souselas

A luta contra a co-incineração de resíduos perigosos na cimenteira de Souselas está a ganhar novos contornos políticos. Os autores e apoiantes da “Declaração de Coimbra” estão actualmente a reunir com os deputados eleitos pelo distrito, procurando criar as condições necessárias para que a co-incineração seja travada por decisão da Assembleia da República.
«Estamos a fazer o nosso trabalho de casa e os contactos estão a progredir bem. O nosso objectivo final é que todos os partidos votem, no Parlamento, uma declaração que suspenda a co-incineração», afirmou Maló de Abreu, que, recorde-se, apresentou o documento na Assembleia Municipal, tendo o texto sido aprovado por 40 deputados de diferentes partidos.
Ontem os responsáveis reuniram com o deputado eleito pelo CDS, Serpa Oliva. «Na próxima segunda-feira, às 12h00, vamos reunir com os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Coimbra e, no mesmo dia, mas à noite, há uma reunião com todos os deputados eleitos pelo distrito de Coimbra», explicou Maló de Abreu, líder da bancada da coligação “Por Coimbra” na Assembleia Municipal.
O responsável quer aproveitar «o facto de o Partido Socialista não ter a maioria na Assembleia da República» para vencer a batalha política, mas não abdica de procurar um consenso com os deputados de Coimbra eleitos por outros partidos que não a coligação PSD/CDS/PPM. «Naturalmente que vamos estar com a CDU, o Bloco de Esquerda e os Verdes. Com certeza que será um pouco mais difícil sensibilizar os deputados do PS, mas é claro que vamos tentar», concluiu Maló de Abreu.
Após a reunião com a direcção da bancada da coligação “Por Coimbra”, em maioria na Assembleia Municipal, Serpa Oliva denunciou que as matérias que estão a ser co-incineradas estão fora de controlo, bem como os respectivos circuitos, pelo que «é preciso suspender o processo», havendo a intenção do CDS de avançar esta semana com uma iniciativa parlamentar para suspender o processo.
«Depois de regulamentado todo o processo e se decidir quais são os resíduos perigosos para queima, pode então pensar-se num local para co-incinerar as matérias para as quais os Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER) não tenham resposta», defendeu.
O movimento político coimbrão em torno da luta contra a co-incineração renasceu com a “Declaração de Coimbra”, um documento aprovado na última Assembleia Municipal, onde os responsáveis políticos se mostram «preocupados com a saúde pública» da população. «A Assembleia Municipal de Coimbra defende uma estratégia integrada que pressupõe o tratamento destes resíduos através dos CIRVER, ficando garantido que apenas o que não tiver tratamento neste âmbito seja eliminado eventualmente através do processo de co-incineração», lê-se no documento, onde a Assembleia Municipal se compromete a «envidar todos os esforços para que a Assembleia da República suspenda o processo de co-incineração».

Escrito por Bruno Vicente
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5613&Itemid=135
Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiFhPZqKwnnT2l3hNiXhvyyTDgTKPRSChe0OWzDUJpl1kdJ7M10dI6TQQo3FDdk5rkgMP4BLUb6N35uKaZ0zWpnKXcvxzQZczAYJ7sWThXheU67DDhXF2q9S_iZl49wIkw4V1UsG_GM6W4/s400/Souselas.jpg

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Montemor e Verride - Natal de 2009

Ereira assinalou 25 anos na categoria de Freguesia

Era a noite da passagem de ano de 1984. Ouviam-se foguetes. Não os da festa da entrada do novo ano, mas os que anunciavam que finalmente a Ereira, no concelho de Montemor-o-Velho, ascendia à categoria de freguesia. Não era sem tempo, pensariam os populares, que travaram uma árdua luta durante mais de 60 anos. Ontem, 25 anos depois, recordaram-se os nomes, as batalhas travadas e todo um processo complicado que culminou com a separação da freguesia de Verride e a consequente autonomia administrativa.
A sede do clube da terra encheu ontem de populares. Uns recordando a luta que começou ainda Portugal vivia em ditadura, outros, mais novos, que sempre conheceram a Ereira como uma das freguesias do concelho de Montemor-o-Velho. Todos celebraram a data que «o verdadeiro ereirense jamais esquecerá, tal foi o desejo e a luta», recordou Fernando Curto, actual presidente da Junta de Freguesia da Ereira. «Os ereirenses não baixaram os braços e o sonho tornou-
-se realidade», disse o autarca, recordando que a luta, que só conheceu um final feliz em 1984, começou muito antes, no tempo de Salazar, mas o poder político instalado sempre impediu a progressão do processo que os ereirense ambicionavam concretizar. «Foram muitas lutas reprimidas pelo regime», recordou Fernando Curto.
Pinto Correia, na altura presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, foi um dos elementos activos na concretização da ambição de separar Ereira de Verride, assim como a sua esposa, Ângela Pinto Correia, então deputada na Assembleia da República. Ontem até brincou com a situação e lembrou que nesta altura de Inverno era frequente a Ereira estar cercada de água por todos os lados, transformada numa ilha. «Tinha um rio que a separava de Verride», logo, «porque não haveria de ser independente?», questionou, recordando que esta era também a forma de pensar de Afonso Duarte, poeta e pedagogo natural da Ereira.
«Tive a felicidade de ajudar a que esta belíssima terra hoje fosse uma terra de grande valor onde as suas gentes só dependem delas», acrescentou o antigo presidente, referindo o «progresso» e o «espaço» que a Ereira conquistou ao longo dos seus 25 anos na categoria de freguesia.

Uma Ereira bem diferente
Um quarto de século passado e o actual presidente da Junta de Freguesia não hesita em considerar que a «hoje a Ereira não é mais a Ereira de homens e mulheres que viviam martirizados pelas cheias». Elas ainda existem, é certo, mas há, acima de tudo, uma nova dinâmica na freguesia que é para continuar. Por isso «nesta época de sentimentos, até gostaria que o presidente da Câmara ajudasse na conclusão do parque de lazer», disse, dirigindo-se a Luís Leal que, mais do que anunciar o apoio, preferiu dizer que há muito mais a fazer. «Vamos ao trabalho porque vamos honrar o passado», considerou o autarca de Montemor.
Falando no passado, no presente e no futuro da freguesia, e tomando como exemplo a luta das populações, Luís Leal recordou a importância do poder local, que «é feito pelas pessoas, pela sua forma de estar e pelo seu querer».
«Que o exemplo da Ereira seja tomado a nível nacional», disse ainda o autarca, criticando a vontade da Administração Central em acabar com as freguesias de pequena dimensão e destacando a «coragem e vontade» dos ereirenses, que com o seu contributo desenvolvem o «Portugal rural».
A sessão solene que ontem decorreu na sede da Associação Cultural, Desportiva e Social da Ereira foi o ponto alto da festa que incluiu, também, uma missa solene, um desfile associativo, o hastear da nova bandeira e a homenagem a todos os executivos da junta.

Escrito por Margarida Alvarinhas
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=5591&Itemid=135