segunda-feira, 29 de junho de 2009

Convocatória para Assembleia Geral da AFUV

Estimado Sócio

Paulo Jorge Batista Cardoso, Presidente da Assembleia Geral da Associação Filarmónica União Verridense, no uso das competências que lhe são conferidas pelo Artº 20º dos Estatutos, convoca a Assembleia Geral desta Associação, a reunir em Sessão Extraordinária, no próximo dia 05 de Julho de 2009, domingo, pelas 15:00 horas, na sede da Filarmónica, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Período antes da Ordem do Dia;
2 - Apresentação e votação de proposta de um grupo de sócios.

Se à hora marcada não estiverem presentes pelo menos metade dos sócios, a Assembleia funcionará uma hora depois, ou seja, pelas 16:00 horas, com qualquer número de sócios presentes, de acordo com o previsto no nº 2 do Artº 18º dos referidos Estatutos.


O Presidente da Assembleia Geral

Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2009/06/convocatoria-para-assembleia-geral-da.html

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Momentos da época medieval em terras de Baixo Mondego

A Ceia Quinhentista, sábado à noite, marcou um período histórico, convidando os visitantes a uma descoberta “no centro do reino, no seio da família real”. Num cenário em que a magnificência se conjugou com a austeridade, o rigor histórico e a qualidade de serviço a que Montemor-o-Velho já habituou os seus visitantes, o Claustro do Convento dos Anjos recebeu dezenas de convivas para celebrar a reconstituição da visita da Princesa Santa Joana a terras do Baixo Mondego, no ano de 1485. E foi num requintado jantar, com “potage de leguminas”, porco assado em espeto, puré de maçã e castanha, perada, tigelada, ovos de fio, púcaros de natas com frutos secos, bacios de fruta verde, entre outras iguarias, e animação musical pelo Cantus Anonimus, além dos pregoeiros, músicos, saltimbancos, malabaristas e cuspidores de fogo, que foi recriado este momento quinhentista.
Ontem, após a celebração de eucaristia, em que o padre José Luís Ferreira, na sua homilia, aludiu «à ambiência medieval, em que os cristãos também celebravam a sua fé e solidariedade», teve início a “feira franca” com a leitura da Carta de Feira, concedida por D. João I, em 1426, no Adro da Igreja de Santa Maria da Alcáçova.
Pela feira não faltaram as figuras típicas da época: almocreves, saltimbancos, malabaristas, bobos, feiticeiros, aguadeiros, adivinhos, mendigos e os jogadores, além dos hortelões e camponeses que tentam sempre enganar os almotacês (aqueles que controlam os preços e as medidas de aferição). À venda estiveram produtos da terra, como por exemplo, as hortaliças, as frutas, os frutos secos, as leguminosas, os grãos e o feijão, os cereais ou azeite e vinho. Também não faltaram as aves de capoeira, ovos, pão, peixe, carnes, enchidos, sopa do lavrador, assim como louças, queijo, sal e artesanato. Marcaram presença as tendas do tabelião de notas, do ourives, do ferrador, do “barveiro”. Donzelas, senhores feudais, pajens, trovadores, mercadores e vendilhões encheram de cor e de som este cenário medieval. O senhor feudal investe cavaleiros...Num canto, um sem alma encarna Satanás...À porta da igreja, o mendigo estende a mão e pede esmola...Frades passeiam-se por entre a multidão “libertando dos pecados as almas mais denegridas”, enquanto jovens trovadores exaltam alegremente os dons das suas amadas... “não queirais vós saber o fogo que este meu mui pequeno coração encerra”. Personagens que garantiram o colorido desta recriação histórica.
Após o almoço, e numa iniciativa da Associação de Amigos de Dom Pedro e Dona Inês, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova acolheu o lançamento da publicação “Inês de Castro, Ano Inesiano”, evocando o ano de 1355, quando D. Afonso IV decidiu a morte de Inês de Castro, em Montemor-o-Velho. A cerimónia foi presidida por Pedro Machado, vereador do município, e a publicação foi apresentada por Maria José Azevedo Santos. A sessão foi animada, numa encenação musicada da lenda da Princesa Zuleida, da autoria de Lurdes Breda, pelo grupo da APPACDM - Unidade Funcional de Montemor-o-Velho.
Logo a seguir, o Grupo de Teatro de Sobral de Ceira encenou “o cerco ao Castelo, por ordem de D. Afonso II, numa investida contra a sua irmã Rainha D. Teresa, no ano de 1212”. Ainda, no castelejo, os visitantes foram convidados a saudar o Regente Infante D. Pedro e o jovem D. Afonso V, e assistir, como em 1445, ao Torneio a Cavalo e a demonstrações de tiro com arco.
De realçar a cumplicidade dos movimentos associativos do concelho, que contribuíram para o sucesso da iniciativa, preservando e divulgando momentos culturais e sociais da época medieval em terras de Montemor-o-Velho.

