quarta-feira, 29 de julho de 2009

Agricultores compram arroz e leite no Forum

Os agricultores do Baixo Mondego e Gândara deslocaram-se ontem ao Continente do Fórum Coimbra numa acção que pretendeu sensibilizar a «grande distribuição» para importância de escoar os produtos nacionais a preço considerado justo. À hora de almoço, o protesto, que teve início anteontem com os agricultores a pernoitarem junto à delegação da Direcção Regional de Agricultura e Pescas, terminou com a compra de arroz carolino e leite, ambos de produção nacional.
Das prateleiras, rapidamente, desapareceu o arroz de marca “Pato Real”, de Paião (Figueira da Foz», vendido a 99 cêntimos, com os agricultores a optarem também por Cigala (1,14 euros) e Saludães (0,98 euros), de Oliveira de Azeméis. A corrida ao leite nacional (Gresso e Matinal) também foi visível no hipermercado, que em poucos minutos e com um reforço de pessoal nas caixas de pagamento, conseguiu atender os clientes do Baixo Mondego e Gândara. No final, as compras foram colocadas à entrada do estacionamento para a contagem: 146 litros de leite e 150 quilos de arroz, que serão hoje entregues a três instituições de solidariedade social de Coimbra (Integrar, Casa do Gaiato e Casa dos Pobres).
De acordo com Carlos Laranjeira, presidente da Associação dos Orizicultores de Portugal, esta acção naquela grande superfície teve como objectivo alertar a grande distribuição «no sentido de encontrar o que nos une e esquecer o que nos pode dividir». As conversações entre as duas partes estão a ser retomadas, havendo mesmo uma reunião entre produtores e a Associação de Distribuição, que decorrerá sexta-feira, às 14h00, em Lisboa, com o objectivo de encontrar «um rápido entendimento para ultrapassar esta crise».
Com os tractores estacionados na Avenida Fernão de Magalhães desde segunda-feira, os produtores de leite, arroz, milho e hortícolas, depois de passarem a noite junto à delegação da Direcção Regional de Agricultura e Pescas, iniciaram o desfile rumo à Portagem, pouco antes das 11h00.
De acordo com uma estimativa no local, na Avenida Fernão de Magalhães terão estado cerca de 500 agricultores, tendo chegado à Portagem, pelo menos 300, que depois seguiram ainda a caminhada - sempre com um burro a puxar uma carroça a liderar - até ao Fórum Coimbra.

“Vítimas” do negócio entre distribuição e indústria
Antes do início da manifestação pelas ruas da cidade, Carlos Laranjeira voltou a responsabilizar o Governo e, nomeadamente o ministro Jaime Silva, pelo «estrangulamento» dos sectores para os quais têm sido apresentadas «soluções», que passam por «sentar à mesma mesa» produção, transformação e distribuição. Lamentando que o Governo não lhes tenha dado ouvido, Carlos Laranjeira é peremptório: «o caos instalou-se».
«Aquele a quem chamamos mentiroso [o ministro Jaime Silva], é mais do que mentiroso. Agride-nos. Nós queremos mais respeito», continuou. No documento que seria entregue minutos mais tarde no Governo Civil, por um grupo de representantes dos agricultores, há um pedido explícito a Henrique Fernandes para «solicitar ao senhor primeiro-ministro que mande calar Jaime Silva».
«O senhor ministro, cada vez que fala, é só para denegrir a imagem dos agricultores. Não fala a verdade por má-fé», frisou, realçando que a produção está «a ser vítima da guerra entre a distribuição e a indústria». Como tal, defendem os agricultores, «é mais do que tempo do Estado intervir», quatro meses depois do sector ter alertado para essa «necessidade».
Carlos Laranjeira defende que Portugal deveria seguir o exemplo de Espanha e França, que já estão a agir apoiando os produtores. Caso contrário, «o leite vai baixar novamente, o que fará com que acabe de vez», frisou, lembrando ainda que já há agricultores que estão a enterrar as batatas e as 20 mil toneladas de arroz do ano passado não deverão passar em 2009 de cinco mil.
«Teremos uma explosão social na zona Centro», relembrou o orizicultor, a dar conta que, no sector do milho, o prejuízo foi de 755 euros por hectare em 2008. «Não estamos a pedir mais dinheiro. Não estamos a pedir que subam os preços ao consumidor», garantiu, frisando que o «Governo não se deve demitir das suas funções».
Do sector do leite protesta-se também contra o sector cooperativo e os salários que os directores auferem. «Só a administração da Lactogal aufere tanto como o Governo inteiro», criticam.
Entretanto, a Comissão Política Distrital do PSD manifestou-se solidária com a luta dos agricultores, considerando que o Governo «tem, desgraçadamente, vindo a desenvolver uma política de sistemática destruição do sector em Portugal, conduzindo os agricultores à desesperança e ao desespero».
Também a Direcção da Organização Regional de Coimbra do PCP considera de «inteira justiça» a luta dos produtores, realçando que «os aumentos do preço dos produtos no consumidor não vão para os bolsos dos agricultores, antes ficam no percurso especulativo».

Próximas manifestações “mais radicais”
Da parte da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), que apoiou o protesto de dois dias, surge o apelo de João Dinis para a penalização do Governo nas próximas eleições.
Já Isménio Oliveira, também dirigente da CNA e da Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra, deixou o aviso que as próximas acções serão «com certeza mais radicais», podendo passar por cortes de estradas e os acessos à indústria leiteira.
Numa altura em que «todos os meses estão a encerrar explorações leiteiras», o dirigente apelou a «medidas urgentes», caso contrário, «não teremos agricultores dentro de um ano», frisou, certo que «se o Governo tiver forma de escoar o leite em pó, aumenta o preço de produção».

Vozes

“Vamos morrer à fome”
José Correia Monteiro tem 63 anos e toda a vida foi agricultor. Produtor de arroz e milho, saiu de Meãs do Campo no seu tractor e pernoitou na Avenida Fernão Magalhães, juntamente com várias centenas de colegas. Já com a certeza de que não terá lucro, José Monteiro espera, pelo menos, conseguir fazer face às despesas. «Assim, vamos morrer à fome», vaticinou.

