sábado, 31 de janeiro de 2009

Junta de Freguesia de Verride

Perde-se na memória dos Homens as origens desta bela terra, situada na margem esquerda do Mondego.
De entre conquistas e reconquistas que fizeram a História deste país, ressalta como época dourada de Verride, que já foi sede de concelho, o período do colonialismo no Brasil, que lhe deixou como legado o valioso património arquitectónico inspirado no exotismo dessas paragens. As muitas casas apalaçadas e quintas, que aqui se podem encontrar demonstram bem a riqueza de outros tempos, perpetuada até hoje.
Apetrechada desde há muitos anos com as principais infra-estruturas básicas que fazem o bem estar da vida moderna: electricidade, esgotos e água canalizada (...).
Apesar de ter facultado durante muitos anos aos seus jovens e aos das Freguesias vizinhas o ensino preparatório através da extinta Telescola, desafortunadamente perdeu este grau de ensino para a sede de concelho, mantendo ainda em funcionamento o Infantário e a Escola Primária.
De entre outros equipamentos sociais, conta ainda com um Lar de 3.a Idade e Centro de Dia, assim como o Serviço de Atendimento Médico (...) . Não se pode deixar de realçar o papel desempenhado pela antiquíssima Filarmónica União Verridense, fundada em 1808, decana no ensino da música, que a par do Centro Cultural de Verride, este mais vocacionado para actividades multifacetadas, constituem o fulcro da actividade cultural da vila.
Durante muitos anos ostracisada a prática do desporto pelas autoridades competentes, isto depois de terem existido o futebol e a canoagem como actividades eleitas pelos jovens como suas favoritas, surge agora "uma luz ao fundo do túnel" com a construção dum pavilhão gimnodesportivo, que irá permitir desenvolver outros projectos desportivos se os poderes instituídos não se ficarem só pelo imóvel.
Para finalizar, resta acrescentar que esta terra de boas águas e bons ares, tem nas suas gentes um exemplo de bem viver com respeito pelo ambiente, dádiva da natureza, não aceitando a pretexto de uma qualquer proposta de "desenvolvimento", que lhe venham esventrar o seu solo e poluir o seu ar, julgando que os faz felizes "ver passar o movimento". Por isso, apesar da total desatenção prestada por quem de direito, Verride está preparada para defender este seu dom, que conjuntamente com o património histórico fazem dela uma "Vila Museu", desejosa de ser conhecida e admirada por todos.

Fonte: http://padreantoniocpps.no.sapo.pt/Verride.htm

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

AFUV - 1808/2008

Bateu na família durante 20 anos

Todos os argumentos eram válidos para agredir a mulher e as filhas: sempre que recebia o salário, quando ela lhe comunicou que estava grávida e até quando ouviu dizer que o Mundo ia acabar. Um acórdão do Tribunal da Relação de Coimbra, a que o CM teve ontem acesso, descreve maus tratos ao longo de vinte anos e mantém a decisão da primeira instância, que condenou o agressor a 18 meses de prisão, suspensa por igual período, só pelos crimes contra as filhas. Dos maus tratos à mulher, de quem agora está separado, foi absolvido porque a vítima não apresentou queixa.
O caso passou-se em Montemor-o-Velho e o arguido é descrito como um indivíduo com "personalidade agressiva", que se embriagava com frequência. Uma das primeiras agressões referidas pelo tribunal aconteceu há 19 anos, quando a mulher lhe comunicou que "iam ser pais de outra menina". Noutra ocasião, o arguido, depois de ouvir dizer que o Mundo ia acabar, chegou a casa embriagado e espancou a mulher.
As filhas eram agredidas com "pancadas à coelho", na nuca. Ficou provado que as meninas, na altura com sete e nove anos, "viviam em permanente sobressalto e angústia". Uma delas urinava-se quando pressentia a chegada do pai a casa. Ficaram com "graves traumas psicológicos", que "ainda hoje", que têm 20 e 22 anos, "perduram".