Escrito por Aldo Aveiro
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2475&Itemid=135

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Detida co-autora de violação

Em Março uma criança de 11 anos foi raptada da sua família para casar com um homem de 18 anos de etnia cigana. A co-responsável pelo crime tem 43 anos e foi detida pela Judiciária. Deverá responder esta sexta-feira em tribunal.
De acordo com a Judiciária esta mulher de 43 anos, sem ocupação definida, foi cúmplice de rapto de uma menor de 11 anos que residia na zona de Montemor-o-Velho com a família. A criança terá sido arrastada para um carro e conduzida para Santa Maria da Feira onde a aguardava um casamento com um indivíduo de 18 anos.
Com a detenção desta mulher, todos os envolvildos neste crime encontram-se identificados e em prisão preventiva.

Fonte e Foto:http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentID=C9ED1185-D3D9-4091-8610-9CFBE06E2A94&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

quinta-feira, 18 de junho de 2009

40 milhões de euros para a Região Centro

O Ministério da Agricultura (MA) anunciou ontem a abertura de um concurso de apoio ao regadio na região Centro, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), incluindo o território do Baixo Mondego, com uma dotação inicial de 40 milhões de euros.
O objectivo, de acordo com o comunicado de imprensa, será apoiar projectos de aproveitamento hidroagrícola, em diferentes fases de execução, estando as candidaturas abertas de 6 de Julho a 10 de Agosto.
Segundo o Ministério, não seria possível lançar antes este concurso, tendo em conta que as ajudas relativas ao terceiro Quadro Comunitário de Apoio só terminam a 30 de Junho e a regulamentação comunitária não permite simultaneidade de concursos.
De acordo com o documento, este concurso prevês apoios, não reembolsáveis, de 100 por cento das despesas elegíveis nos casos de regadios colectivos públicos, descendo a comparticipação para 70 por cento no caso de empreendimentos privados ou público-privados.
Se bem que o comunicado governamental garanta, no título, que o “Regadio do Baixo Mondego recebe 40 milhões de euros”, uma leitura mais atenta do texto do concurso revela que a área geográfica elegível corresponde à região Centro e não especificamente aos Campos do Mondego, muito embora estes constituam a esmagadora maioria do regadio existente.
Este concurso é, de acordo com o comunicado, um de 16 a lançar nos próximos tempos, em diferentes regiões do país, envolvendo apoios que ultrapassam os 260 milhões de euros.
Quatro deles abrem ainda esta semana e estão incluídos no sub-programa “Promoção da Competitividade”. Têm dotações superiores a 140 milhões de euros e destinam-se à modernização de empresas e a sectores específicos como o do leite, olival tradicional e florestas.
O MA anunciou ainda a abertura, no início de Julho, de um concurso destinado à “Instalação de Jovens Agricultores”, que irá conceder apoio sob a forma de subsídios não reembolsáveis, da ordem dos 40 mil euros por beneficiário.
O ministro da Agricultura tinha garantido, em Setembro de 2008, durante uma visita, que pretendia terminar as obras do Baixo Mondego. Não se consegue perceber ao certo, nos anúncios agora anunciados, se a promessa irá ser cumprida.
Aliás, a própria direcção da Associação de Beneficiários da Obra Hidroagrícola do Baixo Mondego declinou prestar declarações sobre o anúncio governamental e reuniu para analisar os documentos, só se pronunciando durante o dia de hoje.

Concursos “fazem parte da campanha eleitoral”

A primeira reacção de Carlos Laranjeira, presidente da Associação de Orizicultores de Portugal é que os milhões agora anunciados pelo Ministério da Agricultura «fazem parte da campanha eleitoral».
«Sabem que, neste momento, os agricultores estão a começar a movimentar-se e avançam com estes apoios», disse ao Diário de Coimbra, sublinhando que os produtores «estão em situação preocupante e está a acabar a paciência».
Referindo especificamente ao arroz, Carlos Laranjeira lembra que «a fileira deu um prazo, até ao fim do mês, para que seja resolvida a situação de “dumping”», pelo que este tipo de anúncio por parte do Governo seria expectável.
O responsável revela que «o arroz está a 24 cêntimos, quando estava a 24 há um ano», acusando as grandes superfícies de fazerem “dumping”, no sentido «de mudarem os hábitos alimentares dos portugueses para a variedade “Agulha”», que vem do estrangeiro a mais baixo preço, em prejuízo da produção nacional, baseada na variedade “Carolino”.

José Carlos Salgueiro
In http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2427&Itemid=135

Comemorações do 201º Aniversário da AFUV - 20 de Junho


As comemorações do 201º Aniversário da AFUV prosseguem no próximo sábado, dia 20 de Junho, com uma noite dedicada aos mais jovens elementos da AFUV. Assim, a partir das 21h, no auditório da AFUV, os alunos da Escola de Música da AFUV realizarão uma audição. A esta, seguir-se-á a apresentação da Orquestra Juvenil da AFUV, uma formação que pretende oferecer aos alunos da Escola de Música uma melhor preparação para o seu futuro ingresso na banda filarmónica da AFUV.
A noite culminará com um concerto pela Orquestra Ligeira da AFUV que, daquela forma, assinalará o seu 5º aniversário.