Jovem agricultor “preocupado” com o futuro
Com apenas 23 anos, Telmo Martins segue as pisadas da família na produção de arroz. Estudante da Escola Superior Agrária, o jovem de Vila Nova de Anços, Soure, não hesita em continuar a tradição agrícola, mas está «preocupado» com o futuro. Se em 2008, o arroz era vendido a 40 cêntimos, «este ano vai para 20 cêntimos», alertou, preocupado também com o que se passa noutros sectores. «Há produtores que estão a enterrar as batatas e outros estão a dar aos animais», concluiu.

Escrito por Patrícia Isabel Silva
In
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3061&Itemid=135

terça-feira, 28 de julho de 2009

1º Torneio Inter-Ruas C.C.R.D.V.


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Fonte: http://verridecultural.blogspot.com/2009/07/1-torneio-inter-ruas-ccrdv.html

Maiorca foi capital do Burro e da carroça

As Festas de Maiorca, que ontem chegaram ao fim, tiveram o seu momento alto com o desfile de carroças tradicionais, puxadas por burros, uma espécie em vias de extinção. Trata-se de um desfile de tradições seculares, de características genuínas, um “ex libris” da cultura beirã e que tem a particularidade, segundo nos explicou José António Ligeiro, de «lutar pela defesa da espécie asinina».
O presidente da Junta de Freguesia de Maiorca disse aos jornalistas que «a realização do evento tem evitado que pessoas se desfaçam dos seus animais, e até mesmo que adquiram novos», por isso, na edição que ontem terminou, foi feita a primeira exposição de espécies em idade jovem, como sinal da sua continuidade no concelho, depois de lançado o repto, por parte da organização, para se salvar este património genético e ecológico, explicou o autarca.
O evento teve algumas novidades este ano, como a mudança do local de concentração que deixou de ser o Largo do Terreiro e passou para a Rua do Mortal (junto à Capela do Senhor da Paciência), o que permitiu uma melhor organização do desfile e possibilitou às centenas de pessoas que assistiam, que o passado fosse revisitado com mais dignidade nas ruas de Maiorca. Nesta 8.a edição, a participação estendeu-se a outros concelhos como Soure, além de Montemor--o-Velho e Figueira da Foz. O desfile contou ainda com a presença de vários grupos internacionais de folclore, oriundos da Sérvia, Itália, Senegal, Peru, Argentina e as representações das colectividades da freguesia. Outra das novidades nesta edição foi o Rebanho de Ovelhas.
Para além da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Meda que abria o desfile, participaram grupos de cavalos e charretes, o Grupo de Teatro Curral da Mula de Abrunheira, Grupo Taboeira, os Bombos de Castelejo, o Grupo de Zés Pereiras de Amarante e as Concertinas de Ourém, num total que rondou a centena de participações, incluindo miniaturas de carroças, mas a concurso para o 8.o Desfile de Carroças Tradicionais, participaram 37 concorrentes.
Com estas festividades de cariz bem popular e tradicional, a Vila de Maiorca está a tornar-se na capital da carroça e do burro.

Escrito por José Santos
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3037&Itemid=135

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Grupo Coral da S. I. Tavaredense na AFUV

Dando seguimento ao programa das comemorações do 201º Aniversário da AFUV, no próximo sábado o auditório da AFUV irá receber o Grupo de Dança e o Grupo Coral "Cantigas de Tavarede", ambos valências da Sociedade de Instrução Tavaredense. O espectáculo terá o seu início pelas 21h30.

Fonte e cartaz: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2009/07/grupo-coral-da-s-i-tavaredense-na-afuv.html

Agricultores manifestam-se em Coimbra cumprindo marcha lenta de tractores

Agricultores do Baixo Mondego e Gândaras manifestam-se segunda e terça-feira em Coimbra, cumprindo uma marcha lenta de tractores entre Montemor-o-Velho e esta cidade e deslocando-se ao governo civil, alertando para a crise no sector.
"É um alerta e uma sensibilização. Está a verificar-se um estrangulamento em todos os sectores, por força do desentendimento entre a indústria e a distribuição", disse hoje à agência Lusa um dos promotores do evento, Carlos Laranjeira.
Organizada por um grupo de agricultores desta região, a iniciativa arranca pelas 17:00 de segunda-feira em Montemor-o-Velho, onde os agricultores iniciam uma marcha de tractores pela EN 111 até Coimbra, estacionando as máquinas junto das instalações da Delegação local da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, na Avenida Fernão de Magalhães, artéria onde tencionam pernoitar.
Na terça-feira, a partir das 10:00, marcham a pé deste ponto da cidade até às instalações do governo civil de Coimbra, onde vão entregar uma exposição sobre a situação, prevendo-se intervenções durante o percurso, nomeadamente à saída e no Largo da Portagem.
"Esperamos bastante mais de 100 tractores", disse Carlos Laranjeira, presidente da Associação de Orizicultores de Portugal.
Além de agricultores de todos os sectores da lavoura desta região, também várias cooperativas se associaram ao protesto - adiantou.
"Estamos a receber apoios de todas as organizações da região de uma forma indiscriminada. Sentimos que o movimento tinha plena justificação", disse ainda.
Entre os principais problemas, Carlos Laranjeira apontou as dificuldades vividas no sector leiteiro e hortícolas, com preços à produção muito baixos e dificuldades no escoamento dos produtos.
"Há agricultores que preferem não apanhar as batatas. Há 20 milhões de quilos de arroz nacional para vender", sustentou.
O dirigente criticou também o ministro da Agricultura, afirmando que "pior do que uma política má é não existir política".
Entretanto, em comunicado, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra, a Associação Portuguesa dos Orizicultores e a Confederação Nacional da Agricultura manifestaram o seu apoio à iniciativa de dois dias e a intenção de nela participar.

Lusa / AO online

sexta-feira, 24 de julho de 2009

MONTEMOR-O-VELHO - População protesta por falta de alternativas

Passagem de nível foi encerrada

A passagem de nível da estação de Formoselha/Santo Varão foi mesmo encerrada. População, que exigia à REFER alternativas antes do encerramento da travessia, pretende tomar medidas.