Paula Gonçalves in http://www.correiomanha.pt/noticia

Montemor-o-Velho - o Concelho

Passar pelo concelho de Montemor-o-Velho obriga a paragem demorada para degustar a riqueza da gastronomia regional. À mesa, apresentam-se o arroz de lampreia, as papas laberças, o pato à moda do Mondego, o arroz malandro de cabidela e o sarrabulho.
A doçaria conventual é um dos atractivos. É extremamente variada: papos de anjo, barrigas de freira e queijadas de Pereira, espigas doces de Montemor, queijadas e pastéis de Tentúgal, uma referência regional.
A beleza da paisagem não passa indiferente aos olhos de quem visita esta região. O património natural de Montemor-o-Velho é rico e diversificado, mas os pauis são os últimos vestígios da paisagem de outros tempos dos campos do Mondego.
As zonas húmidas funcionam como reservatório de água e a sua importância levou à criação de uma área protegida no Paul do Taipal e da Reserva Natural do Paul de Arzila.

A não perder

Área Protegida do Paul do Taipal
Capela da Misericórdia de Montemor-o-Velho
Capela de São Sebastião
Castelo de Montemor-o-Velho
Convento de Nossa Senhora da Piedade
Igreja de São Martinho, Matriz de Montemor-o-Velho
Igreja de Nossa Senhora dos Anjos
Paço dos Duques de Cadaval
Reserva Natural do Paul de Arzila

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Montemor-o-Velho&Option=Concelho&content_id=885780

Sindicato avança com execução judicial contra bombeiros

Corporação foi condenada a pagar quase 19 mil euros de horas extraordinárias a quatro funcionários e ainda não cumpriu a sentença

O Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP) anunciou ontem, em comunicado, que irá avançar judicialmente contra a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, para fazer cumprir uma sentença do Tribunal de Trabalho da Figueira da Foz.
Trata-se de 18.641,12 euros, valor acrescido de 4% de juros, relativos a horas extraordinárias de quatro bombeiros-funcionários, que a corporação foi condenada a pagar há cerca de três meses, o que ainda não cumpriu.
No documento ontem enviado às redacções, o sindicato explica que, na acção inicial, intentada contra os responsáveis da Associação Humanitária, os quatro bombeiros pediam o pagamento de quantias «referentes a trabalho extraordinário realizado e trabalho em dias feriados e fins-de-semana».
Ainda segundo o comunicado, a sentença foi proferida no dia 27 de Outubro de 2008, «não obstante a falta de comparência dos representantes legais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho».
Considerando que, supostamente, «mantém-se a falta de condições de trabalho» que deu origem ao processo, e perante o não cumprimento da sentença, o sindicato afirma agora que vai avançar com a execução da acção judicial.
A organização aproveita ainda para considerar «estranha» a eventual retenção das quotas dos seus associados, «desde Abril de 2007», situação que, avança, será também resolvida «por via judicial».
O SNBP revela ainda estranheza pelo argumentos invocados pela direcção dos Bombeiros de Montemor, que tem falta de verbas, adiantado que, «basta consultar o Diário da República, 2.a Série – n.o 185 – 24 de Setembro de 2008, no qual constam as verbas transferidas pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, para verificar que o total de verbas auferido pela mesma associação é de 52. 566,26 euros, até ao dia 5 de Junho de 2008».
O valor, ainda segundo sindicato, «não inclui os fundos oriundos do Ministério da Saúde, nem os fundos autárquicos», assim como os «resultantes de Protocolos com entidades privadas e o dinheiro ganho através do transporte de doentes».
O SNBP denuncia ainda que um dos bombeiros envolvidos no processo, a gozar «licença sem vencimento e ausente do país, supostamente foi chamado para regressar à actividade sob ameaça de perder o seu posto de trabalho», classificando a situação como «pressão psicológica».
A organização sindical informa ainda que já enviou todos os documentos a que teve acesso para a Autoridade Nacional da Protecção Civil, Liga dos Bombeiros Portugueses e grupos parlamentares da Assembleia da República.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=502&Itemid=135