Fonte e cartaz: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2009/06/comemoracoes-do-201-aniversario-da-afuv_18.html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pereira reviveu feira como há 100 anos

O som dos vários pregões ouvidos ainda ao longe, indicavam aos visitantes a presença de feirantes, que, numa iniciativa do Grupo Folclórico da Vila de Pereira, reviveram no dia de ontem uma feira como há 100 anos atrás.
O som difuso associado a estas feiras, com o chamamento das vendedeiras, o som da harmónica do amola-tesouras, misturavam-se entre outros gritos, mais ou menos definidos, que no seu cômputo geral nos diziam estarmos presentes numa feira.
Esta iniciativa do Grupo de Pereira traduziu-se, sobretudo para os mais novos, em mais uma prova de que estas instituições têm uma palavra muito importante em preservar e lavar ao conhecimento de todos o nosso passado recente.
Para Diogo César, componente do Grupo de Pereira, «é um incentivo à malta jovem para conviver», frisando que «estas iniciativas servem para aprender algo sobre a nossa história, sobretudo como eram as feiras e mercados de há 100 anos, como se vendia, como se apregoava aquilo que cada um queria vender».
As bancas com a venda de diversos produtos, sobretudo os de origem agrícola, mas aqui e acolá os barros e os alumínios, eram a nota dominante com os seus vendedores trajados a rigor, com instrumentos próprios da época e bancas feitas todas em madeira.
Os visitantes em largo número, claro que eram “100 anos mais novos”, mas mesmo assim não deixarão de dar o seu contributo a este evento.
A meio da visita, feita sempre com calma e tranquilidade - estamos a falar há 100 anos atrás - o visitante era levado a tomar atenção a outros sons e movimentos, que vinham de um grupo de “rapazolas”, que no ímpeto da sua juventude “roubavam” aqui e acolá uma peça de fruta e, claro está, o dono da banca gritava: «agarra que é ladrão».
Mais à frente, a “cigana”, no seu jeito muito próprio, tomava-nos de surpresa pegava-nos na mão e mesmo contra nossa vontade, lia a nossa sina, sempre com futurologias positivas e depois, com a sua choradeira acompanhada de dos filhos mais pequenos lá nos sacava uma moedita, para “matar” a fome ao pequenito.
Para Eduardo Figo Roxo, coordenador do Grupo Folclórico de Pereira, «esta iniciativa visa dar nome e recriar o ambiente das feiras de antigamente», aludindo também ao facto de que «este papel cabe aos grupos, sobretudo nessa preservação e divulgação». O dirigente explicou também que a iniciativa «visa dar projecção à vila de Pereira e ao seu Grupo Folclórico».
«Com este iniciativa recuámos um século. Verificamos que este Grupo recorda o encontro dos povos que andavam dispersos», disse, por sua vez, António Pedro, Presidente da Junta de Freguesia de Pereira, sustentando que, esta é «uma feliz ideia, devidamente renovada, demonstrativa de que Pereira está viva, recomenda-se, porque há quem tenha sempre boas iniciativas como esta, que atraiam pessoas». «Pereira carece de outros valores, mas não obstante está viva e bem viva», concluiu.
Luís Leal, Presidente da Câmara de Montemor, referiu que a iniciativa «é mais do que positiva e é demonstrativa do interesse deste grupo na etnografia e folclore», sublinhando que «estas tradições e sua divulgação podem ser uma componente turística muito importante, nos capítulos culturais e gastronómicos sobretudo, se estiverem alicerçados na qualidade gastronómica da Vila de Pereira, que tem essa feliz particularidade».

Produtos tradicionais e animação musical

Os produtos em venda eram os mais variados possíveis, sendo colocados em tendas ou vendidos à carreira, dos quais se destacam: os cereais, vinho, azeite, hortaliças, fruta, feijão, sementes, batatas, cebolas, alhos, aves, peixe, panos, bolsas de retalhos, algibeiras, sal, ovos, queijo, enchidos, mel, pão, broa, fogaças, biscoitos, doces, brinquedos, olaria, cestaria e flores.
No período da tarde, a feira teve o seu epílogo, contando com a animação dos grupos presentes que com as suas danças e cantares emprestaram uma animação suplementar esta iniciativa, que teve sempre como som de fundo o som da concertina, tão típico das feiras de antanho.
Estiveram presentes o Grupo Folclórico da Vila de Pereira, Grupo Etnográfico da Região de Coimbra, Grupo de Cantares da Freguesia de Vila Seca, Rancho Folclórico Camponeses de Montessão, Grupo Folclórico e Etnográfico de Alfarelos, Grupo Folclórico Mártir S. Sebastião, Grupo Folclórico e Etnográfico do Brinca.

Fernando Torres
In Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2374&Itemid=135

201º Aniversário da Filarmónica União Verridense

A Filarmónica União Verridense comemorou 201 anos de vida, no dia 13 de Junho. O programa das comemorações é extenso. Neste dia, depois da arruada efectuada pela banda, músicos, directores, sócios e amigos da associação juntaram-se no Centro Cultural para o almoço de aniversário.

Sempre que há aniversário da AFUV, o ponto alto das comemorações é a sessão solene. O convidado especial foi o sr. Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, pessoa com sensibilidade para a cultura e amiga da Filarmónica de Verride. Foram agraciados diversos músicos e participantes no coro da filarmónica e também o sócio honorário José Carlos Almeida Morgado, pelo enorme contributo que deu à associação nos últimos 15 anos.
Depois dos habituais discursos, a banda fez um concerto magnífico, sob a batuta do maestro António Jesus. As comemorações continuam com mais iniciativas, tais como a audição dos alunos da escola de música, o coro de Tavarede e um concerto com a Orquestra Ligeira do Exército, lá para Setembro.