Fonte: http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra

CITEMOR já mexe com Montemor-o-Velho

Com honras de inauguração do 31º CITEMOR, está o “VIDEO 2001 - 2007, #1” de José Maçãs de Carvalho que será exibido ao longo de todo o festival, às 16:00h e 22:00h, na Galeria Municipal. O trabalho do artista, que nasceu na Anadia em 1960, tende a a reflectir situações de comunicação-limite, dessa forma evocando o paradoxo de uma incomunicabilidade que se repercute como desafio à receptividade do espectador, obrigando-o frequentemente a uma tomada de posição activa e consciente. Este “VIDEO 2001 - 2007, #1”, certamente não irá fugir à regra.
Ainda na noite de estreia do CITEMOR 2009 é a já repetente Angélica Liddell (pseudónimo de Angélica González) que sobe ao palco do Teatro Esther de Carvalho, às 22:30h.
Depois de em 2008 ter estreado no CITEMOR o espectáculo "Boxeo para células y planetas ", este ano a controversa criadora espanhola apresenta “TE HARÉ INVENCIBLE CON MI DERROTA”. A peça co-produzida pela Altra Bilis e o CITEMOR fica em cena até domingo (26 de Julho).
Sobre este trabalho a autora afirma: “Jacqueline Du Pré morreu aos 42 anos. A idade que tenho agora. A saudade levou-me a procurar a cumplicidade com os mortos, o medo de envelhecer levou-me a procurar a cumplicidade com os mortos, o medo de exclusão pelos vivos levou-me a procurar a cumplicidade com os mortos. Houve um instante que senti a necessidade de comunicar com Jacqueline, de falar com ela, queria que me explicasse o pavoroso conflito encarnado em seu corpo entre a matéria e o espírito. Queria falar de música com ela. Não com os vivos, não com os vivos. E queria trabalhar a partir do que ela me íria dizer. Recordo "Opening Night" de Cassavettes, quando Gena Rowlands vai a uma sessão de espiritismo. Busca a esperança, uma resposta, um pouco de piedade. É isso que procuro entre os mortos, a piedade, compreender porque continuo viva, porque continuo viva e Jacqueline não”.
Na próxima semana o CITEMOR apresenta um ciclo de cinema ao ar livre com programação de Francisco Camacho, a performance “PIGMEUS DO MONDEGO” e a peça “TODOS OS CASADOS DO MUNDO SÃO MAL CASADOS” de Diogo Dória.

Fonte: http://hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=2553
Foto: Créditos fotográficos – CITEMOR / Susana Paiva

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Uma potência em Portugal e uma referência a nível mundial

A canoagem quer tornar-se numa potência do desporto português e impor-se na modalidade a nível internacional, aspiração que passa pelo "melhor desempenho de sempre em Jogos Olímpicos", em Londres2012.
"No fim deste ciclo olímpico, o maior objectivo é tornarmo-nos uma potência da canoagem mundial e do desporto português", vincou o presidente da Federação, Mário Santos.
Depois das cinco medalhas -- incluindo dos títulos de campeão da Europa - conquistadas nos europeus sub-23/júnior, o dirigente confia que o passo decisivo vai ser dado em Londres2012 com um desempenho de nível, "quer em termos de número de atletas, quer nos resultados".
"Em Pequim 2008 tivemos quatro atletas com bom desempenho. Agora queremos fazer melhor. Em todas as provas internacionais, os nossos atletas têm como primeiro patamar atingir a final e depois, tal como nestes europeus, tudo é possível", frisou.
Os melhores resultados de sempre em europeus estão ainda muito frescos: "Cinco medalhas é um recorde para a canoagem, um excelente desempenho. E o reconhecimento dos nossos atletas que eram esperanças da canoagem e nos momentos certos afirmaram valor numa competição ao mais alto nível. Estamos extremamente contentes e é uma motivação extra para continuar a treinar para superar esse recorde para a próxima".
"O segredo do sucesso da canoagem está em muita motivação, determinação e muito trabalho diário com amor à camisola. E, também, no acreditar sempre que é possível", acrescentou.
Portugal é dos raros países europeus sem uma pista de canoagem com as devidas infra-estruturas - por exemplo, um contentor serve de balneários -- e a promessa do estado quanto ao Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho (que vai servir também o remo, triatlo e natação em águas abertas) tem tardado a ser concretizada, mas a federação espera que seja uma realidade em 2010.
"Para que modalidade se possa desenvolver é obvio que é preciso uma pista que permita aos nossos atletas preparar-se em condições iguais aquelas em que vão competir. Queremos ganhar medalhas em competições internacionais realizadas em Portugal", prosseguiu o dirigente.
Mário Santos lembra que o país tem "condições ímpares" para a prática da modalidade, pois entende ter grande potencial para ser um dos desportos de referência nacionais.
"Agora é fundamental que o apoio do Comité Olímpico de Portugal e do Estado continue e seja incrementado, pois tem-se tornado determinante para que estes resultados apareçam e sejam sustentados, e não baseados em meras gerações espontâneas".

Fonte: http://www.ojogo.pt/Directo/NoticiaHora_canportugalpotencia_220709_153415.asp

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Só não vê quem não quer...

O músico mais antigo da AFUV, bateu com a porta e saiu da banda. A despedida desde músico exemplar, deveria ser em apoteose, pelas excelentes qualidades humanas que possui, pelas décadas de esforço e suor ao serviço da AFUV e por ser uma biblioteca viva da história recente da filarmónica. Mas não, saiu, tal como outros tantos músicos, por discordar com a forma como a banda está a ser dirigida e pelas recentes decisões da direcção que só prejudicaram a filarmónica. Realmente, só não vê quem não quer.
Para alguns dirigentes de outras bandas, a admiração e a estupefacção, são o modo como interpretam esta situação, reconhecendo o trabalho meritório do António Jesus, ao serviço da banda, nomeadamente nas comemorações do bicentenário e no último concerto pelos 201º anos.