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Capela de S. Sebastião

Situada no meio do povoado, ignora-se tanto a data da sua fundação como o seu instituidor. Apenas temos como referências documentais as Informações Paroquiais de 1721 que lhe fazem referência dizendo ser muito concorrida. Digno de registo o retábulo de pedra da oficina de João Machado filho, as esculturas de Stº António (séc. XV), de S. Sebastião (gótica) e da Nossa Senhora da Rosa.
Aos 16 dias do mês de Dezembro de 1929 um incêndio esteve na origem da sua destruição. Porém, devido ao zelo do reverendo Daniel José Tavares e à devoção popular foi de novo construída em 1931 a capela de devoção àquele mártir.

Fonte: http://padreantoniocpps.no.sapo.pt/Verride.htm

Personalidades - Manuel Maria de Macedo Pereira Coutinho Vasques da Cunha Portugal e Menezes

«Espírito eminentemente moderno, todo penetrado dos processos críticos das novas escolas literárias e artísticas, amante fiel da realidade, estudando incessantemente o modelo e a vida, possuindo a consciência plena do fim social da arte.»
Esta é a apresentação que Ramalho Ortigão faz de Manuel Maria de Macedo Pereira Coutinho Vasques da Cunha Portugal e Menezes, um nobre da arte realista, conhecido no meio artístico por Manuel de Macedo (Verride 1 de Maio de 1839- Lisboa 26 de Maio de 1915).
Oriundo da nobreza, filho segundo de um Par do Reino, teve uma educação artística esmerada. As relações familiares proporcionaram-lhe a oportunidade de conviver durante a infância com estrangeiros em passagem, de conhecer as obras desses artistas, assim como as ideias, as correntes que iam germinando pela Europa. Trabalharia também com o Mestre anunciação durante um ano.
Entretanto por morte do seu pai, e como filho sem direito a herança, por ser segundo, viu-se na necessidade de trabalhar para viver, apesar do apoio do seu irmão mais velho, também ele Par do Reino.
Esta dependência a seu irmão obrigou-o a andar atrás dele, e em 1858 encontra-se no Porto, onde permanece dois anos em total integração com a colónia inglesa ali residente. Ali conhece e estuda com o escocês Alfredo Guilherme Howel, desenhador e aguarelista que o orienta desde logo para o estudo dos costumes, para a visão do povo na sua realidade vivencial. Uma orientação querida por essa colónia, e que é o seu primeiro público comprador. Segundo Alberto Meira, travaria também convívio com os artistas portuenses Francisco José Resende, os irmãos Correia, Francisco Pinto da Costa…
Sendo um espírito educado e humanístico, ele procurará apreender todas as técnicas de criação artística, e desse modo encontrámo-lo em Coimbra (acompanhando os estudos do irmão), e depois em Lisboa, como um cenógrafo magistral - «em cenografia o seu pincel ‚ hoje dos mais elogiados, pelos efeitos de perspectiva e combinação de tinta em que tanto procura aproximar-se da natureza» (in "Artes e Letras' por José Maria de Andrade Ferreira / 1872)
Quando se radica em Lisboa (1862) abre-se á sua curiosidade um maior campo de actividades artísticas como a gravura. a ilustração, a caricatura e a crítica.
«Em 1872 - recorda Artur Ribeiro in "Artistas Contemporâneos - houve uma tentativa em favor da publicação ilustrada e, a convite do gravador Pedroso, fez Manuel de Macedo alguns ensaios de ilustração; popularizando-se a gravura, o nosso artista lançou-se abertamente neste género de trabalho /.../.Tipos populares duma rigorosa naturalidade, animados de intensa vida e duma cintilante veia humorística. Que os torna congéneres dos tipos do imortal Gavarni.»
