terça-feira, 27 de outubro de 2009

Festa grande na inauguração da nova Junta de Tentúgal

O início do novo mandato não poderia ter começado melhor: com nova casa e, por isso, com novas condições de trabalho. Décio Matias, reeleito presidente da Junta de Freguesia de Tentúgal, concelho de Montemor-o--Velho, tomou ontem posse. E aproveitou a ocasião para inaugurar as novas instalações da Junta. A população participou, em grande número, na festa.Em dia grande para a freguesia, o autarca não escondeu o orgulho pelo feito. O esforço financeiro foi grande – perto de 64 mil euros, que ainda não estão, na totalidade assegurados – mas o resultado também. No espaço, e para além das instalações que garantem um bom funcionamento da Junta, como salão nobre, sala de reuniões e sala de atendimento aos munícipes, há também o posto de CTT, posto da EDP, centro de fotocópias, arquivo e espaço internet. Defensor da descentralização de competências para as juntas de freguesia, Décio Matias diz-se agora com condições para fazer mais e melhor. Para já está assegurado o atendimento diário na Junta, com horário de funcionamento das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. Mas, «se a Câmara quiser descentralizar um funcionário temos condições para isso», explicou, lembrando ainda que a Junta de Tentúgal tem também em funcionamento uma extensão na Portela, que pretende dar resposta aos habitantes daquela zona. A nova sede está instalada num antigo edifício, cedido pela Casa do Povo, onde «não havia nada». São 1400 metros de área onde está, para além das instalações da autarquia, o pavilhão multiusos e a Extensão de Saúde. E é nestes dois espaços que a autarquia liderada por Décio Matias quer começar a trabalhar neste início de mandato. A Extensão de Saúde é uma prioridade. «Queremos fazer uma remodelação por fases, para não ter de fechar. Dentro de um mês vamos começar a criar uma zona de atendimento na área da secretaria da Casa do Povo», adiantou, explicando que a sede da Casa do Povo funcionava no edifício onde actualmente está a Junta. Depois, explica, há que começar a intervir no multiusos, um espaço hoje «sem condições de funcionamento». Igualmente prioritário é o saneamento básico na freguesia. Sendo certo que essa não é uma competência da Junta, «a sensibilidade do presidente da Câmara tem de ser estimulada», diz o autarca, apostado ainda em continuar a estimular o associativismo da freguesia. «Nós (autarcas) estamos de passagem, mas o associativismo tem de ficar», justifica. Décio Matias aponta depois a intervenção em espaços verdes da freguesia como meta também para os próximos quatro anos, designadamente no Parque Verde e de Lazer de Santa Luzia, que quer transformar numa zona «de excelência», e no Parque do Pinheiro Manso, onde pretende apoiar a construção da sede do Clube de Caçadores da Freguesia de Tentúgal.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Um morto e um ferido na Carapinheira

Condutor, de 61 anos, terá morrido afogado na vala para onde a viatura capotou, numa zona de paul, na EN 111 no sentido Montemor-Coimbra

Um homem de 61 anos, residente na freguesia de Santana, concelho da Figueira da Foz, morreu ontem na sequência de um despiste ocorrido na EN 111, numa zona de paul, entre a Carapinheira e as Meãs, sensivelmente junto ao restaurante Refúgio do Paul.
A mulher que o acompanhava, presumivelmente a esposa, ficou ligeiramente ferida e foi transportada ao Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), onde recebeu assistência.
De acordo com o relato dos bombeiros, o automóvel ligeiro, um Seat de cor vermelha, seguia no sentido Montemor - Coimbra, conduzido pela vítima mortal, de nome António, segundo apurámos, e pertencente a uma família bastante conhecida naquela freguesia do concelho da Figueira da Foz. Por razões que ainda não foi possível apurar, a viatura entrou em despiste, cerca das 16h30, capotando para dentro de uma vala.
O homem terá, de acordo com fonte dos Voluntários de Montemor, morrido afogado, muito embora só os resultados da autópsia sejam conclusivos. O óbito foi declarado no local pela equipa médica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), após o qual foi transportado, por uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, para o Gabinete Médico Legal da Figueira da Foz.
Para o local, e tendo em conta a gravidade do acidente, a corporação enviou um carro de desencarceramento e três ambulâncias, uma das quais para transportar o corpo à Medicina Legal, assim como 12 elementos.
Esteve também presente a Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM do CHC, assim como a Guarda Nacional Republicana, com elementos do posto de Montemor, da Unidade de Trânsito e do Núcleo de Investigação Criminal.