Fonte e Foto: http://o-bari-tono.blogspot.com/2009/07/so-nao-ve-quem-nao-quer.html

Procissão no Zambujeiro


A localidade do Zambujeiro, na freguesia de Arazede, em Montemor-o-Velho, esteve em festa. A devoção ao padroeiro S. Tomé congregou centenas de pessoas.

Fonte e imagem: http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=6BE8D781-59F6-4291-B8BC-F50D1CCF0C97&channelid=00000152-0000-0000-0000-000000000152

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Autarca de Montemor-Velho confia na concretização de fábrica da Agni

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Luís Leal, manifestou-se confiante na viabilização do projecto da fábrica de pilhas de combustível para produção de energia, cuja construção se encontra parada há alguns meses.
“Face a contactos mantidos com alguma actualidade, perspectiva-se que se encontre uma solução que vai permitir viabilizar o projecto”, disse à agência Lusa Luís Leal, recusando outros comentários sobre o processo.
Acrescentou, no entanto, que a solução “salvaguarda o âmago do investimento” no concelho de Montemor-o-Velho, aludindo, concretamente, ao empreendimento de fabrico de pilhas de combustível para produção de energia.
A confiança do autarca de Montemor-o-Velho na concretização do investimento é afirmada no mesmo dia em que o jornal Público sustenta que o grupo Agni “largou investimento em Portugal” e que o projecto “emblemático” parou, por “alegada falência” da empresa promotora.
O lançamento do projecto ocorreu em 07 de Outubro de 2007, em Montemor-o-Velho, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, que na ocasião considerou que o "projecto de futuro" da plataforma tecnológica para produção de energia a partir de pilhas de combustível alimentadas a hidrogénio e oxigénio está "na linha da frente" das exigências mundiais na área energética, associando à produção o conhecimento e investigação.
"A inteligência e o saber para as produzir, desenvolver, e tornar competitivas vai ser muito exigente nos próximos anos. Mas há poucos em todo o mundo a fazer aquilo que a partir de agora se vai fazer aqui em Montemor-o-Velho", sustentou José Sócrates.
O projecto do grupo Agni, empresa de capitais malaios e norte-americanos, previa um volume total de investimento de 69,3 milhões de euros e incluia um centro de investigação e desenvolvimento para além da unidade fabril cujo processo de fabrico é totalmente automatizado.
Deveria entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2009, mas a construção dos edifícios - iniciada em finais de 2007 - encontra-se parada, constatou a Lusa no local.
A fábrica deveria ficar instalada no Parque de Negócios de Montemor-o-Velho, ocupando ocupando uma área total de 2,2 hectares, junto à Estrada Nacional 111 (Figueira da Foz-Coimbra) e, segundo o projecto, previa a criação de 225 postos de trabalho.
Sobre esta questão, António Moreira, coordenador da União de Sindicatos do Distrito de Leiria, disse à Agência Lusa que, na próxima segunda-feira, vai pedir a realização de uma reunião "com carácter de urgência" com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.

Fonte: http://www.ofigueirense.com/gestor_noticias/noticias.php?id=1930

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Despedimento sem justa causa

“Feliz o presidente que tem um maestro assim”… Estas foram as palavras proferidas pelo actual presidente da Filarmónica União Verridense, no ano passado no decorrer das comemorações do bicentenário.
Sensivelmente um ano depois tudo mudou. O maestro foi despedido sem justa causa e de forma pouco digna, o que levou a uma reacção por parte de alguns músicos. Um homem que tanto trabalhou para a banda, deveria sair pela porta grande. Aliás, tem sido assim com anteriores direcções.
A direcção pode demitir quem entender e sobre isso não há dúvidas. Mas não deve fazê-lo de forma leviana, sem razões fortes que justifiquem essa decisão. Não é digno, demitir-se um maestro num dia, aplaudi-lo no outro e no final da actuação, despedi-lo. Foi este procedimento que levou alguns músicos a solicitar espontaneamente uma assembleia-geral extraordinária.
A assembleia foi esclarecedora, realmente os motivos apontados pelo presidente da direcção, alguns deles ridículos, prova que não houve efectivamente razões válidas para despedir uma pessoa que tem mostrado excelentes qualidades técnicas e humanas. Além disso não se compreende este “deita fora”, uma vez que o presidente e o maestro andavam a reestruturar a escola de música.
O “timing” para o despedimento também não foi o melhor, porque criou mal-estar entre todos, numa altura em que a banda tem compromissos contratuais. Além disso o novo maestro, neste período de férias e de serviços festivos, nada vai acrescentar ao nível técnico da banda.
Os problemas da banda são para ser resolvidos em sede própria. Este devia ser o lema da direcção, mas não. Esta “desafinação”, como refere o Diário de Coimbra, foi noticiada por aquele jornal. O presidente devia ser o primeiro a dar o exemplo, mas resolveu dar a conhecer ao público, através do jornal, problemas internos da banda, focando aspectos particulares e localizados de algumas situações.
Não satisfeito, após a assembleia, mais uma notícia no Diário de Coimbra. Felizmente expressões de “quem manda na banda é a direcção” foram substituídas por “ quem gere a banda”. O presidente ouviu os recados da assembleia.
A assembleia decorreu de uma forma quase desordeira, com muitas intervenções desadequadas, mas foi importante e esclarecedora. Após a votação a direcção tem condições para gerir a banda, no entanto abriram-se algumas feridas que levarão tempo a sarar e saíram alguns músicos. Felizmente alguns dos que manifestaram intenção de sair, voltaram, revelando desta forma um sentimento forte com a associação.
A Filarmónica União Verridense deu um tombo, sem necessidade, saíram alguns músicos gerou-se um mal-estar entre outros, entre sócios e simpatizantes e abriram-se novas feridas, tudo isto aparentemente sem nenhuma razão. Ainda é cedo para concluir se a serenidade se instalou na banda, mas faço votos para que tal aconteça o mais breve possível. Alguns músicos e alunos da escola de música choraram, após a sua saída do maestro.
Ao ex-maestro, na foto, quero manifestar o meu orgulho como verridense, sócio e simpatizante da Associação Filarmónica União Verridense, pelo trabalho desenvolvido, quer na banda, quer na escola de música.