Tendo-se iniciado pelo realismo costumbrista de influência inglesa, entrava na gravura como realismo humorístico de influência francesa.
A sua obra gráfica inicia-se na década de sessenta, e segundo descoberta de António Dias de Deus, trabalhos seus surgem no jornal “As Notícias” que inicia a sua publicação a 27 de Março de 1866, incluindo já desenhos de Manuel de Macedo. Mas seria na década de setenta que se imporia no meio académico e gráfico.
Está ligado á criação das revistas de crítica literária e artística, como “Artes e Letras” (1872) e “Ocidente” (1878), e aqui desenvolverá grande actividade, como desenhador assim como critico e teórico.
Ilustrando dezenas de livros, e colaborando em diversas publicações podemos aqui invocar por alto alguns títulos como o Diário Ilustrado (1872), Almanac Ilustrado para 1873, Recreio Infantil (1874), Lanterna Mágica (1875), Almanach de caricaturas para 1876, Jornal dos Artistas (1875-77),, A Ilustração (1884)… Revista Ilustrada (1891), Gazeta Ilustrada (1901)… Revista das artes Gráficas (1907), O Tripeiro (1910)… assim como no Comércio do Porto Ilustrado, Diário de Notícias Ilustrado…
Ilustrou livros como “A Gravura em Madeira em Portugal” de João Pedroso (1872/76), “Lisboa na Rua” de Júlio César Machado (1874), “História de Portugal” de António Enes (1876), “As tragédias de Lisboa” de Leite de Bastos (1877/79), “O Hissope” de António Dinis da Cruz e Silva (1879). “O Real Teatro de São Carlos” de Fonseca Benevides (1883), “Álbum dos Costumes Portugueses” (1888)…
Manuel de Macedo seria também professor de desenho no Instituto Industrial de Lisboa, publicando como complemento alguns livros de divulgação artística e técnica das artes do desenho. A sua actividade abrangeria também a crítica de arte, ou crónica como ele baptizou os seus trabalhos (assinados por vezes com pseudónimos de ”Spectator” ou “Pincel”), assim como viria a ser o primeiro conservador do Museu Nacional de Belas artes, fundado em 1884.
Pintor da comédia dos costumes, Macedo entendeu o realismo como visão humorística, como realismo da actualidade, visão popular mas erudita, visão paralela á de Nogueira da Silva, só que com um outro poder de análise estética.
«O sr. Macedo é, talvez, - diz Andrade Ferreira em 1872 in Artes e Letras - o nosso artista que possui mais conhecimentos teóricos. Poucos como ele falam tão bem a linguagem de atelier e entram mais facilmente na parte tecnológica de arte. /../ Abraçou com encarecimento os princípios da proclamada escola realista.»
Erudito eminente, seria companheiro de tertúlia de Manuel Maria Bordalo Pinheiro, apoiando-o na sua tentativa de realismo, na sua campanha de crítica às artes portuguesas e sua dinamização, trabalhando com ele a gravura. Se a sua obra é importante dentro do humorismo social e pitoresco, mais importante será a sua influência técnica e de gostos ao jovem da casa Bordallo Pinheiro. Nogueira da Silva como criador, e instrutor de jovens gravadores; Manuel Maria como pai e teórico das artes; Manuel Macedo como criativo e também teórico influenciaram o gosto deste jovem, que também começaria por ser costumbrista, realista, antes de se tornar na grande figura de charneira da caricatura portuguesa - Raphael Bordallo Pinheiro.