Fonte e foto: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4404&Itemid=135

Rescaldo das eleições

As eleições autárquicas nas freguesias pequenas como Verride, os candidatos são mais importantes do que a cor política que os suporta. A ideologia partidária, não tem qualquer importância para a escolha dos candidatos.
Cá na terra ainda existem pessoas que votam de acordo com o símbolo, independentemente do candidato, os símbolos por si só não resolvem os problemas da terra.
A maioria dos verridenses escolheram a continuidade para a junta de freguesia. No entanto, os resultados evidenciam uma divisão no eleitorado, 219 para o PS, 184 para o PSD.
O executivo da junta deverá ter isso em conta e já agora que seja capaz de cumprir o que prometeu. Os elementos da lista do PSD, deverão assumir as suas responsabilidades na assembleia de freguesia pois representam 184 verridenses.
Apesar de não terem assento na assembleia de freguesia, uma saudação para os valorosos candidatos da CDU.
No acto de votar, a maioria das pessoas não teve em conta que, havendo sintonia entre a câmara e a junta será mais fácil o apoio concelhio. Era previsível uma vitória do Dr. Luís Leal.
Há questões que os verridenses devem colocar. Como vai ser o relacionamento da junta com o executivo camarário? O presidente eleito, no seu manifesto, criticou a atitude da câmara pelos demasiados obstáculos (sem nunca dizer quais) que lhe colocaram. Será que o presidente da câmara irá ter essas críticas em conta???

Um morto e três feridos em colisão em Condeixa

Um acidente de viação provocou hoje de madrugada um morto e três feridos, um dos quais em estado grave, na EN 1, em Condeixa-a-Nova, revelou fonte do Destacamento de Trânsito de Coimbra.
O acidente, uma colisão frontal entre dois veículos ligeiros, causou a morte de um homem de 34 anos, residente na zona de Montemor-o-Velho, adiantou a mesma fonte.
O choque ocorreu cerca das 03:00, em Vale Janes.
O ferido grave e os dois feridos ligeiros foram transportados para o Hospital dos Covões, acrescentou.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1392746&seccao=Centro

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Festa da Música

(Clique na imagem para ver a programação! Obrigado!)

GNR apreendeu haxixe

Na sequência de uma investigação sobre tráfico de droga iniciada há mais de oito meses pelo Núcleo de Investigação Criminal/Droga dos Comandos Territoriais de Coimbra e de Aveiro da GNR, que envolveu, também, o NIC dos destacamentos da GNR de Cantanhede, Lousã e Montemor-o-Velho, foram ontem detidas seis pessoas, quatro homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e 40 anos, todos suspeitos de tráfico de estupefacientes.
As detenções surgiram na sequência de um mandado de busca emanado do Tribunal de Cantanhede a várias residências, que decorreram ontem durante praticamente todo o dia em várias localidades das zonas dos destacamentos envolvidos na investigação, o que mobilizou mais de três dezenas de efectivos da GNR.
No final das diligências, as autoridades apreenderam um manancial de material, designadamente cerca de quatro quilos de haxixe, pólen e bolotas de haxixe «que davam para fazer mais de 8 000 mil doses», uma pistola de alarme, balanças, material de corte, quatro viaturas, telemóveis, bastões e mais de 9.000 euros em notas.
No final das buscas, que terminaram por volta das 16h30, as diligências culminaram com a realização de vários testes à droga apreendida para apurar a sua pureza e à detenção de todos os suspeitos.
Fonte ligada ao processo disse ontem ao nosso Jornal que os suspeitos estavam a ser investigados há cerca de oito meses, na sequência da detenção efectuada nessa altura de um indivíduo residente em Cantanhede ligado «ao mundo da droga» e comprador (“cliente”) habitual de estupefacientes aos suspeitos ontem detidos.
«Foi nesta altura (detenção do consumidor de Cantanhede) que seguimos as pistas destes suspeitos, iniciámos a investigação, juntámos o fio à meada e concluímos a investigação em cerca de oito meses com óptimos resultados com estas buscas domiciliárias», revelou a nossa fonte.
Os suspeitos são hoje ouvidos no Tribunal de Cantanhede por um juiz de instrução criminal a partir das 10h00 para um primeiro interrogatório judicial, que se prevê longo em virtude do número de arguidos envolvidos, e para aplicação das medidas de coacção.