Publicada por O Barítono
In http://o-bari-tono.blogspot.com/2009/07/despedimento-sem-justa-causa.html
Foto: http://o-bari-tono.blogspot.com/2009/07/despedimento-sem-justa-causa.html

Jovem de Fala morreu afogado em Pereira

Um jovem de 15 anos morreu ontem afogado na praia fluvial de Pereira, concelho de Montemor-o-Velho. João Barata, residente em Fala (S. Martinho do Bispo), estaria acompanhado de dois amigos, que ainda o tentaram resgatar da água, mas sem sucesso. Desconhecem-se as causas do acidente, que se deu pelas 14h30, mas admite-se a hipótese da vítima ter dificuldade em nadar e de ter sido surpreendida por uma zona de rio mais funda. Bombeiros com equipa de mergulhadores chegaram ao local cerca de um quarto de hora depois de accionado o socorro, mas já pouco havia a fazer. O corpo foi resgatado do rio cerca de duas horas mais tarde. Foram os dois amigos a dar o alerta, ligando para o 112. De acordo com Licínio Serrano, segundo comandante dos Bombeiros de Montemor-o-Velho, a corporação deslocou para o local uma equipa de quatro mergulhadores e um barco semi-pneumático, tendo solicitado depois o auxílio dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, que enviaram mais dois mergulhadores. As buscas subaquáticas foram feitas em círculo, a partir do local onde presumivelmente o jovem teria desaparecido. O corpo foi encontrado a sete metros de distância e a uma profundidade de cerca de dois metros.«A corrente era ligeira e a visibilidade razoável, mas o leito tem declives», referiu o responsável dos bombeiros, admitindo-se, no local do acidente, a falta de pé e alguma dificuldade em nadar como causas prováveis do acidente. No local estiveram ainda meios da delegação de Pereira da Cruz Vermelha, veículo de fogo, duas ambulâncias (uma de INEM e outra de transporte) e auto-comando dos Bombeiros de Montemor-o-Velho. O dispositivo de busca e resgate destacado, segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro, incluiu um total de oito viaturas e 19 bombeiros.Segundo Licínio Serrano, foi chamada uma equipa de apoio psicológico do INEM de Coimbra, para apoiar a família da vítima, tendo-se deslocado uma psicóloga e uma viatura de emergência médica. Entre os familiares e amigos da vítima a consternação, o desespero e o sofrimento eram indescritíveis. Em redor juntaram-se muitos populares e transeuntes e o trânsito complicou-se na estrada de acesso à praia, obrigando à intervenção das autoridades. Praia sem vigilância A praia fluvial de Pereira não possui vigilância, apesar de ser muito frequentada. Licínio Serrano confirma que já se registaram no local outras situações de afogamento, algumas também fatais. No socorro, os bombeiros debatem-se com dificuldades acrescidas por falta de entrada para embarcações. «A mais próxima é a cerca de 500 metros. Tivemos de entrar em Formoselha e andar rio acima até aqui à praia», explicou aos jornalistas, dando conta que estas mesmas dificuldades já foram dadas a conhecer pelo comando às autoridades competentes na matéria. Mesmo a entrada para embarcações existente em Formoselha é criada, segundo o bombeiro, «de improviso».Do outro lado da estrada da praia fluvial, existe um bar, com esplanada e jardim, no entanto, tanto quanto pudemos apurar, não é prestada vigilância à zona balnear. O Diário de Coimbra contactou a GNR de Montemor-o-Velho e a Junta de Freguesia de Pereira mas nenhuma das fontes quis esclarecer a questão da vigilância da referida praia. Em tempos, a Cruz Vermelha tinha, pelo menos aos fins-de-semana e dias de maior frequência no Verão, uma equipa ali de prevenção, mas tal não acontece actualmente.Ontem, no local, havia algumas pessoas indignadas com a falta de segurança. «Deviam mandar fechar isto, é uma ratoeira para mais crianças», reclamava um popular.

Andrea Trindade
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2753&Itemid=135
Foto: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2753&Itemid=135

Grupo Agni, da Malásia, largou investimento em Portugal

O grupo Agni desistiu de investir em Portugal, os quadros deixaram o país e todo o projecto de investimento, avaliado entre 60 e 70 milhões de euros, está sem rumo. A situação, por alegada falência, deixou parceiros e fornecedores sem pagamentos.
O PÚBLICO apurou que o leque de credores vai desde a Empresa Geral de Fomento (EGF), do grupo Águas de Portugal, que reclama neste momento em tribunal uma dívida calculada em cerca de quatro milhões de euros, até a uma pequena unidade hoteleira de Viana do Castelo que diz ter ficado com 11 mil euros por saldar, não sabendo a quem se dirigir por falta de resposta. Do lote de credores farão também parte pequenas e médias empresas de construção, que estiveram ligadas a várias partes do projecto que incluía uma fábrica de pilhas de combustível e um centro de investigação de tecnologia de hidrogénio em Montemor-o-Velho e unidades de produção de hidrogénio a partir do biogás dos aterros de resíduos sólidos urbanos, em Viana do Castelo e Figueira da Foz.
Os números telefónicos oficiais das instalações da Agni em Portugal mudaram e o atendimento resume-se a um funcionário cuja missão é apenas registar quem telefona. Nada é dito sobre o paradeiro dos elementos que trabalhavam na empresa. Na opinião dos credores, "desapareceram", "não deixaram rasto", uma situação que se tornou evidente para estes a partir de Março passado. A explicação mais imediata para o facto é a crise financeira, com a qual a Agni terá perdido a sua base de financiamento, que eram os fundos internacionais, e entrado em processo de falência. Contudo, alguns credores contactados pelo PÚBLICO defendem que "isso não lhes dava razão para desaparecerem". Entretanto, algumas entidades envolvidas dizem ter conhecimento de visitas recentes e outras programadas para as próximas semanas a Portugal de advogados estrangeiros representantes de potenciais interessados nos activos da Agni.
A Agni, que deveria começar a fabricar pilhas de combustível a partir de 2009 e contratar cerca de meia centena de doutorados saídos do programa MIT Portugal para o seu centro de investigação, chegou a assinar um memorando de entendimento com a antecessora da AICEP (ex-API), em 19 de Janeiro de 2006. Nesse mesmo dia, assinou também o acordo com a EGF.
As negociações com o Estado nunca chegaram a fechar, pelo que não foi concedido qualquer financiamento público ao projecto. Já no caso da EGF, três dos cinco contratos começaram a ser realizados, mas, "não tendo a Agni cumprido os compromissos assumidos e não demonstrando capacidade para vir a cumprir" - disse a EGF ao PÚBLICO -, esta denunciou os referidos contratos entre Maio e Junho. Acrescenta a EGF que o valor global do investimento em dívida, de quatro milhões de contos, respeita à Algar, Amarsul e Resulima. O projecto, considerado emblemático pelo seu carácter inovador e por desenvolver novas tecnologias, constituiu uma aposta do Ministério da Ciência e da Tecnologia: a Agni era, desde Abril de 2007, membro associado do Programa MIT-Portugal, com uma promessa de investimento numa área considerada de futuro.