Fonte e Fotos: http://o-bari-tono.blogspot.com/

Novo projecto cultural

“Bastien e Bastienne” no Convento de S. Francisco

A companhia Ad Libitum, de Coimbra, e a cooperativa Teatro dos Castelos, de Montemor-o-Velho, juntam-se para desenvolver um novo e ambicioso projecto: uma companhia de teatro musical com sede na Alta de Coimbra. “Bastien e Bastienne”, de Mozart, é a primeira produção da Ópera de Coimbra, um espectáculo que pretende captar os mais diversos públicos de Coimbra e que promete surpreender, com uma mistura criativa de música, movimento, drama, design e poesia. A estreia acontece no dia 20, no Convento de S. Francisco, seguindo-se novas apresentações nos dias 27 deste mês, 3 e 4 de Julho, sempre às 21h45.
A associação artística - alicerçada no trabalho de um grupo coral de renome e de uma cooperativa interdisciplinar de cultura – começou já no ano passado, com a produção de “Alice e o Minotauro”, na sede da Ad Libitum (Rua dos Coutinhos), mas é agora que os dois grupos se lançam em algo mais «ambicioso» como diz Júlio Sousa Gomes, o encenador do “Bastien e Bastienne”», também responsável da cooperativa Teatro dos Castelos.
A adaptação da peça escrita por Mozart aos 12 anos é mais um fruto de uma parceria que não vai ficar por aqui. «Vamos fazer este espectáculo, com ambição mas também com os pés assentes na terra, e depois vamos pensar nas próximas produções», refere Júlio Gomes, certo de que Coimbra tem espaço para uma companhia de teatro musical e de que o público precisa de ser cativado.
Para o sábado passado, e com o objectivo de chamar a atenção do público para o evento, esteve previsto um desfile dos actores, trajados com os figurinos da ópera do século XVII. O cortejo seria pontuado de trechos da peça, representados pelas ruas da cidade, mas a chuva alterou os planos da organização, que aproveitou a reunião de todos para um ensaio no Convento de S. Francisco. Foi lá que o Diário de Coimbra os encontrou, a dar retoques na música, a compor os belos fatos de época, a arranjar as maquilhagens e cabeleiras, finalmente, a representar “Bastien e Bastienne”.

Juvenil e popular

Para os responsáveis da Ópera de Coimbra esta é «uma proposta, à cidade e à região, de um projecto que se pretende, em simultâneo, experimental, popular e pedagógico; aberto a novas temáticas e estéticas, de estímulo ao gosto pelas artes e pela cultura, visando proporcionar a inserção profissional de jovens músicos, cantores, bailarinos, juntando artes e postura cívica, procurando vínculos entre o clássico e o contemporâneo».
De enredo simples e curta duração (cerca de 50 minutos), “Bastien e Bastienne” é considerado um dos notáveis exemplos do género “singspiel” (diálogo falado entre a música) em que se insere. Numa nova versão em português, que visa devolver eficazmente a jovialidade simples de diálogos e canções, este espectáculo da Ópera de Coimbra apresenta-se com uma equipa alargada de actores/cantores e músicos e conta com o apoio cúmplice de artistas plásticos e de gente ligada à cultura e às artes de palco.
A Ópera de Coimbra concretizou um grupo de parcerias (Ministério da Cultura, Turismo de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra, Escola Superior de Educação de Coimbra, instituições de ensino artístico, companhias de teatro, empresas, imprensa) que pretendem propiciar a continuidade do projecto da companhia de teatro musical.

Desventuras de uma moça do campo e seu amado

O espectáculo que a Ópera de Coimbra vai levar ao Convento de S. Francisco é uma adaptação da peça composta por Mozart aos 12 anos (em 1768). O enredo trata das desventuras de uma moça do campo, Bastienne, em risco de perder Bastien, o seu amado, enredado por outras seduções. Desesperada e almejando reconquistar o seu grande amor, ela recorre à ajuda de Colas, o feiticeiro. A trama desenvolve-se em torno dos conselhos dados aos enamorados pelo feiticeiro e do choque entre os dois, até à reconciliação final.
Uma obra de grande simplicidade, marcada por uma unidade melódica, e em que a Ópera de Coimbra procura contrapor à austeridade do Convento de S. Francisco o colorido de figurinos, jogos, movimentos, submergindo a festa teatral na comunidade dos espectadores.

Fonte e imagem: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2342&Itemid=113

sexta-feira, 12 de junho de 2009

PJ investiga morte

Retirado corpo de carro submerso

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar a morte de um homem retirado ontem ao final da tarde do canal de rega entre Ameal e Pereira. A vítima estava no interior de uma viatura submersa, e foi descoberta após o alerta para os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, por volta das 18h00. Segundo fonte dos bombeiros, «quando os mergulhadores confirmaram a existência da vítima, foi accionada a PJ, que esteve no local a recolher vários indícios».
A vítima, que à hora de fecho desta edição ainda não tinha sido identificada, foi recolhida pouco depois por uma equipa de mergulhadores dos Bombeiros Sapadores de Coimbra. Até ao momento não foi possível apurar a causa da morte nem quanto tempo o corpo permaneceu na água. A vítima foi encaminhada para gabinete médico-legal do Instituto Nacional de Medicina Legal na Figueira da Foz, para ser autopsiada.
No local estiveram seis homens dos Voluntários de Montemor com duas viaturas, e uma equipa de dois homens e uma viatura de apoio dos Sapadores de Coimbra, bem como os agentes da PJ.