Escrito por José Carlos Silva in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4289&Itemid=135

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Autárquicas 2009

(Clique na frase, obrigado)

Desfile pela Filarmónica da AFUV


Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/

Ciência e arte solidárias com instituições sociais

O Círculo de Cultura Portuguesa, associação sem fins lucrativos sediada em Coimbra, quer ajudar nove instituições de solidariedade social da zona a modernizarem-se tecnologicamente. Uma missão possível graças às artes.
O Roteiro de Solidariedade, Ciência e Artes foi a maneira encontrada pela associação cultural para homenagear aquelas instituições, munindo-as, ao mesmo tempo, de soluções tecnológicas capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas com limitações incapacitantes. Como? Mediante a realização de nove saraus temáticos, cada um deles dedicado a uma entidade.
Os donativos dos participantes, aliados às ajudas dos patrocinadores, serão canalizados para um "fundo de inovação social" que fica ao cuidado do Círculo de Cultura Portuguesa até ao final do roteiro, em Janeiro de 2011. O dinheiro será, então, repartido de forma igual pelas instituições e utilizado para desenvolver as soluções técnicas e tecnológicas de que necessitam, no apoio às populações.
A Universidade de Coimbra cumpre, aqui, um papel fulcral. É com ela que as instituições vão ter de "entender-se", na hora de converter os euros em ajudas práticas (seja uma cadeira de rodas especial ou uma aplicação informática), como explicou o presidente do Círculo de Cultura Portuguesa, Armando Pereira, na apresentação do projecto, na semana passada. "Queremos desenvolver uma parceria entre as entidades de solidariedade social e a ciência, através da Universidade. E criar um fundo de inovação social. A cultura é o cimento", sintetizou.
Na visão de Armando Pereira, é preciso que os ventos de inovação e criatividade cheguem às entidades da economia social, " "que são o suporte de problemas gravíssimos, na nossa sociedade". O vice-presidente da associação, Deolindo Pessoa, alertou, ainda, para a necessidade de promoção da auto-sustentabilidade daquelas instituições, por parte do poder público.
O roteiro inclui nove saraus solidários, a concretizar em locais de reconhecida beleza arquitectónica (a Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e o Castelo de Montemor-o-Velho estão na mira).
O primeiro evento acontece já no dia 30, na Lousã, tendo o tango como pano de fundo (ver caixa). A homenageada é a Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã - ARCIL. Posteriormente, serão revelados os outros nomes e locais.

CARINA FONSECA in http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Coimbra&Option=Interior&content_id=1387546

PS conquista três câmaras ao PSD e passa a liderar no distrito

O PS conquistou hoje três das 11 câmaras que o PSD detinha no distrito de Coimbra, ficando a liderar com nove presidências.
Os concelhos que passaram para o PS são Figueira da Foz, que o PSD tinha conquistado em 1997 com Santana Lopes, Penacova e Oliveira do Hospital, onde PSD se apresentou dividido.
Em Oliveira do Hospital o PS só tinha dominado uma vez a Câmara, entre 1989 e 1993, com o historiador César Oliveira na presidência.
A concelhia do PSD patrocinou uma lista independente contra o também social-democrata Mário Alves, que se recandidatava com apoio das direcções distrital e nacional do partido.
Os novos presidentes de câmara em Penacova, Oliveira do Hospital e Figueira da Foz, eleitos pelo PS, são Humberto Oliveira (economista), José Carlos Alexandrino (professor) e Ataíde das Neves (juiz), respectivamente.
As câmaras que ficam nas mãos do PS são Góis, Lousã, Condeixa-a-Nova, Soure, Penacova, Figueira da Foz, Mira, Tábua e Oliveira do Hospital.
Sozinho, em coligação com CDS e PPM (Coimbra) ou apenas com o CDS (Miranda do Corvo e Montemor-o-Velho), o PSD desceu de 11 para oito câmaras.
Fica com a presidência em Coimbra, Vila Nova de Poiares, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Cantanhede, Arganil, Pampilhosa da Serra e Penela.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1388082&seccao=Centro