Lurdes Ferreira
In http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390961

Homenagem ao Maestro António Jesus

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ex-autarca socialista foi intermediário

O antigo vereador socialista na câmara de Coimbra Luís Vilar foi intermediário na alegada venda irregular do edifício dos CTT de Coimbra e é acusado de prevaricação, tal como o presidente da autarquia, o social-democrata Carlos Encarnação.
Além de Encarnação e Vilar estão constituídos arguidos todos os elementos do executivo camarário do mandato 2001-2005: Nuno Freitas, Mário Nunes e João Rebelo, todos eleitos pelo PSD, Manuel Rebanda, do CD), Rodrigues Costa, Carvalho Santos e António Rochette, do PS, e Gouveia Monteiro, da CDU. Pina Prata, eleito pelo PSD, ficou de fora porque se absteve na votação em causa.
Sobre eles recai a suspeita de terem violado a lei do arrendamento quando, em 2003, tomaram a decisão em executivo camarário de arrendar uma fracção à empresa Demagre, que adquiriu o edifício dos CTT. Antes, a AIRC estava alojada no Estádio Municipal de Coimbra, que foi demolido para construir um novo recinto para no Euro 2004.
Luís Vilar, então autarca socialista e presidente da Comissão Política Concelhia do PS, é também suspeito num processo de alegada corrupção passiva e tráfico de influências, que envolve a Bragaparques.
Neste processo, a aguardar a marcação de julgamento no Tribunal de Coimbra, Luís Vilar é ainda acusado de envolvimento activo na angariação de fundos para financiamento ilegal do PS.
Luís Vilar foi contratado em Dezembro de 2002 pela empresa TramCroNe - Promoções e Projectos Imobiliários, SA (TCN Portugal), como consultor e intermediador de negócios para a região Centro, e participou nas negociações do edifício dos Correios.
O edifício, onde a negociadora TramCroNe fora substituída pela Demagre como adquirente a 20 de Março de 2003, embora com os mesmos protagonistas, foi revendido no mesmo dia a uma empresa do grupo Espírito Santo por cerca de 20 milhões de euros, mais cinco milhões do que custara algumas horas antes (14.814.297,54 euros).
Por esses serviços de consultadoria Luís Vilar ganhava três mil euros mensais e cinco por cento de comissão pelo valor dos negócios que acompanhava. Na altura, acordou receber 500 mil euros por serviços prestados antes da entrada em vigor do contrato.
No segundo semestre de 2002, o ex-autarca afirmou, no processo que está para julgamento no Tribunal de Coimbra, ter sido abordado pelo amigo Carlos Godinho, um conhecido empresário conimbricense, que lhe terá perguntado se conhecia alguém interessado na compra do edifício dos CTT, na Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra, porque “estaria à venda”.
Em Dezembro do mesmo ano, Vilar organiza um jantar num restaurante de leitão da Bairrada, com a presença de Luís Godinho e com o presidente e o vogal da administração da TramCroNe (TCN Portugal), José Júlio de Macedo e Pedro Garcês, respectivamente.
Iniciam-se então as negociações para a aquisição, com Vilar a estabelecer contactos com a administração dos Correios e até a acompanhar o administrador holandês da TramCroNe Internacional.
Prestes a realizar-se a escritura, Júlio Macedo aparece a acompanhar pessoalmente o processo e a Demagre - Compra de Imóveis para Revenda, Lda. substitui a TramCroNe como adquirente.
Mas os protagonistas são os mesmos. Júlio Macedo e Pedro Garcês são os gerentes da Demagre e sócios minoritários da mesma, cuja quota maioritária era detida pela sociedade por quotas MGPlus, cujos únicos sócios e gerentes eram precisamente os mesmos.
A partir de Março de 2003, Luís Vilar é substituído na prestação de consultadoria à TramCroNe pela Rosigna, Consultadoria à Implementação de Projectos, Lda., empresa familiar onde o seu filho era sócio-administrador e ele próprio gerente, embora sem qualquer quota em seu nome.
Em 2005, Pedro Garcês aparece novamente como o rosto de um grupo de investidores do hospital privado Unidade de Saúde de Coimbra, que ocupou uma parte do edifício dos CTT e que agora está em processo de falência. Naquela altura fazia parte da empresa de cuidados de saúde a Associação Fernão Mendes Pinto, liderada por Victor Camarneiro, que chegou a candidatar-se à Câmara Municipal de Montemor-o-Velho pelo PS.