Fonte:http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2293&Itemid=135

Minibasquete em Montemor

Craques de palmo e meio apoiaram Associação Acreditar

O Pavilhão Municipal de Montemor-o-Velho foi o palco escolhido para a realização do primeiro torneio de solidariedade “Acreditar no Minibasquete”. O Ginásio Figueirense superou a concorrência de Académica de Coimbra e Clube Infante de Montemor e inscreveu o seu nome no quadro de honra de um evento que, garante a organização - a cargo de Clube Infante Montemor e da weblog Jornal Futsal (dinamizada por Ricardo Santos) -, terá mais edições.
O objectivo da iniciativa passou, sobretudo, por promover o nome da Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, no seio do minibasquete e da comunidade montemorense.
Várias foram as personalidades que abraçaram esta causa e ontem marcaram presença no remodelado recinto municipal, infra-estrutura notável neste concelho do Baixo Mondego. Luís Leal, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, António Pardal, presidente da Junta de Freguesia de Montemor-o-Velho, Maria Patrocínio, directora da Associação Acreditar, Almerinda Pereira e José Alberto Charro, presidente e vice-presidente do Clube Infante Montemor, respectivamente, não faltaram “à chamada” e tornaram este 10 de Junho como sendo o Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades… e da Solidariedade.
A Acreditar trabalha no apoio a crianças com cancro e respectivas famílias. A Casa da Associação, junto ao novo Pediátrico está finalizada, faltando a conclusão das acessibilidades para que a inauguração possa ser consumada.
Ginásio dominou

A manhã de ontem foi de festa, com os minis 12 a servirem de “craques de serviço”. Infante de Montemor e Académica foram os primeiros a entrar em acção. A turma academista fez jus ao recente troféu de “equipa do ano” no minibasquete e levou de vencido (24-45) o emblema montemorense. De seguida, entrou em acção o Ginásio Figueirense que bateu (53-23) os conimbricenses e perfilou-se como forte candidato à vitória final na prova, feito este confirmado com o triunfo (58-19) diante dos anfitriões de Montemor-o-Velho.
Uma manhã desportiva que terminou em festa com os pupilos de João Vaz (Ginásio), Hernâni Folgado (Académica) e Vasco Azenha (CIM) a gritarem a plenos pulmões o grito do minibasquete.

Primeira vez em minibasquete

A origem dos eventos desportivos que revertem a favor da Associação Acreditar, em Coimbra, remonta no ano de 2004, com a primeira edição do “Acreditar no Futsal”. Desde então, realizaram-se cinco edições de futsal, todas dinamizadas pela weblog Jornal Futsal que, este ano, foi “desafiada” pela direcção do CIM a expandir a ideia a outras modalidade e ao concelho de Montemor-o-Velho. Ontem, a parceria revelou-se de sucesso e, a título de exemplo, o edil Luís Leal garantiu o seu apoio em causas solidárias, como esta, seja em que modalidade for. O futsal sofreu uma pausa, porém é certo que voltará a ter torneios de solidariedade para a Acreditar.

CIM celebrou aniversário

O Clube Infante de Montemor celebrou ontem o seu quinto aniversário. As atenções dos responsáveis, estiveram centradas na prova de minibasquete e na canoagem que esteve igualmente em acção, pelo que o habitual convívio para sócios e amigos da instituição fica reservado para 20 de Junho.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2314&Itemid=135

I Passeio Cicloturismo de Verride

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Procissão do Corpo de Deus


Na próxima quinta-feira, dia 11 de Junho, e tal como tem vindo a ser hábito, a banda filarmónica da AFUV irá participar nas procissões do Corpo de Deus organizadas pelas paróquias de Verride e de Sé Nova, Coimbra. As celebrações litúrgicas que antecedem ambas as procissões iniciar-se-ão às 11h30 e às 16h, respectivamente.

Foto de pcortesao.
Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2009/06/procissao-do-corpo-de-deus.html