Lista oficial de presidentes de Câmara eleitos

DISTRITO DE COIMBRA

Arganil: Ricardo João Barata Pereira Alves (PPD/PSD),Cantanhede: João Carlos Vidaurre Pais de Moura (PPD/PSD),Coimbra: Carlos Manuel de Sousa Encarnação (PPD/PSD.CDS-PP.PPM),Condeixa-A-Nova: Jorge Manuel da Conceição Teixeira Bento (PS),Figueira Da Foz: João Albino Rainho Ataide das Neves (PS),Góis: Maria de Lurdes de Oliveira Castanheira (PS),Lousã: Fernando dos Santos Carvalho (PS),Mira: João Maria Ribeiro Reigota (PS),Miranda Do Corvo: Maria de Fatima Simões Ramos do Vale Ferreira (PPD/PSD.CDS-PP),Montemor-O-Velho: Luis Manuel Barbosa Marques Leal (PPD/PSD.CDS-PP),Oliveira Do Hospital: José Carlos Alexandrino Mendes (PS),Pampilhosa Da Serra: José Alberto Pacheco Brito Dias (PPD/PSD),Penacova: Humberto José Batista Oliveira (PS),Penela: Paulo Jorge Simões Julio (PPD/PSD),Soure: João Eduardo Dias Madeira Gouveia (PS),Tábua: Francisco Ivo de Lima Portela (PS),Vila Nova De Poiares: Jaime Carlos Marta Soares (PPD/PSD).

Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=4E116B75-BD02-486F-B7E4-789B9EA1EEF6&channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“Bom dia era com isto alcatroado"