Fonte:http://www.destak.pt/artigos.php?art=34751

segunda-feira, 6 de julho de 2009

“Desafinação” ameaça filarmónica de Verride

Um grupo de músicos da Associação Filarmónica União Verridense (AFUV) tem um compasso diferente da direcção. Desacertos que datam do ano passado e têm vindo a subir de tom. Nos últimos dias a sintonia parece ter-se arredado definitivamente da filarmónica, que no mês passado festejou os seus 201 anos. Amanhã, realiza-se uma assembleia-geral extraordinária, “marcada” por um grupo de músicos e sócios que não “afinam” de acordo com o diapasão da direcção.
A convocatória, assinada pelo presidente da mesa da Assembleia-Geral chegou a casa dos sócios e a missiva é curta. Paulo Cardoso convoca os verridenses para uma reunião, domingo às 15h00, e da ordem de trabalhos, para além do período e antes da ordem do dia, faz parte um único ponto, que consiste na «apresentação e votação de propostas de um grupo de sócios». E mais não diz.
O presidente da direcção, Carlos Carvalho, sabe da reunião e vai estar presente, mas desconhece a “sinfonia” que o grupo de sócios pretende apresentar. Trata-se, admitiu ontem ao Diário de Coimbra, de uma reunião extraordinária, convocada por um grupo de sócios, que os estatutos da colectividade prevêem. O “timoneiro” da colectividade, adianta que a assembleia foi solicitada por «40 associados», entre os «quais se encontram músicos muito jovens e outros que «entregaram as fardas».
A “desafinação” instalou-se, no entender de Carlos Carvalho, depois da demissão do maestro, decidida pela direcção. Os músicos «não gostaram e reagiram», adianta, admitindo que «um grupo de cerca de uma dezena de músicos entregou as fardas».
A demissão do maestro António José Loureiro Jesus foi decidida no quadro de um conjunto de «situações complexas que aconteceram nos dois últimos anos», afirma o presidente da direcção. Carlos Carvalho refere, como factor chave deste processo a saída do maestro adjunto, Tiago Cordeiro, que em Maio apresentou a sua demissão «em ruptura com o maestro». «Tivemos várias reuniões para tentar apaziguar a situação», diz Carlos Carvalho, mas, nos princípios de Junho, o maestro adjunto impôs um conjunto de condições para continuar «que não foram aceites pela direcção», levando Tiago Cordeiro a abandonar a Filarmónica Verridense.
Com a equipa técnica “desfalcada”, a direcção «pediu ao maestro que indicasse um novo adjunto», mas Loureiro Jesus terá optado por uma continuidade “a solo”. Decisão que não agradou à direcção, uma vez que «considera fundamental ao bom funcionamento da banda o papel do maestro adjunto», assume Carlos Carvalho. «Na sequência disto e depois de um conjunto de atitudes menos correctas por parte do maestro – que se escusa a esclarecer - , e atendendo que não tínhamos maestro adjunto, decidimos mudar de equipa técnica», diz o presidente, justificando a demissão de Loureiro Jesus, maestro que há três anos está ao serviço da filarmónica e desempenhou um papel fundamental aquando das celebrações do bicentenário.

“Músicos reagiram mal”

«Não foi uma decisão tomada de ânimo leve, contrariamente ao que as pessoas possam pensar», refere Carvalho, sublinhando que a decisão foi assumida na reunião de 18 de Junho e comunicada no dia 20 ao maestro, que «aceitou a situação e pediu para se despedir do corpo musical, o que aconteceu».
«Os músicos reagiram mal», refere ainda o presidente da direcção, e «alguns, talvez uns 10 entregaram as fardas», disse ainda ao Diário de Coimbra. Todavia, para Carlos Carvalho esta manifestação de desagrado não pode ser vista de uma forma isolada, antes concertada com um conjunto de «comportamento menos correctos» que «têm vindo a verificar-se ao longo dos últimos dois anos». Escusando-se a entrar em pormenores Carvalho refere um concerto em Santa Comba Dão, onde alguns músicos «assumiram posições menos correctas», situação que voltou a verificar-se em Mação.
«Os músicos não estão em auto-gestão», afirma Carlos Carvalho, queixando-se que «alguns começaram a fazer boicote». Aquele responsável não põe em causa o «empenhamento dos músicos, nem a sua qualidade, participação nos ensaios ou nos concertos». «São inexcedíveis», sublinha, elogiando também o trabalho desenvolvido pelo maestro Loureiro Jesus. Põe em causa, isso sim, o que qualifica de «comportamentos menos correctos», decorrentes de «falta de disciplina e rigor», que considera necessários. «Não têm apenas de saber e aprender música, também têm de aprender a saber ser e a saber estar», defende.
E terá sido isso que ditou o “descompasso” e pôs em cheque a “harmonia”. Carlos Carvalho diz menos que só aceitou recandidatar-se, em Janeiro, depois de ter obtido a garantia, por parte dos músicos, que todos iriam “afinar” pelo mesmo diapasão. «É a direcção quem manda na banda, a banda não está em auto-gestão», faz ainda questão de sublinhar.

“Turbulência está a afectar a filarmónica”


«Tínhamos consciência que a decisão de demitir o maestro poderia ter consequências», reconhece o presidente, adiantando que quando foi comunicada aos músicos, foi «mal recebida» e um pequeno grupo «sentiu-se ultrapassado». «É à direcção que compete tomar as decisões e não aos músicos», sublinha, agastado com a situação, que acabou por se agravar dias depois, no espectáculo de despedida do maestro, quando uma dezena de músicos entregou a farda.
Carlos Carvalho nega que existam músicos suspensos pela direcção, salvaguardando a excepção de um jovem, a título temporário, sublinhando que «foram os músicos que se auto-suspenderam». Reconhece que a filarmónica pode funcionar sem estes elementos, mas considera a situação «negativa» . «Esta turbulência está a afectar a filarmónica» e «já perdemos vários contratos», diz, apontando para o espectáculo da entrega dos prémios Bento Pessoa. O presidente da direcção está, também, apreensivo com a reunião de amanhã. «Esta situação não é nada agradável», diz.
O Diário de Coimbra tentou, em vão, falar com músicos “auto-suspensos”. Quanto ao maestro, confirmou a demissão, mas escusou-se a tecer quaisquer comentários sobre o assunto.

Prestígio de 201 anos tem de ser respeitado

«Ninguém pode ficar contente com o que se está a passar», disse ontem ao Diário de Coimbra um sócio da filarmónica, apelando ao «bom senso e ao diálogo». «Nada pode sobrepor-se ao prestígio e ao valor inquantificável desta filarmónica», acrescentou. «A filarmónica tem uma saída para a semana e não tem maestro», fez ainda notar, em tom crítico, temendo que as quezílias se avolumem. «Isto não é nenhuma comédia, que haja respeito», diz, apontando para os 201 anos da filarmónica, que considera «a coisa mais valiosa que Verride tem» e, por isso mesmo, «não se pode desmoronar como um baralho de cartas». «Ninguém pode estar contente com o que se está a passar», diz ainda, sugerindo a readmissão do maestro e fazendo um apelo à compreensão e ao diálogo, para que a filarmónica «se mantenha de pé».