Identificados dois suspeitos

Café assaltado em Granja do Ulmeiro

A operação era de combate à criminalidade e de prevenção da sinistralidade em geral, mas os militares do destacamento da GNR de Montemor acabaram por deixar a estrada para se deslocarem a Granja do Ulmeiro, no concelho de Soure, onde um estabelecimento comercial estava a ser assaltado. Aconteceu na noite de sábado para domingo e os presumíveis assaltantes foram identificados, depois da viatura, furtada, em que seguiam ter sido localizada em Coimbra.
Segundo fonte do destacamento da GNR, o assalto ocorreu durante a madrugada e os assaltantes, dois, talvez três, entraram no café localizado em Granja do Ulmeiro, através do arrombamento da porta, com recurso a um pé de cabra. O alarme soou, pelo que os assaltantes terão sido obrigados a sair rapidamente do estabelecimento e porem-se em fuga. Não sem antes levarem a caixa registadora e uma pequena verba proveniente do euromilhões.
A viatura, um Fiat Uno que, segundo a mesma fonte, tinha sido dado como furtado há alguns dias, foi identificada por populares, o que permitiu ao Pelotão de Intervenção, que participava também na acção de fiscalização, a sua localização e apreensão no Bairro do Ingote, em Coimbra, e a identificação de dois assaltantes. Segundo a GNR de Montemor, os indivíduos encontravam-se no exterior do carro e, apesar de terem consigo algum di-nheiro, não foi possível a sua detenção, visto não terem sido apanhados em flagrante delito. A viatura vai agora ser sujeita a inspecção judiciária, que poderá confirmar alguns indícios que permitam a detenção dos dois assaltantes, podendo, segundo a GNR, haver um terceiro elemento envolvido não identificado.
Antes, porém, os elementos do destacamento da GNR de Montemor, 15 ao todo, com a colaboração do recém-criado Pelotão de Intervenção e da Secção Cinotécnica, ambas forças do Destacamento de Intervenção de Coimbra, procediam a uma operação de combate à criminalidade em geral no concelho de Montemor-o-Velho, com particular incidência na zona de Arazede, que permitiu a detecção de três pessoas a conduzir sob o efeito do álcool – dois homens e uma mulher. Um dos homens foi detido na localidade de Bunhosa por ter uma taxa de álcool de 1,77. Foi ainda detido, também na Bunhosa, um indivíduo por conduzir um ciclomotor sem habilitação legal. As detenções ocorreram entre as 4h00 e as 5h00.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2267&Itemid=135

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Montemor Medieval


Para ver todo o programa, vá ao endereço...
http://www.cm-montemorvelho.pt/aconteceu_2009/329052009.pdf

Irmãos recolhidos na madrugada de ontem

Três crianças maltratadas à deriva em Montemor

Menina de sete anos e dois rapazes, de oito e cinco anos, foram encontrados pela
padeira às 05h00. Menina está internada no Pediátrico e os irmãos numa instituição

Três crianças foram encontradas abandonadas, junto à estrada, na localidade de Bunhosa, no concelho de Montemor-o-Velho, ontem de madrugada. Com evidentes sinais de maus tratos, os três menores, uma menina de sete anos e dois rapazes, de cinco e oito anos, foram recolhidos pela GNR. A menina, devido à gravidade dos ferimentos que apresentava, foi internada no Hospital Pediátrico de Coimbra. Os dois rapazes foram encaminhados para o Centro de Acolhimento Infantil do Loreto, em Coimbra.
A padeira que assegura a distribuição do pão naquela zona apercebeu-se, ao passar na zona da Bunhosa, da presença de três crianças de etnia cigana, à beira da estrada. Seriam 5h00 da madrugada e, estranhando a situação, a senhora alertou o posto da GNR de Montemor-o-Velho.
Segundo apurámos junto de fonte do Destacamento da GNR de Montemor-o-Velho, após o alerta, de imediato se deslocou uma patrulha para o local, onde efectivamente se encontravam as três crianças, «com evidentes sinais de maus tratos e agressão», particularmente a menina, que apresentava, inclusivamente, «sangue na cara», facto que poderá indiciar uma agressão bastante recente. Relativamente aos rapazes, aparentemente não era visível qualquer sinal de sangue ou agressão recente.
A patrulha recolheu as três crianças, encaminhando-as para o posto, encetando, de imediato, contacto com a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Montemor-o-Velho. Uma operação que, dada a hora madrugadora, não se revelou fácil. Todavia, assim que o contacto foi estabelecido, «duas técnicas da CPCJ deslocaram-se ao posto da GNR e levaram as crianças», rumo ao Centro de Saúde de Montemor, onde foram sujeitas a um primeiro exame médico. Exame que, segundo apurámos, para além das «marcas de agressão no rosto, especialmente num olho», detectadas na menina, diagnosticaram um conjunto de cicatrizes e marcas de agressão mais antigas, quer na menina, quer nos dois rapazes, muito embora, segundo apurámos, a menina fosse a que apresentava sequelas mais profundas, espalhadas praticamente por todo o corpo.

Exames detectam agressões antigas
Os três irmãos, que se presume residirem com a família no acampamento de Vila Franca, na freguesia de Arazede (concelho de Montemor), não muito longe do local onde foram encontrados pela padeira, foram ainda transportados ao Instituto de Medicina Legal, por indicação do Ministério Público, entretanto alertado para a situação. Ali, de acordo com fonte do Destacamento da GNR, os exames médicos permitiram detectar sequelas mais profundas em cada uma das crianças e, mais uma vez, a situação mais complicada revelou-se na menina.
Por ordem do Ministério Público, os dois rapazes foram encaminhados para o Centro de Acolhimento do Loreto, em Coimbra, e a menina para o Hospital Pediátrico, onde ontem ao final da tarde, segundo apurámos, ainda estava a ser sujeita a exames médicos.
De acordo com fonte do Destacamento da GNR de Montemor, o pai dos três menores, residente no acampamento de Vila franca, foi, entretanto, identificado, muito embora não tenha sido efectuada qualquer detenção relacionada com este caso.
A hipótese de as crianças terem fugido do acampamento, na sequência de mais uma agressão, desta vez recaindo sobre a menina, poderá justificar a sua presença, à beira da estrada, ontem de madrugada, junto à localidade da Bunhosa. Todavia, só as investigações em curso, a cargo do Ministério Público, poderão averiguar o que efectivamente aconteceu aos três meninos, não apenas nesta noite, mas nos últimos meses das suas vidas e esclarecer os maus tratos a que foram sujeitos.