Ainda não eram 9h00 e já as caravanas da Coligação por Coimbra (PSD/CDS-PP/PPM), do PS e do candidato independente Pina Prata se faziam ouvir na entrada da Feira dos 7, em Bencanta. Pouco depois chegaria a CDU, só faltando mesmo o Bloco de Esquerda para fazer o pleno dos candidatos à autarquia de Coimbra. O apelo ao voto foi debaixo de chuva, todos distribuíram panfletos, alguns acrescentaram calendários, canetas, sacos – que deram tanto jeito aos vendedores – e até aventais e t-shirts.
O PS foi o primeiro a avançar por entre os feirantes e os clientes mais fiéis, que o mau tempo não fez ficar em casa. Fê-lo sem o cabeça-de-lista Álvaro Maia Seco, com Carlos Cidade e o candidato em S. Martinho, Alcino Silva. «Queremos que este espaço seja totalmente reabilitado, de forma a servir não apenas para a feira mas para usufruto da população», disse o candidato à freguesia, perante algumas queixas dos feirantes.
«Quer um saquinho?», perguntavam os elementos da caravana socialista. A resposta era invariavelmente positiva e em vez de um agradeciam-se vários. «Que Deus os ajude», dizia uma vendedora de hortaliça e fruta. «E não quer levar nenhuma coisinha, amor?». E os sacos já lá iam, e bem, com as compras de uma freguesa.
O mediático Luís Cortês, com o seu órgão, cantava o hino ao candidato Pina Prata. O independente também considera que aquela feira deve ser «dignificada», merecendo «melhores condições de higiene e segurança» e um estimulo à actividade económica que representa. Abrigando-se da chuva numa e noutra tenda, apelou ao voto e distribuiu calendários. Saquinhos e canetas? «Não tenho, a sério, é uma candidatura independente, sabe como é…», respondia aos mais insistentes.
Cremilde Filipe, na sua banca de azeitonas, tremoços e frutos secos, piorava a dor de cabeça com que acordou logo de manhã. «Quase não dormi a pensar na chuva e que não íamos fazer dinheiro nenhum e agora este barulho e tanta música», queixava-se a vendedora de Mamarrosa. Há nove anos que vem à feira de Coimbra e o que mais ali falta é, no seu entender «umas casinhas de banho em condições e os caminhos principais alcatroados, que no Verão é só pó e agora a lama».
Já a Maria de Lurdes faz mais espécie a falta de licenças de alguns feirantes e a inexistência de lugares fixos. «Eu tenho de pagar, mas depois entra aqui quem quer. Em Cantanhede e em Montemor-o-Velho não é assim. Isto tem de levar uma volta», protestava a vendedora de fruta, que há 15 anos se desloca com os seus produtos para Bencanta.
Escolhendo o caminho entre poças de água, avançaram também os candidatos da CDU, Francisco Queiroz cabeça-de-lista à Câmara e Isabel Veloso, que se candidata à Junta de Freguesia de S. Martinho. «Bom dia», diziam, aproximando-se e deixando um panfleto com as linhas principais do programa e as caras da coligação de esquerda. «Bom dia?! Bom dia era com isto alcatroado», respondeu um visitante, irritado com o exercício de fugir à chuva e aos candidatos e à água no chão. Francisco Queiroz concordou: «É um espaço que precisa de novos sanitários, de ser remodelado. Cai uma chuva e vê-se como é».
«O tempo está é para plantar as couves», diziam os entendidos da agricultura. E está, a avaliar pela saída dos molhos de 30 e 70 pés vendidos por Joaquim Bacalhau. Há cerca de 15 anos que a mulher ali vende. Ontem foi-lhe dar uma ajuda e reparou na falta que faziam ali uns «cobertos para a chuva», para não terem de se remediar com chapéus de praia. Quanto ao negócio na feira, «dá para comer, o que já não é mau».
A Coligação por Coimbra esperou pelo sol para começar a sua volta. Carlos Encarnação, Manuel Porto, Marcelo Nuno, Luís Providência, o presidente da Junta – e de novo candidato – Antonino Antunes, entre outros candidatos e apoiantes, seguiam com Dourado Eusébio ao megafone, a relatar os acontecimentos desde o cafezinho que se tomava ao cumprimento que se fazia. E foram muitos e efusivos, com abraços, desejos de boa saúde e de votos para domingo.
Carlos Encarnação, que muitos trataram pelo nome, foi o candidato melhor recebido na feira. Lado a lado com o candidato à Câmara, Antonino Antunes, autarca local, explicou porque é que o recinto da feira não pode ser alcatroado. «O terreno faz parte da reserva agrícola, não pode ser impermeabilizado. Queixam-se sempre, com a chuva, mas a única coisa que podemos fazer é remediar isto com brita», disse-nos. Entretanto, «vai ser aqui criado um espaço de restauração, que é outra coisa pedida», acrescentou.

Escrito por Andrea Trindade in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4206&Itemid=135

Festival leva música clássica à periferia

A partir do dia 22, há concertos um pouco por todo o distrito

O Festival de Música de Coimbra regressa, no dia 22, mantendo o espírito de descentralização que caracterizou as edições anteriores. Dos 31 concertos agendados, quase todos de música clássica, 12 realizam-se na periferia.
Miranda do Corvo, Arganil, Penela, Cantanhede e Oliveira do Hospital são alguns dos concelhos do distrito a receber espectáculos, na quinta edição do festival, que se estende até 13 de Dezembro. No roteiro musical estão, também, localidades como Tentúgal ou Santo Varão, no concelho de Montemor-o-Velho.
"Os concertos de música clássica têm grande receptividade em zonas rurais", defendeu João Fernandes, da Fundação Inatel, co-organizadora, ontem, numa conferência de imprensa em Coimbra. Por detrás do evento estão, ainda, a Autarquia, a Universidade de Coimbra e o Teatro Académico Gil Vicente (TAGV).
O esforço de descentralização também foi realçado pelo vereador da Cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, e pelo director artístico do festival, Augusto Mesquita. A vontade de brindar populações que, normalmente, não têm acesso a este tipo de concertos está na base do certame, que nasceu das cinzas de outro, há cinco anos.
Nesta edição - que é dominada pela música clássica, mas não esquece a contemporânea - há uma novidade: os amantes do saxofone podem desfrutar de uma "master class" com o músico e pedagogo Jean-Yves Fourmeau, a decorrer, entre 24 e 28 de Novembro, no Edifício Chiado, em Coimbra.
Os espectáculos são gratuitos, com excepção dos que têm lugar no TAGV. A partir de segunda-feira, há informação pormenorizada na Internet (www.fesmuc.com).