Escrito por Manuela Ventura
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2660&Itemid=112

Citemor - 31º Festival de Montemor-o-Velho

O Citemor volta a invadir Montemor-o-Velho. Desta vez, o evento decorre de 24 de Julho a 15 de Agosto.
Grande parte das produções do Citemor são criadas em residência, com os autores e intérpretes a viverem na vila durante uma temporada. O resultado das residências artísticas é a estreia absoluta das produções durante o festival.

Fonte e foto:http://lazer.publico.clix.pt/artigo.asp?id=235807

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"Os fios que a lã tece", de 8 a 10 de Julho'09, em Montemor-o-Velho


A Quarta Parede apresenta "Os fios que a lã tece", de 8 a 10 de Julho de 09, na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Velho.

Organização: CITEC

Fonte:http://quarta-parede.blogspot.com/2009/06/divulgacaoos-fios-que-la-tece-de-8.html
Foto:Susana Paiva

APPACDM recebe uma "bonita prenda"

Entidade recebe 125 mil euros para o lar residencial. Pedido de subsídio foi deferido na véspera de a instituição comemorar o 40.o aniversário

Há quem diga que dar os parabéns adiantados dá azar, mas este não parece ser o caso da delegação de Coimbra da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM). É que anteontem, véspera da instituição comemorar o 40.o aniversário, a secretária de Estado adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, decidiu deferir o pedido de subsídio de 125 mil euros, que a APPACDM já tinha feito em Novembro do ano passado, para «cobrir em parte as obras» do lar residencial de S. Silvestre, que «vai ser, com certeza, aberto em 2009».
«Neste momento, é uma valência que está a fazer muita falta. É um dos objectivos a curto prazo. É uma premência. Foi uma bonita prenda», afirmou Helena Albuquerque, presidente da APPACDM de Coimbra, antes de explicar que a infra-estrutura «vai dar atendimento a 15 deficientes», mas «a lista de espera para a valência do lar residencial tem mais de 60 jovens, entre os quais 50 têm, seguramente, deficiência profunda». O valor total da obra é de 450 mil euros, tendo já sido comparticipada com 100 mil euros pelo anterior Governo, verba a que acrescem os 125 mil euros aprovados anteontem. «O resto é da associação», revelou Helena Albuquerque.
Além do lar residencial de S. Silvestre, a APPACDM de Coimbra inclui a construção do centro de estimulação precoce, num terreno doado pela Câmara na Quinta da Romeira, nos projectos a concretizar a curto prazo. «Vai substituir o nosso centro e trata-se de uma valência fundamental. Já estamos a avançar com o projecto e, no prazo de um ano, será construído. É uma forma de dar um empurrãozito às nossas crianças. Mesmo que, depois, vão para o ensino normal, já tiveram uma assistência muito forte na primeira infância, que é fundamental ao longo da vida», admitiu a responsável da instituição.
Sobre os 40 anos, Helena Albuquerque disse tratar-se de uma data «sempre especial», assumindo-se como «um momento de reflexão sobre o que fizemos, o que estamos a fazer e o que vamos fazer», antes de acrescentar que a delegação de Coimbra da APPACDM, que se tornou autónoma em relação à instituição nacional, «apoia cerca de 800 pessoas, desde os três meses e pretendemos acompanhar até ao fim da vida», integrando, actualmente, além de Coimbra, «os pólos de Arganil, Cantanhede, Montemor-o-Velho e Tocha».
As comemorações de ontem, abertas a todos, pretenderam «dizer às pessoas que estamos aqui, contamos convosco e a instituição também é vossa». A presidente da APPACDM de Coimbra confirmou que «as comunidades onde nos inserimos têm percebido esta mensagem». A sessão de ontem de manhã, na Praça da República, teve direito a um bolo de 500 quilos e animação a cargo dos jovens que frequentam o centro de actividades ocupacionais da instituição e do Grupo de Teatro Saltimbancos do Centro Popular de Trabalhadores de Sobral de Ceira.
«É o reconhecimento da ajuda da cidade, um momento de partilha com toda a cidade e de agradecimento. Nós não temos uma atitude pedinchona e lamurienta, mas temos uma atitude de lembrar às pessoas aquilo a que temos direito. Coimbra tem reagido muito bem a esse desafio», declarou Helena Albuquerque, assumindo que «o caminho não foi fácil e não temos a ilusão que um dia venha a ser», antes de apelar «à união interna na instituição». O dia de aniversário terminou à noite, no Pavilhão Centro de Portugal, com a entrega de diplomas aos jovens da APPACDM que ingressaram nos cursos de formação profissional.

Adjudicação da obra da Casa de Chá aprovada
A construção da Casa de Chá no Jardim de Sereia é, confirmou Helena Albuquerque, outro dos objectivos a concretizar este ano, pois, sublinhou, «é um projecto há tanto tempo esperado». Na reunião do executivo camarário de anteontem, a adjudicação da obra, por um valor pouco abaixo dos 26 mil euros e um prazo de execução de 45 dias, foi aprovada por unanimidade.
O pedido de autorização para a instalação de uma empresa de inserção no domínio da restauração (serviço de catering, restaurante, bar, casa de chá) na Casa do Guarda do Parque de Santa Cruz foi solicitado, há 10 anos, pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental à autarquia. A 3 de Maio de 1999, o executivo, então liderado pelo socialista Manuel Machado, aprovou, por unanimidade, a solicitação.
«A Casa de Chá, que havemos de ter este ano, é uma porta de entrada entre a sociedade civil e a instituição», afirmou, ontem, na Praça da República, Carlos Encarnação, informando que pretende ter o espaço aberto «até ao final do ano», até porque, revelou o actual presidente da Câmara, «já demos o passo final para essa iniciativa».

Escrito por João Henriques
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2607&Itemid=135