Fonte:http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2199&Itemid=135

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Comemorações do 201º Aniversário da AFUV


Cinco sentidos estimulados com flores e plantas

O cheiro a flores e plantas sente-se mesmo antes de se chegar à Praça 8 de Maio. E lá, é impossível não ver a beleza de centenas de rosas, tulipas, margaridas, orquídeas ou girassóis que decoram pequenas bancas espalhadas por ambas as alas da Rua Visconde da Luz. Pelo caminho toca-se nos manjericos, ouve-se a fanfarra tocar e provam-se bolos caseiros e doces conventuais, trazidos por Ranchos Folclóricos de Coimbra.
O Mercado de Flores e Plantas é um verdadeiro estímulo aos cincos sentidos de quem, aceitando o convite da Câmara Municipal de Coimbra, aproveita o dia quente e solarengo de sábado, para conhecer uma Baixa colorida, cheirosa e, acima de tudo, animada. As flores e plantas dão-lhe colorido, os bombos da fanfarra ajudam à festa, mas a verdadeira animação está no mar de gente que invade as principais ruas do centro da cidade, dando-lhe uma vida que já não tinha há muito tempo.
«Há muito que não a via com tanta gente», ouve-se. «Assim é que devia ser sempre», acrescentam. As opiniões são unânimes entre todos. «É lindo, só é pena não se realizar mais vezes», concorda Lurdes, moradora no Alto de S. João que, alertada pela publicidade ao evento, está na Baixa para ver de perto uma iniciativa que «ainda vem embelezar mais a nossa bela cidade».
Acompanhada pela irmã, Fernanda, residente em Verride, não tem dúvidas de que este tipo de iniciativas «trazem mais vida à Baixa» e, por isso, «deveriam realizar-se mais vezes, pelo menos uma vez por mês». «Há dias de semana que esta rua parece a de uma aldeia», lamenta.

Turistas maravilhados

Gente é coisa que não falta. De Coimbra, de fora da cidade, e até do estrangeiro, como é o caso de Ronaldo Ribeiro, um brasileiro de Pernambuco, no Recife, participante num torneio de futebol a realizar na cidade, que considera «extraordinária, muito bonita» a Baixa de Coimbra, especialmente com tanta gente e com «as flores e plantas a valorizar toda a sua beleza». «É importante quando as cidades mostram o que têm de melhor e de mais bonito», acrescenta.
E é mesmo assim. As floristas “competem” com arranjos coloridos e as flores mais belas. Os Ranchos Folclóricos com arroz doce, os mais variados bolos caseiros, queijadas, pastéis de Tentúgal, bolas de carne, rissóis e outras iguarias que fazem do Mercado de Flores e Plantas um mundo de gostos e paladares. Mas não se fica por aqui. Entre os 37 expositores (mais cinco do que no ano passado) há também cremes, bebidas, chás, licores e até sabonetes à base de plantas, «muitas delas desconhecidas dos citadinos», como faz questão de sublinhar Mário Nunes.
O vereador da Cultura estima que nesta edição do Mercado de Flores e Plantas – a terceira – estejam na Baixa mais de 50 mil pessoas, que foi o número de visitantes do ano passado. «Tem tido cada vez mais êxito», confirma, satisfeito por estar mais perto de realizar o seu sonho: «ver a Baixa toda florida, da Portagem à Praça 8 de Maio».
Para além da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes, a animação do mercado esteve ainda a cargo do Grupo de Concertinas da Lousã, que tocou pela primeira vez em Coimbra. No final do dia foram ainda entregues os prémios do concurso do Melhor Arranjo Floral.

Fonte e foto: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2099&Itemid=135

Autárquicas 2009

Torrão preconiza “Mudança” para Montemor-o-Velho

Sob o lema “Mudança”, Emílio Torrão apresentou ontem a candidatura à Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, num ambiente de festa e grande confiança numa vitória nas eleições de Outubro.
Afirmando-se «cansado de ver o concelho governado por uma coligação de direita», o candidato acusou o actual executivo de ter criado «um passivo astronómico», quando «a câmara foi deixada saudável pelo PS».
Este tema já tinha sido abordado pelo dirigente nacional Augusto Santos Silva, que frisou o aumento do passivo da autarquia, durante os últimos oito anos, em cerca de 15 milhões de euros, para um total de cerca de 25 milhões.
«Foi a única obra que ficou feita durante os dois mandatos», disse o também ministro, frisando ainda que «há uns vagos compromissos de obra, que só não são mais vagos porque correspondem a iniciativas do Governo», como sejam o Centro de Alto Rendimento e o Centro Educativo.
Santos Silva defendeu ainda que, «ao votar no PS estão a votar na força política que fez alguma coisa pelo concelho», sustentando ainda que, para falar de questões sociais, «os socialistas estão a mais habilitados do que qualquer outro partido», mantendo, neste aspecto, «uma folha de serviços que brilha aos olhos de todos».
Lançado pelos discursos inflamados dos seus antecessores, especialmente o líder da JS, Duarte Cordeiro, o candidato europeu Correia de Campos e o presidente da Federação Distrital, Victor Baptista, Emílio Torrão assegurou que «o concelho não pode ser governado à vista», sustentando também que «esta terra não pode mais ter um presidente que confunde confrontação política com ofensa. Por isso sou candidato».
A confiança reina no PS e Santos Silva ironizou mesmo com a lei da limitação de mandatos, dizendo que esta não será aplicada em relação a Luís Leal, uma vez que «por isso é que vamos derrotá-lo em Outubro».
Também Victor Baptista emana confiança e recordou a campanha de 1993, em que, «contra todas as expectativas e com muito trabalho, ganhámos». Aliás, o dirigente distrital promete dinâmica de vitória noutros concelhos PSD, prometendo uma novidade para a Figueira da Foz e Coimbra, mantendo grandes esperanças nos resultados eleitorais em Penacova, Penela e Pampilhosa da Serra.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2095&Itemid=135