Fonte: http://humorgrafe.blogspot.com/2008/01/histria-da-caricatura-em-portugal-parte_13.html

Rio Mondego - Montemor-o-Velho 1940-1950

Festival do Arroz e da Lampreia 09

O arroz do Baixo Mondego e a lampreia do Mondego vão estar no prato de 20 a 29 de Março, numa viagem gastronómica denominada por 7º Festival do Arroz e da Lampreia.
Do menu, onde o arroz carolino é o denominador comum, o arroz de lampreia, arroz de cabidela, sarrabulho ou arroz de pato, típicos da região, vão exaltar os paladares. As tentações vão morar mesmo ao lado com o arroz doce, as barrigas de freira, queijadas de Pereira, espigas doces e os pastéis de Tentúgal.
Ao longo de dez dias, Montemor-o-Velho vai divulgar o arroz com a mostra gastronómica nos restaurantes, as tasquinhas e petisqueiras presentes no festival, a venda do arroz carolino do Baixo Mondego, a mostra de artesanato, a animação cultural e as visitas pela rota do arroz.
O 7.º Festival do Arroz e da Lampreia pretende divulgar e promover não apenas a orizicultura como também a pesca fluvial, principalmente a da lampreia, através de um conjunto de acções de natureza multidisciplinar.
A realização do festival surgiu da necessidade de combater a escassez de iniciativas, de envolvência regional e nacional, de promoção do produto cultural local e da identidade própria de cada região. Este certame gastronómico potencia, assim, não apenas dois dos produtos mais singulares da região do Baixo Mondego, como também toda a cultura desta região, as gentes, a história, as paisagens, o património.
Programa (clique aqui)

Fonte: http://www.guiadacidade.pt/portugal/?G=agenda.index&artid=19927&distritoid=06&li=agenda

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Novo Blogue de Verride

Este blogue pretende ser, apenas, um espaço de divulgação de notícias, actualidades, eventos (...) da freguesia de Verride e do Concelho de Montemor-o-Velho. Para tal gostariamos de contar com a sua colaboração. Envie as suas notícias sobre a freguesia, acontecimentos, programas de festas, programas de actividades da AFUV, do Centro Cultural, da Cruz Vermelha (...). Evie-nos os seus artigos de opinião, as suas sugestões, as suas fotografias, os seus vídeos (...). No fundo, pretendemos que cada visitante deste espaço se possa tornar num participante activo, contribuindo, assim, para a divulgação do que melhor tem e se faz em Verride e Montemor-o-Velho. Utilize o nosso email .

Obrigado pela vossa visita e participação!!

Abaixo os choupos

Os célebres choupos de Verride, travaram uma batalha inglória com os motosserras e pereceram todos. Nem um ficou para contar o que aconteceu. Já faz parte do passado aquele arvoredo que embelezava a entrada norte de Verride. Os desgraçados dos choupos não tiveram vida fácil. Quando a povoação se alargou para aquelas bandas, foram muito criticados, injuriados, vandalizados etc. Eles (os choupos) não gostavam dos apupos e na primavera atiravam para o ar milhares de pequenas nuvens de pólen, que empestavam as casas e provocavam, por vezes, tosse nos transeuntes. No Inverno, despidos das suas nobres vestes de folhas verdejantes, atiravam pequenos ramos, que batiam, com força, nos automóveis. Os choupos não gostavam muito do Inverno, especialmente, dos ventos fortes e, de vez em quando, desmaiavam, caindo por terra inanimados, enfim, já começavam a ficar caducos. Antes que algum se deitasse em cima de algum automóvel, foram mortos pela raiz. Apesar de tudo serão sempre lembrados, quer pela frescura que transmitiam, quer pelos desagradáveis espirros de pólen que davam.