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Coimbra&Option=Interior&content_id=1383832

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Centros de saúde do Baixo Mondego II com nova sede

A sede do Agrupamento dos Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego II, que agrega os centros de saúde da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Soure foi ontem inaugurada, perante a presença de dezenas de profissionais dos vários concelhos. Um espaço que funciona na Praceta Dr. Nogueira de Carvalho, em duas casas que em tempos serviram de habitação aos magistrados, mas que não estavam a ser utilizadas, acabando, assim, por ser aproveitadas fruto do protocolo assinado entre a autarquia e o Instituto de Gestão Financeira e de Infra-estruturas da Justiça, que visou a cedência daqueles espaços, comprometendo-se a autarquia, como contrapartida, a promover, executar e pagar obras de conservação no Tribunal da Figueira até ao montante de 75 mil euros.
Na inauguração, o director executivo deste ACES salientou que, com estas novas instalações, «criam-se melhores condições de trabalho para todos e libertam-se os gabinetes da ala administrativa do Centro de Saúde Figueira/Buarcos», onde estes serviços funcionavam, disse Rui Couto. Por seu lado, o presidente da ARS sublinhou que com esta cerimónia se «formalizou a reforma dos cuidados de saúde primários», frisando que a ideia é «a proximidade de gestão e tomada de decisão na prestação de cuidados». João Pimentel defendeu que os agrupamentos são «instrumentos para aproximar os serviços das pessoas e obter respostas mais rápidas», garantindo que a escolha das instalações «foi feliz», até pela «preocupação na preservação do património e assim rentabiliza-se e poupam-se recursos que não são infinitos».
Na altura foi ainda apresentado o portal deste agrupamento http://www.acesbm2org, que apresenta a nova estrutura dos centros de saúde, as equipas de profissionais, os horários de funcionamento, as informações úteis para a utilização mais correcta dos serviços de saúde, os direitos e deveres do utente, ou seja, salienta Rui Couto, «dar uma dimensão mais humana» aos serviços.
Mas além disso, aquele responsável falou na criação (em curso) da “Casa do Pessoal”, existindo já uma comissão instaladora, com o objectivo da criação de «um espírito de grande equipa», que permita que os 340 trabalhadores se conheçam e colaborem entre si.

Extensão de Saúde de Tavarede não deve avançar

A criação de uma extensão de saúde na freguesia de Tavarede, onde existem mais de 10 mil utentes, é uma aspiração dos presidentes de junta dos últimos anos e tem, inclusivamente, integrado as campanhas eleitorais. Questionado pelo nosso Jornal sobre esta matéria, o presidente da ARS Centro adiantou que o assunto «está a ser estudado», recordando os contactos e reuniões já efectuados com o presidente da junta. João Pimentel diz que se trata de uma infra-estrutura integrada «numa restruturação mais geral» e que estão a «estudar a situação», até porque, frisou, «não é de bom tom fazer restruturação pontual». No entanto, o responsável pela ACES explicou que se trata apenas de «2 mil utentes», uma vez que os restantes já possuem médico de família, quer em Buarcos, quer na Figueira. Rui Couto frisa que «não se cria uma extensão de saúde por um médico», adiantando que «o rácio de médicos no concelho é muito bom, é preciso é aumentar a eficiência».

Escrito por Bela Coutinho in http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4187&Itemid=135