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tribunal condena difamação através da internet

Dois homens foram ontem condenados pelo Tribunal Judicial de Montemor-o-Velho, num dos primeiros processos julgados em Portugal em que os crimes terão sido cometidos exclusivamente através da Internet.
O caso conta-se em duas "penadas". Um dos arguidos, J. P. G., contratou o registo do domínio da sua página na Internet uma empresa de "hosting" sediada na Ereira, Montemor-o-Velho, a WebRitmo. Alegadamente, quando pretendeu mudar de servidor, por não gostar do serviço, ter-se-á visto impedido de usar o mesmo domínio, uma vez que este teria sido registado em nome da empresa e não no seu.
Na troca telefónica de "galhardetes" entre o gerente da WebRitmo e J. P. G., este gravou uma das chamadas, onde o empresário alegadamente colocava a condição de pagamento de cinco mil euros para desbloquear a situação, e onde o arguido avisava que colocaria a conversa online. Não só o terá feito, como passou a gravação ao segundo arguido, L. F. M., que a difundiu, acrescentando textos de sua autoria, onde alertava para os alegados perigos de trabalhar com a empresa em causa.
Estes factos passaram-se em 2007, mas L. F. M. não se limitou a colocar o som e os textos online, contactando directamente por correio electrónico outros clientes da empresa, a quem transmitia a mesma mensagem negativa sobre os "perigos" da WebRitmo.
Inevitavelmente, os conteúdos acabariam por difundir por diversos sites e blogues, chegando a parte significativa da comunidade cibernáutica (ainda ontem conseguimos descarregar a gravação), o que, na perspectiva do empresário, provocou uma quebra na facturação e a necessidade de recorrer à publicidade paga para contrariar a tendência negativa.
A queixa-crime apresentada pela WebRitmo e pelo empresário Carlos Carvalheiro culminou ontem na condenação dos dois homens. J. P. G. apenas foi considerado culpado de ter efectuado a gravação, tendo sido condenado a 160 dias de multa, num total de 800 €. L. F. M. teve menos sorte e o Tribunal deu como provados os crimes de que era acusado, nomeadamente a gravação ilícita, difamação e ofensa contra pessoa colectiva, tendo sido condenado a 160 dias de multa (a nove euros por dia) pelos dois primeiros e a 180 dias pelo terceiro, também à razão de nove euros diários. Em cúmulo jurídico, terá de pagar 3.420 euros.
O arguido foi ainda condenado a pagar indemnizações por danos não patrimoniais, 1.200 euros ao empresário e 1.900 à empresa. O tribunal não considerou os danos patrimoniais (a WebRitmo pedia cerca de 32 mil euros), uma vez que não terá conseguido relacionar a perda de facturação com os actos dos arguidos. A juíza titular do processo recordou por várias vezes a L. F. M. que "a crítica não pode ser feita a qualquer custo", frisando que "uma coisa é criticar, outra é caluniar", tendo considerado ainda que elevado o grau de ilicitude, muito pela persistência do arguido na conduta, uma vez que enviou mensagens electrónicas a clientes da empresa.

Empresário insatisfeito e arguido recorre

O empresário Carlos Carvalheiro mostrou-se pouco satisfeito com o resultado do processo, dizendo aos jornalistas que "o crime compensa", garantindo que a situação "afectou a empresa em cerca de 32 mil euros". "Nem sei se os três mil euros da indemnização chegam para pagar ao advogado", disse, mostrando tendência para o recurso.
O defensor de L. F. M., Victor Mendes, admitiu que "provavelmente vamos recorrer", considerando que "não posso estar satisfeito porque acho que há condenação que resulta de matéria não provada".
O causídico sustentou ainda que "devia haver alguma exclusão de ilicitude", tendo em conta que o arguido terá feito uma denúncia que pretendia alertar outros cibernautas para os alegados perigos de trabalhar com a empresa.
José Manuel de Castro defendeu J. P. G. e não pondera recorrer, tanto mais que "ele confessou ter efectuado a gravação e já era de esperar a pena de multa". O advogado lembrou que "este processo não teria nada de original se não se passasse em meio virtual", lembra do que "é uma questão que está a dar os primeiros passos nos tribunais portugueses".

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2127&Itemid=112

IX Encontro de Bandas Filarmónicas - Coimbra