Fonte: http://o-bari-tono.blogspot.com/2008/12/abaixo-os-choupos.html

Tornado provocou prejuízos

Um repentino vendaval levantou telhas e desenraizou árvores, danificando habitações e automóveis. A Protecção Municipal de Protecção Civil foi accionadaVentos fortes e localizados, identificados por algumas pessoas como um tornado, danificaram ontem cerca de três dezenas de habitações da Santo Varão e Formoselha, no concelho de Montemor-o-Velho, obrigando a que a Protecção Civil Municipal fosse accionada.Os estragos verificaram-se todos na freguesia de Santo Varão, com maior incidência na localidade de Formoselha, onde muitas casas ficaram com danos visíveis, nomeadamente ao nível das telhas e mesmo chaminés, que voaram com a força do vento.O fenómeno ocorreu cerca das 5h00 e incidiu principalmente nas ruas da Madalena e Carreira Naval, em Formoselha, onde a destruição foi potenciada por chapas de zinco levantadas do telhado de uma exploração agrícola situada nas proximidades.De acordo com Graça Coelho, residente na rua da Madalena, «as chapas e as telhas passaram por cima do telhado e caíram em cima dos carros», tendo resultado danos avultados, com os inevitáveis riscos na pintura e vidros partidos. Logo ao lado, na rua Carreira Naval, os estragos são ainda maiores, uma vez que o vento derrubou chaminés e conseguiu mesmo projectar uma contra um telhado vizinho, provocando estragos avultados.O presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão confirmou ao Diário de Coimbra a gravidade dos estragos, referindo que, das cerca de 30 habitações afectadas, nas duas localidades, os estragos mais graves estavam concentrados em «três ou quatro», precisamente nas ruas da Madalena e Naval Carreira, em Formoselha.Paulo Redondo explicou ainda que, na sequência dos estragos, «foi accionada a protecção Civil, tendo intervido os Bombeiros e a Câmara Municipal, que forneceu máquinas».O autarca referiu ainda que a força dos ventos cortou a energia eléctrica, desde as 5h00 até ás 12h00, sendo que, ao final da tarde, ainda haveria problemas com as ligações telefónicas.«Terá sido um tornado ou um tufão e que causou estes danos», referiu Paulo Redondo, explicando que «a Protecção Civil foi desactivada cerca das 16h00», mantendo-se, em Formoselha, funcionários que procediam ao desmantelamento do telhado de zinco da unidade agrícola de onde voaram alguns painéis durante a madrugada.
Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=441&Itemid=135

AFUV em Mação


Inserido na temporada 2008/09 das "Bandas em Concerto", uma iniciativa da Direcção Regional da Cultura do Centro, a banda filarmónica da AFUV irá, no próximo sábado, dia 31 de Janeiro, realizar um concerto no Cine Teatro de Mação. Este concerto, de entrada livre, terá o seu início pelas 21:30.

Fonte: http://filarmonicaverride.blogspot.com/2009/01/bandas-em-concerto-afuv-em-mao.html

Refer promete obras "urgentes" sem adiantar datas

A Refer voltou esta quarta-feira a garantir que não abandonará o Ramal da Figueira da Foz, ao anunciar o tipo de obras que alegadamente pretender realizar na linha. Não adiantou foi qualquer data, nem estimativa do investimento.
O comunicado que enumera os "trabalhos urgentes de reabilitação" do ramal, encerrado desde dia 5 deste mês, por razões de insegurança, chegou às redacções ontem de manhã. A seguir, o JN solicitou à Refer que desse a conhecer o calendário das obras. Mas, ao final da tarde, a empresa pública, presidida por Luís Pardal, acabou por manifestar a sua indisponibilidade para dar essa informação.
Ainda assim, a empresa que gere a Rede Ferroviária Nacional assegurou que "é objectivo que o Ramal da Figueira da Foz venha a constituir um elo importante nas cadeias logísticas que apoiam o desenvolvimento do Porto da Figueira da Foz". Por outro lado, é intenção da empresa que o ramal "garanta ligações ferroviárias eficazes no contexto nacional e ibérico", lê-se no comunicado da Refer, que reitera as promessas feitas, em 2008, pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.
Segundo a Refer, as obras no Ramal, que liga a Figueira da Foz à Pamilhosa do Botão, no concelho da Mealhada, "contemplam a substituição integral dos materiais da superestrutura da via, a execução de drenagem em betão e o reperfilamento de taludes". As obras incluem também um novo balastro e prevêem "pequenas rectificações do traçado em planta e perfil".
A Refer afirmou ainda a sua disponibilidade para investir na segurança de algumas passagens de nível do ramal. Adiantou até ter 500 mil euros para eliminar quatro passagens de nível - duas no concelho da Figueira da Foz e duas na Mealhada - e automatizar duas em Cantanhede.
Entretanto, as câmaras de Montemor-o-Velho e da Figueira da Foz também manifestaram interesse em suprimir quatro passagens de nível, construindo, em alternativa, viadutos. "Acções que poderão vir a ser objecto de protocolo a celebrar com a Refer e cuja concretização é susceptível de ser articulada com os trabalhos de reabilitação do ramal", prometeu a empresa.
A Refer garantiu ter ainda projectos para uma fase posterior à reabilitação da linha. Referiu a execução do terminal ferroviário que há-de integrar uma plataforma logística, a três quilómetros da estação da Figueira da Foz, e a beneficiação de apeadeiros e estações de Cantanhede e Figueira.
O ramal, que atravessa quatro concelhos e foi inaugurado em 1881, constitui um troço da Linha da Beira Alta. Nos últimos anos, o estado calamitoso da via-férrea fazia os comboios demorarem-se cerca de uma hora no percurso de 50 quilómetros que liga a Figueira da Foz à Pampilhosa (onde entronca com a Linha do Norte). Enquanto a circulação ferroviária está suspensa no ramal, a viagem é feita de autocarro e demora mais 26 minutos.

Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Figueira%20da%20Foz&Option=Interior&content_id=1072003

Música abre programa cultural em Montemor-o-Velho

Na abertura do programa cultural de Montemor-o-Velho é apresentado no próximo sábado o calendário do ano de 2009, dedicado a Manuel Jardim, pintor natural de Meãs do Campo.
A partir das 22h00, a Igreja do Convento de Nossa Senhora dos Anjos acolhe o já habitual concerto de Ano Novo, com a Orquestra Clássica do Centro, dirigida pelo maestro Virgílio Caseiro, os Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Rão Kyao e Carlos Guilherme.
O espectáculo, que em edições anteriores contou com a presença de conceituados grupos como a Orquestra de Cordas de São Petersburgo, o grupo de gospel “Shout!”, a Orquestra Sinfónica de Lisboa ou a Orquestra de Câmara Rússia, é organizado pela autarquia de Montemor-o-Velho em colaboração com o Museu Nacional de Machado de Castro.

Fonte: http://www.campeaoprovincias.com/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=5134&Itemid=88

Dois suspeitos de furto detidos após despiste

A GNR de Montemor-o-Velho interceptou um homem de 20 anos e uma mulher de 22, grávida, tendo outros os dois suspeitos conseguido concretizar a fuga

Numa verdadeira maratona durante a madrugada, a Guarda Nacional Republicana conseguiu a detenção de duas pessoas, suspeitas de furtos em estabelecimentos comerciais na zona de Maiorca e em diversos pontos dos concelhos de Montemor-o-
-Velho e Soure.
Trata-se de um homem, com 20 anos de idade, e uma mulher de 22, que se encontra grávida, razão pela qual foi transportada à Maternidade Bissaya Barreto, por uma medida de precaução, tendo em conta que o carro em que seguiam se despistou. A situação era, no entanto, normal, pelo que foi hoje presente, com o seu comparsa, ao Tribunal Judicial de Alvaiázere para interrogatório judicial.
Os indivíduos seriam quatro e deslocavam-se numa viatura ligeira que, ao que sabemos, não foi furtada. A determinada altura, na zona de Verride, furtavam um segundo automóvel, tendo passado a circular aos pares.
Como descreveu ao Diário de Coimbra o comandante do Destacamento da GNR de Montemor-o-Velho, Alferes Eurico Nogueira, durante a noite e madrugada foram chegando relatos de furtos a diversos estabelecimentos.
Com base nesses dados, os militares colocaram-se em campo e “apertaram” o cerco, vindo a interceptar os dois veículos, que encetaram imediatamente a fuga, com a GNR no seu encalço.
Os dois indivíduos que se faziam transportar no carro furtado conseguiram concretizar a fuga, mas o casal agora detido viria a despistar-se junto à localidade de Casal do Redinho, na freguesia de Alfarelos, concelho de Soure.
Na posse dos dois suspeitos, a GNR encontrou diverso material relacionado com os furtos, como uma caixa registadora, um expositor semelhante aos que habitualmente há em cafés, um canivete suíço, várias chaves que, de acordo com a GNR deverão pertencer a estabelecimentos, 200 euros, um gorro, um pé de cabra e chaves de fendas.

Fonte: http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=429&Itemid=135

Historial de Verride

A origem da sua etimologia aparece envolta em lendas relacionadas com o período da reconquista cristã, mais propriamente com a figura do Abade João. Diz-nos a tradição que um certo capitão cristão teria subido ao "Monte Facho" e mirando os mouros teria exclamado para o abade e seus homens "É ver Ide". O confronto teria causado grande mortandade tendo aquela frase permanecido na memória dos habitantes das redondezas. Esta tradição é confirmada por uma lápide sepulcral, do séc. XVIII, encontrada na Quinta da Boa Vista.
Perde-se no tempo as primeiras referências históricas alusivas a esta localidade. Porém, acredita-se que a sua existência seja anterior à formação de Portugal. Em Novembro de 1186 Verride recebe uma carta de povoação, concedida pelo alcaide de Santarém, Soeiro Mendes. Mas já anteriormente o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra teria providenciado um documento idêntico datado de 1159 em que essa instituição compra a um ascendente de Paio Guterres "marionhas junto a veride".
Alguns anos mais tarde, cerca de 1190, sabemos que foram aí assoreados pântanos, já que a vila possuía uma flora característica de terrenos pantanosos e alagados, motivados pelas famosas "cheias" do Mondego.
Desde sempre esta povoação constituiu um pequeno núcleo de humildes pescadores que viviam exclusivamente do rio e do mar, trabalhando os seus habitantes nas salinas que rodeavam as margens do Mondego.
Em meados do séc. XVII, o porto de Verride tinha uma importância considerável, fomentando o seu desenvolvimento ao nível da indústria naval, possuindo estaleiros próprios que permitiam o contacto mais directo com o mar. Mercê desta posição muitos dos seus habitantes participaram na epopeia dos Descobrimentos.
Ao falar-se de Verride não podemos subverter o papel desempenhado pelos monges de Santa Cruz que ali edificaram o majestoso convento de Almiara, local onde procuravam "aliviar do trabalho do mosteiro, uma vez no ano... por ficar esta quinta mais acomodada para a recreação e alívio que os religiosos do dito mosteiro vão passar uma vez por ano seus turnos".
No ano de 1514 D. Manuel, ao conceder foral ao mosteiro de Santa Cruz é feita referência aos coutos de Verride, Arazede, Zambujal, Cadima, Quiaios, Alhadas e Maiorca. Passado algum tempo passa a pertencer à Universidade de Coimbra com juiz ordinário e corpo de câmara nomeado pela Universidade conforme um contrato de 19 de Setembro de 1514 sendo a jurisdição cível exercida por esta e a de crime por Montemor. Quando D. Manuel concedeu foral à vila de Montemor e seu termo nele se regulamenta também as barcas de passagem da Coroa Real que andavam no Mondego incluindo a de Verride.
Fruto da instabilidade política resultante do período liberal o concelho de Verride, pelo decreto de 16 de Maio de 1832, fica a pertencer à comarca da Figueira da Foz. Passados alguns anos uma nova reforma administrativa recria o concelho de Verride mas que tem, porém, poucos anos de existência já que a 31 de Dezembro de 1853 é incorporado no concelho de Montemor-o-Velho juntamente com as freguesias de Reveles e Vila Nova da Barca.

Fonte: http://padreantoniocpps.no.sapo.pt/Verride.htm